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	<title>Justiça Global &#187; chacina</title>
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		<title>Nota Pública &#8211; Não aceitamos mais uma chacina</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 16:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Preocupados com a iminência de um massacre nas favelas da Penha, como em 2007, e em repúdio a qualquer acontecimento deste tipo, exigimos que a vida dos moradores seja fator prioritário em estratégias de segurança pública

Leia a nota]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2137" class="wp-caption aligncenter" style="width: 353px"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Alemão2007.jpg" rel="shadowbox[post-2136];player=img;"><img class="size-full wp-image-2137" title="Alemão2007" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Alemão2007.jpg" alt="Alemão2007" width="343" height="243" /></a><p class="wp-caption-text">Mega-operação policial no Alemão, em 2007</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Durante toda a semana, no Rio de Janeiro, carros e ônibus foram queimados levando pânico e medo para a cidade. Tristemente, a resposta do Estado e a reação da polícia foram sendo traduzidas, como de costume, no combate à violência com mais violência.</p>
<p>A situação se agravou na quarta-feira: em menos de 24 horas, 18 pessoas morreram em ações da polícia em favelas. Em 2009, quando mais de 40 pessoas foram mortas nos dez dias seguintes à queda de um helicóptero da polícia nos arredores do Morro dos Macacos, também foi assim. Em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a mega-operação realizada pelo governo do estado com apoio da Força Nacional de Segurança terminou no massacre de 19 pessoas em um dia, a maioria com evidências de execução sumária, conforme laudos periciais solicitados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.</p>
<p>O clima de pânico serviu para inflamar nas autoridades o discurso de que a única saída possível seria a ofensiva militar dentro das comunidades do Complexo do Alemão. Estranho é que nenhuma outra medida tenha sido tomada de forma preventiva e que se esteja reafirmando, com clamor, a necessidade de conflito.</p>
<p>Precisamos de uma política de segurança que haja de forma permanente, assegurando liberdade e respeito. Precisamos de uma segurança pública que pense para além da defesa de uma cidade modelo para os jogos olímpicos que se avizinham. As mortes de moradores não podem ser minimizadas e tratadas como mero efeito colateral de uma operação de guerra. A vida não é e nem pode ser tratada como um jogo.<br />
Por isso, as organizações e movimentos sociais abaixo-assinados, preocupados com a iminência de um novo massacre nas favelas da Penha e em repúdio a qualquer acontecimento deste tipo, deixamos claro que:</p>
<ul>
<li>Repudiamos a lógica da      guerra que está sendo difundida e que pressupõe a supressão de direitos      individuais;</li>
<li>Renegamos que ações de      polícia sejam pautadas pelo sentido de &#8220;revide&#8221; ou de vingança;</li>
<li>Exigimos transparência na      divulgação de dados oficiais e esclarecimentos sobre as circunstâncias das      mortes noticiadas até agora e a identidade das vítimas, com a garantia da      realização de perícia e de investigação;</li>
<li>Exigimos que a vida dos      moradores seja fator prioritário em estratégias de segurança pública.</li>
</ul>
<p>Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2010.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Justiça Global</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Visão da Favela Brasil</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis &#8211; CDDH</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Campanha Reaja ou Será Morta / Reaja ou Será Morto</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Centro de Estudos e Ação Social &#8211; CEAS</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Movimento Nacional de Luta pela Moradia &#8211; MNLM<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais do Estado da Bahia &#8211; AATR<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas do Estado da Bahia &#8211; ASFAP</strong></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"><strong>Nota Pública</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"><strong><span style="font-size: 13.5pt;">Não aceitamos mais uma chacina</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">Durante toda a semana, no Rio de Janeiro, carros e ônibus foram queimados levando pânico e medo para a cidade. Tristemente, a resposta do Estado e a reação da polícia foram sendo traduzidas, como de costume, no combate à violência com mais violência.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">A situação se agravou na quarta-feira: em menos de 24 horas, 18 pessoas morreram em ações da polícia em favelas. Em 2009, quando mais de 40 pessoas foram mortas nos dez dias seguintes à queda de um helicóptero da polícia nos arredores do Morro dos Macacos, também foi assim. Em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a mega-operação realizada pelo governo do estado com apoio da Força Nacional de Segurança terminou no massacre de 19 pessoas em um dia, a maioria com evidências de execução sumária, conforme laudos periciais solicitados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">O clima de pânico serviu para inflamar nas autoridades o discurso de que a única saída possível seria a ofensiva militar dentro das comunidades do Complexo do Alemão. Estranho é que nenhuma outra medida tenha sido tomada de forma preventiva e que se esteja reafirmando, com clamor, a necessidade de conflito.</p>
<p class="MsoNormal">Precisamos de uma política de segurança que haja de forma permanente, <span style="background: #ffffff none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;">assegurando liberdade e respeito.</span><span style="background-color: #ffffff;"> </span>Precisamos de uma segurança pública que pense para além da defesa de uma cidade modelo para os jogos olímpicos que se avizinham. As mortes de moradores não podem ser minimizadas e tratadas como mero efeito colateral de uma operação de guerra. A vida não é e nem pode ser tratada como um jogo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;">Por isso, as organizações e movimentos sociais abaixo-assinados, preocupados com a iminência de um novo massacre nas favelas da Penha e em repúdio a qualquer acontecimento deste tipo, deixamos claro que:</p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal">Repudiamos a lógica da      guerra que está sendo difundida e que pressupõe a supressão de direitos      individuais;</li>
<li class="MsoNormal">Renegamos que ações de      polícia sejam pautadas pelo sentido de &#8220;revide&#8221; ou de vingança;</li>
<li class="MsoNormal">Exigimos transparência na      divulgação de dados oficiais e esclarecimentos sobre as circunstâncias das      mortes noticiadas até agora e a identidade das vítimas, com a garantia da      realização de perícia e de investigação;</li>
<li class="MsoNormal">Exigimos que a vida dos      moradores seja fator prioritário em estratégias de segurança pública.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal">Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2010.</p>
<p><strong>Nota Pública</strong></p>
<p><strong>Não aceitamos mais uma chacina</strong></p>
<p>Durante toda a semana, no Rio de Janeiro, carros e ônibus foram queimados levando pânico e medo para a cidade. Tristemente, a resposta do Estado e a reação da polícia foram sendo traduzidas, como de costume, no combate à violência com mais violência.</p>
<p>A situação se agravou na quarta-feira: em menos de 24 horas, 18 pessoas morreram em ações da polícia em favelas. Em 2009, quando mais de 40 pessoas foram mortas nos dez dias seguintes à queda de um helicóptero da polícia nos arredores do Morro dos Macacos, também foi assim. Em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a mega-operação realizada pelo governo do estado com apoio da Força Nacional de Segurança terminou no massacre de 19 pessoas em um dia, a maioria com evidências de execução sumária, conforme laudos periciais solicitados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.</p>
<p>O clima de pânico serviu para inflamar nas autoridades o discurso de que a única saída possível seria a ofensiva militar dentro das comunidades do Complexo do Alemão. Estranho é que nenhuma outra medida tenha sido tomada de forma preventiva e que se esteja reafirmando, com clamor, a necessidade de conflito.</p>
<p>Precisamos de uma política de segurança que haja de forma permanente, assegurando liberdade e respeito. Precisamos de uma segurança pública que pense para além da defesa de uma cidade modelo para os jogos olímpicos que se avizinham. As mortes de moradores não podem ser minimizadas e tratadas como mero efeito colateral de uma operação de guerra. A vida não é e nem pode ser tratada como um jogo.<br />
Por isso, as organizações e movimentos sociais abaixo-assinados, preocupados com a iminência de um novo massacre nas favelas da Penha e em repúdio a qualquer acontecimento deste tipo, deixamos claro que:</p>
<ul>
<li>Repudiamos a lógica da      guerra que está sendo difundida e que pressupõe a supressão de direitos      individuais;</li>
<li>Renegamos que ações de      polícia sejam pautadas pelo sentido de &#8220;revide&#8221; ou de vingança;</li>
<li>Exigimos transparência na      divulgação de dados oficiais e esclarecimentos sobre as circunstâncias das      mortes noticiadas até agora e a identidade das vítimas, com a garantia da      realização de perícia e de investigação;</li>
<li>Exigimos que a vida dos      moradores seja fator prioritário em estratégias de segurança pública.</li>
</ul>
<p>Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2010.</p></div>
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		<title>Chacina de treze trabalhadores no Pará fica invisibilizada na imprensa</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 23:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em nota, a Comissão Pastoral da Terra divulgou esta triste notícia sobre mais uma chacina de trabalhadores rurais no Pará, que desta vez vitimou 13 pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em nota, a Comissão Pastoral da Terra divulgou esta triste notícia sobre mais uma chacina de trabalhadores rurais no Pará, que desta vez vitimou 13 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro.  Leia abaixo.</p>
<p align="center"><strong>Ganância e Cumplicidade  matam treze trabalhadores no Pará</strong></p>
<p>A  Coordenação Nacional da CPT, chocada com uma chacina de grandes proporções no  Assentamento Rio Cururuí, município de Pacajá, PA, chama a atenção da sociedade  brasileira para o clima de violência na região e responsabiliza as autoridades  por novos massacres que possam ocorrer caso providências efetivas não forem  tomadas.</p>
<p>Entre os  dias 17 e 19 de setembro, 13 trabalhadores do PA Rio Cururuí, foram  assassinados num conflito que vinha sendo anunciado há tempo. A causa geradora  desta estúpida violência são os interesses  de madeireiras que, para obter   lucros cada vez maiores, corrompem funcionários públicos e lideranças de  assentamentos semeando a sizânia da ganância e da discórdia entre os assentados  da reforma agrária e de outras comunidades.</p>
<p>O  asssentamento Rio Cururuí foi criado pelo Incra em terras da União e implantado  em 2005.  A área, porém, era cobiçada pelas madeireiras. Em maio de  2007, a  imprensa noticiou que pistoleiros ligados a madeireiros expulsaram dezenas de  famílias da área, destruindo seus bens. As famílias que retornaram viviam  dominadas pelo medo de novamente serem agredidas.</p>
<p>As CPTs de  Anapu e de Tucuruí, desde 2008, vêm recebendo denúncias de assentados sobre o  abandono em que vivem. A isto se acrescentou um novo complicador.  Um grupo de 70 famílias começou  a ser pressionado pelo Incra e pelos  dirigentes do assentamento, ligado à Fetraf (Federação dos Trabalhadores  na Agricultura),  a deixarem a área na qual haviam sido  colocados pelo Incra ainda em 2004, antes da implantação do assentamento, sob a  alegação de ocuparem a área de reserva legal  do projeto. A reserva, porém, está sendo  explorada por madeireiros, alguns presumivelmente sem a devida autorização de  manejo florestal pois, em junho deste ano, o IBAMA e policias da Delegacia de  Conflitos Agrários do Pará (DECA) prenderam 1.4 mil metros cúbicos de madeira  retirados ilegalmente da área.</p>
<p>As denúncias  dos assentados repassadas à Ouvidora Agrária Nacional do Ministério do  Desenvolvimento Agrário (MDA) chegaram ao conhecimento dos que estavam sendo  denunciados o que desencadeou o conflito que assumiu as dimensões de uma  chacina.</p>
<p>A  Coordenação Nacional da CPT afirma que a  política de manejo florestal que incide muitas vezes sobre áreas de  assentamentos, ou de comunidades tradicionais, visa única e exclusivamente o  crescimento econômico que se concentra nas grandes madeireiras. Estas utilizam  de todos os instrumentos possíveis, legais e ilegais, para explorar a rica  diversidade florestal de nosso país. Corromper funcionários públicos e  lideranças das comunidades faz parte de sua estratégia. As comunidades  camponesas e os assentados, na maior parte das vezes, são totalmente excluídos  dos “benefícios” deste manejo.</p>
<p>O que  acontece hoje na Amazônia é a repetição do que ocorreu em todo o território  nacional desde a época do Brasil Colônia. A natureza é vista como mera fonte de  riquezas e é sistematicamente depredada para gerar divisas. As comunidades são  espoliadas dos poucos bens que possam ter, quando não fisicamente  eliminadas.</p>
<p>A CPT vê  ainda como uma outra fonte potencial de conflitos e violência a aprovação da MP  458, transformada na lei 11.952/09 que regulariza a grilagem de terras na  Amazônia. Surgem, em diversos pontos, notícias de conflitos de interesses entre  os que buscam a regularização e as famílias as comunidades que tradicionalmente  ocupam aquelas terras.</p>
<p>É hora de  colocar um ponto final em tanta violência. Titular as terras e territórios das  comunidades tradicionais e realizar uma Reforma Agrária ampla com a participação  das comunidades e trabalhadores  é  condição sine qua non para que haja paz no campo</p>
<p>Goiânia, 30  de setembro de 2010</p>
<p>A Coordenação Nacional</p>
<p>.</p>
<p><strong>Maiores informações:</strong></p>
<p>CPT Tucurui  – (94) 3787-2588</p>
<p>CPT  Nacional  &#8211; Setor de Comunicação –  (62) 4008-6412</p>
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		<title>Começa o julgamento do segundo maior massacre em presídios da história do país</title>
		<link>http://global.org.br/programas/comeca-o-julgamento-do-segundo-maior-massacre-em-presidios-da-historia-do-pais/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 18:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um saldo de 27 pessoas assassinadas, chacina do Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru. Somente os presos estão indo a júri. Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia, e nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Chacina no Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru: 27 presos foram assassinados;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia; nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento</div>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/05/urso-branco2.jpg" rel="shadowbox[post-1480];player=img;"><img class="size-full wp-image-1481 alignleft" title="Urso Branco" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/05/urso-branco2.jpg" alt="Urso Branco" width="304" height="226" /></a></p>
<p><em><strong>Chacina no Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru: 27 presos foram assassinados;</strong></em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia; nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento</em></strong></p>
<p>Nesta quarta-feira, dia 5, começou o julgamento de 16 presos acusados de participação na chacina de janeiro de 2002 no presídio Urso Branco, em Rondônia, que resultou na morte de pelo menos 27 pessoas. O caso é o maior massacre de presos do país depois do Carandiru, e ganhou repercussão internacional pela brutalidade dos assassinatos, que envolveram até decapitação, choque elétrico, e enforcamento.</p>
<p>Os 16 acusados irão a júri popular a partir desta semana, atendendo a denúncia do Ministério Público. No entanto, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho e a <em>Justiça Global</em> (peticionárias do Caso na OEA) questionam o fato de nenhum representante do Poder Público ter sido levado a julgamento. As organizações, que acompanham a situação do presídio, entendem que o massacre de 2002 só foi possível porque as autoridades responsáveis pela segurança e administração do presídio colocaram os presos ameaçados de morte no mesmo pavilhão que outros presos, embora conhecessem os evidentes riscos dessa medida.</p>
<p>Em 2004, o MP ofereceu denúncia contra 44 presos e 6 agentes públicos: o então diretor geral do presídio, o ex-diretor de segurança, o ex-Superintendente de Assuntos Penitenciários e o ex-gerente do sistema penitenciário de Rondônia, além de dois oficiais da Polícia Militar do estado. Apenas os três primeiros ainda respondem a processo em liberdade; a denúncia dos três últimos foi negada pelo juiz. Na denúncia, o MP chegou a afirmar expressamente: “Os presos do ‘SEGURO’ [os ameaçados] foram arrastados para os pavilhões (&#8230;) esperneando e clamando por suas vidas, com a certeza das atrocidades que iriam sofrer, e os agentes públicos foram insensíveis aos desesperados apelos.” Porém, após mais de oito anos da chacina, e a despeito da denúncia, somente os detentos serão levados a júri.</p>
<p><strong>Caso reflete seletividade da Justiça</strong></p>
<p>Conhecido como um dos presídios mais violentos do país, o Urso Branco, nos últimos 10 anos, contabilizou mais de cem mortes violentas ocorridas em seu interior. Segundo informações da Secretaria Especial de Direitos Humanos e do Ministério das Relações Exteriores, de um total de 102 processos criminais relacionados com fatos ocorridos no interior da unidade, apenas 18 foram concluídos, sendo dez com sentença de absolvição e oito de condenação – somente uma destas últimas envolvendo um agente do Estado.</p>
<p>“O fato de apenas os presos estarem indo a júri pelo massacre de 2002 evidencia seletividade da Justiça Criminal, que atua com particular ineficiência e morosidade na apuração de crimes cometidos por agentes públicos”, afirma Tamara Melo, advogada da <em>Justiça Global</em>.</p>
<p><strong>Denúncias na OEA e novos casos de tortura</strong></p>
<p>Casos recentes evidenciam que a situação no presídio permanece grave.  Em 2009 foram abertos inquéritos para investigar casos de tortura e de tentativa de assassinato. “Em 2002, devido a um pedido da CJP e da <em>Justiça Global</em>, o presídio Urso Branco foi o primeiro caso que levou o Brasil a receber da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, uma determinação de medidas urgentes para a proteção da vida e da integridade física de seus internos, mas esses novos casos mostram que a determinação vem sendo descumprida”, disse Tamara.</p>
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		<title>Chacina no Complexo do Alemão completa 1 Ano com Ato e Missa Sexta-feira, 10h, na Candelária</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Familiares de vítimas, lideranças comunitárias, ONGs e movimentos sociais realizam ato em lembrança de um ano da chacina do Alemão e fazem uma retrospectiva das chacinas promovidas pela política de extermínio do governo Sérgio Cabral, que matou 358 pessoas nos primeiros três meses de 2008. Se essa média se mantiver, a polícia fluminense matará até o final do ano 1431 pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, 27 de junho, completa um ano da Chacina do Alemão, em que 19 pessoas foram mortas durante uma mega-operação que mobilizou 1.350 policiais. A &#8220;mega-operação&#8221; do Complexo do Alemão, adotada como modelo de ação pela Secretaria de Segurança Pública, foi na verdade uma ação de extermínio, como apontam o laudo independente produzido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) e o Relator da ONU, Phillip Alston, em seu relatório sobre o Brasil. Muitas outras mega-operaçoes foram realizadas deixando um saldo expressivo de mortes nas favelas cariocas.</p>
<p>Para denunciar as ações de extermínio da polícia carioca, será realizado o <strong>Ato Pela Vida, Contra o Extermínio</strong>, amanhã, sexta-feira, 27 de junho de 2008, a partir das 10 horas, na Igreja da Candelária. Durante o ato os manifestantes carregarão faixas e cartazes com fotos e números de milhares de vítimas de operações policiais do governo Sérgio Cabral. Da igreja a manifestação segue em marcha até a Secretaria de Segurança Pública, na Central do Brasil.</p>
<p>Em comparação aos anos anteriores, o Governo Sérgio Cabral Filho apresenta uma elevação no número de mortos em decorrência dos &#8220;autos de resistência&#8221;. De acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2007, foram registrados 1.330 &#8220;autos de resistência&#8221; no estado do Rio de Janeiro contra 23 policiais mortos em serviço. O número de civis mortos em &#8220;supostos confrontos&#8221; com as forças policiais em relação aos de policiais mortos em serviço demonstram uma proporção de 57,8 para 1, ou seja, para cada policial morto em serviço existem quase 58 civis mortos inseridos na categoria de &#8220;auto de resistência&#8221;. Essas discrepâncias nas ocorrências de &#8220;autos de resistência&#8221; indicam, invariavelmente, execuções sumárias.</p>
<p>Nos primeiros três meses de 2008, 358 civis foram mortos durante operações policiais no Rio de Janeiro, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2007. Se essa média se mantiver, o Estado do Rio de Janeiro registrará 1431 autos de resistência em 2008. Nesse mesmo período, foram 4 os policiais mortos em serviço.</p>
<p>Durante o ato será distribuída uma carta aberta à população, demonstrando que a política de extermínio do governo Cabral não tem tornado o Rio de Janeiro mais seguro; ao contrário, tem contribuído para que o Estado esteja entre os três primeiros no quesito homicídio. Além disso, ao passo que os autos de resistência aumentam sistematicamente, o número de apreensões de armas e drogas tem diminuído nos últimos dois anos.</p>
<p>Informações:</p>
<p>Pela Vida, Contra o Extermínio:</p>
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		<title>Chacina da Baixada: PM é condenado a 542 anos de prisão</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 22:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
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		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
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		<category><![CDATA[julgamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tribunal do Júri de Nova Iguaçu condenou o cabo José Augusto Moreira Felipe a 542 anos de prisão por formação de quadrilha e participação na execução de 29 pessoas em março de 2005 na Baixada Fluminense. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal do Júri de Nova Iguaçu condenou o cabo José Augusto Moreira Felipe a 542 anos de prisão por formação de quadrilha e participação na execução de 29 pessoas em março de 2005 na Baixada Fluminense. O julgamento marcou o segundo júri popular dos cinco policiais militares acusados da Chacina da Baixada. Outro acusado, o soldado Fabiano Gonçalves Lopes &#8211; que inicialmente seria julgado esta semana junto com o cabo Felipe -, a pedido da defesa, teve seu processo desmembrado e, com isso, ganhou o direito a uma nova data para julgamento.  O primeiro júri popular sobre a Chacina da Baixada foi em agosto do ano passado e condenou o soldado Carlos José Carvalho a 543 anos de prisão.</p>
<p>A execução sumária de 29 pessoas &#8211; a maior chacina já registrada no Rio &#8211; ocorreu em 31 de março de 2005. Os policiais acusados executaram suas vítimas em oito bairros nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. As pessoas assassinadas não tinham antecedentes criminais e foram escolhidas aleatoriamente enquanto conversavam na porta de casa ou num bar. Entre os mortos, estavam crianças, estudantes, comerciantes, desempregados, funcionários públicos, marceneiros, pintores e garçons.</p>
<p>A luta dos familiares das vítimas por justiça ainda está longe de chegar ao fim. Embora o Ministério Público tenha denunciado 11 policiais pelos crimes, foram encontradas provas para abrir um processo contra apenas cinco. Os outros policiais pronunciados são: o cabo Gilmar Simão, assassinado em outubro de 2006; e o cabo Ivonei de Souza. Sem provas, os seis policiais restantes estão em liberdade.</p>
<p>Desde 2006, a Associação de Familiares e Vítimas da Violência e a <em>Justiça Global</em> vêm mantendo a ONU informada sobre o caso. Este ano, uma nova denúncia foi encaminhada para o relator especial da ONU sobre Execuções Arbritárias, Sumárias e Extrajudiciais, Philip Alston.</p>
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		<title>Chacina do Calabetão na Bahia é denunciada à ONU</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 21:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (CEDECA/BA), o Movimento Negro Unificado (MNU), a Justiça Global, e outras dez organizações não governamentais enviaram denúncia às Nações Unidas sobre a execução sumária de três pessoas da família Santana, episódio conhecido como Chacina do Calabetão, em Salvador (BA). (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (CEDECA/BA), o Movimento Negro Unificado (MNU), a <em>Justiça Global</em>, e outras dez organizações não governamentais enviaram denúncia às Nações Unidas sobre a execução sumária de três pessoas da família Santana, episódio conhecido como Chacina do Calabetão, em Salvador (BA). Aurina Rodrigues Santana, 44 anos, o filho Paulo Rodrigo Santana, 19, e Rodson da Silva Rodrigues, 28, companheiro de Aurina, foram executados em sua residência na madrugada do dia 14 de agosto. A filha de 13 anos, escapou de ser assassinada no dia 14 porque não estava em casa na hora do crime.</p>
<p>A denúncia foi encaminhada à Hina Jilani<strong>, </strong>Representante Especial do Secretário-Geral da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos e ainda para mais três Relatores da ONU: Philip Alston<strong>, </strong>Relator Especial sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais; Manfred Nowak<strong>, </strong>Relator Especial sobre Tortura e outros Tratamentos Cruéis, Desumanos e Degradantes e Doudou Diene<strong>, </strong>Relator Especial sobre Formas Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia, e Formas Relacionadas de Intolerância.</p>
<p>Segundo declaração de moradores, os autores do crime invadiram a casa da família Santana por volta das 3h30 e obrigaram o casal e o jovem a deitarem-se no chão, para, em seguida, executá-los. O crime aconteceu uma semana após Aurina e os filhos terem realizado depoimento na Corregedoria da Polícia Militar a respeito da tortura cometida por policiais militares contra os filhos de Aurina em maio deste ano. Na audiência, eles afirmaram ser capazes de reconher os torturadores.</p>
<h2><strong>Criminalização </strong></h2>
<p>Os acusados pelo crime são policiais militares lotados na 48ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar do Estado da Bahia). O chefe de comunicação da Polícia Militar da Bahia, capitão Luís Marcelo Pita, afirmou publicamente que, de acordo com informações de militares da 48ª CIPM, Paulo Rodrigo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e a mãe dele, Aurina, era ex-presidiária, em uma clara tentativa de desqualificar moralmente as vítimas de tão brutal crime. Também foram achadas junto aos corpos das vítimas 48 trouxas de maconha e 30 pedras de <em>crack</em>, em tentativa de envolver a família com o tráfico de drogas e justificar as mortes como disputa entre grupos rivais de traficantes.</p>
<p>Aurina Santana era líder comunitária e integrante do Movimento dos Sem Teto da Bahia. Em 21 de maio, teve sua residência invadida por policiais que torturaram o filho Paulo Rodrigo e a irmã de 13 anos. Os PMs exigiam a entrega de armas, drogas e dinheiro.</p>
<h2><strong>Violência e racismo</strong></h2>
<p>Durante cerca de quatro horas, Paulo sofreu socos, pontapés e golpes com uma barra de ferro. Os policiais ainda o sufocaram com um saco plástico e jogaram óleo quente em sua cabeça. A irmã adolescente recebeu socos nas costas e também foi sufocada com um saco plástico. Em mais uma demonstração de truculência, os policiais também removeram os móveis da família e espalharam seus pertences como livros, roupas e panelas por toda a casa.</p>
<p>A certeza da impunidade parece que vem motivando os policiais suspeitos de praticarem invasão, tortura e morte em comunidades de Salvador. Em 1º de março de 2007, no bairro de Nova Brasília, ocorreu o crime conhecido como &#8220;Matança de Nova Brasília&#8221;. Um grupo de extermínio executou com nove tiros o jovem negro, Clodoaldo Souza, 22 anos, e feriu gravemente Cléber Álvaro, 21 anos &#8211; atingido por dois projéteis na coluna e um na virilha &#8211; que só não foi assassinado na hora porque desmaiou.</p>
<p>Não é por acaso que todas as vítimas são pessoas negras, pobres, com baixa escolaridade e residentes em bairros periféricos. Pesquisa realizada pelo Fórum Comunitário de Combate à Violência (FCCV) aponta que entre 1998 e 2004, das 6.308 pessoas assassinadas em Salvador, 5.852 eram negras ou pardas. Um índice de 92,7% frente aos 85% de afrodescendentes que compõem a população da capital da Bahia.</p>
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