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	<title>Justiça Global &#187; Arquivo</title>
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		<title>Justiça Global seleciona estagiário de Comunicação Social</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:23:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Estados]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[A Justiça Global é uma organização não governamental de direitos humanos. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <em>Justiça Global</em> é uma organização não governamental de direitos humanos. As nossas ações visam denunciar violações de direitos humanos, incidir nos processos de formulação de políticas públicas baseadas nos direitos fundamentais, impulsionar o fortalecimento das instituições democráticas e da sociedade civil, e exigir a garantia de direitos para os excluídos e vítimas de violações de direitos humanos.</p>
<p>O estagiário irá apoiar as atividades da área de Comunicação da <em>Justiça Global</em>, trabalhando em conjunto com a Assessoria de Comunicação e com a Direção na sede da organização, no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>Responsabilidades</strong></p>
<p>Imprensa</p>
<p>- Monitorar e fazer um clipping de notícias publicadas sobre a <em>Justiça Global</em><br />
- Apoiar na produção de conteúdo para imprensa e no contato com jornalistas<br />
- Apoiar o mapeamento, a manutenção e a organização de um mailing de imprensa</p>
<p>Site e redes sociais</p>
<p>- Apoiar a atualização do site da <em>Justiça Global</em> (global.org.br)<br />
- Monitorar e atualizar os perfis da <em>Justiça Global</em> nas redes sociais com conteúdo próprio e de parceiros<br />
- Produzir um relatório mensal de estatísticas de acessos do site da <em>Justiça Global</em> e de redes sociais</p>
<p>Eventos</p>
<p>- Ajudar a organizar eventos promovidos pela <em>Justiça Global</em> e parceiros<br />
- Apoiar no contato com fornecedores<br />
- Fazer o registro do eventos em fotos e vídeo</p>
<p>Organização de informação</p>
<p>- Organizar pastas com arquivos eletrônicos e impressos<br />
- Organizar e arquivar clippings, publicações, informes, fotos, etc<br />
- Organizar arquivo de imagens para uso interno e alimentação do site</p>
<p><strong>Pré-requisitos</strong></p>
<p>- Estudante de graduação em Comunicação Social<br />
- Capacidade de pesquisa e organização<br />
- Habilidade no uso de softwares de escritório, de edição de imagem e internet<br />
- Boa redação<br />
- Inglês e/ou espanhol são diferenciais</p>
<p>Carga Horária: 20 hs semanais<br />
Benefícios: bolsa-auxílio e vale transporte</p>
<p><strong>Os candidatos deverão encaminhar o currículo com um parágrafo justificando o interesse pela vaga para o e-mail contato@global.org.br com o assunto &#8220;Estágio Comunicação&#8221; até 14/02/2012.</strong></p>
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		<title>Entidades e movimentos sociais organizam Frente Nacional pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 12:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Federal de Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou da organização da Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas, nesta quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou da organização da Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas, nesta quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012. A Frente reúne entidades e movimentos sociais brasileiros em prol da luta por uma política sobre drogas norteada pela política antimanicomial e pela reforma psiquiátrica brasileira.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Frente_Nacional_Drogas_001.jpg" rel="shadowbox[post-2804];player=img;"><img class="alignnone size-large wp-image-2805" title="Frente_Nacional_Drogas_001" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Frente_Nacional_Drogas_001-1024x406.jpg" alt="Frente_Nacional_Drogas_001" width="553" height="220" /></a></p>
<p>A reunião foi coordenada por um representante dos Conselhos Federais de Psicologia e de  Serviço Social, da Pastoral Nacional da População de Rua, do Movimento Nacional de População de Rua e pelo Coletivo DAR. Os movimentos sociais e entidades discutiram e elaboraram os princípios que irão nortear as ações da frente e na formulação da agenda de trabalho.</p>
<p>A Frente pretende trabalhar na organização de um debate público e construir estratégias de lutas sobre drogas baseadas na cidadania e nos direitos humanos. Defende a ampliação dos investimentos públicos nas políticas públicas e a consolidação e ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e de todas as políticas públicas, com a garantia da participação popular e o respeito às decisões das conferências.</p>
<p><strong>A frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas elegeu os seguintes princípios:</strong></p>
<p>1. DEFENDER O PACTO VOLUNTÁRIO POR ADESÃO DE ENTIDADES E MOVIMENTOS DA SOCIEDADE CIVIL COM A FINALIDADE DE ORGANIZAR O DEBATE E CONSTRUIR ESTRATÉGIAS DE LUTA EM PROL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS BASEADA NA DIGNIDADE E DIREITOS HUMANOS;</p>
<p>2.  DEFENDER O ESTADO LAICO;</p>
<p>3.  DEFENDER A CONSOLIDAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO SUS, DO SUAS E DE TODAS AS POLÍTICAS PÚBLICAS COM PARTICIPAÇÃO POPULAR E O RESPEITO ÀS DECISÕES DAS CONFERÊNCIAS;</p>
<p>4. DENUNCIAR AS AÇÕES CONSERVADORAS, POLICIALESCAS, HIGIENISTAS E CRIMINALIZADORAS CONTRA AS POPULAÇÕES FRAGILIZADAS;</p>
<p>5. DEFENDER UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA EM UMA PERSPECTIVA DE GARANTIA DE DIREITOS E NÃO DA REPRESSÃO POLICIAL;</p>
<p>6. CONTRA A INCLUSÃO DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS E AFINS NA REDE DE SERVIÇOS DO SUS;</p>
<p>7. AMPLIAR O DEBATE PÚBLICO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E COM A SOCIEDADE SOBRE O TEMA DAS DROGAS DEFENDENDO A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS;</p>
<p>8. ASSUMIR OS PRINCÍPIOS DA LUTA ANTIMANICOMIAL E DA REDUÇÃO DE DANOS QUE TEM NORTEADO A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA, REIVINDICANDO QUE SEJAM ADOTADOS NA POLÍTICA SOBRE DROGAS;</p>
<p>9. POR UMA POLÍTICA INCLUSIVA E INTEGRAL DE ATENÇÃO ÀS PESSOAS QUE USAM DROGAS CONTEMPLANDO AÇÕES DE TRABALHO, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO, CULTURA, ARTE, ESPORTE, ACESSO À JUSTIÇA, SEGURANÇA PÚBLICA, SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL;</p>
<p>10. CONTRA A ATUAL POLÍTICA PROIBICIONISTA DE DROGAS, ARTÍFICE PARA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA, E DEFENDER UMA MUDANÇA NA ATUAL LEI (OU POLÍTICA) DE DROGAS FUNDADA NO RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS DE TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA.</p>
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		<title>Organizações encaminham à ONU e à OEA relatório reportando violação de direitos humanos no despejo da Comunidade de Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.</em></p>
<p>Produzido pela <em>Justiça Global</em> em conjunto com as Brigadas Populares, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, além de contar com a contribuição de parlamentares e grupos de apoio aos desabrigados, o relatório &#8220;Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional&#8221; se estrutura em três momentos: os conflitos entre o judiciário e o executivo nas esferas estadual e federal, que precederam a ação policial; o despejo e as consequências do excesso de violência contra os moradores; e o tratamento desumano e degradante que tem sido dado aos desabrigados pela prefeitura de São José dos Campos. O texto destaca ainda as constantes obstruções à atividade da imprensa e de organizações de defesa dos direitos humanos no local.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Pinheirinho-um-Relato-Preliminar-da-Violência-Institucional.pdf">LEIA AQUI &#8211; Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional</a></p>
<p>O relatório, que tem entre outras fontes depoimentos registrados em vídeo que serão encaminhados junto com o documento, será entregue oficialmente à Defensoria Publica de São Paulo, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Segurança Pública e parlamentares, além dos órgãos federais correlatos. O dossiê segue ainda para as relatorias de Direito à Moradia Adequada; Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais; e Independência do Judiciário da ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.</p>
<p><strong>Feridos e desaparecidos</strong></p>
<p>Até o momento da finalização do relatório preliminar não foi possível comprovar as mortes que teriam acontecido durante a ação realizada pela polícia do Estado de São Paulo e nos confrontos posteriores nos bairros vizinhos. No entanto, de acordo com relatos de moradores, há famílias de pessoas desaparecidas sendo coagidas a não denunciar os casos e nenhum corpo foi encontrado até o momento. Sindicatos, organizações sociais e indivíduos que num primeiro momento tentaram acesso ao Instituto Médico Legal e aos hospitais para obter informações foram obstruídos, o que sugere que as buscas e investigações devem prosseguir e demonstra a urgência de uma ação mais contundente do governo federal em apurar os fatos.</p>
<p>A obstrução do trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos foi evidente desde o dia do despejo. O acesso à área das operações foi restringido até mesmo para parlamentares e autoridades federais, evitando que as arbitrariedades fossem divulgadas e evitadas. O documento mostra ainda que casas foram destruídas com tudo o que havia dentro, e que nos dias seguintes saqueadores agiram sem ser incomodados pela polícia. Algumas famílias, além de perderem suas casas, também perderam todos seus pertences. A situação, que já é crítica, se agrava pelo estado dos abrigos municipais: condições sanitárias precárias, espaço insuficiente para a grande quantidade de famílias e atendimento médico que depende de voluntários.</p>
<p>As denúncias mais comuns, que podem ser comprovadas pelas marcas deixadas no corpo dos moradores &#8211; incluindo mulheres e crianças -, são de agressões, ameaças, espancamentos, ferimentos e intoxicação devido a disparos, bombas, gás e spray de pimenta. Esse tipo de violações está recebendo especial atenção do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) de São Paulo, que está no local coletando depoimentos e encaminhando as vítimas para o exame de corpo de delito. O uso irrestrito das armas ditas não-letais deixaram feridos em estado grave, que podem sofrer sequelas permanentes. Há também o registro de feridos com armas de fogo disparadas pela Guarda Municipal.</p>
<p><strong>Ato nacional na quinta-feira (2/2)</strong></p>
<p>Organizações do movimento popular e centrais sindicais estão convocando um ato em apoio à comunidade do Pinheirinho, exigindo que a área seja desapropriada e que moradias dignas sejam construídas no local. A manifestação será na quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão confirmadas. Na sexta-feira (3), às 17h, haverá outro ato no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Veja algumas imagens dos abrigos, da destruição em Pinheirinho e dos desabrigados:</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='ana paula e o que restou de sua casa'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ana paula e o que restou de sua casa" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='casa em chamas em pinheirinho'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="casa em chamas em pinheirinho" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo morumbi'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo morumbi" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja 2'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja 2" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='lesoes'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lesoes" /></a>

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		<title>Atingidos pela Vale agradecem título de pior do mundo dado à empresa; veja o vídeo</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Vale vence o Public Eye Awards, prêmio de pior empresa do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Econômicos, Sociais e Culturais]]></category>
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		<description><![CDATA[O Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos. O prêmio é conhecido como o "Nobel" da vergonha corporativa mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nesta quinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.</p>
<p>Este ano, a Vale concorreu com as empresas <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/barclays/" target="_blank">Barclays</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/freeport/" target="_blank">Freeport</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/samsung/" target="_blank">Samsung</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/syngenta/" target="_blank">Syngenta</a> e <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/tepco/" target="_blank">Tepco</a>. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.</p>
<p>De acordo com as entidades que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 – a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes. Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de <strong>Belo Monte</strong>, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.</p>
<p>A vitória da Vale foi comemorada no Brasil por dezenas de organizações que atuam em regiões afetadas pela Vale.</p>
<p>“Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados/as, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, conceder à Vale o título de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um prêmio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmaram as entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora.</p>
<p>Em um <em>hotsite </em>(<a href="http://xinguvivo.org.br/votevale/" target="_blank">http://xinguvivo.org.br/votevale/</a>) criado para divulgar a candidatura da Vale, foram listados alguns dos principais problemas de empreendimentos da empresa no Brasil e no exterior.</p>
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		<item>
		<title>Encontro da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa define atuação para 2012</title>
		<link>http://global.org.br/programas/encontro-da-articulacao-nacional-dos-comites-populares-da-copa-define-atuacao-para-2012/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O grupo formado por moradores atingidos, entidades, movimentos sociais e membros da academia das cidades que sediarão a Copa do Mundo avaliou as ações realizadas em 2011 e definiu as principais pautas e reivindicações para este ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, realizado entre os dias 21 e 24 de janeiro em Porto Alegre, consolidou a oposição às violações, abusos e ilegalidades relacionadas à realização de megaeventos esportivos no Brasil. O grupo formado por moradores atingidos, entidades, movimentos sociais e membros da academia das cidades que sediarão a Copa do Mundo avaliou as ações realizadas em 2011 e definiu as principais pautas e reivindicações para este ano.</p>
<p>O dossiê <a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;task=download&amp;id=19" target="_blank">Megaeventos e Violação de Direitos Humanos no Brasil</a>, lançado em dezembro do ano passado em ato nacional, ganhará uma versão impressa em março com dados atualizados. O objetivo é ter informações sistemáticas sobre as pessoas afetadas pelas obras e a precariedade do trabalho dos funcionários da construção civil, além de monitorar os encaminhamentos dados pelos órgãos públicos que receberam o documento. Dossiês locais também serão produzidos para detalhar a situação em cada cidade, sendo o primeiro o do Rio de Janeiro, também com previsão de lançamento para março.</p>
<p>Firmou-se ainda o compromisso de barrar a Lei Geral da Copa, posição já expressa em <a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;task=download&amp;id=3" target="_blank">nota pública</a> divulgada no fim do ano passado e que exigiu que a lei não fosse votada no apagar das luzes do ano legislativo do Congresso Nacional. O projeto cria um contexto de exceção, com alterações legais que beneficiam diretamente a FIFA e seus parceiros, tendo como base um acordo firmado entre a entidade e o governo brasileiro que não é de conhecimento público. O entendimento da Articulação Nacional é que o Brasil não precisa dessa lei para sediar a Copa do Mundo, sendo a exigência de sua aprovação uma grande ameaça aos direitos já garantidos pela legislação aos brasileiros.</p>
<p><strong>Visita a comunidades atingidas e atos públicos</strong></p>
<p>As atividades incluíram ainda atos no Aeroporto Internacional Salgado Filho e na Praça da Matriz, além de uma visita guiada pelo Comitê Popular da Copa de Porto Alegre, chamada de Toxic Tour. Membros da Articulação Nacional viram de perto a situação das comunidades atingidas pelas obras na cidade e puderam comprovar que alguns procedimentos têm se repetido no Brasil: envio de famílias para periferia sem oferta de serviços básicos, baixo valor de indenizações e forte pressão da especulação imobiliária. Em Porto Alegre esse avanço se dá também numa região predominantemente rural, que forma o cinturão verde no extremo Sul da cidade.</p>
<p>Os membros da Articulação Nacional também participaram de um ato em repúdio à violência policial em Pinheirinho, organizada por diversas entidades na Esquina Democrática, centro de Porto Alegre. No domingo, ao tomar conhecimento do início da desapropriação, o grupo aprovou uma <a href="http://www.portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;id=209:nota-articula%C3%A7%C3%A3o-nacional-pinheirinho" target="_blank">nota de repúdio</a> que foi enviada à imprensa. Entende-se que os interesses que motivaram a ação em São José dos Campos são os mesmos que, sob o argumento da preparação do Brasil para receber megaeventos esportivos, ameaçam remover cerca de 150 mil pessoas de suas casas em todo o país.</p>
<p>A Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa espera agora a ampliação e o fortalecimento dos comitês locais, com a crescente percepção de que os benefícios de sediar megaeventos esportivos não alcançam a maior parte da população. O <a href="http://www.portalpopulardacopa.org/" target="_blank">Portal Popular da Copa</a> irá concentrar as informações dos comitês, que realizam atividades e atos públicos, organizam oficinas e seminários e acompanham de perto a situação em suas cidades. Os Comitês Populares da Copa são abertos e se reúnem periodicamente em cada uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Morro-Santa-Teresa-Foto-Renato-Cosentino.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Morro Santa Teresa. Foto: Renato Cosentino'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Morro-Santa-Teresa-Foto-Renato-Cosentino-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Visita ao Morro Santa Teresa, em Porto Alegre, onde comunidades estão ameaçadas de remoção. Ao fundo o estádio do Beira-Rio em obras para a Copa do Mundo." title="Morro Santa Teresa. Foto: Renato Cosentino" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Zona-Sul-de-Porto-Alegre-Foto-Katia-Marko.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Zona Sul de Porto Alegre. Foto: Foto Katia Marko'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Zona-Sul-de-Porto-Alegre-Foto-Katia-Marko-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Extremo Sul de Porto Alegre, antiga região rural da cidade onde estão sendo construídos condomínios de luxo e populares sem investimento adequado em serviços de transporte, saúde e educação." title="Zona Sul de Porto Alegre. Foto: Foto Katia Marko" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Nova-Dique-Foto-Renato-Cosentino.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Nova Dique. Foto: Renato Cosentino'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Nova-Dique-Foto-Renato-Cosentino-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Visita à Nova Dique, onde estão sendo levadas as famílias da Vila Dique, que fica na cabeceira do Aeroporto Salgado Filho. Falta creche, atendimento médico e as casas já estão apresentando rachaduras." title="Nova Dique. Foto: Renato Cosentino" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Ato-Pinheirinho-Foto-Katia-Marko.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Ato Pinheirinho. Foto: Katia Marko'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Ato-Pinheirinho-Foto-Katia-Marko-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Claudia Favaro, do Comitê Porto Alegre, lê a nota pública da Articulação Nacional em ato em repúdio à violência policial em Pinheirinho." title="Ato Pinheirinho. Foto: Katia Marko" /></a>

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		<title>Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 17:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete mortes. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão que atingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nada disso, claro, é novidade; mas essas dinâmicas têm se acelerado nos últimos anos e ganharam, mais recentemente, um impulso fortíssimo com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que temos visto são remoções criminosas, atingindo cerca de 170 mil pessoas no Brasil inteiro, e desrespeito aos direitos mais básicos, em favor de uma lógica que privatiza os lucros, enquanto socializa custos e prejuízos à população. Estes prejuízos se distribuem desproporcionalmente, e é a população mais fragilizada, em particular, que arca com o peso maior.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Exigimos justiça para as famílias do Pinheirinho, mas também para aqueles que terão de ser responsabilizados e punidos por este arbítrio. Em primeiro lugar, o governador Geraldo Alckmin, que hoje inscreveu seu nome no panteão dos governos do Estado de São Paulo: agora ele também tem o seu Carandiru. Têm que pagar o preço do abuso, ainda, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, que cassou a liminar que suspendia a ação de reintegração de posse, alegando que a justiça federal não teria competência  para atuar no caso, apesar da manifestação de interesse da União em comprar a área disputada; e especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que planejou a ação junto com o comando da Polícia Militar; bem como os comandantes envolvidos na operação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas se Pinheirinho é exemplar, também o é pela organização e empenho da comunidade em lutar pelos seus direitos. Rodaram o mundo fotos e vídeos destes homens e mulheres comuns que, jogados pelas circunstâncias numa luta desigual por seus direitos e sua dignidade, elevaram-se ao papel de fonte de inspiração e admiração para muitos. Pinheirinho pode cair, mas Pinheirinho não acabará para todos aqueles que seguirão lutando esta mesma luta. A partir de hoje, Pinheirinho somos todos nós.</div>
<p>A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete mortes. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão que atingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física.</p>
<p>Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.</p>
<p>Nada disso, claro, é novidade; mas essas dinâmicas têm se acelerado nos últimos anos e ganharam, mais recentemente, um impulso fortíssimo com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que temos visto são remoções criminosas, atingindo cerca de 170 mil pessoas no Brasil inteiro, e desrespeito aos direitos mais básicos, em favor de uma lógica que privatiza os lucros, enquanto socializa custos e prejuízos à população. Estes prejuízos se distribuem desproporcionalmente, e é a população mais fragilizada, em particular, que arca com o peso maior.</p>
<p>Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.</p>
<p>Exigimos justiça para as famílias do Pinheirinho, mas também para aqueles que terão de ser responsabilizados e punidos por este arbítrio. Em primeiro lugar, o governador Geraldo Alckmin, que hoje inscreveu seu nome no panteão dos governos do Estado de São Paulo: agora ele também tem o seu Carandiru. Têm que pagar o preço do abuso, ainda, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, que cassou a liminar que suspendia a ação de reintegração de posse, alegando que a justiça federal não teria competência  para atuar no caso, apesar da manifestação de interesse da União em comprar a área disputada; e especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que planejou a ação junto com o comando da Polícia Militar; bem como os comandantes envolvidos na operação.</p>
<p>Mas se Pinheirinho é exemplar, também o é pela organização e empenho da comunidade em lutar pelos seus direitos. Rodaram o mundo fotos e vídeos destes homens e mulheres comuns que, jogados pelas circunstâncias numa luta desigual por seus direitos e sua dignidade, elevaram-se ao papel de fonte de inspiração e admiração para muitos. Pinheirinho pode cair, mas Pinheirinho não acabará para todos aqueles que seguirão lutando esta mesma luta. A partir de hoje, Pinheirinho somos todos nós.</p>
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		<title>Chamado à construção e mobilização da Assembléia dos Povos na Rio+20</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Uma Assembleia dos Povos povos atingidos, oprimidos e cientes das causas estruturais das crises sistêmicas e suas injustiças sociais e ambientais; dos povos afetados, indignados, questionadores e resistentes às novas formas de reprodução, militarização e esverdeamento do capitalismo; dos povos que se mobilizam e transformam, resguardam os saberes tradicionais, criam e recriam soluções reais e alternativas não capitalistas, defendem os bens comuns e revindicam os Direitos da Mãe Terra.</p>
<p>Para aderir a esta convocatória, envie um correio eletrônico com o nome da organização e país até o dia 21/01/2012 para: movilizacion.rio20@gmail.com</p>
<p>Aliança dos Povos do Sul Credores da Dívida Ecológica<br />
Amigos da Terra América Latina e do Caribe<br />
Convergência de Movimentos dos Povos das Américas<br />
Coordenadora Andina de Organizações Indígenas<br />
Grassroots Global Justice<br />
Grito Continental dos Excluídos<br />
Jubileu Sul/Américas<br />
Marcha Mundial das Mulheres<br />
Movimento Mundial pelos Bosques<br />
Oilwatch<br />
Via Campesina</p>
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		<title>Manifestantes paralisam duplicação de ferrovia da Vale</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estrada de acesso ao local de obras foi ocupada. Moradores de comunidades afetadas reclamam cumprimento de contrapartidas por parte da mineradora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2733" title="Manifestantes reclamam que mineradora não cumpriu com contrapartidas acertadas. (Foto: Marcelo Cruz)" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/20120119protestoVALE3.jpg" alt="Foto: Marcelo Cruz" width="258" height="172" /></p>
<p>Agricultores e representantes de movimentos sociais paralisaram na manhã desta quinta-feira (19) as obras que estão sendo realizadas pela mineradora Vale para ampliar a capacidade da Estrada de Ferro de Carajás, no Maranhão. De acordo com participantes da mobilização ouvidos pela Repórter Brasil, os moradores da zona rural de Açailândia (MA) e de localidades próximas afetados pela duplicação da ferrovia ocuparam uma estrada vicinal que dá acesso ao canteiro de obras impedindo a passagem de ônibus com operários. Em nota, a Vale condenou o ato.</p>
<p>A manifestação aconteceu porque, segundo os participantes, a Vale não tem cumprido contrapartidas acordadas com base nos impactos da duplicação da ferrovia. As reivindicações imediatas são: construção de um posto de saúde; melhorias na escola local; construção de túneis para passagem de carros e passarelas de pedestres; valor justo de indenização para remoção das casas que terão quer retiradas; recuperação de reservatórios de água da região; medidas para prevenção de incêndios; apoio em pesquisas para avaliar o impacto do uso de agrotóxicos em campos de cultivo de eucalipto próximos à plantação de assentamentos da região.</p>
<p>Entre os principais impactos da ferrovia sobre as comunidades, segundo as queixas dos moradores, estão atropelamentos de pessoas e animais, danos ambientais e os incêndios provocados pela passagem da locomotiva. Eles também reclamam de poluição sonora, trepidação e até rachaduras nas casas. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Vale ficou de buscar um posicionamento da empresa sobre os problemas e as reivindicações dos manifestantes.</p>
<p><strong>Reclamação ao IBAMA</strong></p>
<p>Os problemas foram detalhados em uma representação enviada em dezembro ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por uma frente formada pelos Missionários Combonianos, Justiça nos Trilhos e <em>Justiça Global</em> (leia em arquivo formato pdf a <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/cartaibama.pdf" target="_blank">representação enviada</a> e também um <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/impactos.pdf" target="_blank">relatório detalhado dos impactos</a>).</p>
<p>A estrada de ferro é utilizada para escoar a produção do principal pólo de extração de minério de ferro do Brasil, que fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, no Pará. Do município de Paraupebas (PA), o minério é transportado por 892 km pela ferrovia até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de onde segue para o exterior.</p>
<p>O ritmo com que o minério e retirado e comercializado é tão intenso que os trens que passam constantemente totalmente carregados chegam a ter mais de 3,9 km de comprimento, uma seqüência de 30 vagões puxada por 4 locomotivas. Agora, para ampliar a capacidade de escoamento, a Vale trabalha na duplicação dos trilhos.</p>
<p>Desde 1997, ano em que a Vale foi privatizada, a ferrovia é controlada pela empresa graças a uma concessão de 30 anos, que pode ser renovada por mais 30 anos. Segundo a Vale, a manifestação atrapalhou a circulação de trens, que chegou a ser momentaneamente interrompida. A empresa diz que, por conta dos prejuízos decorrentes da interdição da ferrovia, tomará medidas jurídicas contra os que participaram do ato. Os manifestantes negam que tenham interrompido a passagem dos trens.</p>
<p><a href="http://bit.ly/xFsPV3">Veja outras imagens na matéria original do Repórter Brasil.</a></p>
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		<title>Vale concorre a prêmio internacional de pior empresa do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 23:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A empresa participa do consórcio responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, que será responsável pelo deslocamento forçado de cerca de 40 mil pessoas, atingindo 14 comunidades indígenas do Médio Xingu, alagando 668 km2 e secando 100 km do rio na chamada Volta Grande do Xingu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2704" title="Vale" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/vale-spoof-2012-small-300x223.jpg" alt="Vale" width="300" height="223" />A <strong>Vale</strong>, mineradora brasileira presente em 38 países e considerada hoje a maior corporação de mineração de ferro do mundo, é uma das seis finalistas do prêmio Public Eye Award, que todos os anos escolhe a pior empresa do planeta por voto popular e anuncia a vencedora durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. É a primeira vez que uma empresa brasileira concorre ao prêmio.</p>
<p>A indicação da Vale para o Public Eye Award 2012 foi feita pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale) através da organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, sediada no Maranhão, em parceria com as ONGs internacionais Amazon Watch e International Rivers, e tem como base os inúmeros impactos ambientais, sociais e trabalhistas causados na última década pelas atividades da corporação no Brasil e no mundo.</p>
<p>A entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção da hidrelétrica de <strong>Belo Monte</strong> no rio Xingu, no Pará, foi considerado pelos organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, o fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano. A Vale detém 9% das ações do Consórcio, que será responsável pelo deslocamento forçado de cerca de 40 mil pessoas, atingindo direta e indiretamente 14 comunidades indígenas do Médio Xingu, alagando 668 km2 e secando 100 km do rio na chamada Volta Grande do Xingu.</p>
<p><a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/vale/" target="_blank">A votação do Public Eye Award 2012 é feita no site do prêmio e <strong>vai até o dia 26 de janeiro</strong>.</a></p>
<p>Um resumo de alguns dos impactos sociais, ambientais, trabalhistas e sobre populações tradicionais de vários empreendimentos da Vale no Brasil e no Mundo está disponível <a href=" http://www.xinguvivo.org.br/2012/01/08/impactos-de-operacoes-da-vale-no-brasil-e-no-mundo/" target="_blank">no site do Movimento Xingu Vivo para Sempre</a>.</p>
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