1 de julho de 2007 • 18h50

ONGs da América Latina pedem por direitos humanos no Zimbábue

Diante da grave situação de violações dos direitos humanos que vem ocorrendo no Zimbábue, oito organizações não-governamentais da América Latina reunidas em São Paulo, entre elas a Conectas Direitos Humanos, Justiça Global e a mexicana Fundar – Centro de Análisis e Investigación, assinaram uma declaração exigindo o restabelecimento dos direitos civis e a garantia de eleições livres e justas em 2008 naquele país.

A situação vem piorando a cada ano. Em março de 2007, durante uma manifestação pacífica, membros da campanha “Save Zimbabwe” foram detidos por agentes de segurança e brutalmente torturados, mesmo estando sob custódia policial. Relatos também apontam que mulheres integrantes do grupo Women of Zimbabwe Arise (WOZA) são mensalmente submetidas à tortura e outras formas de tratamento desumano e degradante.

A República do Zimbábue tornou-se independente em 1980, no mesmo ano Robert Mugabe foi nomeado primeiro-ministro. Em 1987, Mugabe alterou a constituição e tornou-se presidente executivo, permanecendo no poder desde então.

Na declaração sobre a intensificação das violações no Zimbábue, as ONGs latinas manifestam “profunda preocupação” diante dos fatos recentes ocorridos naquele país pois “não são isolados, mas sim constituem um contexto caracterizado pela absoluta deterioração do Estado de Direito e pela violação sistemática das liberdades fundamentais que tem ocorrido desde 2000, com complacência do Estado liderado pelo presidente Robert Mugabe”.

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