28 de junho de 2006 • 16h43

Assassinato pela polícia de 13 supostos integrantes do PCC

O assassinato pela polícia de 13 supostos integrantes do PCC em São Bernardo do Campo, na segunda-feira, 26 de junho, sob o pretexto de evitar uma tentativa de ataque da facção criminosa contra agentes penitenciários, nos faz lembrar do episódio que ficou conhecido como “Operação Castelinho”, em que a polícia paulista matou, em março de 2002, 12 supostos integrantes do PCC. Como diversas organizações de direitos humanos e o Ministério Público de São Paulo apontaram, a “Operação Castelinho”, se configurou em uma armadilha, uma emboscada feita pela polícia, que resultou na execução sumária dos supostos integrantes do PCC.

Tanto na ação de 2002, como na do último dia 26, a polícia alega ter se antecipado e frustrado uma ação do PCC. Ou seja, a polícia, ao tomar conhecimento de uma possível ação criminosa, ao invés de prender as pessoas que a planejam, prefere montar uma emboscada e executá-las. Esse tipo de ação policial é reflexo de uma política de segurança pública centrada na letalidade, aonde a eficiência é medida na quantidade de “suspeitos” eliminados.

São Paulo, 28 de junho de 2006

Sandra Carvalho, Diretora da ONG Justiça Global

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