As organizações de Direitos Humanos, entre elas a Justiça Global, e movimentos sociais encaminharam denúncia às Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a exoneração de João Tancredo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ).
O próprio João Tancredo também divulgou nota à imprensa, onde reconhece que o estopim da sua exoneração foi a análise dos laudos das mortes ocorridas no Complexo do Alemão. De acordo com Tancredo, embora o governo do estado afirme que todos os mortos eram “marginais”, a população tem o direito de saber o que aconteceu durante a megaoperação policial realizada em 27 de junho no Complexo do Alemão. “Não podemos ser ingênuos a ponto de achar que tiros pelas costas a curta distância e disparos na nuca, tão característicos de execuções, não merecem ser apurados”, afirma João Tancredo (Leia documento no final deste boletim).
Para os movimentos, a exoneração de Tancredo representa “o cerceamento e a neutralização das atividades de um órgão que tem como pauta a fiscalização e monitoramento das políticas governamentais em face aos limites internacionalmente consagrados de direitos humanos”.
O grupo também encaminhou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA documento solicitando uma visita in loco daquele organismo internacional. O pedido foi em razão dos diversos relatos que comprovam as execuções sumárias cometidas pela polícia durante a megaoperação policial realizada no Complexo do Alemão. O documento encaminhado à OEA denuncia ainda a política de segurança pública militarizada e bélica e a criminalização da pobreza promovida pelo governo do Rio de Janeiro.
<Leia a íntegra da nota pública enviada aos meios de comunicação>


