A licença prévia para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, gera forte reação entre a sociedade civil. Concedida pelo Ibama no dia primeiro de fevereiro, a licença contraria laudos técnicos independentes e ações judiciais que apontam para os enormes impactos que a barragem traria ao meio ambiente e aos habitantes da região do Xingu.
Inconformados com a arbitrariedade da decisão, especialistas e representantes da sociedade civil têm liderado uma ampla mobilização popular. Além do lançamento de campanhas de cartas e do trabalho de denúncia no Brasil e na comunidade internacional, estão programadas manifestações populares públicas e encontros de articulação política.
Diversas entidadas contrárias à construção de Belo Monte estão reunidas no município de Altamira, no Pará, em encontro organizada pelo movimento Xingu Vivo Para Sempre. Entre os dias 2 e 4 de março, representantes de organizações de direitos humanos, movimentos sociais e acadêmicos discutirão a concessão da licença prévia e as estratégias que podem ser traçadas para que a decisão do Ibama seja barrada.
Na última quarta-feira, dia 24 de fevereiro, ativistas sociais de diversos grupos contrários à construção da usina se reuniram em frente à sede do Ibama, na Praça XV, no Rio de Janeiro, para protestar contra a concessão da licença. A convocatória do ato, assinada pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, afirmava que “Belo Monte será um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil” e prosseguia dizendo: “Vamos mostrar que a sociedade civil não venderá barato essa decisão“.



