A Justiça Global denunciou o caso do assassinato do jornalista Luiz Carlos Borbon Filho, ocorrido no último dia 5 de maio, em São Paulo, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. A organização também informou a Hina Jilani, representante do Secretário Geral da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos e a Philip Alston, relator especial sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias daquela organização internacional, sobre o crime.
Borbon foi assassinado com dois tiros disparados por homens encapuzados que desceram de uma moto no momento em que o jornalista estava num bar próximo à rodoviária. Há suspeitas de que sua morte esteja relacionada às constantes denúncias contra o crime organizado de sua cidade.
De acordo com a declaração da viúva do jornalista, Cátia Rosa Camargo, Luiz Carlos Barbon Filho recebia ameaças de morte constantemente, através de inúmeras cartas anônimas e telefonemas, a ponto de o jornalista decidir desfazer-se de seu telefone fixo. “Só usamos telefone celular”, afirmou Cátia, ao Jornal Estado de São Paulo. Segundo ela, em função das ameaças, o marido precisou fechar o jornal Realidade, que editava na cidade de Porto Ferreira-SP.