Quatro policiais militares e um comerciante foram indiciados pela morte do jornalista Luiz Carlos Borbon Filho, em Porto Ferreia (SP), ocorrido em maio de 2007. Na ocasião, a Justiça Global denunciou o crime à Hina Jilani, representante do Secretário Geral da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos e a Philip Alston, relator especial sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias das Nações Unidas.
Após a denúncia da Justiça Global, o relator sobre a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Ignácio Alvarez, divulgou um comunicado à imprensa solicitando que as autoridades brasileiras investigassem o caso.
Borbon foi assassinado em 5 de maio de 2007 com dois tiros disparados por homens encapuzados que desceram de uma moto no momento em que o jornalista estava num bar próximo à rodoviária. Há suspeitas de que sua morte esteja relacionada às constantes denúncias contra o crime organizado de sua cidade.
Barbon Filho foi um dos responsáveis por tornar público, em 2003, o aliciamento de menores em Porto Ferreira. Na época, empresários, vereadores e um garçom foram suspeitos de participar de festas com meninas em ranchos às margens do Rio Mogi Guaçu.
De acordo com a declaração da viúva do jornalista, Cátia Rosa Camargo, Luiz Carlos Barbon Filho recebia ameaças de morte constantemente, através de cartas anônimas e telefonemas. Por causa das ameaças, Barbon fechou jornal que editava, o Realidade. O inquérito sobre o assassinato do jornalista foi entregue a promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção ao Crime Organizado (Gaerco) de Campinas .