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	<title>Justiça Global</title>
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		<title>Militantes temem que lei obrigando atuação da Defensoria Pública nos presídios não seja efetiva</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 22:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Defensores públicos e militantes da área de direitos humanos esperam que a Lei 12.313, que disciplina a presença da Defensoria Pública nos presídios, não vire “letra morta” e não custe a “pegar”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<p>Brasília  – Defensores públicos e militantes da área de direitos humanos esperam  que a Lei 12.313, que disciplina a presença da Defensoria Pública nos  presídios, não vire “letra morta” e não custe a “pegar”.</p>
<p>Na  opinião da advogada especializada em direitos humanos Tamara Melo, a  mudança na lei “não é suficiente”. Segundo ela, é preciso que “haja  reconhecimento prático” da lei. A advogada, que trabalha na organização  não governamental (ONG) <em>Justiça Global</em>, destaca que já há defensorias  funcionando em presídios, “até com estagiários de direito”, e que muitas  defensorias têm estrutura física precária e orçamento baixo.</p>
<p>Essa  é uma das razões que levam alguns a desconfiar de uma mudança efetiva.  Nem todas as unidades da Federação, por exemplo, contam com Defensoria  Pública, e a situação de funcionamento é precária em muitas unidades que  já têm defensoria.</p>
<p>“A lei não muda a realidade”, alerta Bruno  Souza, presidente do Conselho de Direitos Humanos do Espírito Santo,  unidade da Federação onde, nos últimos oito anos, aumentou de 3,5 mil  para 11,4 mil o tamanho da população carcerária. Souza diz que é  necessária a realização de concurso público para fortalecer a Defensoria  Pública em seu estado, “como aconteceu mais de uma vez com a polícia,  nos últimos anos. Mas o Estado não fortalece esse braço [a defensoria]”.</p>
<p>O  diretor de Defesa dos Direitos Humanos, Fernando Matos, da Secretaria  de Direitos Humanos da Presidência da República, reconhece que há risco  de a lei “ficar no papel”, mas espera que a sociedade e os próprios  defensores, em especial, briguem pela atuação da instituição como órgão  de execução penal. “Vão aumentar a responsabilidade e a pressão sobre o  Legislativo estadual para criar defensoria onde não há e para qualificar  o quadro onde já está em funcionamento”, acredita.</p>
<p>Conforme dados  relativos a 2009, do 3º Diagnóstico da Defensoria Pública no Brasil, do  Ministério da Justiça, os estados e o Distrito Federal destinam, em  média, 0,03% do seu orçamento para as defensorias, enquanto as  promotorias (Ministério Público) recebem 0,83% e o Poder Judiciário tem  1,92%. Na prática, o valor repassado é ainda menor. De cada R$ 10  previstos em orçamento, apenas R$ 6 são de fato gastos pelas  defensorias.</p>
<p>“Se fosse uma partida de futebol, o time dos  defensores estaria jogando descalço, sem chuteiras e sem uniforme”,  comparou a vice-presidente da Associação Nacional de Defensores Públicos  (Anadep), Mariana Lobo Botelho de Albuquerque. Segundo ela, apenas 42%  das comarcas têm defensor e ainda não há Defensoria Pública em três  estados: Goiás, Paraná e Santa Catarina.</p>
<p>Mariana Albuquerque  destaca que os defensores recebem menos que os promotores e os juízes, o  que resulta em alta rotatividade na carreira. “Há uma evasão muito  grande e descontinuidade no atendimento”, lamentou, admitindo que, para  muitos, a defensoria é “uma carreira de passagem”. Segundo a associação,  há 4.515 defensores em atividade no país e mais de 2,6 mil cargos  criados ainda vagos.</p>
<p>Para a vice-presidente da Anadep, o mau  funcionamento das defensorias torna o acesso à Justiça “elitizado” e a  discrepância da situação dos defensores em comparação com juízes e  promotores – a quem compete acusar – “faz o Estado mais opressor”.  “Essas desigualdades mostram como o Estado, no Brasil, tem mais a função  de acusar do que de garantir direitos”, concordou com Mariana a  representante da ONG <em>Justiça Global</em>, Tamara Melo.</p>
<p>A sanção da Lei  nº 12.313, que alterou a Lei de Execução Penal, ocorre 16 anos depois de  entrar em vigor a Lei Complementar 80, que organizou a Defensoria  Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios e prescreveu  normas gerais para sua organização nos estados. Segundo o secretário da  Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Mariovaldo de Castro  Pereira, a nova lei “regulamenta, de forma mais expressa, aquilo que  estava previsto em lei complementar”.</p>
<p><em>Edição: Lana Cristina</em></p>
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		<title>Mães de Maio cobram fim dos &#8216;autos de resistência&#8217; e comentam audiência (áudio)</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 18:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após uma audiência pública sobre a violência policial no estado de São Paulo, o movimento das Mães de Maio divulgou hoje uma nota em que cobra o fim dos registros como 'autos de resistência' ou 'resistência seguida de morte']]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Após uma audiência pública sobre a violência policial no estado de São Paulo, o movimento das Mães de Maio divulgou hoje esta nota:</em></p>
<h1><span id=":176">MÃES DE MAIO CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL: MEDIDAS URGENTES!!!</span></h1>
<p>As Mães de Maio mais uma vez vêm a público para registrar seu posicionamento diante da Violência do Estado.</p>
<p>No  último dia 05 de agosto o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da  Pessoa Humana (CONDEPE-SP) realizou uma importante Audiência Pública,  que já deveria ter acontecido há mais tempo, para discutir a Violência  Policial no Estado de São Paulo, com destaque especial para os recentes  assassinatos na capital e, sobretudo, a nova série recente de matanças  na Baixada Santista (em abril de 2010). Assassinatos que, conforme  demonstram uma série de provas e reportagens feitas recentemente (como  p. ex. no jornal A Tribuna de Santos) são uma verdadeira continuidade  dos Crimes de Maio de 2006 &#8211; as mesmas práticas, o mesmo <em>modus operandi</em>, muitos dos mesmos policiais e grupos de extermínio,<em> </em>e a mesma brutalidade contra o povo pobre e negro da periferia.</p>
<p>É importante frisar que, embora convocado a comparecer, o Secretário  de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto,  mais uma vez não esteve presente para prestar contas à sociedade sobre  sua gestão &#8211; já é a segunda Audiência Pública para qual ele é convocado e  não vem pessoalmente. Porém, as Mães de Maio e os movimentos sociais  presentes na Audiência deixamos bem enfaticamente o nosso recado para o  seu representante presente na audiência, antes que ele conseguisse  escapar sem ouvir a sociedade para quem ele deveria trabalhar.</p>
<p>Compartilhamos abaixo com todos vocês o Audio Completo da Audiência,  para que todos nós sigamos Atentos e Atuantes no sentido de exigir  mudanças drásticas na atual política de segurança pública aqui no  estado, e na país inteiro também (afinal a violência policial é uma  chaga que atinge toda a federação brasileira).</p>
<p>Ou nós transformamos por completo a sociedade desigual e injusta que  marca a nossa história passada e atual, ou seguiremos vivendo  cotidianamente situações de violação em série dos direitos humanos e  situações de terror, principalmente nas comunidades pobres pelas  periferias do país.</p>
<p>Todas estas séries de chacinas e matanças do período &#8220;democrático&#8221;, a  começar pela maior delas que foram os Crimes de Maio de 2006, precisam  urgentemente ser desarquivados, investigados e devidamente julgados. Sem  isso, sem a garantia básica do Direito à Vida e do Direito de Ir e Vir,  não há a menor possibilidade de se pensar qualquer sociedade que aponte  um futuro minimamente decente para as crianças e jovens de nosso país.</p>
<p>Na opinião das Mães de Maio, um primeiro passo fundamental para esta  transformação deve ser o banimento imediato das demarcações  &#8220;Resistência Seguida de Morte&#8221; e &#8220;Auto de Resistência&#8221; dos boletins de  ocorrência e da <em>causas mortis </em>de jovens assassinados por agentes  do estado. Além de ser uma brecha inconstitucional, tal anulação está  prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) &#8211; uma proposta  das Mães de Maio e da Rede Contra Violência -, e se não for agilizada  certamente milhares de outros jovens seguirão morrendo sem qualquer  perspectiva de direito à Verdade e à Justiça. Estas demarcações são os  principais mecanismos que possibilitam um veradeiro Estado de Sítio  contra a população pobre e negra do país.</p>
<p>SEGUIMOS ATENTAS!</p>
<p>POR UM VERDADEIRO PODER POPULAR!</p>
<p>MÃES DE MAIO</p>
<p><a href="http://maesdemaio.blogspot.com/2010/08/audios-da-audiencia-publica-do-condepe.html" target="_blank">http://maesdemaio.blogspot.com/2010/08/audios-da-audiencia-publica-do-condepe.html</a></p>
<h3><a href="http://maesdemaio.blogspot.com/2010/08/audios-da-audiencia-publica-do-condepe.html" target="_blank">Audios da Audiência Pública do Condepe</a></h3>
<p>Ouça a gravação da Audiência Pública que aconteceu no Condepe/SP no dia  05 de agosto de 2010, no Espaço da Cidadania “André Franco Montoro”,  situado no Largo Pateo do Collegio, no. 184, térreo, Centro de São  Paulo.<br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;">Estiveram presentes entre outros o presidente do Conselho  Regional de Medicina por ocasião dos crimes de maio de 2006,  representante do Secretário de Segurança Pública, de direitos humanos,  Defensor Público, jornalista do jornal A Tribuna de Santos, mães de  vítimas mortas por policiais em São Paulo, mães de vítimas dos crimes  ocorridos em Março e Abril de 2010, na Baixada Santista cometidos por  grupos de extermínio e Mães de Maio.</span><br style="color: #000000;" /><br style="color: #000000;" /><span style="color: #000000;">Para ouvir a gravação da Audiência Pública </span><strong style="color: #ff0000;"><a href="http://www.archive.org/details/CondepeSoPaulo_446" target="_blank">clique aqui</a></strong></p>
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		<title>Filme &#8216;Luto Como Mãe&#8217; conta histórias da violência policial no RJ</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 00:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja matéria sobre evento no Ponto Cine de Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja matéria sobre evento no Ponto Cine de Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro:</p>
<h2><a href="http://pontocine.blogspot.com/2010/08/ser-mae.html">Ser Mãe &#8230;</a></h2>
<p><strong>Por Wallace Rocha, no <a href="http://pontocine.blogspot.com/">blog do Ponto Cine</a></strong></p>
<p>No  Ponto Cine, um dos nossos maiores objetivos é atingir as pessoas e  usamos o cinema como uma ferramenta para essa meta. E novamente as  pessoas saíram do cinema, com a possibilidade de mudança e  transformação, mudança de seu valores e transformação dos seus  pensamentos.</p>
<p>No último sábado, dia  21/08, o Ponto Cine promoveu o Diálogos com o Cinema com uma exibição  muito especial do documentário “Luto como Mãe”, com a participação do  jovem diretor Luiz Carlos Nascimento, da advogada da ONG <em>Justiça Global</em>,  Renata Lira e das mães Elizabeth Paulino e Siley Muniz, do caso da  Chacina do Via Show. As mães moram em Guadalupe e durante a sessão  várias pessoas surgiram como conhecidas das quatro jovens vítimas da  chacina, que aconteceu em 2003.</p>
<p>Com o  início do debate, Luiz Carlos Nascimento experimentou a sensação de,  pela segunda vez consecutiva, presenciar uma sessão lotada no Ponto  Cine, e não hesitou em parabenizar aos organizadores pela criação de um  espaço de tanta qualidade na Zona Norte do Rio, que agora está servindo  de modelo para a criação de novas salas de cinema pela região.</p>
<p>Ao  ser concluído com a música “Pedaço de Mim” de Chico Buarque, o filme  causou certo impacto nos visitantes daquele sábado, e Elizabeth Paulino  disse que pior que assistir à um filme como esse, é viver uma situação  como a de Siley e dela, Siley por sua vez, muito emocionada não  conseguiu conter as lágrimas.</p>
<p>O  público quis saber de Luís Carlos o quanto a criação de “Luto Como Mãe”  pode lhe fazer crescer como ser humano, e Luís disse já trabalhar com  esse tipo de questionamentos sociais, onde os mais atingidos são jovens  negros de comunidades mais carentes, vítimas do agonizante erro do  sistema.</p>
<p>O Professor Paulo Assis,  frequentador assíduo do Ponto Cine, disse ter se sentido incomodado pelo  filme, e Elizabeth acha que muitas pessoas preferem ver o que acham  bonito e agradável, e esquecem que a vida também é feita de passagens  difíceis, mas necessárias, que devem ser apresentadas para a sociedade,  como a proposta pelo filme, onde qualquer mãe está exposta à passar uma  situação com a delas. Siley encontrou suas forças no que pode fazer pela  outras pessoas, como em um certo Natal que na sua porta uma mãe pedia a  sua força, já que tinha acabado de perder sua filha. Para Siley a  despedida de seu filho foi o ponto de partida para que pudesse se  aproximar dos amigos do jovem e se dedicar à eles, “Agora sou mãe várias  vezes”.</p>
<p>A advogada Renata Lira,  acompanha casos como esses há um bom tempo, e com coragem enfrenta as  formas de negligência causadas pelo poder do Estado, destacando  principalmente a visibilidade pública de crimes desse tipo, que disputam  o espaço com a geléias televisivas e a incrível comoção de crimes na  zona sul da cidade. A advogada não nega que ao certo não consegue nem ao  menos ter o número de chacinas como a do Via Show, da Baixada, em 2005  ou a de Acari em 1990.</p>
<p>Para Elizabeth  e Siley ser mãe é persistir, é estar na pele de outras mães, é também  sentir saudades, mas principalmente, ser mãe é lutar pelo bem, pela  justiça e dedicar sua vida para seu filho, estando ele fisicamente ao  seu lado ou não. “Dizem que a maior dor do mundo é a do parto, mas não, a  maior dor do mundo é a de perder um filho” diz Elizabeth.</p>
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		<title>Nota: Concessão de Belo Monte sentencia a morte do rio Xingu</title>
		<link>http://global.org.br/programas/nota-concessao-de-belo-monte-sentencia-a-morte-do-rio-xingu/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 21:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num ato de escandalosa afronta a convenções internacionais de direitos humanos, à legislação brasileira e à Constituição do país, o governo firmará o Contrato de Concessão da UHE Belo Monte. 

Leia a nota assinada por diversas entidades que acompanham o caso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>MANIFESTO</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Assinatura da Concessão de Belo Monte é mais uma ofensiva macabra para sentenciar a morte do rio Xingu</strong></p>
<p align="center">
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p>Os funcionários do Planalto ainda não terão limpado os restos da festança que comemorará o retorno do Presidente da República ao seu Palácio nesta quarta, dia 25, e o governo federal assinará a sentença de morte do Xingu e a expulsão de milhares de cidadãos de suas casas, o pouco que ribeirinhos e pequenos agricultores das barrancas do rio podem chamar de seu.</p>
<p>Num ato de escandalosa afronta a convenções internacionais de direitos humanos, à legislação brasileira e à Constituição do país, o governo firmará, nesta quinta, 26, o <strong>Decreto de Outorga </strong>e o<strong> Contrato de Concessão da UHE Belo Monte </strong>com o<strong> Consórcio N/Morte Energia </strong>no Palácio do Planalto.</p>
<p>A assinatura ocorrerá antes do Ibama ter concedido a Licença de Instalação à obra, que, por lei, deve anteceder mesmo o processo de licitação (artigo 4 da resolução 006 do CONAMA), e enquanto ainda tramitam na Justiça 15 Ações Civis Públicas contra a Licença Prévia, contra o leilão e por violação de Direitos Humanos e Constitucionais das populações ameaçadas.</p>
<p>Neste ato, serão rasgados acordos internacionais como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Convenção sobre <em>Diversidade</em> Biológica, que exigem o consentimento livre, prévio e informado dos Povos Indígenas e Comunidades Locais em caso de empreendimentos que afetem suas vidas.</p>
<p>Será consolidado um procedimento que ressuscitou um autoritarismo aterrador por parte do governo, que instou o Tribunal Regional Federal a derrubar sem a mínima avaliação dos argumentos jurídicos três liminares concedidas pela Justiça Federal contra a obra e o leilão, constrangeu procuradores do Ministério Público Federal através de ameaças abertas por parte da Advocacia Geral da União, e avalizou um projeto que custará mais de 19 bilhões de reais – a maior parte advinda de fundos públicos como o BNDES e de fundos de pensão &#8211; sem a menor garantia de viabilidade econômica, representando uma grave ameaça ao erário público.</p>
<p>Há mais de um ano atrás, em julho de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em audiência representantes da comunidade científica, lideranças indígenas e sociais e o bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Kräutler, e garantiu textualmente a seus interlocutores que não lhes “enfiaria Belo Monte goela abaixo”. Também se comprometeu a responder algumas questões, que lhe foram enviadas por carta posteriormente:</p>
<p>-       O que diz Lula ao Brasil sobre a ineficiência energética da usina, que na maior parte do ano só produzirá 40% da energia prometida?</p>
<p>-       Que garantias Lula dá às populações do Xingu de que não serão construídas outras três usinas – Altamira, Pombal e São Felix do Xingu – no rio?</p>
<p>-       O que diz Lula sobre os impactos às populações indígenas?</p>
<p>-       Qual o número de atingidos pela obra que serão deslocados de suas casas?</p>
<p>-       O que será da população dos 100 km da Volta Grande do Xingu que secarão com Belo Monte?</p>
<p>-       O que diz Lula sobre a pressão populacional que a região sofrerá com a migração de milhares de pessoas para Altamira, em busca de emprego e oportunidade?</p>
<p>-       Qual é, afinal, o custo da usina?</p>
<p>-       Qual será a tarifa cobrada da população brasileira pela energia produzida por Belo Monte?</p>
<p>Estas perguntas nunca foram respondidas pelo presidente. Não foram respondidas satisfatoriamente por ninguém. As populações ameaçadas, todos nós brasileiros, fomos escanteados, desrespeitados em nossos direitos, tivemos nossas leis pisadas na lama e nossos direitos ridicularizados.</p>
<p>A assinatura do Decreto de Outorga e do Contrato de Concessão da UHE Belo Monte, um dos primeiros atos oficiais no reluzente e recém-reinaugurado Palácio do Planalto, deixará uma mancha macabra e feia. Mas não extinguirá a resistência de indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores que lutam por suas vidas no Xingu, e por tudo que o rio e as matas são para eles e para nós: garantia de futuro. <strong>Vergonha sobre o governo! Belo Monte não passará!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Assinam:</strong></p>
<p>Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu</p>
<p>Movimento Xingu Vivo para Sempre &#8211; MXVPS</p>
<p>Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira &#8211; <em>COIAB</em></p>
<p><em>Conselho Indigenista Missionário &#8211; CIMI</em></p>
<p>Rede Fórum da Amazônia Oriental &#8211; FAOR</p>
<p>Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre, Belém/PA</p>
<p>Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH</p>
<p>Instituto Amazônia Solidária e Sustentável &#8211; IAMAS</p>
<p>Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé</p>
<p>Instituto Socioambiental &#8211; ISA</p>
<p>Society for Threatened Peoples International</p>
<p>Instituto de Estudos Socioeconômicos &#8211; INESC</p>
<p>Instituto Terramar</p>
<p><em>Justiça Global</em></p>
<p>Rede Brasileira de Justiça Ambiental</p>
<p>Instituto Humanitas</p>
<p>Associação Floresta Protegida &#8211; Mebengokré/Kayapó</p>
<p>Instituto Ambiental Vidágua</p>
<p>Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB</p>
<p>IBASE</p>
<p>Centro Legal de Defensores do Meio Ambiente  &#8211; EDLC</p>
<p>Survival International</p>
<p>FASE AMAZÔNIA</p>
<p>Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia &#8211; MAMA</p>
<p>Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense &#8211; FMAP</p>
<p>Articulação de Mulheres Brasileiras &#8211; AMB</p>
<p>Centro de Estudos e Defesa  do Negro do Pará – CEDENPA</p>
<p>Terra de Direitos</p>
<p>Fundação Tocaia</p>
<p>Campa &#8211; Cooperação Associativo Ambiental Panamazônica</p>
<p>Fórum   Carajás</p>
<p>Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais</p>
<p>Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul &#8211; PACS</p>
<p>COMITÊ-DOROTHY</p>
<p>OPERAÇÃO AMAZÔNIA NATIVA – OPAN</p>
<p>Associação Civil Alternativa Terrazul</p>
<p>REDE SOCIAL DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS</p>
<p>Centro de Defesa dos Direitos Humanos</p>
<p>Educação Popular do Acre-CDDHEP</p>
<p>Articulação de Mulheres Negras da Amazonia Brasileira &#8211; FULANAS</p>
<p>Rede Jubileu Sul Brasil</p>
<p>Rede Jubileu Sul Américas</p>
<p>Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul &#8211; PACS</p>
<p>Forum Mudanças Climáticas e Justiça Social</p>
<p>Assembléia Popular Nacional</p>
<p>Grito dos Excluídos</p>
<p>Sindicato dos professores de Nova Friburgo e região</p>
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		<title>Adiado o julgamento da federalização do assassinato de Manoel Mattos</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 18:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[STJ remarcou para o dia 8 de setembro. Anistia Internacional lança nota pedindo a federalização dos crimes atribuídos a grupos de extermínio em PE e PB;  Justiça Global e Dignitatis intensificam campanha de cartas e divulgam petição online]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>STJ remarcou para o dia 8 de setembro</strong><strong>. Anistia Internacional lança nota pedindo a federalização dos crimes atribuídos a grupos de extermínio em PE e PB;  <em>Justiça Global</em> e Dignitatis intensificam campanha de cartas e divulgam petição online</strong></p>
<p>O Superior Tribunal de Justiça adiou novamente o julgamento da federalização do assassinato do advogado Manoel Mattos e de outros crimes atribuídos a grupos de extermínio na fronteira entre Pernambuco e Paraíba. O julgamento foi  remarcado para o dia 8 de setembro.</p>
<p>A federalização, caso seja deferida, passará as investigações e processamentos judiciais para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal. Juristas e organizações da sociedade civil consideram a retirada do controle das autoridades locais uma medida essencial para a desarticulação dos grupos de extermínio, formados em grande parte por agentes públicos.</p>
<p>&#8211;&gt; <a href="../../../../../programas/um-ano-da-morte-de-manoel-mattos/" target="_blank">Relembre o caso</a></p>
<p>&#8211;&gt; <a href="../../../../../programas/a-federalizacao-do-caso-manoel-mattos/" target="_blank">Entenda os argumentos jurídicos</a></p>
<p><strong>Anistia Internacional: &#8220;julgamento histórico&#8221;<br />
</strong></p>
<p>Nesta semana a Anistia Internacional divulgou uma <a href="http://br.amnesty.org/?q=node/949" target="_blank">declaração</a> em que pede a federalização do caso e classifica o julgamento no STJ como “histórico”.  “Assassinatos como o de Manoel Mattos e de outras inúmeras vítimas dos esquadrões da morte somente poderão ser tratados de maneira adequada através da federalização”, diz a nota.</p>
<p>&#8211;&gt; <a href="http://br.amnesty.org/?q=node/949" target="_blank">Leia a nota da Anistia Internacional</a></p>
<p>A <em>Justiça Global</em> e a Dignitatis – organizações brasileiras que acompanham o caso – lançaram uma <a href="../../../../../programas/urgente-campanha-de-cartas-pela-federalizacao-manoel-mattos-e-grupos-de-exterminio-de-pe-e-pb/" target="_blank">campanha de cartas</a> para que outras organizações manifestem ao STJ apoio à federalização. Paralelamente, as organizações encabeçaram uma <a href="http://www.petitiononline.com/dignitat/petition.html" target="_blank">petição online</a> que em três dias recebeu mais de 100 adesões.</p>
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		<title>Carta Capital: &#8216;Uma pá contra o entulho autoritário&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 01:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O deputado Pedro Wilson propõe uma ampla revisão da legislação herdada da ditadura. Objetivo: evitar a repetição de casos como o do ativista Roberto Monte, o civil que virou réu numa corte militar após criticar o Exército]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O deputado Pedro Wilson propõe uma ampla revisão da  legislação herdada da ditadura. Objetivo: evitar a repetição de casos  como o do ativista Roberto Monte, o civil que virou réu numa corte  militar após criticar o Exército</em></strong></p>
<p>Após a publicação da reportagem “Como nos tempos da ditadura”, na última edição de CartaCapital (<a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-nos-tempos-da-ditadura">clique aqui para ler o texto</a>),  o deputado federal Pedro Wilson (PT-GO) divulgou uma nota em  solidariedade ao ativista Roberto de Oliveira Monte, que tornou-se réu  num tribunal militar por criticar o Exército durante uma palestra.  Integrante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o  parlamentar condena o fato de um civil ser alvo de um processo dessa  natureza mais de duas décadas após o fim da ditadura e da promulgação da  Constituição de 1988.</p>
<p>“A leitura serena da palestra de Roberto Monte demonstra que não  houve ataques à honra de qualquer militar ou à imagem da instituição – o  que poderia justificar não um processo na Justiça Militar contra um  civil, mas na Justiça Comum”, avalia o deputado. “Este caso emblemático  nos levou à decisão de articular, junto a forças democráticas e  defensores de direitos humanos, campanha para revogar em definitivo o  entulho autoritário que remanesce na legislação em franca oposição à  Constituição Federal de 1988, que garante ampla liberdade de expressão”.</p>
<p>A proposta é uma reivindicação antiga de organizações de defesa dos  direitos humanos, que questionam, inclusive, a legitimidade das cortes  militares em tempos de paz. “Há uma vasta jurisprudência na Corte  Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados  Americanos, que condena a existência de processos contra civis em  tribunais fardados”, explica Tamara Melo, advogada da <em>Justiça Global</em>.</p>
<p>Como exemplo, ela cita o trecho de uma sentença da OEA em 2004. “Deve  estar excluído da jurisdição militar o julgamento de civis e [os  tribunais fardados] só devem julgar militares que cometem delitos ou  faltas que por sua própria natureza atentem contra bens jurídicos  próprios da ordem militar”, registra o texto.</p>
<p>No início do ano, ao acolher mais uma denúncia contra o Brasil  (relacionada à morte de um sem-terra pela Polícia Militar do Paraná), a  Corte Interamericana denunciou a impunidade das casernas e contestou a  legitimidade das cortes militares para julgar crimes das polícias  estaduais. O ácido relatório ressalta que os tribunais militares não  gozam “da independência e autonomia necessárias para investigar de  maneira imparcial as supostas violações aos direitos humanos” e reitera o  apelo de se atribuir à Justiça comum o julgamento dos crimes cometidos  por PMs.</p>
<p>À época, <em>CartaCapital </em>publicou uma ampla reportagem sobre o tema, que pode ser lida <a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/impunidade-fardada">neste link</a>. Confira, abaixo, a íntegra da nota oficial publicada pelo deputado Pedro Wilson.</p>
<p><em><br />
“Venho manifestar, como membro da Comissão de Direitos Humanos e  Minorias, da Câmara dos Deputados, perplexidade ante o processo na  Auditoria Militar da 7ª Região, no Recife, em que é acusado Roberto de  Oliveira Monte.</em></p>
<p><em>“Jamais poderia esperar que, passados 22 anos desde a promulgação  da Constituição Cidadã, um dos mais respeitados ativistas de direitos  humanos do Brasil fosse alvo de processo por ter exercido a liberdade de  expressão. Tampouco imaginaria que tal processo fosse se dar no âmbito  da Justiça Militar, cuja existência só se justifica para o julgamento de  crimes militares. </em></p>
<p><em>“Afinal, o que fez Roberto Monte para estar no centro de tão  extemporâneo processo? Proferiu uma conferência numa universidade (não  numa instalação militar), na qual defendeu o direito de organização e a  memória de militares que resistiram à ditadura de 1964 hoje já  anistiados pelo Estado brasileiro.</em></p>
<p><em>“A leitura serena da palestra de Roberto Monte demonstra que não  houve ataques à honra de qualquer militar ou à imagem da instituição – o  que poderia justificar não um processo na Justiça Militar contra um  civil, mas na Justiça Comum. </em></p>
<p><em>“Roberto Monte é membro ativo do Comitê Nacional de Educação em  Direitos Humanos, criador e mantenedor de um dos mais importantes  espaços de difusão de valores e direitos humanos no país – o portal  DHNet – e ex-presidente do Conselho de Direitos Humanos do Rio Grande do  Norte. A trajetória desse notável militante inclui ações como a  corajosa denúncia de grupo de extermínio e tantas outras que fizeram  dele um expoente na defesa da vida e da cidadania.</em></p>
<p><em>“É revoltante assistir a esse cidadão que tanto tem contribuído  para os direitos humanos ser constrangido por um processo com base em  normas em desuso, constitutivas do chamado entulho autoritário, em  notória contradição com a Constituição Federal, os Tratados  Internacionais de que o Brasil é signatário e os próprios fundamentos da  democracia.</em></p>
<p><em>“Este caso emblemático nos levou à decisão de articular, junto a  forças democráticas e defensores de direitos humanos, campanha para  revogar em definitivo o entulho autoritário que remanesce na legislação  em franca oposição à Constituição Federal de 1988, que garante ampla  liberdade de expressão.” </em></p>
<p><em>Brasília, 23 de agosto de 2010 </em></p>
<p><em>Deputado Pedro Wilson<br />
Comissão de Direitos Humanos e Minorias</em></p>
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		<title>Ag.Brasil: &#8216;Para melhorar sistema prisional é preciso enfrentar a sociedade, afirmam especialistas&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 00:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A superlotação do sistema prisional brasileiro e suas deficiências no processo de recuperação dos detentos são desafios que os candidatos à Presidência da República e os governos estaduais devem enfrentar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--  @page{margin:2cm;}P{margin-bottom:.21cm;} --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Brasília  – A superlotação do sistema prisional brasileiro e suas deficiências no  processo de recuperação dos detentos são desafios que os candidatos à  Presidência da República e aos governos estaduais devem enfrentá-los e  dizer para a sociedade como resolvê-los. Para Fernando Salla,  pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São  Paulo (NEV-USP), os candidatos também terão de enfrentar a sociedade que  cobra por mais medidas punitivas que levam ao aumento da população  carcerária.</p>
<p>Segundo o pesquisador, medidas como a implementação  de penas alternativas e reintegração dos presos não são bem aceita pela  sociedade. “A melhor solução, acho que seria reduzir essa massa de  pessoas [<em>nos presídios</em>], mas o medo e a insegurança são  sentimentos disseminados na sociedade. É difícil fazer a aprovação  dessas medidas num ambiente social e político que não é favorável a  isso”.</p>
<p>De acordo com dados do Departamento Penitenciário  Nacional, do Ministério da Justiça, o Brasil tem uma população  carcerária de 473.626 presos. Desse total, 152.612 são presos  provisórios, 174.372 cumprem pena em regime fechado e 66.670 em regime  semiaberto. Os números também mostram que, em 2009, o sistema recebeu  23.624 presos e saíram, por efeito de alvarás de solturas e de <em>habeas corpus</em>, 19.277).</p>
<p>Salla  disse ainda que o sistema prisional brasileiro tem problemas crônicos,  como a deficiência do número de vagas, a falta de assistência jurídica e  as péssimas condições de vida às quais os presos estão submetidos.  “Nunca conseguimos ter um sistema prisional com capacidade suficiente de  vagas para dar conta do fluxo de entrada e saída de presos. Isso é uma  questão central que continua sendo um problema enorme para os futuros  administradores do Brasil&#8221;.</p>
<p>O governo federal pouco interfere na  gestão dos presídios, que é feita pelos governos estaduais. Segundo o  pesquisador, não adianta os estados receberem recursos federais para  investir na construção de presídios e não melhorar a qualidade do  serviço do sistema. “Geralmente, os estados gostam muito de receber  recursos, mas não gostam de implementar diretrizes, sejam as que já  estejam estabelecidas em lei, sejam aquelas que o próprio governo  federal coloque como fundamentais para uma melhoria do sistema”.</p>
<p>Salla  acredita que a melhoria do sistema prisional passa fundamentalmente por  muito comprometimento político diante da situação precária vivida pelo  setor. “Nessa área com certeza há muita coisa que se fazer, há muito  para discutir e melhorar. Estamos em 2010, é injustificável a gente ter  uma área da administração pública tão mal organizada e tão mal  administrada como os sistemas penitenciários e prisionais em geral”.</p>
<p>De  acordo com a advogada da organização não governamental <em>Justiça Global</em>,  Tamara Melo, a única iniciativa do governo para desafogar o sistema  penitenciário é a política de construção de vagas. “A gente sabe que  isso não resolve. É lógico que quando a gente entra numa delegacia e vê  uma situação de superlotação absurda pensa que se houvesse vagas  facilitaria o sistema. Mas, o problema é que não funciona”, disse.</p>
<p>Ela  defende que o governo, a sociedade e a mídia façam um debate sério  sobre desencarceramento, ou seja, medidas que aliviem os presídios.  Segundo Tamara Melo, atualmente, há muitos projetos de lei que podem  piorar o sistema prisional, pois apostam na prisão como saída de todos  os problemas. “Isso é falta de criatividade das políticas públicas, você  pensar que a cada problema que surge na sociedade a resposta é: vamos  criminalizar. A criminalização de condutas, na imensa maioria, não  resolve o problema, só aumenta a criminalidade”, afirmou.</p>
<p>Para a  advogada, uma política criminal de intervenção mínima tem de começar a  ser pensada e elaborada pelos futuros governantes. “Isso envolve  mudanças legislativas, descriminalização de determinados comportamentos,  redução de pena, facilitação de progressão de regime”.</p>
<p>Além da  situação de super encarceramento, Tamara Melo cita a tortura como um dos  principais problemas do sistema. De acordo com ela, os relatórios da  sociedade civil mostram vários casos de tortura que não são  investigados. “No Presídio Urso Branco, em Rondônia, que a gente [<em>da <em>Justiça Global</em></em>]  acompanha desde 2000, são mais de 100 mortes que não foram  responsabilizadas, principalmente quando se trata de agente público”.</p>
<p>“É  fundamental que se crie uma política pública de prevenção da tortura.  Não é possível um país que se diz democrático ter uma realidade como  esta. Tortura não só no que diz respeito ao espancamento, mas também  esta realidade degradante que se equipara à tortura”, disse.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
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		<title>Carta Capital: &#8216;Como nos tempos da ditadura&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 15:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ativista Roberto Monte (foto), vira réu em corte militar, após criticar o Exército em palestra. Ele pode ser condenado a até cinco anos de prisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="display: block;"> </span></p>
<div id="attachment_4294" style="width: 310px;"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/08/roberto_monte_anamartins.jpg" rel="shadowbox[post-1865];player=img;"><img title="Como nos tempos da ditadura" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/08/roberto_monte_anamartins-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a></p>
<address>O  ativista Roberto Monte (foto), vira réu em corte militar, após criticar  o Exército em palestra. Ele pode ser condenado a até cinco anos de  prisão. Foto: Ana Silva</address>
</div>
<p>Na semana em que festejava as bodas de prata do seu casamento, o  economista Roberto de Oliveira Monte teve de encarar uma insólita  obrigação. Reconhecido defensor dos direitos humanos no País, passou por  interrogatório de mais de duas horas na Auditoria Militar da 7ª Região,  no Recife, na quinta-feira 12. Motivo da convocação: suas declarações  em uma palestra na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, há cinco  anos, na qual criticou as humilhações sofridas pelos militares por seus  superiores hierárquicos e defendeu o direito de os praças se  sindicalizarem, o que é proibido atualmente. “Jamais imaginei passar por  um constrangimento desses, ter de prestar contas sobre as minhas  opiniões, após 25 anos do fim da ditadura, lamenta.</p>
<p>Em razão dessa palestra, Monte foi acusado de cometer dois crimes  tipificados pelo Código Penal Militar, de 1970: “Incitar à  desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar” e “ofender a  dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas”. Os delitos,  previstos nos artigos 155 e 219, podem lhe render até cinco anos de  prisão. “É um absurdo. Usaram uma legislação aprovada no auge da  ditadura para restringir a liberdade de expressão de um militante dos  direitos humanos”, afirma Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo  Tortura Nunca Mais. “Veja a aberração: um civil como réu numa corte  militar por crime de opinião. Parece que retrocedemos algumas décadas na  história.”</p>
<p>As opiniões, expostas para uma plateia com cerca de 250 militares,  durante um congresso promovido pela Associação de Praças do Exército  Brasileiro (Apeb), desagradaram ao promotor de Justiça Militar Guilherme  da Rocha Ramos, que denunciou Monte juntamente com 13 militares  acusados de insubordinação. Para justificar a denúncia do único civil do  grupo, Ramos baseou-se no relato de militares que se dizem ofendidos  pelas declarações do vice-presidente do Conselho de Direitos Humanos  potiguar: “O palestrante, afastando-se completamente do tema, começou a  fazer apologia à insubordinação e utilizar termos ofensivos à  instituição Exército Brasileiro, uma vez que afirmava que o nosso  Exército não deveria ser o Exército de Caxias, mas o de Lamarca e Carlos  Marighella, que os praças deveriam se organizar nos moldes das ‘Ligas  Camponesas’”, registra o inquérito militar.</p>
<p>De acordo com Monte, não houve ofensa alguma. “Só disse que o  Exército de Caxias era o mesmo que abrigava líderes que tiveram a  coragem de lutar contra a ditadura”. E acrescenta: “Também propus a  criação de órgãos de direitos humanos nas Forças Armadas, a exemplo dos  existentes nas polícias estaduais, mas isso foi convenientemente  excluído do inquérito”.</p>
<p>Responsável por denúncias que levaram ao desmonte de grupos de  extermínio em Natal, Monte chegou a ser incluído em programas de  proteção à testemunha a pedido da Corte Interamericana de Direitos  Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA). Por um ano e  dois meses, andou com escolta policial e, hoje, continua a denunciar  violações por meio do conselho estadual e do Centro de Direitos Humanos e  Memória Popular do Rio Grande do Norte, do qual é coordenador.</p>
<p>Diante da corte fardada, recusou-se a pedir desculpas. “A maioria dos  militares que estão respondendo a esse processo comigo está se  retificando, talvez com medo de ser expulsos do Exército. Tenho plena  convicção de que não incitei qualquer motim nem ofendi ninguém, até  porque sou filho de militar. Apenas manifestei minha opinião, e dela não  abro mão.”</p>
<p>Monte foi convocado a depor pela primeira vez em julho de 2008. Como o  processo acabou suspenso, por conta de um habeas corpus obtido por um  dos militares denunciados, o ativista não precisou comparecer diante da  corte militar. Com o recente desmembramento do caso, foi novamente  convocado.</p>
<p>“Existe uma cláusula no Código Penal Militar que, segundo a avaliação  dos acusadores, permite que um civil possa figurar como réu numa corte  militar. Sustentamos que essa legislação não pode se sobrepor à  Constituição nacional, que resguarda a liberdade de opinião e  expressão”, afirma o advogado de defesa Marcelo Santa Cruz, irmão do  militante de esquerda Fernando Santa Cruz, desaparecido na época da  ditadura. “Fazia mais de 40 anos que eu não colocava o pé numa corte  fardada para defender um civil. Meu último cliente foi o padre Reginaldo  Veloso, que havia escrito versos que desagradaram à censura.”</p>
<p>Sandra Carvalho, diretora da ONG <em>Justiça Global</em>, ressalta que a Corte  Interamericana de Direitos Humanos da OEA tem uma extensa  jurisprudência que condena o julgamento de civis por cortes militares.  “Por essa razão, denunciamos este caso, em junho de 2008, para dois  relatores especiais das Nações Unidas: Margareth Sekaggya, que cuida da  proteção dos defensores de direitos humanos, e Ambeyi Ligabo, ligado às  questões de liberdade de opinião e expressão.”</p>
<p>De acordo com o advogado Frederico Barbosa, que também cuida da  defesa de Monte, ao término do processo o ativista pode exigir uma  reparação pelos danos morais e materiais. “Poderíamos, inclusive, já ter  solicitado um habeas corpus para trancar esse processo. Optamos por  seguir adiante, na esperança de que este caso estimule uma ampla  discussão sobre a necessidade de se revisar o entulho autoritário que  pesa sobre as leis brasileiras, em conflito com a própria Constituição.”<br />
Em julho de 2008, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados  publicou moção de protesto contra o processo militar. “Há um consenso  de que precisamos resolver o problema dessa legislação  infraconstitucional, herdada da ditadura, que está em conflito com as  garantias constitucionais e com os tratados internacionais dos quais o  Brasil é signatário. Só não está decidida a forma como essa revisão pode  ser feita”, afirma o parlamentar Pedro Wilson (PT-GO), integrante da  comissão. “Precisamos acelerar esse debate para evitar situações de  constrangimento ou de tentativa de censura como esta, da qual Monte foi  vítima.”</p>
<p>Fernando Mattos, um dos diretores da Secretaria de Direitos Humanos  da Presidência, não descarta a possibilidade de um projeto que acabe com  as cortes fardadas. “Pode perfeitamente existir uma legislação  específica para crimes militares, a ser apreciada pela Justiça comum”,  afirma. De concreto, apenas uma recomendação do Conselho de Defesa dos  Direitos da Pessoa Humana, ligada à estrutura da secretaria. “Trata-se  de uma carta de intenções, sugerindo a remoção do entulho autoritário da  legislação. Mas a discussão é espinhosa e deve levar tempo.”</p>
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		<title>ONGs são admitidas como amicus curiae na ação sobre federalização do caso Manoel Mattos</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 22:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Justiça Global e a Dignitatis foram admitidas como “amicus curiae” no incidente de deslocamento de competência que pede a federalização do caso Manoel Mattos. A decisão é da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz, relatora do processo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>As organizações não governamentais (ONG)  <em>Justiça Global</em> e Dignitatis – Assessoria Jurídica Popular foram  admitidas como “amicus curiae” no incidente de deslocamento de  competência que pede a federalização do caso Manoel Mattos. A decisão é  da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz, relatora  do processo.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<p>A função do “amicus curiae” é chamar a atenção da  Corte para fatos ou circunstâncias sobre o caso. Seu papel é ampliar a  discussão antes da decisão da Terceira Seção. O IDC entrou na pauta do  órgão no final de junho, mas o julgamento foi adiado.</p>
<p>A intenção  das ONGs era exercer o papel de assistente no processo. A ministra  Laurita entendeu não ser pertinente esse tipo de atuação no incidente,  mas concordou que as entidades têm sido agentes provocadores dos  organismos responsáveis por garantir os direitos humanos. Daí sua  importância como “amicus curiae”.</p>
<p>A Procuradoria-Geral da  República quer deslocar da Justiça estadual para a federal a competência  para julgar os processos que tratam da atuação de pistoleiros e de  grupo de extermínio nos estados da Paraíba e Pernambuco (seriam mais de  200 execuções). Entre os homicídios praticados pelo grupo, consta o do  advogado Manoel Bezerra Mattos, então vereador de Itambé (PE), autor de  denúncias sobre as ações criminosas. A morte ocorreu em janeiro do ano  passado.</p>
<p>O assassinato se deu apesar das medidas cautelares de  proteção a Manoel Mattos – decretadas, desde 2002, pela Comissão  Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados  Americanos (OEA). Proteção esta que caberia à Polícia Federal.</p>
<p>De  acordo com informações da ONG <em>Justiça Global</em>, recentemente a OEA  determinou que o Estado Brasileiro, por meio da Polícia Federal, ofereça  proteção aos familiares de Manoel Mattos, bem como aos deputados  federais Luiz Couto e Fernando Ferro e para a Promotora de Justiça  Rosemary Souto Maior de Almeida.</p>
<p>Será a segunda vez que o STJ  analisará pedido de deslocamento de competência, possibilidade criada  pela Emenda Constitucional n. 45/2004 (reforma do Judiciário), para  hipóteses de grave violação de direitos humanos. O IDC 1 tratou do caso  da missionária Dorothy Stang, assassinada no Pará, em 2005. O pedido de  deslocamento foi negado pelo STJ.</p></div>
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		<title>URGENTE: Campanha de Cartas pela Federalização &#8211; Manoel Mattos e grupos de extermínio em PE e PB</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 19:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Campanhas e Ações Urgentes]]></category>
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		<category><![CDATA[STJ]]></category>

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		<description><![CDATA[A federalização pode ser o primeiro passo para que os grupos de extermínio da região sejam desarticulados. A manifestação das organizações da sociedade civil é muito importante! 

ASSINE E ENCAMINHE A CARTA AO STJ!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong> </strong></p>
<p>No próximo dia  <strong><span style="text-decoration: underline;">25 de agosto</span></strong>, <strong>quarta-feira</strong>, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará o pedido de <strong>FEDERALIZAÇÃO </strong>do assassinato do advogado <strong>MANOEL MATTOS</strong> e de cerca de 200 outros casos envolvendo <strong>GRUPOS DE EXTERMÍNIO</strong> que atuam na fronteira entre Pernambuco e Paraíba.</p>
<p>Formados em grande parte por agentes do estado &#8211; com participação de delegados, magistrados e políticos &#8211; estes grupos seguem atuando livremente na região. O deferimento da federalização garantirá maior <strong>imparcialidade na investigação e no julgamento</strong> das cerca de <strong>200 mortes</strong> causadas em menos de dez anos. A competência da investigação, do julgamento e de outros processamentos judiciais seria deslocada das autoridades locais para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal.</p>
<p>Este pode ser o primeiro passo para que finalmente estes grupos sejam desarticulados e para que seus integrantes sejam responsabilizados. Mas para que isso aconteça, <strong><span style="text-decoration: underline;">é muito importante que as organizações da sociedade civil se manifestem</span></strong>.</p>
<p style="text-align: center;">
<h2 style="text-align: center;"><strong>Abaixo está um modelo de carta para ser enviada aos ministros do STJ. </strong></h2>
<h2 style="text-align: center;"><strong> Assine e encaminhe para:</strong></h2>
<p align="center">
<h6 style="text-align: center;"><strong>presidencia@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>vice.presidencia@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.laurita.vaz@stj.jus.br; </strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.felix.fischer@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.teori.zavascki@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.nilson.naves@stj.jus.br ;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.gilson.dipp@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.eliana.calmon@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.joao.otavio@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.aripargendler@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.arnaldo.lima@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.eliana.calmon@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.nancy.andrighi@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.cesar.rocha@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.castro.meira@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.min.campbellmarques@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.paulo.medina@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.humberto.martins@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.maria.thereza@stj.jus.br; </strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.napoleao.maia@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gab.luis.f.salomao@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>samueloliveira@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>juliana.mendes@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>sidneibeneti@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gmjm@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>tereza.braga@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>priscila.diniz@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>csampaio@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>gmmu@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>secretaria.gmog@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>convitesfux@stj.gov.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>secretaria.hb@stj.jus.br</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>dpu@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>cerimonial@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>secretaria.jurisprudencia@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>processo@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>informacao.processual@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>protocolo.judicial@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>arquivo.geral@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>biblioteca@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>cpl@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>imprensa@stj.jus.br;</strong></h6>
<h6 style="text-align: center;"><strong>controle.interno@stj.jus.br</strong></h6>
<p><strong>______________________________________________________</strong></p>
<p><strong>&#8211; Conheça o caso &#8211; <a href="../../../../../programas/um-ano-da-morte-de-manoel-mattos/" target="_blank">CLIQUE AQUI</a></strong><br />
<strong>&#8211; Entenda os argumentos jurídicos para a federalização</strong> &#8211; <strong><a href="../../../../../programas/a-federalizacao-do-caso-manoel-mattos/" target="_blank">CLIQUE AQUI</a><br />
______________________________________________________<br />
</strong></p>
<p align="center"><strong>Carta aos ministros do Superior Tribunal de Justiça</strong></p>
<p align="center">
<p>Exmo(a). Ministro(a),</p>
<p><span style="color: #ff0000;">[A presente organização]</span> vem, através dessa carta, manifestar o seu amplo apoio ao deferimento do pedido de <strong>Incidente de Deslocamento de Competência nº 2 &#8211; DF (2009/0121262-6)</strong>, que tramita neste tribunal.</p>
<p>O processo é referente à federalização da investigação e do processamento judicial do assassinato do defensor de direitos humanos Manoel Mattos e de cerca de 200 outros casos de mortes atribuídas à atuação de grupos de extermínio na região fronteiriça entre Pernambuco e Paraíba. São casos emblemáticos de violações de direitos humanos que cumprem todos os requisitos para a federalização e que, portanto, devem receber uma resposta efetiva do Estado brasileiro.</p>
<p>O deferimento do IDC será decisivo para que se faça uma investigação completa e imparcial dos grupos de extermínio que atuam na região de forma integrada e sistemática.  Acreditamos que o assassinato de Manoel Mattos só pode ser entendido a partir da investigação destes grupos e do envolvimento direto de agentes estatais na articulação, no financiamento e na execução de crimes nos estados de Pernambuco e Paraíba.</p>
<p>Nesse sentido, reforçamos a necessidade de que sejam federalizados todos os casos que são objeto do IDC, e não apenas a execução de Manoel Mattos. A apuração isenta desses crimes seria o primeiro passo para a desarticulação de fato das redes criminosas e a responsabilização dos envolvidos. Lembramos que os próprios estados da Paraíba e Pernambuco já declararam publicamente serem favoráveis ao IDC nesses termos.</p>
<p>A federalização pode significar o fim de grupos criminosos que dominam espaços públicos de poder há décadas.  Para nós, a luta e as denúncias de Manoel Mattos não podem ser silenciadas com o seu assassinato.</p>
<p align="center"><span style="color: #ff0000;">[cidade]</span>, <span style="color: #ff0000;">[XX]</span> de Agosto de 2010.</p>
<p align="center">
<p align="center">Atenciosamente,</p>
<p align="center">
<p align="center"><span style="color: #ff0000;">[XXXXXXXXXXXXXX]</span></p>
<p align="center"><span style="color: #000000;">_________________________________________________</span></p>
<p align="center"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p align="center"><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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