7 de julho de 2008 • 16h19

Livro do IIDH é lançado em evento do Grupo Tortura Nunca Mais

Em 1997, a Assembléia das Nações Unidas instituiu o dia 26 de junho como o Dia Internacional de Luta contra a Tortura. Desde então, o Grupo Tortura Nunca Mais – RJ realiza anualmente um evento para lembrar esta data.

Este ano, o evento foi organizado em parceria com a Justiça Global e com o Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ (NEPP-DH). No dia 30 de junho, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, localizado na Praia Vermelha, diversas organizações e militantes de direitos humanos se reuniram para assistir ao programa de debates que tinha como tema “Reparação e Memória” e que contou com a abertura da Dra. Suely Almeida e a participação dos psicanalistas Eduardo Losicer e Tânia Kolker, do membro da equipe jurídica do GTNM-RJ, Paulo Henrique Telles Fagundes, do pesquisador da Justiça Global, Rafael Dias, e da historiadora e professora da UFRJ, Jessie Jane Vieira de Sousa.

Na ocasião, o Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) lançou, em parceria com o GTNM-RJ e a Justiça Global, o livro Atenção integral a vítimas de tortura em processo de litígio – Aportes psicossociais, que aborda, a partir de um enfoque interdisciplinar, os desafios para o acompanhamento dos casos de violação de direitos humanos em processos de litígio na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Uma das questões centrais da publicação é a construção de estratégias psico-jurídicas entre os profissionais do direito e da saúde mental no acompanhamento das vítimas de tortura. O trabalho interdisciplinar proposto para os casos enviados para a Corte permite o acompanhamento integral das vítimas e visa a reparação psicossocial dos envolvidos.

Diversas organizações da América Latina que acompanham casos no Sistema Interamericano de Direitos Humanos contribuíram com artigos para o livro, relatando experiências e possibilidades de interdisciplinariedade, o que faz do livro do IIDH mais do que uma ferramenta teórica para os trabalhadores da saúde mental e do direito. A publicação do IIDH é um instrumento político de grande valia para os que pensam no processo de reparação do Sistema Interamericano de Direitos Humanos e para as organizações e militantes que lutam por direitos humanos no Brasil.

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