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	<title>Justiça Global &#187; Relatórios</title>
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		<title>Organizações encaminham à ONU e à OEA relatório reportando violação de direitos humanos no despejo da Comunidade de Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.</em></p>
<p>Produzido pela <em>Justiça Global</em> em conjunto com as Brigadas Populares, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, além de contar com a contribuição de parlamentares e grupos de apoio aos desabrigados, o relatório &#8220;Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional&#8221; se estrutura em três momentos: os conflitos entre o judiciário e o executivo nas esferas estadual e federal, que precederam a ação policial; o despejo e as consequências do excesso de violência contra os moradores; e o tratamento desumano e degradante que tem sido dado aos desabrigados pela prefeitura de São José dos Campos. O texto destaca ainda as constantes obstruções à atividade da imprensa e de organizações de defesa dos direitos humanos no local.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Pinheirinho-um-Relato-Preliminar-da-Violência-Institucional.pdf">LEIA AQUI &#8211; Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional</a></p>
<p>O relatório, que tem entre outras fontes depoimentos registrados em vídeo que serão encaminhados junto com o documento, será entregue oficialmente à Defensoria Publica de São Paulo, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Segurança Pública e parlamentares, além dos órgãos federais correlatos. O dossiê segue ainda para as relatorias de Direito à Moradia Adequada; Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais; e Independência do Judiciário da ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.</p>
<p><strong>Feridos e desaparecidos</strong></p>
<p>Até o momento da finalização do relatório preliminar não foi possível comprovar as mortes que teriam acontecido durante a ação realizada pela polícia do Estado de São Paulo e nos confrontos posteriores nos bairros vizinhos. No entanto, de acordo com relatos de moradores, há famílias de pessoas desaparecidas sendo coagidas a não denunciar os casos e nenhum corpo foi encontrado até o momento. Sindicatos, organizações sociais e indivíduos que num primeiro momento tentaram acesso ao Instituto Médico Legal e aos hospitais para obter informações foram obstruídos, o que sugere que as buscas e investigações devem prosseguir e demonstra a urgência de uma ação mais contundente do governo federal em apurar os fatos.</p>
<p>A obstrução do trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos foi evidente desde o dia do despejo. O acesso à área das operações foi restringido até mesmo para parlamentares e autoridades federais, evitando que as arbitrariedades fossem divulgadas e evitadas. O documento mostra ainda que casas foram destruídas com tudo o que havia dentro, e que nos dias seguintes saqueadores agiram sem ser incomodados pela polícia. Algumas famílias, além de perderem suas casas, também perderam todos seus pertences. A situação, que já é crítica, se agrava pelo estado dos abrigos municipais: condições sanitárias precárias, espaço insuficiente para a grande quantidade de famílias e atendimento médico que depende de voluntários.</p>
<p>As denúncias mais comuns, que podem ser comprovadas pelas marcas deixadas no corpo dos moradores &#8211; incluindo mulheres e crianças -, são de agressões, ameaças, espancamentos, ferimentos e intoxicação devido a disparos, bombas, gás e spray de pimenta. Esse tipo de violações está recebendo especial atenção do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) de São Paulo, que está no local coletando depoimentos e encaminhando as vítimas para o exame de corpo de delito. O uso irrestrito das armas ditas não-letais deixaram feridos em estado grave, que podem sofrer sequelas permanentes. Há também o registro de feridos com armas de fogo disparadas pela Guarda Municipal.</p>
<p><strong>Ato nacional na quinta-feira (2/2)</strong></p>
<p>Organizações do movimento popular e centrais sindicais estão convocando um ato em apoio à comunidade do Pinheirinho, exigindo que a área seja desapropriada e que moradias dignas sejam construídas no local. A manifestação será na quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão confirmadas. Na sexta-feira (3), às 17h, haverá outro ato no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Veja algumas imagens dos abrigos, da destruição em Pinheirinho e dos desabrigados:</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='ana paula e o que restou de sua casa'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ana paula e o que restou de sua casa" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='casa em chamas em pinheirinho'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="casa em chamas em pinheirinho" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo morumbi'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo morumbi" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja 2'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja 2" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='lesoes'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lesoes" /></a>

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		<title>Dossiê reúne impactos e violações de direitos no caminho para a Copa do Mundo</title>
		<link>http://global.org.br/programas/dossie-reune-impactos-e-violacoes-de-direitos-no-caminho-para-a-copa-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Documento será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Documento  será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da  Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais</strong></p>
<p>Será lançado hoje (12/12) simultaneamente nas 12 cidades-sede da Copa, o <em>Dossiê da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa &#8211; Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil</em>,  documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos  nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e  as Olimpíadas no Brasil.</p>
<p>&#8211; <a href="http://bit.ly/uSNsvO" target="_blank">LEIA O DOSSIÊ AQUI</a></p>
<p>O  dossiê foi produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa &#8211;  que reúnem acadêmicos, moradores de comunidades, movimentos e  organizações sociais &#8211; e consolida uma articulação feita em nível  nacional para contestar a forma como a Copa está sendo implementada,  fato que nunca tinha acontecido em países que receberam o evento.</p>
<p>Em pelo menos sete cidades, os Comitês Populares da Copa realizam  hoje atos simbólicos de entrega dos dossiês nas prefeituras municipais  (veja serviço abaixo). O documento será protocolado ainda em secretarias  de governos estaduais e ministérios do Governo Federal, além de órgãos  como o Ministério Público Federal, o BNDES, a Controladoria Geral da  União e o Tribunal de Contas da União. A Comissão de Direitos Humanos da  OEA, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e relatorias  especiais da ONU também receberão uma cópia.</p>
<p>Veja abaixo os principais temas abordados pelo Dossiê:</p>
<p><strong>Moradia</strong><br />
Relato  de casos de despejos arbitrários e remoção de comunidades inteiras em  processos ilegais de desapropriação para obras da Copa. Apesar da falta  de informação e dados disponibilizados pelos governos, os Comitês  Populares conseguiram a estimativa de 150 mil a 170 mil famílias que já  tiveram ou correm o risco de terem violados seus direitos à moradia  adequada.</p>
<p><strong>Trabalho</strong><br />
As greves e paralisações nas obras dos estádios  refletem baixos salários, más-condições de trabalho e superexploração da  mão-de-obra em função de atrasos e cronogramas apertados. Além disso,  são relatados casos de repressão a trabalhadores informais e de ameaças a  direitos de comerciantes que têm estabelecimentos no entorno dos  estádios e nas vias de acesso.<br />
<strong><br />
Acesso à Informação, Participação e Representação Popular</strong><br />
A  formação de grupos gestores, comitês, câmaras temáticas e secretarias  especiais da copa, muitas vezes sob a forma de empresas, constitui  instâncias de poderes paralelos, isentos de qualquer controle social.  Por outro lado, casos concretos ilustram a falta de informação prestada  de forma adequada às comunidades impactadas, o que traz triste lembrança  de tempos autoritários.<br />
<strong><br />
Meio Ambiente</strong><br />
Casos demonstram como as licitações  ambientais têm sido facilitadas para obras, e como regulamentações  ambientais e urbanísticas das cidades estão sendo modificadas  arbitrariamente em função dos megaeventos. Na proposta do novo Código  Florestal, possibilita-se a permissão para o desmatamento de Áreas de  Preservação Permanente (APPs) nas obras para a Copa.<br />
<strong><br />
Mobilidade<br />
</strong>O direito à mobilidade é violado com a expulsão  de famílias mais pobres de áreas centrais e valorizadas. Além disso, os  investimentos em transporte e mobilidade urbana têm sido feitos sem  levar em conta as principais demandas da população, priorizando regiões  de interesse de grandes grupos privados, áreas que usualmente estão se  valorizando.<strong><br />
</strong><br />
<strong>Acesso a Serviços e Bens Públicos</strong><br />
Como forma de minar a  resistência dos moradores, prefeituras estão cortando serviços públicos  de comunidades em processo de remoção. Além disso, órgãos públicos  destinados à defesa da população mais pobre estão sendo reprimidos e até  fechados, ao mesmo tempo que medidas de &#8220;ordenamento&#8221; urbano têm  violado o direito de livre acesso da população a espaços públicos.<br />
<strong><br />
Segurança Pública</strong><br />
Medidas propostas ou já implementadas,  como a criação de uma Secretaria Extraordinária de Segurança para  Grandes Eventos no âmbito do Ministério da Justiça, evidenciam uma  perspectiva de militarização das cidades durante os megaeventos. Por  exigência da Fifa, algumas responsabilidades serão confiadas a empresas,  o que aponta para a privatização dos serviços de segurança.</p>
<p><strong>Elitização, </strong><strong>&#8216;Europeização&#8217; e </strong><strong>Privatização do Futebol</strong><br />
O  fim de setores populares e o aumento dos preços dos ingressos afastam  os mais pobres dos estádios. Além disso, as &#8220;arenas&#8221; da Copa estão sendo  desenhadas em padrões que inviabilizam a cultura, os costumes, a  criatividade e a forma de se organizar e se manifestar do torcedor de  futebol brasileiro. Estádios históricos, como o Maracanã, podem ser  entregues à iniciativa privada.</p>
<p><strong>Atos públicos</strong></p>
<p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, que além da Copa do Mundo sediará os  Jogos Olímpicos em 2016, a concentração é em frente à Prefeitura do Rio,  na Cidade Nova, às 10h30. A entrega do dossiê está marcada para as 12h,  e haverá uma entrega simbólica do &#8220;legado&#8221; da Copa. Informações com  Renato (21 8267-2760), Gustavo (21 8212-1095) e no<a href="http://comitepopulario.wordpress.com/" target="_blank"> site do Comitê</a>.</p>
<p>Em <strong>Belo Horizonte</strong> haverá uma marcha que se concentrará na  Praça 7, a partir das 14h, e irá até a Prefeitura da cidade para entrega  do dossiê às 16h. Informações com Gustavo (31 8678-2010), Joviano (31 8815-4120) e <a href="http://atingidoscopa2014.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>O Comitê local de <strong>Curitiba</strong> fará uma marcha às 10h até a  Prefeitura de São José dos Pinhais. No período da tarde, às 13h, será a  concentração em frente à Prefeitura de Curitiba para entrega do  documento. Thiago (41 3232-4660), Andréa (41 3317-3225) e Fernanda (41 3361-5436), e <a rel="nofollow" href="http://copa2014curitiba.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>Natal</strong> haverá uma caminhada da Rodoviária até o Auditório  do CT Gás, onde o dossiê será entregue numa Audiência Pública.  Informações com Dionisio (84 8866-2035) e Nevinha (84 8723-4079).</p>
<p>Em <strong>Brasília</strong> às 12h, haverá ato de lançamento do dossiê  e início da entrega para diferentes órgãos da Administração  Pública. Patricia (61 8138-7739), Vitor (61 9946-5966) e Larissa (61 9684-5609).</p>
<p><strong>Porto Alegre</strong> entregará o dossiê com concentração em frente a prefeitura às 16h30. Claudia (51 9666-9274) e Seu Zé (51 9945-8549) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularcopapoa2014.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>São Paulo</strong> a concentração será às 10h em frente à Prefeitura para a entrega do dossiê. Rosilene (11 9116-3721), Maira (11 9118-6558) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularsp.wordpress.com/" target="_blank">blog do Comitê</a>.</p>
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		<title>Relatório de Inspeção em 68 comunidades terapêuticas revela violações de direitos humanos</title>
		<link>http://global.org.br/programas/lancamento-de-relatorio-de-inspecao-em-68-comunidades-terapeuticas-revela-violacoes-de-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 11:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lançamento de Relatório de Inspeção em 68 comunidades terapêuticas revela violações de direitos humanos
Ampliar  Galeria de Fotos
Foi lançado na tarde desta segunda-feira (28), em Brasília, o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lançamento de Relatório de Inspeção em 68 comunidades terapêuticas revela violações de direitos humanos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ampliar <span style="white-space: pre;"> </span>Galeria de Fotos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Foi lançado na tarde desta segunda-feira (28), em Brasília, o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O Relatório traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Estas unidades, segundo o representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Marcus Vinícius de Oliveira, nasceram da ausência de respostas das políticas públicas de álcool e outras drogas e da negligência do Estado sobre o tema. A ausência de fiscalizações constantes nas instituições para usuários de saúde mental também foi destacada pela deputada Erica Kokay (PT-DF): “Isto é explicado pelo fato de fiscalizar significar, muitas vezes, se deparar com a realidade e com problemas aparentemente sem solução”, argumentou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Algumas das recomendações enumeradas pela integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos que devem ser tomadas em relação às comunidades terapêuticas são: que o Ministério Público instaure a abertura de procedimentos administrativos para apuração de denúncias de maus tratos; que o Ministério da Saúde implante mecanismos de efetivo controle e fiscalização de internações de adolescentes; que o Ministério do Trabalho promova uma ação de fiscalização junto às unidades de internação, considerando as denúncias de trabalhos forçados; entre outros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ana Luiza Castro destaca ainda a importância da Secretaria Geral da Presidência da República garantir o debate público com a participação efetiva da sociedade civil no que se refere às mudanças nas políticas públicas de álcool e outras drogas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para o pesquisador da <em>Justiça Global</em> Rafael Dias, criar uma política federal de álcool e outras drogas que preveja o financiamento público às comunidades terapêuticas sem debater o tema com todos os setores da sociedade</div>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2637" title="Monalisa Barros, Rafael Dias, Ana Luiza de Souza Castro e Domingos Sávio Dresh da Silveira." src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/12/377869_302026016495930_186113144753885_961315_740534821_n.jpg" alt="Monalisa Barros, Rafael Dias, Ana Luiza de Souza Castro e Domingos Sávio Dresh da Silveira." width="560" height="260" /></p>
<p>Foi lançado na tarde desta segunda-feira (28), em Brasília, o Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas, produzido pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O Relatório traz o resultado de vistorias em 68 instituições de internação para usuários de drogas, em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, realizadas em 28 e 29 de setembro de 2011.</p>
<p>Estas unidades, segundo o representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Marcus Vinícius de Oliveira, nasceram da ausência de respostas das políticas públicas de álcool e outras drogas e da negligência do Estado sobre o tema. A ausência de fiscalizações constantes nas instituições para usuários de saúde mental também foi destacada pela deputada Erica Kokay (PT-DF): “Isto é explicado pelo fato de fiscalizar significar, muitas vezes, se deparar com a realidade e com problemas aparentemente sem solução”, argumentou.</p>
<p>Algumas das recomendações enumeradas pela integrante da Comissão Nacional de Direitos Humanos que devem ser tomadas em relação às comunidades terapêuticas são: que o Ministério Público instaure a abertura de procedimentos administrativos para apuração de denúncias de maus tratos; que o Ministério da Saúde implante mecanismos de efetivo controle e fiscalização de internações de adolescentes; que o Ministério do Trabalho promova uma ação de fiscalização junto às unidades de internação, considerando as denúncias de trabalhos forçados; entre outros.</p>
<p>Ana Luiza Castro destaca ainda a importância da Secretaria Geral da Presidência da República garantir o debate público com a participação efetiva da sociedade civil no que se refere às mudanças nas políticas públicas de álcool e outras drogas.</p>
<p>Para o pesquisador da <em>Justiça Global</em>, Rafael Dias, criar uma política federal de álcool e outras drogas que preveja o financiamento público às comunidades terapêuticas sem debater o tema com todos os setores da sociedade será um grande retrocesso.</p>
<p><a href="http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/noticias/noticiaDocumentos/Relatorio_Inspecao_Direitos_Humanos.pdf" target="_blank">Acesse aqui o relatório.</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=P6OwC5Z8o3s" rel="shadowbox[post-2636];player=swf;width=640;height=385;" target="_blank">Veja também a reportagem da TV Brasil.</a></p>
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		<title>Relatório expõe realidade do sistema prisional do Espírito Santo</title>
		<link>http://global.org.br/programas/relatorio-expoe-realidade-do-sistema-prisional-do-espirito-santo/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 23:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Celas metálicas e casos de esquartejamentos chocaram o país; Publicação destaca a continuidade das violações de direitos humanos, as respostas insuficientes do Estado e a importância do trabalho de fiscalização independente da sociedade civil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><em><strong>Celas metálicas e casos de esquartejamentos chocaram o país; Publicação destaca a continuidade das violações de direitos humanos, as respostas insuficientes do Estado e a importância do trabalho de fiscalização independente da sociedade civil</strong></em></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><span style="font-size: x-small;"><strong><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/SistemaPrisionalES_2011.pdf"><img class="alignleft size-medium wp-image-2347" title="capa.jpg" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/capa.jpg-212x300.png" alt="capa.jpg" width="212" height="300" /></a>São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória</strong></span> – Nesta sexta-feira, dia 10 de junho, foi lançado na sede da OAB/ES, em Vitória, o relatório “<em>Violações de Direitos Humanos no Sistema Prisional do Espírito Santo – Atuação da Sociedade Civil</em>”, que traz um raio-X da situação dos presídios, carceragens e unidades socioeducativas do estado. A publicação de 74 páginas traz um histórico de casos de violações registrados e analisa o trabalho de fiscalização da sociedade civil e as respostas insuficientes dadas pelas autoridades.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/SistemaPrisionalES_2011.pdf">LEIA O RELATÓRIO &#8220;VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS NO SISTEMA PRISIONAL DO ESPÍRITO SANTO&#8221;</a></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">O relatório traz informações e atividades realizadas por organizações que acompanham o tema há anos, como o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo (CEDH –ES), o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra), o Centro de Apoio aos Direitos Humanos “Valdício Barbosa dos Santos”(CADH-ES), a Pastoral do Menor do Espírito Santo, a Conectas e a <em>Justiça Global</em>. A conclusão aponta para o fracasso do governo capixaba e das autoridades locais, que apostaram apenas em uma política de construção de vagas, que não altera problemas estruturais. A negação da tortura, a falta de investigação dos casos de violação e a situação precária das novas unidades que foram construídas são fatores fundamentais para a  manutenção do quadro caótico.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><em><strong>Crime organizado e corrupção</strong></em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm">
<p style="margin-bottom: 0cm">O documento relembra casos emblemáticos, como a execução, em 2003, do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, que denunciou a concessão de benefícios ilegais a presos que eram colocados em liberdade para atuar em grupos de extermínio e praticar outros atos ilícitos para o crime organizado do estado. O caso deu visibilidade à situação do sistema prisional do Espírito Santo, que tornou a ser notícia em 2006, quando explode uma onda de rebeliões em delegacias e presídios do estado. Apenas dois meses antes, uma inspeção feita pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) havia constatado “um verdadeiro caos” nas unidades prisionais (p. 20).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm">Segundo o relatório, é a partir de 2006, quando a Secretaria de Justiça do Estado proíbe a entrada de organizações da sociedade civil em unidades prisionais, dificultando o trabalho de fiscalização, que a situação se agrava. Naquele mesmo ano, o governo passou a utilizar delegacias de polícia, contêineres, micro-ônibus e outras instalações precárias para abrigar a população carcerária crescente. Durante o período em que as organizações da sociedade civil ficaram impedidas de visitar os presídios, pelo menos dez casos de esquartejamento foram documentados pelo CEDH-ES na Casa de Custódia de Viana (CASCUVI).</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><em><strong>Tortura, homicídio, superlotação</strong></em></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">Em 2009, uma decisão do STJ obrigou o governo a permitir o trabalho de acompanhamento externo independente.  Entre 2009 e 2011, o CADH-ES, o CEDH-ES, a Pastoral do Menor, o CDDH-Serra, a <em>Justiça Global</em> e a Conectas fizeram diversas visitas a nove unidades, entre carceragens, centros de detenção e unidades socioeducativas. Casos graves de tortura e homicídio foram documentados. Em todos os locais, foi observada uma situação generalizada de superlotação, insalubridade e falta de assistências médica e jurídica.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">No Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, por exemplo, que tinha capacidade para 36 pessoas, as organizações chegaram a encontrar, em 2009, cerca de 300 detentos, parte deles acorrentada pelos corredores do edifício. Em fevereiro de 2010, na Unidade de Internação Socioeducativa (UNIS) de Cariacica, o grupo flagrou porretes que, segundo relatos, eram usados pelos monitores para a tortura dos jovens. Nesta mesma unidade, três adolescentes foram assassinados somente entre abril e junho de 2009.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">A situação foi levada para mecanismos internacionais de direitos humanos, na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização dos Estados Americanos (OEA). Por essa época, o jornalista Elio Gaspari deu publicidade a fotos de esquartejamentos na CASCUVI e de celas metálicas que chegavam à temperatura 50 graus, o que aumentou a pressão sobre as autoridades e obrigou o governo a tomar providências, ainda que pontuais.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm"><em><strong>ONU e OEA</strong></em></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">Em março de 2010, o sistema prisional do ES foi tema de um evento na sede das Nações Unidas, em Genebra, organizado pelas organizações que assinam o relatório. Em abril de 2010, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA concedeu medidas cautelares determinando que o Brasil deveria garantir a vida dos detentos da DPJ de Vila Velha. Antes, em novembro de 2009, determinação semelhante havia sido feita com relação aos adolescentes da UNIS. Em abril de 2011, a Corte Interamericana, entidade acima da CIDH, concedeu medidas provisórias reforçando a determinação de proteger os adolescentes da UNIS.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">Se por um lado, a atuação das organizações garantiu alguns avanços – como o fim das celas metálicas, e a interdição de algumas unidades críticas, como a DPJ de Vila Velha –, por outro, a situação permanece grave, com a manutenção da situação degradante dos detentos no estado e a esquiva do governo diante de novas denúncias. A nova Unidade Socioeducativa Metropolitana de Vila Velha – Xuri –,por exemplo, que abrigava, em abril de 2011, 68 adolescentes, adota modelo utilizado nos novos Centros de Detenção Provisória do estado, com isolamento celular por 23 horas diárias como castigo. Além disso, as organizações ouviram muitos relatos de tortura física e psicológica.</p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm">“<em>Violações de Direitos Humanos no Sistema Prisional do Espírito Santo – Atuação da Sociedade Civil</em>” apresenta o quadro capixaba como emblemático da situação nacional e não se esquiva de uma análise de conjuntura crítica, que contesta a política de criação de vagas como “solução” e questiona a orientação do Estado brasileiro para o “encarceramento em massa”.</p>
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		<title>Relatório &#8211; &#8216;Quanto Valem os Direitos Humanos? – Os impactos da indústria da mineiração e da siderurgia&#8217;</title>
		<link>http://global.org.br/programas/quanto-valem-os-direitos-humanos-%e2%80%93-os-impactos-sobre-os-direitos-humanos-da-industria-da-mineiracao-e-da-siderurgia-em-acailandia/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 12:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Documento cobra da maior empresa mineradora do mundo, a Vale, medidas para conter a poluição ambiental; Pesquisa mostra impactos na saúde em comundades de Açailândia, no Maranhão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto_capa.jpg" rel="shadowbox[post-2316];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2317" title="Foto_capa" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto_capa.jpg" alt="Foto_capa" width="476" height="298" /></a></p>
<p><strong><em>Uma parceria entre a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), a <em>Justiça Global</em> e a campanha Justiça nos Trilhos,  pesquisa mostra impactos em comunidades de Açailândia, no Maranhão; Documento cobra da maior empresa mineradora do mundo, a Vale, medidas para conter a poluição ambiental</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Os moradores da comunidade de Piquiá de Baixo e do assentamento Califórnia, localizados no município de Açailândia, no Maranhão, sofrem com a poluição causada pelas carvoarias e usinas siderúrgicas de ferro-gusa que operam a poucos metros de suas casas. São mais de vinte anos de poluição em Piquiá, e pelo menos seis em Califórnia. Além das guseiras responsáveis pelos danos diretos às comunidades, a Vale desempenha um papel crucial em todo o processo. Protagonista do Projeto Grande Carajás, elaborado quando a empresa ainda era estatal, a Vale controla toda a cadeia de produção. É ela que extrai o minério de ferro no estado do Pará, o transporta por centenas de quilômetros pela Estrada de Ferro Carajás, vende parte da produção às guseiras instaladas em cidades como Açailândia, e posteriormente transporta o ferro-gusa para exportação.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/rapport-bresil-port-LD.pdf">LEIA O RELATÓRIO</a></p>
<p>O relatório « Quanto Valem os Direitos Humanos? – Os impactos sobre os direitos humanos da indústria da mineração e da siderurgia em Açailândia », <span style="text-decoration: underline;">que está sendo lançado oficialmente hoje (18) em Açailândia, às 10h, e em São Luis, às 18h</span>, analisa os impactos da mineração e da siderurgia na saúde e no meio ambiente das comunidades atingidas. Os moradores que há anos se mudaram para a região na esperança de uma vida melhor, são os mesmos que agora, sem perspectivas, sofrem diariamente com a poluição ao redor. Parte esquecida na história contada de « desenvolvimento » e « progresso ».</p>
<p>As conclusões do relatório destacam as dificuldades no acesso a informações sobre estudos de impacto ambiental, as dificuldades de obtenção de reparação judicial, bem como o assédio moral e judicial enfrentados pelos defensores dos direitos humanos que denunciam os impactos negativos ligados às atividades da Vale.</p>
<p>Apenas uma semana antes de Murilo Ferreira assumir a diretoria da Vale, o relatório cobra da empresa e de seus parceiros comerciais ações imediatas de reparação às comunidades, incluindo o reassentamento de Piquiá de Baixo, demanda antiga da comunidade. Além disso, como forma de prevenir futuros abusos – e sem ignorar que as obras para a expansão da Estrada de Ferro Carajás já estão em curso – os autores incluíram uma série de recomendações às empresas, às autoridades governamentais e ao BNDES.</p>
<p>Em audiências realizadas nesta segunda-feira (16), em Brasília, o relatório já foi apresentado e entregue ao Ministério Público Federal (MPF) e aos Ministérios de Minas e Energia, da Saúde e do Meio Ambiente, além da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Até o fim da semana, FIDH, <em>Justiça Global</em>, Justiça nos Trilhos e representantes das comunidades de Piquiá de Baixo e Califórnia têm agendadas audiências com autoridades do Maranhão, bem como com representantes da Vale, das guseiras e do BNDES. Em pauta, as conclusões do relatório e a discussão das suas recomendações.</p>
<p>Uma vez que a responsabilidade das empresas com o respeito aos direitos humanos é hoje reconhecida a nível internacional, a FIDH, a <em>Justiça Global</em> e a Justiça nos Trilhos esperam que medidas concretas sejam tomadas por todos os agentes envolvidos, a fim de garantir os direitos das comunidades afetadas pela indústria da mineração e siderurgia.</p>
<p>PARA MAIS INFORMAÇÕES, LIGUE PARA 21 2544-2320</p>
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		<title>Plataforma Dhesca: &#8216;Jirau hoje, Belo Monte amanhã&#8217;</title>
		<link>http://global.org.br/programas/relatorio-jirau-hoje-belo-monte-amanha/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 11:39:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relatório sobre Jirau aponta violações trabalhistas, índice de migração 22% maior que o previsto, casos de estupro aumentando em 208%, quase 200 crianças fora da escola... Existe a preocupação que violações desse tipo se repitam em Belo Monte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Relatório aponta violações em Jirau e prevê repetição em Belo Monte</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Revolta.jpg" rel="shadowbox[post-2324];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2326" title="Revolta" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Revolta.jpg" alt="Revolta" width="388" height="291" /></a></p>
<p><em>Além das violações trabalhistas denunciadas na construção da Hidrelétrica no Madeira, em Porto Velho o índice de migração foi 22% maior que o previsto, os casos de estupro aumentaram em 208% e quase 200 crianças permanecem fora da escola. Os dados estão no Relatório sobre Jirau, lançado essa semana em Brasília. A maior preocupação é que violações desse tipo tendem a se repetir em Belo Monte. </em></p>
<p>Dois meses após a revolta dos operários na usina de Jirau, em Porto Velho, a Relatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente entrega nessa semana à autoridades em Brasília, o relatório que aponta inúmeras violações aos direitos humanos na obra. Além do desrespeito à legislação trabalhista e das violações de direitos humanos encontradas (leia mais<a href="#_ftn1">[1]</a>), a relatoria constatou que a infraestrutura montada pelos consórcios para a obra é insuficiente. Resultado disso é que centenas de crianças estão fora da sala de aula, a qualidade de vida das comunidades piorou, houve aumento expressivo nos índices de violência, incluindo as ocorrências de estupro, que aumentaram em 208%.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/RelatoriaDhESCA_meioambiente_Jirau.pdf">LEIA O RELATÓRIO</a></strong></p>
<p>O relatório é resultado de uma missão emergencial realizada em abril, motivada pelo levante dos operários que incendiaram 54 ônibus e 70% dos alojamentos. Apenas na usina de Jirau eram 21 mil trabalhadores compartilhando alojamentos, denunciando surtos de viroses, jornada excessiva de trabalho e outras más condições que a magnitude e a pressa em acabar a obra ocasionaram. As comunidades realocadas reclamam da piora na qualidade de vida: estão em casas de alvenaria de má qualidade, longe de suas terras, onde plantavam e colhiam, e do rio, onde pescavam. Elas afirmam que a renda hoje é muito inferior ao que recebiam antes.</p>
<p>Segundo o Relator para o Direito Humano ao Meio Ambiente, José Guilherme Zagallo, as conseqüências das obras do Madeira constatadas pela relatoria tendem a se repetir em Belo Monte em uma escala ainda maior. A Relatoria já havia realizado uma missão no Madeira em 2008<a href="#_ftn2">[2]</a> e também esteve em Belo Monte<a href="#_ftn3">[3]</a> no ano passado. Na opinião de Zagallo, o Pará, assim como Rondônia, não possui estrutura para receber esse contingente de trabalhadores e migrantes, o que acarretará em mais violações. “O estudo de impacto ambiental de Belo Monte prevê que a população de Altamira vai duplicar com a construção da usina”, afirma o relator.</p>
<p>Na avaliação da Relatoria o Estado Brasileiro não está preparado para essas grandes obras. “Em uma única semana, em março, 80 mil trabalhadores de obras diferentes estavam em greve por más condições de trabalho. Só em Jirau e Santo Antonio, o Ministério do Trabalho fez 2.000 autuações por violações à legislação trabalhista”, afirma o Relator. Tanto as usinas no Rio Madeira como a usina de Belo Monte, no Rio Xingu, são obras de envergadura do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), financiadas com recursos públicos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>A Relatoria pretende mobilizar autoridades para que o Governo Brasileiro tome as medidas cabíveis que reparem as violações constatadas e evitem novas violações.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre a Relatoria:</strong></p>
<p>As Relatorias de Direitos Humanos são uma iniciativa da sociedade civil brasileira, que têm como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais. O projeto foi implantado pela rede Dhesca Brasil em 2002, inspirado no modelo dos Relatores Especiais da ONU.</p>
<p>O desafio dos/as Relatores/as é o de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil. Para verificar as denúncias acolhidas, as Relatorias visitam os locais realizando missões, audiências públicas, incidências junto aos poderes públicos e publicam relatórios com recomendações para a superação dos problemas identificados.</p>
<p>Mais informações: <a href="http://www.dhescabrasil.org.br/">www.dhescabrasil.org.br</a></p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> <a href="http://www.dhescbrasil.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=450:jirau-hoje-belo-monte-amanha-relatorio-aponta-violacoes-em-jirau-e-preve-repeticao-em-belo-monte-&amp;catid=69:antiga-rok-stories">http://www.dhescbrasil.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=450:jirau-hoje-belo-monte-amanha-relatorio-aponta-violacoes-em-jirau-e-preve-repeticao-em-belo-monte-&amp;catid=69:antiga-rok-stories</a></p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> <a href="http://mail.google.com/a/dhescbrasil.org.br/?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#12fb739b6aeacbec__ftn1">http://mail.google.com/a/dhescbrasil.org.br/?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#12fb739b6aeacbec__ftn1</a></p>
<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> <a href="http://www.dhescbrasil.org.br/attachments/293_SUM%C3%81RIO%20EXECUTIVO%20final.2%5b1%5d.pdf">http://www.dhescbrasil.org.br/attachments/293_SUM%C3%81RIO%20EXECUTIVO%20final.2[1].pdf</a></p>
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		<title>São Paulo Sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 16:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relatório demonstra ligações entre a corrupção policial e os ataques do PCC; Pesquisa documentou 122 casos de homicídio com indícios de participação de agentes públicos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Relatório demonstra ligações entre ataques do PCC e corrupção policial; pesquisadores documentaram 122 casos de homicídio com indícios de participação de agentes públicos</em></strong></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/SaoPaulosobAchaque_JusticaGlobal_2011.pdf"><img class="alignleft size-full wp-image-2293" title="capa_spsobachaque" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/capa_spsobachaque.JPG" alt="capa_spsobachaque" width="246" height="324" /></a>Em evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira, dia 9 de maio de 2011, a <em>Justiça Global</em> e a Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard lançaram oficialmente o relatório<em> São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006</em>, que desvenda esquemas de corrupção que, à época, resultaram nos ataques do PCC e nos homicídios cometidos por policiais em serviço e grupos de extermínio. O lançamento contou com a presença de familiares de vítimas dos crimes de maio e de organizações não governamentais de direitos humanos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/SaoPaulosobAchaque_JusticaGlobal_2011.pdf">LEIA O RELATÓRIO</a></strong></p>
<p><strong>Os Crimes de Maio de 2006</strong></p>
<p>Há cinco anos, em maio de 2006, teve início em São Paulo uma onda de ataques orquestrados pela facção conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC). A reação das forças policiais foi extremamente violenta e a ação da Secretaria de Segurança Pública muito criticada.</p>
<div><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110509/not_imp716600,0.php">Estadão:  &#8216;A primeira tentativa de explicar o processo que levou aos  ataques do  PCC&#8217;</a></span></div>
<div><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/912286-estudo-inclui-corrupcao-policial-entre-motivos-de-ataques-do-pcc.shtml">Folha:  &#8216;O maior estudo desde então; contundente raio-X sobre a onda de  ataques&#8217;</a></span></div>
<div><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/corrupcao-policial-e-a-causa-dos-ataques-do-pcc">Carta  Capital: &#8216;Relatório contundente aponta a corrupção policial como a  principal causa dos ataques&#8217;</a></span></div>
<div><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></div>
<p>Na época, meios de imprensa chegaram a divulgar a informação de que cerca de 500 pessoas teriam morrido, mas muitos dos casos permanecem com a identidade dos mortos e as circunstâncias do óbito desconhecidas. Durante a pesquisa, os autores conseguiram documentar 122 casos de homicídio com indícios de participação de policiais.</p>
<p><strong>Qual a responsabilidade do Estado?</strong></p>
<p><em>Mas por que o PCC atacou, e qual sua intenção? Qual a influência que agentes públicos tiveram no episódio? Quais os esquemas de corrupção que se escondem por trás da violência dos crimes de maio? Por que os abusos e os homicídios cometidos por policiais não foram investigados? E, por fim, qual é a responsabilidade do Estado?</em></p>
<p>No intuito de responder estas perguntas, pesquisadores da <em>Justiça Global</em> e da Faculdade de Direito de Harvard entrevistaram personagens influentes desta história e tiveram acesso a documentos que apontam para uma ampla teia de relações criminosas entre agentes públicos e o PCC, em um enredo mais complexo que um conflito entre &#8220;mocinhos&#8221; e &#8220;bandidos&#8221;. Esquemas de corrupção e casos concretos de seqüestro, extorsão e assassinato são relatados.</p>
<p><strong>Sistema Prisional e Violência Policial</strong></p>
<p>Os problemas estruturais de Segurança Pública que ocasionaram a crise de 2006 persistem até hoje. No entanto, as respostas oficiais aos Crimes de Maio continuam com um verniz maniqueísta e corporativista, completamente desconectadas com a realidade. <em>São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006</em> se baseia em uma pesquisa criteriosa para ir direto ao assunto, sem hipocrisia, elevando o debate político a outro patamar.</p>
<p>O relatório aborda o alto grau de controle do PCC nos presídios e carceragens do estado. Com argumentos e exemplos coletados durante a pesquisa, os autores demonstram como a política de construção de vagas não tem resultado no enfrentamento das principais mazelas do sistema prisional, a começar pelo enfrentamento real da criminalidade organizada em seu interior.</p>
<p><em>São Paulo sob Achaque</em> questiona a demora da Secretaria de Segurança Pública – que sabia da iminência dos ataques – em alertar adequadamente as tropas e em organizar um esquema preventivo para conter a violência.</p>
<table style="height: 24px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="569">
<tbody>
<tr>
<td width="576" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 14:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Econômicos, Sociais e Culturais]]></category>
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		<description><![CDATA[Baseado em casos emblemáticos no estado do Rio de janeiro, o relatório faz uma leitura atualizada de todo o processo de criminalização e de violência com a classe trabalhadora, em um cenário de intensificação de medidas repressivas e violadores, visando a chegada de grandes eventos esportivos na capital do estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A construção de muros para isolar as favelas do Rio; a violência armada para o extermínio da população das favelas; o avanço das milícias; a tortura, superlotação e maus tratos nas unidades prisionais e sócio-educativas do estado; chibatas nos passageiros dos trens, a perseguição policial ao funk e ao hip-hop; &#8220;choque de ordem&#8221;; empresas que violam direitos de comunidades tradicionais; o cerco contra movimentos sociais. Não faltaram relatos recentes de violação dos Direitos Humanos pelo poder público para rechear o relatório entitulado &#8220;Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização&#8221;.</p>
<p>Baseado em casos emblemáticos no estado do Rio de janeiro, o relatório faz uma leitura atualizada de todo o processo de criminalização e de violência com a classe trabalhadora, em um cenário de intensificação de medidas repressivas e violadores, visando a chegada de grandes eventos esportivos na capital do estado.</p>
<p>Participaram da elaboração, em parceria com a <em>Justiça Global</em>:</p>
<p>Centro de Assessoria Jurídica e Popular Mariana Crioula,  Projeto Legal, IDDH, Apafunk, Visão da Favela Brasil, PACs, Direito Pra Quem? (DPQ), FAFERJ, Observatório de Favelas, Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, MST/RJ, Rede Rio Criança,Lutarmada Coletivo de Hip-Hop,  Iser, Mandato Marcelo Freixo, Associação pela Reforma Prisional.</p>
<p>BAIXE AQUI</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatório-Os-Muros-nas-Favelas-e-o-Processo-de-Criminalização.pdf">Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização</a></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatório-Os-Muros-nas-Favelas-e-o-Processo-de-Criminalização.pdf" target="_self"><img title="muros" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/05/muros.JPG" alt="muros" width="533" height="449" /></a></p>
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		<title>Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</title>
		<link>http://global.org.br/programas/seguranca-trafico-e-milicias-no-rio-de-janeiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 13:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
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		<description><![CDATA[A publicação apresenta um estudo exploratório sobre as milícias e cinco artigos que trazem para o primeiro plano, através de diversas perspectivas, questões cruciais para o debate atual da segurança pública no Rio de Janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</em></strong> é uma publicação de iniciativa da <em>Justiça Global</em>, com o apoio da Fundação Heinrich Böll, e que conta com a contribuição de diversas organizações da sociedade civil e de acadêmicos. O relatório pretende contribuir com algumas reflexões sobre o modelo de política de segurança que vem sendo adotado no estado e traz inovadoras análises sobre a crescente atuação de grupos criminosos.</p>
<p>A publicação apresenta um estudo exploratório sobre as milícias e cinco artigos que trazem para o primeiro plano, através de diversas perspectivas, questões cruciais para o debate atual da segurança pública no Rio de Janeiro. São analisados o processo de mudança na economia política do crime, as disputas de território entre o tráfico de drogas e os seus modos de coerção, a expansão das milícias e do seu braço político no Estado, a intensificação da violência de Estado e um acentuado processo de privatização da segurança pública.</p>
<p>A pesquisa <em>Seis por Meia Dúzia?: um estudo exploratório do fenômeno das chamadas “Milícias” no Rio de Janeiro</em>, de autoria do professor Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência (LAV-UERJ) com colaboração da <em>Justiça Global</em>, realiza uma minuciosa reflexão do fenômeno das milícias na cidade do Rio de Janeiro. Com base em um farto levantamento de informações do serviço de “disque-denúncia”,  notícias veiculadas na imprensa e entrevistas com pessoas que moram em comunidades dominadas por milícias, a pesquisa evidencia o <em>modus operandi</em> desses grupos armados, a sua extensão no poder político local e a sua abrangência territorial na cidade.</p>
<p>Os dados do disque-denúncia revelam que entre janeiro 2006 e abril de 2008, foram registrados 1.549 denúncias de extorsão em áreas dominadas por milícias e mais de 500 acusações de homicídios, o que confirma a natureza violenta desses grupos e o tipo de dominação que estabelecem. A milícia simboliza a falência completa de um estado que é incapaz de controlar a conduta dos seus próprios agentes. O miliciano adquire uma identidade esquizofrênica ao agir privadamente em função da sua condição pública, representando, assim, a face mais perversa do processo de privatização da segurança pública.</p>
<p>A manutenção do controle exercido pelo tráfico e, agora, a rápida expansão das milícias em áreas pobres da cidade – aliadas ao aumento do número de execuções praticadas por agentes do Estado – são provas contundentes da falência do modelo de segurança adotado pelo Estado do Rio de Janeiro, que se baseia exclusivamente em uma política dita &#8220;de confronto&#8221; &#8211; e que na prática se mostra a política do extermínio &#8211; com uma clara opção por medidas repressivas e pela difusão da violência estatal.</p>
<p>BAIXE O RELATÓRIO</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatorio_Milicias_completo.pdf">Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</a></p>
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