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	<title>Justiça Global &#187; Mato Grosso</title>
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		<title>Mais de 50 entidades da sociedade civil apelam ao governo e autoridades internacionais pela segurança de indígenas ameaçados pela usina de Teles Pires</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 20:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A urgência de medidas jurídicas para garantir a proteção dos indígenas se reforça diante da hostilidade que suas comunidades e lideranças têm enfrentado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um documento endereçado a 15 autoridades brasileiras e para os diretores de três organismos internacionais, assinado por mais de 50 organizações e redes sociais, de defesa dos direitos humanos e do meio ambiente foi encaminhado nesta terça, 03, solicitando a manutenção da liminar que paralisou, na última semana, as obras da hidrelétrica de Teles Pires, na região de Alta Floresta, MT.</p>
<p>A liminar acatou uma Ação Civil Pública contra a usina em vista da não realização das Oitivas Indígenas, previstas pela Constituição Federal e pela Convenção 169 da OIT, e que deveriam ter consultado os indígenas Kayabi, Apiaká e Munduruku que são ameaçados pelas obras.</p>
<p>A urgência de medidas jurídicas para garantir a proteção dos indígenas se reforça diante da hostilidade que suas comunidades e lideranças têm enfrentado, não apenas por parte de grileiros que vem ocupando suas áreas, ainda não demarcadas, mas também de trabalhadores da usina e moradores da região.  No último final de semana, lideranças indígenas foram agredidas verbalmente em Alta Floresta e um ato de vandalismo contra barcos, onde foi deixada uma espingarda carregada, foi considerada uma ameaça de morte.</p>
<p><strong>CARTA ABERTA SOBRE A SUSPENSÃO DA LICENÇA DE INSTALAÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TELES PIRES E OS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS KAYABI, APIAKA E MUNDURUKU</strong></p>
<p>Exmo(a) Sr(a)</p>
<p>Dilma Rousseff, Presidente da República<br />
Cezar Peluso, Presidente do CNJ<br />
Luis Inácio Lucena Adams, Advogado Geral da União<br />
Olindo Menezes, Presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1)<br />
Gilberto Carvalho, Ministro, Secretaria Geral da Presidência da República<br />
José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça,<br />
Maria do Rosário, Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República e Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH<br />
Isabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente<br />
Curt Trennepohl, Presidente do Ibama<br />
Edson Lobão, Ministro de Minas e Energia<br />
José da Costa Carvalho Neto, Presidente da Eletrobrás<br />
Paulo Paim, Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – Senado Federal<br />
Deputado Padre Ton, Presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Povos Indígenas<br />
Domingos Dutra, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Câmara dos Deputados<br />
Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador Geral da República</p>
<p>com cópia:</p>
<p>Albert Barume, Coordenador,  Organização Internacional do Trabalho &#8211; OIT/Genebra<br />
James Anaya, Relator Especial das Nações Unidas para os Direitos dos Povos Indígenas<br />
Dinah Shelton, Relatora sobre Direitos dos Povos Indígenas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)</p>
<p>As organizações da sociedade civil abaixo assinadas, atuantes na defesa dos direitos humanos, do fortalecimento da democracia e do desenvolvimento com responsabilidade socioambiental, vem manifestar seu apoio à liminar concedida em 26 de março último pela Juíza Federal no Estado de Mato Grosso, Dra. Célia Regina Ody Bernardes, que suspendeu a Licença de Instalação 818/2011 para a Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires.  Conforme explicamos a seguir, a referida decisão judicial foi fundamental para garantir os direitos dos povos indígenas Kayabi, Apiaka e Munduruku, assegurados pela Constituição Federal de 1988 e por acordos internacionais de direitos humanos, dos quais o Brasil  é parte.</p>
<p>A liminar concedida pela Justiça Federal sobre a UHE Teles Pires vem em decorrência da Ação Civil Pública &#8211; ACP no. 3947.44-2012.4.01.3600[1], ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Mato Grosso (MP/MT) e pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) e no MT (MPF/MT), que pede à Justiça que determine ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a suspensão imediata do licenciamento e das obras da usina, em decorrência de graves irregularidades que incluem o não cumprimento da determinação constitucional que obriga a realização de consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas afetados.</p>
<p>Apesar de o projeto impactar de forma direta e agressiva as fontes de sobrevivência socioeconômica e cultural dos povos Kayabi, Munduruku e Apiaká, as comunidades indígenas não foram ouvidas.  Além de violar o artigo 231 da Constituição Federal e diversas convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a não realização da consulta desobedece vasta jurisprudência do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.</p>
<p>A ação do Ministério Público ressalta enfaticamente dados que demonstram a existência de danos iminentes e irreversíveis para a qualidade de vida e patrimônio cultural dos povos indígenas da região, destacando-se a inundação das corredeiras de Sete Quedas, berçário natural de diversas espécies de peixes essenciais para a sustentação alimentar dos povos indígenas. Sete Quedas também é fundamental para a sobrevivência cultural dos povos indígenas, como é um lugar sagrado, relevante para suas crenças, costumes, tradições, simbologia e espiritualidade.  Conforme lembrado pelos procurados, Sete Quedas é um patrimônio cultural brasileiro, um bem protegido pela Constituição e por normas internacionais de proteção ao patrimônio cultural imaterial.</p>
<p>Pesam também outras ameaças à integridade territorial e à vida dos povos indígenas decorrentes do empreendimento. Diante do quadro regional de baixa governança e instabilidade fundiária, potencializado pelo aumento do fluxo migratório na região, a exemplo do que vem ocorrendo em outros empreendimentos similares, como Belo Monte e as hidrelétricas do Madeira, é eminente a perspectiva de impactos e conflitos decorrentes do  aumento  da especulação fundiária, desmatamento ilegal, pesca predatória e exploração ilegal de recursos florestais e minerais. Esse quadro de vulnerabilidade se agrava com o fato de existirem pendências de reconhecimento de direitos e  demarcação de  terras da etnia Kayabi.</p>
<p>Conforme constam nos laudos do processo de licenciamento ambiental, as comunidades Kayabi, Apiaka e Munduruku tentaram, em diversas ocasiões &#8211; inclusive antes da concessão da Licença Prévia em dezembro de 2010 &#8211; alertar autoridades do IBAMA, FUNAI e EPE sobre essas graves ameaças e da necessidade de um processo obrigatório de consulta livre, prévia e informado sobre a UHE Teles Pires.  Em vários momentos, os riscos do empreendimentos e falhas do processo de licenciamento foram identificados em pareceres da própria equipe técnica da FUNAI.  Entretanto, todas as alertas foram solenemente ignoradas por autoridades na tomada de decisões sobre a concessão de licenças ambientais para a UHE Teles Pires, visando a atender um cronograma de construção da usina previamente determinado pelo Ministério de Minas e Energia.</p>
<p>Após análise do processo, a Juíza Federal Célia Regina Ody Bernardes concluiu que &#8220;os documentos juntados nestes autos demonstram que a Licença de Instalação nº 818/2011 não atendeu à normativa constitucional e convencional acerca das sensíveis questões envolvidas no complexo licenciamento ambiental da UHE Teles Pires. O Ibama  emitiu a Licença sem antes ouvir os povos indígenas afetados, em especial aqueles que  cultuam o Salto Sete Quedas como lugar sagrado”, descumprindo a legislação.</p>
<p>Solicitamos que as autoridades brasileiras aqui comunicadas não contestem a decisão da justiça federal do Mato Grosso até que os direitos socioambientais dos povos indígenas Kayabi, Apiaká e Mundurucu sejam plenamente garantidos, conforme compromisso assumido pelo Brasil, previsto em nossa Carta Magna e acordos internacionais dos quais o Brasil é parte.</p>
<p>É extremamente preocupante o uso recorrente e sempre emergencial do instrumento de &#8220;suspensão de segurança&#8221;, justificado pela iminência de um  apagão infundado no setor elétrico, em conjunto com o adiamento por tempo indeterminado do julgamento de ações ajuizadas pelo Ministério Público, tem resultado em violações sistemática dos direitos de povos indígenas e outras populações tradicionais, resultando na destruição do patrimônio natural e cultural brasileiro, a exemplo dos casos de Belo Monte e das hidrelétricas do Madeira. Este quadro tem trazido sérios prejuízos para a imagem do Brasil no exterior, justamente às vésperas da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável  (Rio+20) que o pais sediará em junho de 2012.</p>
<p>Considerando o exposto, devem ser rejeitados o Agravo de Instrumento impetrado pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) em 30 de março[2], assim como o pedido de suspensão de liminar protocolado pelo Ibama em 02 de abril.[3]</p>
<p>Contamos com a atuação coerente do Executivo e do TRF1 nesse caso, a partir da compreensão de que é perfeitamente possível e absolutamente necessário que o respeito aos direitos dos povos indígenas e o desenvolvimento nacional sejam tratados não de forma antagônica, mas como objetivos complementares.</p>
<p>Por fim, clamamos aos representantes dos organismos internacionais de direitos humanos aqui chamados que também manifestem seu apoio às comunidades indígenas e à atuação do Ministério Público Federal e da Justiça Federal Brasileira nesta decisão, tomada no estrito cumprimento do dever legal e em respeito e responsabilidade para com o cumprimento das normas constitucionais e internacionais pactuadas pelo Brasil.</p>
<p>Brasília, 03 de abril de 2012</p>
<p>Assinam esta carta:</p>
<p>Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB<br />
Amigos da Terra Brasil – Porto Alegre – RS<br />
Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte &#8211; APROMAC<br />
Associação Indigena Tembe de Santa Maria do Pará &#8211;  AITESAMPA<br />
Associação Movimento Paulo Jackson  &#8211; Ética,Justiça,Cidadania / Bahia<br />
Associação para os Povos Ameaçados &#8211; Suíça<br />
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA) – Belém – PA<br />
Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas Águas, Florestas e Montanhas Iguassu Iterei<br />
Comissão Pastoral da Terra – CPT<br />
Comissão Pró-Índio &#8211; São Paulo<br />
Conselho Indigenista Missionário  &#8211; CIMI<br />
Conselho Indígena dos Rios Tapajós e Arapiuns (CITA) &#8211; Santarém, Belterra e Aveiro (PA)<br />
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira &#8211; COIAB<br />
CPP (Conselho Pastoral dos Pescadores) Nacional<br />
Custódia São Benedito da Amazônia &#8211; Franciscanos &#8211; Santarém, PA<br />
Dignitatis &#8211; Assessoria Técnica Popular (PB) e Koinonia (RJ).<br />
Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE, Regional Mato Grosso<br />
FIOCRUZ – RJ<br />
Fórum da Amazônia Oriental &#8211; FAOR<br />
Fórum de Direitos Humanos e da Terra – FDHT<br />
Fundación M´Biguá, Ciudadanía y Justicia Ambiental, Entre Rios &#8211; Argentina<br />
GT Combate ao Racismo Ambiental<br />
Grupo Consciência Indígena (GCI) &#8211; Santarém, PA<br />
Grupo de Trabalho Amazônico – GTA<br />
Grupo de Trabalho de Mobilização Social – GTMS<br />
GPEA (Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT) – Cuiabá – MT<br />
Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte &#8211; GPEA, UFMT<br />
Ibase – Rio de Janeiro – RJ<br />
INESC – Brasília – DF<br />
Instituto Caracol – IC<br />
Instituto Floresta – Alta Floresta, MT<br />
Instituto Madeira Vivo &#8211; IMV<br />
Instituto Socioambiental – ISA<br />
Instituto Universidade Popular &#8211; UNIPOP<br />
ITEREI – Refúgio Particular de Animais Nativos<br />
<em>Justiça Global</em> – Rio de Janeiro<br />
Movimento de Mulheres do Campo e Cidade da Transamazônica e Xingu<br />
Movimento Negro Unificado e ADUFMAT/ GT de Etnias, Gênero e Classe/ANDES-SN<br />
Movimento Xingu Vivo Para Sempre<br />
Movimento Negro da Transamazônica e Xingu<br />
Mutirão pela Cidadania<br />
Operação Amazônia Nativa – OPAN<br />
Rede Axé Dudu  – Cuiabá – MT<br />
Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará Sub-sede Altamira<br />
Rios Internacionais &#8211; Brasil<br />
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública regional Transaamazônica e Xingu<br />
Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Pará &#8211; SINDSEP<br />
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH<br />
S.O.S. Amazônia<br />
Terræ Organização da Sociedade Civil<br />
TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental</p>
<p>[1] Nova numeração: 0018625-97.2012.4.01.0000<br />
[2] http://www.trf1.jus.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.php?tipoCon=1&amp;proc=183418920124010000<br />
[3] http://www.trf1.jus.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.php?tipoCon=1&amp;proc=186259720124010000</p>
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		<title>Dossiê reúne impactos e violações de direitos no caminho para a Copa do Mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Documento será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Documento  será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da  Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais</strong></p>
<p>Será lançado hoje (12/12) simultaneamente nas 12 cidades-sede da Copa, o <em>Dossiê da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa &#8211; Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil</em>,  documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos  nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e  as Olimpíadas no Brasil.</p>
<p>&#8211; <a href="http://bit.ly/uSNsvO" target="_blank">LEIA O DOSSIÊ AQUI</a></p>
<p>O  dossiê foi produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa &#8211;  que reúnem acadêmicos, moradores de comunidades, movimentos e  organizações sociais &#8211; e consolida uma articulação feita em nível  nacional para contestar a forma como a Copa está sendo implementada,  fato que nunca tinha acontecido em países que receberam o evento.</p>
<p>Em pelo menos sete cidades, os Comitês Populares da Copa realizam  hoje atos simbólicos de entrega dos dossiês nas prefeituras municipais  (veja serviço abaixo). O documento será protocolado ainda em secretarias  de governos estaduais e ministérios do Governo Federal, além de órgãos  como o Ministério Público Federal, o BNDES, a Controladoria Geral da  União e o Tribunal de Contas da União. A Comissão de Direitos Humanos da  OEA, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e relatorias  especiais da ONU também receberão uma cópia.</p>
<p>Veja abaixo os principais temas abordados pelo Dossiê:</p>
<p><strong>Moradia</strong><br />
Relato  de casos de despejos arbitrários e remoção de comunidades inteiras em  processos ilegais de desapropriação para obras da Copa. Apesar da falta  de informação e dados disponibilizados pelos governos, os Comitês  Populares conseguiram a estimativa de 150 mil a 170 mil famílias que já  tiveram ou correm o risco de terem violados seus direitos à moradia  adequada.</p>
<p><strong>Trabalho</strong><br />
As greves e paralisações nas obras dos estádios  refletem baixos salários, más-condições de trabalho e superexploração da  mão-de-obra em função de atrasos e cronogramas apertados. Além disso,  são relatados casos de repressão a trabalhadores informais e de ameaças a  direitos de comerciantes que têm estabelecimentos no entorno dos  estádios e nas vias de acesso.<br />
<strong><br />
Acesso à Informação, Participação e Representação Popular</strong><br />
A  formação de grupos gestores, comitês, câmaras temáticas e secretarias  especiais da copa, muitas vezes sob a forma de empresas, constitui  instâncias de poderes paralelos, isentos de qualquer controle social.  Por outro lado, casos concretos ilustram a falta de informação prestada  de forma adequada às comunidades impactadas, o que traz triste lembrança  de tempos autoritários.<br />
<strong><br />
Meio Ambiente</strong><br />
Casos demonstram como as licitações  ambientais têm sido facilitadas para obras, e como regulamentações  ambientais e urbanísticas das cidades estão sendo modificadas  arbitrariamente em função dos megaeventos. Na proposta do novo Código  Florestal, possibilita-se a permissão para o desmatamento de Áreas de  Preservação Permanente (APPs) nas obras para a Copa.<br />
<strong><br />
Mobilidade<br />
</strong>O direito à mobilidade é violado com a expulsão  de famílias mais pobres de áreas centrais e valorizadas. Além disso, os  investimentos em transporte e mobilidade urbana têm sido feitos sem  levar em conta as principais demandas da população, priorizando regiões  de interesse de grandes grupos privados, áreas que usualmente estão se  valorizando.<strong><br />
</strong><br />
<strong>Acesso a Serviços e Bens Públicos</strong><br />
Como forma de minar a  resistência dos moradores, prefeituras estão cortando serviços públicos  de comunidades em processo de remoção. Além disso, órgãos públicos  destinados à defesa da população mais pobre estão sendo reprimidos e até  fechados, ao mesmo tempo que medidas de &#8220;ordenamento&#8221; urbano têm  violado o direito de livre acesso da população a espaços públicos.<br />
<strong><br />
Segurança Pública</strong><br />
Medidas propostas ou já implementadas,  como a criação de uma Secretaria Extraordinária de Segurança para  Grandes Eventos no âmbito do Ministério da Justiça, evidenciam uma  perspectiva de militarização das cidades durante os megaeventos. Por  exigência da Fifa, algumas responsabilidades serão confiadas a empresas,  o que aponta para a privatização dos serviços de segurança.</p>
<p><strong>Elitização, </strong><strong>&#8216;Europeização&#8217; e </strong><strong>Privatização do Futebol</strong><br />
O  fim de setores populares e o aumento dos preços dos ingressos afastam  os mais pobres dos estádios. Além disso, as &#8220;arenas&#8221; da Copa estão sendo  desenhadas em padrões que inviabilizam a cultura, os costumes, a  criatividade e a forma de se organizar e se manifestar do torcedor de  futebol brasileiro. Estádios históricos, como o Maracanã, podem ser  entregues à iniciativa privada.</p>
<p><strong>Atos públicos</strong></p>
<p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, que além da Copa do Mundo sediará os  Jogos Olímpicos em 2016, a concentração é em frente à Prefeitura do Rio,  na Cidade Nova, às 10h30. A entrega do dossiê está marcada para as 12h,  e haverá uma entrega simbólica do &#8220;legado&#8221; da Copa. Informações com  Renato (21 8267-2760), Gustavo (21 8212-1095) e no<a href="http://comitepopulario.wordpress.com/" target="_blank"> site do Comitê</a>.</p>
<p>Em <strong>Belo Horizonte</strong> haverá uma marcha que se concentrará na  Praça 7, a partir das 14h, e irá até a Prefeitura da cidade para entrega  do dossiê às 16h. Informações com Gustavo (31 8678-2010), Joviano (31 8815-4120) e <a href="http://atingidoscopa2014.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>O Comitê local de <strong>Curitiba</strong> fará uma marcha às 10h até a  Prefeitura de São José dos Pinhais. No período da tarde, às 13h, será a  concentração em frente à Prefeitura de Curitiba para entrega do  documento. Thiago (41 3232-4660), Andréa (41 3317-3225) e Fernanda (41 3361-5436), e <a rel="nofollow" href="http://copa2014curitiba.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>Natal</strong> haverá uma caminhada da Rodoviária até o Auditório  do CT Gás, onde o dossiê será entregue numa Audiência Pública.  Informações com Dionisio (84 8866-2035) e Nevinha (84 8723-4079).</p>
<p>Em <strong>Brasília</strong> às 12h, haverá ato de lançamento do dossiê  e início da entrega para diferentes órgãos da Administração  Pública. Patricia (61 8138-7739), Vitor (61 9946-5966) e Larissa (61 9684-5609).</p>
<p><strong>Porto Alegre</strong> entregará o dossiê com concentração em frente a prefeitura às 16h30. Claudia (51 9666-9274) e Seu Zé (51 9945-8549) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularcopapoa2014.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>São Paulo</strong> a concentração será às 10h em frente à Prefeitura para a entrega do dossiê. Rosilene (11 9116-3721), Maira (11 9118-6558) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularsp.wordpress.com/" target="_blank">blog do Comitê</a>.</p>
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		<title>Correio da Cidadania: &#8220;Belo Monte de mentiras!&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 19:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história nada exemplar dos projetos hidrelétricos no maravilhoso rio Xingu, inventados pelos mafiosos e herdeiros da ditadura militar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/esp_belomonte_logo.jpg" rel="shadowbox[post-998];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-999" title="CorreiodaCidadania_Belo Monte" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/esp_belomonte_logo.jpg" alt="CorreiodaCidadania_Belo Monte" width="520" height="60" /></a></p>
<p><em><strong>Belo monte de mentiras! A história nada exemplar dos projetos hidrelétricos no maravilhoso rio Xingu, inventados pelos mafiosos e herdeiros da ditadura militar</strong></em></p>
<p><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4038/9/">* 1. O projeto de construção de usinas hidrelétricas no rio Xingu já tem trinta anos de manobras estranhas, omissão de informações cruciais, e algumas mentiras grossas.</a></p>
<p><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4039/9/">* 2. O “novo” inventário hidrelétrico, que recuou sem dizer porque&#8230; e a nova decisão, “para a platéia”, de fazer somente uma das quatro grandes usinas.</a></p>
<p>* 3. As mentiras da área alagada de “pouco mais de 400 km2”, e do número de cidadãos atingidos a serem expulsos, e a omissão das áreas diretamente afetadas pelo conjunto das atividades da construção das obras e da operação das duas usinas.</p>
<p style="padding-left: 30px;">o <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4040/9/">3.1. A área alagada não é de 400 e poucos km quadrados, pode ser 516 ou 605 km quadrados.</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">o <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4041/9/">3.2. O malabarismo do cálculo do número de atingidos.</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">o <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4042/9/">3.3. No projeto Belo Monte, a decisão é de não organizar nenhum re-assentamento. As pessoas que se virem com as indenizações. Ou melhor, quem tiver direito a elas!</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">o <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4043/9/">3.4. O numero total oficial, de 19.242 pessoas a deslocar, é bem menor do que o que realmente aconteceria se as obras fossem feitas.</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">o <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4044/9/">3.5. Conseqüências para todos e tudo que fica em mais de 1.500 km quadrados.</a></p>
<p><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4045/9/">* 4. A mentira energética, o embrulho dos dados econômico-financeiros, e a “ficha suja” de quem inventou e promoveu o projeto.</a></p>
<p><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4046/9/">* 5. A safadeza do licenciamento obrigatório, com data marcada para ser concedido, com base nas audiências policiadas, e na “ ausência de questionamentos”</a></p>
<p><a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4047/9/">* 6. Um grande negócio escuso é o único projeto para todos na região? A sociedade adoece quando infernizada? Todo mundo é comprável?</a></p>
<p>Oswaldo Sevá é professor da Universidade Estadual de Campinas, SP, Engenheiro, Doutor em Geografia Humana pela Universidade de Paris &#8211; I, colaborador dos ameaçados e dos atingidos pelas barragens, Outubro de 2009.</p>
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