Apesar das adversidades enfrentadas ao longo de 2007, a ação conjunta dos movimentos de ocupações – somada à luta pela reforma urbana, dos secundaristas, universitários, quilombolas, GBLT, sindical e popular – foi considerada um avanço no cenário das lutas sociais hoje no Brasil. Esta uma das conclusões do II Plenária dos Movimentos Sociais realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro nos dias 1 e 2 de março. O encontro teve a participação de cerca de 200 pessoas representantes dos mais variados movimentos sociais.
De acordo com o relatório prévio do encontro, “os movimentos sociais atravessam uma profunda crise cujas características principais são a debilidade do movimento sindical fruto do desemprego e do esvaziamento de importantes categorias e a burocratização das entidades e/ou sua cooptação, restando ao sindicalismo combativo a direção de importantes categorias do funcionalismo público, algumas estatais e poucos sindicatos do setor privado que, embora tenham lutado muito, não têm força suficiente para virar o jogo em favor da classe trabalhadora”.
Na proposta de calendário e ações conjuntas aparecem a luta conta a criminalização da pobreza, contra as privatizações, pela democratização dos meios de comunicação, pela reforma urbana e o programa de moradia popular, a luta pela reforma agrária e contra o agronecócio. A participação em datas unificadas será nos dias 15 de março (Seminário Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás), 21 de março (Dia Internacional Contra a Discriminação Racial), 31 de março ( ato aniversário Chacina da Baixada) e 1º de abril (Ato contra a transposição do Rio São Francisco), dentre outros.
Entre os desafios a serem enfrentados pelos movimentos sociais estão: a articulação de diversas formas de luta e resistência em torno de um programa comum de lutas, construir meios de comunicação próprios para disputar pela hegemonia e contribuir para a construção de um programa estratégico para superação do sistema capitalista.


