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	<title>Justiça Global &#187; comunidades tradicionais</title>
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		<title>O que está em jogo na Rio+20</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo, consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Informe do Grupo de Articulação Internacionalizado da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Pela unidade e a mobilização do povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental, contra a mercantilização da natureza e a “economia verde”</strong></p>
<p>A um mês da conferência das Nações Unidas Rio+20, os povos do mundo não veem  resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de “economia verde” e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.</p>
<p>A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e a criminalização de quem os denuncia. O sistema de produção e o consumo atual – representados por grandes corporações,  mercados financeiros e os governos que garantem sua manutenção – produzem e aprofundam  o aquecimento global e a crise climática, a fome e a desnutrição, a perda de florestas e da diversidade biológica e sócio-cultural,  a contaminação química, a escassez de água potável, a desertificação crescente dos solos, a acidificação dos mares, a grilagem de terras e a mercantilização de todos os aspectos da vida nas cidades e no campo .</p>
<p>A “economia verde”, ao contrário do que o seu nome sugere, é outra fase da acumulação capitalista. Nada na “economia verde” questiona ou substitui  a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Essa economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito.</p>
<p>O falido modelo econômico, agora disfarçado de verde, pretende submeter todos os ciclos vitais da natureza às regras do mercado e ao domínio da tecnologia, da privatização e da mercantilização da natureza e suas funções. Assim como dos conhecimentos tradicionais, aumentando os mercados financeiros especulativos através dos mercados de carbono, de serviços ambientais, de compensações por biodiversidade e o mecanismo REDD+ (Redução de emissões por desmatamento evitado e degradação florestal).</p>
<p>Os transgênicos, os agrotóxicos, a tecnologia Terminator, os agrocombustíveis, a nanotecnologia, a biologia sintética, a vida artificial, a geo-engenharia e a energia nuclear, entre outros, são apresentados como “soluções tecnológicas” para os limites naturais do planeta e para as múltiplas crises, sem abordar as causas verdadeiras que as provocam.</p>
<p>Além disso, se promove a expansão do sistema alimentício agroindustrial, um dos maiores fatores causadores das crises climáticas, ambientais, econômicas e sociais, aprofundando a especulação com os alimentos. Com isso se favorece os interesses das corporações do agronegócio em detrimento da produção local, campesina, familiar, dos povos indígenas e das populações tradicionais, afetando a saúde de todos.</p>
<p>Como uma estratégia de negociação na conferência Rio+20, alguns governos de países ricos estão propondo um retrocesso dos princípios da Rio 92, como o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas, o princípio da precaução, o direito à informação e participação. Estão ameaçados direitos já consolidados, como os dos povos indígenas e populações tradicionais, dos camponeses, o direito humano à água, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos imigrantes, o direito à alimentação, à habitação, à cidade, os direitos da juventude e das mulheres, o direito à saúde sexual e reprodutiva, à educação e também os direitos culturais.</p>
<p>Está se tentando instalar os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão utilizados para promover a “economia verde”, enfraquecendo ainda mais os já insuficientes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).</p>
<p>O processo oficial propõe estabelecer formas de governança ambiental mundial que sirvam como administradores e facilitadores desta “economia verde”, com o protagonismo do Banco Mundial e outras instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais e internacionais, que irão incentivar um novo ciclo de endividamento e ajustes estruturais disfarçados de verde. Não pode existir governança global democrática sem terminar com a atual captura corporativa das Nações Unidas.</p>
<p><strong> Repudiamos este processo e conclamamos todos para que venham fortalecer as manifestações e construções de alternativas em todo o mundo.</strong></p>
<p>Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo, consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.</p>
<p>Afirmamos a construção coletiva de novos paradigmas baseados na soberania alimentar, na agroecologia e na economia solidária, na defesa da vida e dos bens comuns, na afirmação de todos os direitos ameaçados, o direito à terra e ao território, o direito à cidade, os direitos da natureza e das futuras gerações e a eliminação de toda forma de colonialismo e imperialismo.</p>
<p>Conclamamos todos os povos do mundo a apoiarem a luta do povo brasileiro contra a destruição de um dos mais importantes quadros legais de proteção às florestas (Código Florestal), o que abre caminhos para mais  desmatamentos em favor dos interesses do agronegócio e da ampliação da monocultura; e contra a implementação do mega projeto hidráulico de Belo Monte, que afeta a sobrevivência e as formas de vida dos povos da selva e a biodiversidade amazônica.</p>
<p>Reiteramos o convite para participação na Cúpula dos Povos que se realizará de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Será um ponto importante na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental que estamos construindo desde a Rio-92, particularmente a partir de Seattle, FSM, Cochabamba, onde se têm catapultado as lutas contra a OMC e a ALCA, pela justiça climática e contra o G-20. Incluímos também as mobilizações de massa como Occupy, indignados, a luta dos estudantes do Chile e de outros países e a primavera árabe.</p>
<p>Convocamos todos para que participem da mobilização global de 5 de junho (Dia Mundial do Ambiente); da mobilização do dia 18 de junho, contra o G20 (que desta vez se concentrará no “crescimento verde”) e na marcha da Cúpula dos Povos, no dia 20 junho, no Rio de Janeiro e no mundo, por justiça social e ambiental, contra a “economia verde”, a mercantilização da vida e da natureza e em defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos.</p>
<p><em> Rio de Janeiro, 12 de maio de 2012</em></p>
<p>Assinam:</p>
<p>Grupo de Articulação Nacional e Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental*.</p>
<p><strong> Concorda com os pontos desta carta? Envie um e-mail para gainter@rio2012.org.br e peça a inclusão do nome da sua entidade na assinatura.<br />
</strong> ______________________________<br />
<em> *O Grupo de Articulação (GA) Internacional do Comitê Facilitador para a Sociedade Civil na Rio+20 (CFSC) da Cúpula dos Povos é formado por 35 redes, organizações e movimentos sociais de 13 diferentes países. Seus representantes trabalham junto ao GA Nacional (com 40 redes representadas) na coordenação metodológica e política da Cúpula dos Povos, evento paralelo e crítico à Rio+20, que vai reunir milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, de 15 a 23 de junho.</em></p>
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		<title>Carta dos atingidos pela expansão da Veracel, Suzano e Fíbria na Bahia para o Ministério Público Federal</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 15:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com pesar que as entidades que compõem os fóruns: SOCIOAMBIENTAL DO EXTREMO SUL, DO SUDOESTE DA BAHIA E DE LUTA POR TERRA, TRABALHO E CIDADANIA DA MICRO REGIÃO SUL DA BAHIA E O VICARIATO SUL DA DIOCESE DE ITABUNA recebem a notícia: Estado concede licença ambiental para expansão da VERACEL. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com pesar que as entidades que compõem os fóruns: SOCIOAMBIENTAL DO EXTREMO SUL, DO SUDOESTE DA BAHIA E DE LUTA POR TERRA, TRABALHO E CIDADANIA DA MICRO REGIÃO SUL DA BAHIA E O VICARIATO SUL DA DIOCESE DE ITABUNA recebem a notícia: <a href="http://www.celuloseonline.com.br/noticias/Estado+concede+licena+ambiental+para+expanso+da+Veracel" target="_blank">Estado concede licença ambiental para expansão da VERACEL</a>.</p>
<p>&#8211; <a href="http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N24532" target="_blank">ASSINE A CARTA AQUI</a></p>
<p>Reafirmamos que são vários os motivos que levam os signatários desta carta a se indignarem com tal decisão:</p>
<p>MOTIVO 1.</p>
<p>A licença anterior concedida a VERACEL, de 1993, foi anulada pela Justiça Federal, embora a empresa tenha recorrido da decisão. De qualquer forma o Juiz Federal declarou “NULAS AS RESOLUÇÕES do CEPRAM” que licenciou o empreendimento, condenando a “VERACEL A RESTAURAR TODAS AS ÁREAS COMPREENDIDAS NAS RESOLUÇÕES CEPRAM 707/93, 1.115/95 e 1.235/96, no prazo de 1 ano, com o plantio de vegetação nativa do bioma da Mata Atlântica, sendo que nos PROJETOS SUCUPIRA, INHAÍMA II deverá “a VERACEL retirar a floresta de eucalipto e recompor a área com vegetação nativa do bioma”, no prazo de três meses, enquanto nos “projetos Inhaíma III, JACARANDÁ I, LIBERDADE, e SAPUCAIA, o prazo para retirada dos eucaliptos e plantio de vegetação nativa será de 6 (seis) meses”. Além disso, a VERACEL foi condenada a “PAGAR R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais), a título de danos ambientais” praticados nessas áreas, e multa de dez mil reais por dia, caso não retire os eucaliptais e replante a Mata Atlântica nas áreas citadas. Portanto, desde essa decisão está firmado o entendimento judicial de que a competência para licenciar esses empreendimentos é do IBAMA, e não do órgão ambiental da Bahia.<br />
Assim, para a sociedade civil vitimada pela irregular expansão da monocultura de eucaliptos continua valendo a decisão de suspensão da Licença Ambiental de 1993.</p>
<p>MOTIVO 2.</p>
<p>Há um estudo do próprio Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (INEMA), datado de 2008, que enumera diversas irregularidades da empresa, apontando uma “completa “falta de governança para lidar com a situação”. Conforme o estudo, “não há ordenamento nem zoneamento do território; não há coordenação das intervenções públicas relativas aos plantios de eucalipto na região; não há políticas agrícolas, não há políticas fundiárias; não há controle da legalidade da venda de terras; não há estudos/normas específicas estabelecendo índices recomendáveis de ocupação para as plantações por municípios”.</p>
<p>MOTIVO 3.</p>
<p>O Relatório de Impacto Ambiental de ampliação da VERACEL Celulose (Cepemar, 2009) é um documento fraco e cheio de vícios. Os problemas antecedem a sua própria elaboração. Os Termos de Referência, que definem os aspectos a serem contemplados pelo EIA/RIMA e que devem ser discutidos e elaborados democraticamente, não foram disponibilizados ao público.</p>
<p>Inúmeras falhas metodológicas, conceituais e até ortográficas caracterizam o EIA-RIMA do VERACEL II, sendo injustificáveis as omissões, as imprecisões graves, os termos vagos e genéricos deste documento. Esse Estudo abandona, deliberadamente, a análise do projeto em si, e suas relações com o território, ocupando mais de cem páginas com dados agropecuários, demográficos, educacionais dos 17 municípios que compõem a área de influencia direta do projeto. Apenas na parte final, últimas 25 páginas, são descritos, de forma resumida e precária, os impactos do projeto e algumas medidas mitigatórias. O “estudo” é marcado por frase do tipo “a VERACEL usa tecnologia em favor do meio ambiente” ou objetiva a “sustentabilidade do empreendimento”.</p>
<p>Enfim, o EIA-RIMA mais se assemelha a um relatório corporativo, procurando apresentar uma imagem de empresa sustentável. Definitivamente, o EIA-RIMA não preenche minimamente os itens básicos prescritos na resolução do CONAMA N° 001 de 23.01.1986.</p>
<p>MOTIVO 4.</p>
<p>Nesse sentido, a análise feita pelo Relatório de Análise de EIA/RIMA do Projeto de Expansão da VERACEL, elaborado por cinco técnicos do INEMA, elenca diversas inconsistências e fragilidades do Projeto que ameaçam o meio ambiente de nossas regiões, tais como:<br />
- “A carência de instrumentos de planejamento territorial a exemplo do zoneamento Econômico Ecológico (ZEE) e de leis municipais que estabeleçam o ordenamento do uso do solo ou de outros instrumentos de que permitam situar e entender de forma segura, as potencialidades e as vantagens comparativas da várias formas de uso e ocupação dos diferentes recortes espaciais desses territórios municipais”.</p>
<p>- No estudo não há detalhamentos relativos aos plantios de novas áreas. O documento apenas cita que a base florestal será ampliada em “áreas exclusivamente de pasto”. “O EIA não apresenta, contudo, qualquer espacialização clara (poligonais/georreferenciamento) das novas áreas pleiteadas” necessária “para se estabelecer um compromisso balizador sério desta expansão”. Diante disto, os técnicos do INEMA, observaram que, “na prática, estaria se adotando um estranho princípio metodológico, licenciando uma área teórica, identificada apenas em termos de sua extensão global máxima nos municípios, sem quaisquer informações detalhadas sobre aspectos de maior relevância, os quais poderiam, eventualmente, e após análise mais acurada, condicionar reduzir ou mesmo impossibilitar o seu licenciamento em alguns municípios”.</p>
<p>- A análise dos técnicos constata também que, “como informado pela empresa, a cada 2 hectares adquiridos a silvicultura ocupa apenas 1 ha”. Assim, considerando apenas os plantios em terras próprias da empresa, suas plantações atuais e futuras (VERACEL I + VERACEL II) somariam “cerca de 188 mil hectares”. Por isso, os domínios da VERACEL alcançariam “376 mil hectares, ou 16% das terras de extensa região (17 municípios), causando uma grande concentração” fundiária.</p>
<p>MOTIVO 5.</p>
<p>Os participantes dos Fóruns signatários também repudiam o Termo de Ajustamento de Conduta &#8211; TAC celebrado entre Ministério Público Estadual (MPE) e as empresas de celulose do extremo-sul da Bahia (FIBRIA e SUZANO) além de terceiros intervenientes, uma vez que as punições aplicadas às empresas do setor se alongam há mais de 20 anos dado o modelo de exploração predatória continuada cujo resultado são a perda da biodiversidade em toda as regiões que se instalam. As “punições”, na prática, são esquecidas mediante o pagamento de quantias irrisórias quando comparadas ao faturamento das empresas do setor ou mesmo MULTAS NÃO PAGAS pela empresa apesar da gravidade das atuações delituosas. Ademais, na negociação do TAC, o MPE ignorou as entidades da sociedade civil regional que realizaram as denúncias, possibilitando o acordo mencionado no TAC e acolhendo como “terceiros intervenientes” no processo entidades e empresas consideradas “amigas” ou “co-irmãs” das empresas de celulose.</p>
<p>Por tudo isto, denunciamos esses fatos ao Conselho de Procuradores do MPE, esperando a anulação das cláusulas do TAC celebrado pela Base Ambiental Costa das Baleias, que implicam na redução das penas anteriormente cominadas aos degradadores do meio ambiente, inclusive com repercussões favoráveis às empresas coligadas ou vinculadas ao mesmo grupo econômico da VERACEL.</p>
<p>REIVINDICAÇÕES:</p>
<p>Pelas razões expostas, e considerando o dispositivo constitucional, segundo o qual “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (CF, art. 225), os fóruns mencionados, através de suas entidades, e outros parceiros do Brasil e de outros países, vêm EXIGIR das autoridades competentes as providências abaixo:</p>
<p>1. A ANULAÇÃO DA LICENÇA PRÉVIA DO PROJETO DE EXPANSÃO DA VERACEL CELULOSE para todas as regiões do Estado da Bahia, especialmente, da região Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia;</p>
<p>2. A REVISÃO, PELO CONSELHO DE PROCURADORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, do TAC &#8211; Termo de Ajustamento de Conduta celebrado pela Base Ambiental Costa das Baleias com as empresas SUZANO e FÍBRIA e com interveniência das empresas certificadoras SYSFLOR – CERTIFICAÇÃO DE MANEJO E PRODUTOS, IMAFLORA &#8211; INSTITUTO DE MANEJO E CERTIFICAÇÃO FLORESTAL E AGRÍCOLA, FUNDAÇÃO JOSÉ SILVEIRA E LABORATÓRIO DE ECOLOGIA E RESTAURAÇÃO FLORESTAL, especialmente, por não haver representação da sociedade civil não empresarial DO MOVIMENTO POPULAR (tripartite e paritária) sobre o pagamento de multas na esfera administrativa (IBAMA e INEMA e órgãos antecessores), cível e penal, caso existam;</p>
<p>3. A SUSPENSÃO IMEDIATA DO PLANTIO DE ESPÉCIES EXÓTICAS &#8211; EUCALIPTO &#8211; NO ESTADO DA BAHIA, dada à saturação de áreas plantadas que comprometem o uso múltiplo dos Territórios Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia em face da inexistência de Zoneamento Ecológico Econômico &#8211; ZEE;</p>
<p>4. A REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS E OFICINAS DE ELABORAÇÃO DE PLANO DIRETOR DO TERRITÓRIO E DO ZEE, para que todos os segmentos que compõe a sociedade civil colaborem com as decisões de efetivação dos instrumentos públicos de gestão. A ANULAÇÃO da Licença Prévia do Projeto de Expansão da VERACEL CELULOSE para as regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia.</p>
<p>5. O REDIRECIONAMENTO DOS INVESTIMENTOS DO BNDES e demais bancos nacionais à Agricultura Familiar e à demarcação e titulação das terras das Comunidades Tradicionais – Indígenas, Quilombolas e Ribeirinhas, com proteção dos direitos humanos e subsídio garantido à Soberania Alimentar dos atingidos pelo agronegócio e grandes obras mantidas pelo Governo Brasileiro.</p>
<p>São João do Paraíso – Mascote, 21 de abril de 2012.</p>
<p>FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DO EXTREMO SUL DA BAHIA<br />
FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DO SUDOESTE DA BAHIA<br />
FÓRUM DE LUTA POR TERRA, TRABALHO E CIDADANIA DA MICRO REGIÃO SUL<br />
VICARIATO SUL DA DIOCESE DE ITABUNA – BAHIA</p>
<p>1.	Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul – CEPEDES<br />
2.	Centro de Estudos e Ação Social &#8211; CEAS<br />
3.	Comissão Pastoral da Terra &#8211; CPT<br />
4.	Conselho Indigenista Missionário &#8211; CIMI<br />
5.	Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais &#8211; AATR<br />
6.	FUNPAJ – Fundação Padre José Koopmans<br />
7.	Projeto Balcão de Direitos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia &#8211; UESB<br />
8.	RESEX – Reserva Extrativista de Una e Canavieiras<br />
9.	ARES – Associação para o Resgate Social<br />
10.	Cooperativa Agropecuária de Una<br />
11.	CETA &#8211; Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia<br />
12.	APLB – Associação dos Professores Licenciados do Estado da Bahia – Delegacia de Mascote<br />
13.	Associação dos Assentados do Poxim-Sarampo &#8211; Canavieiras<br />
14.	AMEX &#8211; Associação mãe dos extrativistas da Resex de Canavieiras<br />
15.	CDDH – Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Extremo Sul da Bahia<br />
16.	STR ITANHÉM E VEREDA &#8211; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itanhém e Vereda<br />
17.	Instituto Búzios<br />
18.	GAMBÁ – Grupo Ambientalista da Bahia<br />
19.	Conselho de Cidadania Permanente de Itabuna bahia<br />
20.	ECPAZ – Espaço Cultural da Paz Teixeira de Freitas &#8211; Bahia<br />
21.	WRM – World Rainforest Moviment – Movimento Munidal pelas Florestas Tropicais<br />
22.	FASE – BA – Federação para Assistência Social e Educacional Bahia<br />
23.	Ivonete Gonçalves<br />
24.	João Luiz Monti – Teixeira de Freitas<br />
25.	Marcelo Machado Nogueira<br />
26.	Permindio Muniz Bomfim Filho – Teixeira de Freitas<br />
27.	Ijail Francisco Amaral – Teixeira de Freitas<br />
28.	Reinaldo Vieira dos Santos<br />
29.	Ronaldo Oliveira – Prado<br />
30.	Renato Cunha<br />
31.	Haroldo Heleno<br />
32.	José Alberto Ranciaro<br />
33.	Winfridus Overbeek<br />
34.	Paulo R. Demeter</p>
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		<title>Em dia de protestos contra a Vale, afetados lançam Relatório de Insustentabilidade da empresa</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 22:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta quarta, 18, dia em que aconteceu no Rio a assembleia de acionistas da mineradora Vale SA, cerca de 150 manifestantes, representantes de comunidades e de trabalhadores afetados pela Vale, promoveram uma manifestação em frente à sede da empresa para protestar contra violações de direitos trabalhistas e sociais e graves impactos ambientais dos projetos da mineradora no Brasil e em outros países onde atua. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;"><a style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; color: #000000; padding: 0px; margin: 0px;" href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2012/04/DSC00488.jpg" rel="shadowbox[post-3038];player=img;"><img style="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;" title="DSC00488" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2012/04/DSC00488-1024x682.jpg" alt="" width="572" height="380" /></a></p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Nesta quarta, 18, dia em que aconteceu no Rio a assembleia de acionistas da mineradora Vale SA, cerca de 150 manifestantes, representantes de comunidades e de trabalhadores afetados pela Vale, promoveram uma manifestação em frente à sede da empresa para protestar contra violações de direitos trabalhistas e sociais e graves impactos ambientais dos projetos da mineradora no Brasil e em outros países onde atua.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">No ato, foi feita a leitura das denúncias contra a empresa e, para finalizar, os manifestantes pintaram na calçada um trilho com tinta vermelha, simbolizando as mais de 100 vítimas de acidentes na estrada de ferro Carajás da Vale, entre Maranhão e Pará.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Concomitantemente ao protesto, seis diretores de organizações ligadas aos afetados, que adquiriram ações da empresa e, como acionistas, participaram da reunião institucional, também apresentaram ao corpo de sócios da mineradora algumas considerações que confrontaram os balanços oficiais da Vale:</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">- Quanto ao tópico que se referiu a investimentos na “promoção do desenvolvimento das comunidades onde a Vale atua” via Fundação Vale, que tem projetos no Brasil, Colômbia, Nova Caledônia e Moçambique, Andressa Caldas, diretora da ONG <em>Justiça Global</em>, em representação à congregação Combonianos Nordeste, questionou a empresa sobre o processo de expropriação e deslocamento compulsório de mais de 1300 famílias de Moatize, Moçambique, em decorrência da implantação do projeto de mineração de Moma e Moatize.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">- Quanto ao tópico que se referiu ao relatório da administração e exame, discussão e votação das demonstrações financeiras de 2011, Brent Millikan, diretor da ONG Rios Internacionais e colaborador do Movimento Xingu Vivo para Sempre, questionou a não menção, análise e avaliação de riscos da aquisição de 9% das ações da Norte Energia SA, consórcio responsável pela usina de Belo Monte. Em seu voto, Millikan propôs a suspensão de investimentos da Vale, por meio da participação societária no consórcio Norte Energia S.A. (NESA), no Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, considerando os elevados riscos econômicos, legais e de reputação para a empresa, conforme demonstrado pela recente premiação de pior empresa do mundo do Public Eye Award de 2012.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">- Quanto ao tópico que se referiu aos investimentos em sustentabilidade como estratégia de longo prazo, Carolina Campos, secretária executiva da ONG 4 Cantos do Mundo, ponderou que a empresa considera os licenciamentos ambientais um dos principais entraves para os seus negócios e questionou o Projeto Apolo, em Minas Gerais, que disputa com a proposta de criação de um parque nacional uma das últimas áreas intactas de Mata Atlântica na Serra da Gandarela.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">- Quanto ao tópico que se referiu à aprovação do Orçamento de Capital da Vale, Danilo Chammas, advogado da Rede Justiça no Trilhos, do Maranhão, discorreu sobre os riscos decorrentes do ritmo acelerado com que está se dando a ampliação dos investimentos no Complexo Carajás, em especial a duplicação da ferrovia da mineradora. Além de citar os inúmeros casos de mortos e feridos graves vitimados pela ferrovia, Chammas alertou que este e outros projetos foram suspensos pelo Ibama e pela justiça do Maranhão em função de problemas ambientais.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">- Quanto ao tópico que se referiu a investimentos em segurança e saúde do trabalhador, Gerson Castellano, diretor do Sindicato dos Petroquímicos do Paraná, apresentou os dados sobre o crescente número de acidentes de trabalho – só em 2011, foram 11 os mortos em acidentes de trabalho – e conflitos da empresa com sindicatos e representantes dos trabalhadores no Brasil e nos outros países onde atua.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">“Cumprimos nosso papel, como acionistas da Vale e membros de organizações sociais, de alertar e denunciar práticas da empresa que podem causar danos a sua saúde financeira e moral. Garantimos espaço para falar e deixamos muitos sócios e diretores constrangidos e contrariados, principalmente quando falamos do prêmio de pior empresa do mundo que a Vale ganhou este ano”, explica Andressa Caldas. Segundo ela, porém, alguns questionamentos foram respaldados, como as denúncias sobre as práticas insustentáveis da mineradora TKCSA, no Rio de Janeiro, da qual a Vale é Sócia.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">“Não estamos de acordo com a política deles [TKCSA], mas não temos poder de gestão, somos acionistas minoritários. Concordamos com vocês”, disse Clovis Torres, Consultor Geral da Vale. À pergunta sobre porque a empresa não se retira da sociedade, Torres explicou que o problema é que ninguém quer comprar essas ações.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;"><strong>Relatório de insustentabilidade</strong></p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Após os protestos da manhã, as organizações da Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale lançou, durante uma coletiva de imprensa, o primeiro Relatório de Insustentabilidade da Vale, um documento-sombra do ‘Relatório de Sustentabilidade’ da empresa, que visa mostrar seu alinhamento com os princípios internacionais de responsabilidade social e ambiental.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Mantendo a estrutura do Relatório de Sustentabilidade lançado em 2011, último disponibilizado pela empresa, o documento sombra rebate dados e números sobre trabalho, saúde, comunidades afetadas, emissão de poluentes, geração de resíduos, etc., com base nos mesmos critérios do Global Reporting Initiative, as diretrizes do Pacto Global da ONU e do ICMM (Conselho Internacional de Mineração e Metais).</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Em relação a questões ambientais,  o relatório aponta que a Vale impactou, no último ano de registro, 18,26 km2 de floresta amazônica. Suas emissões de poluentes aumentaram 70% entre 2007 e 2010,  e a empresa gerou76 milhões de toneladas de  efluentes líquidos e  446 mil toneladas de resíduos.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Em relação à segurança no trabalho e no entorno dos projetos da mineradora, o relatório aponta o número de 11 mortes e 124 acidentes graves ou fatais na Ferrovia Carajás. O documento também denuncia que a empresa diminuiu os gastos no setor, trazendo o exemplo de dois trabalhadores canadenses soterrados e mortos este ano na mina de Sudbury, em função de negligência com acúmulo indevido (e reportado) de água nos canais de escavação.</p>
<p style="padding-top: 10px; padding-right: 11px; padding-bottom: 10px; padding-left: 11px; line-height: 17px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; margin: 0px;">Clique<strong> <a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/04/Relatorio-Insustentabilidade-Vale-2012-.pdf">aqui</a></strong> para ler o relatório na íntegra. Veja spot da campanha dos dos Atingidos pela Vale <a href="http://youtu.be/fVdPZB_szok" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Nesta quarta, mais de 100 protestam contra a Vale em frente à sede da empresa, no Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 10:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atingidos pela Vale em protesto no Rio em 2010
Nesta quarta, 18, representantes de comunidades e trabalhadores de vários estados brasileiros e do Canadá, afetados pela Vale, fazem um grande protesto em frente à sede da empresa no Rio de Janeiro. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3025" class="wp-caption alignleft" style="width: 243px"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_25431.JPG" rel="shadowbox[post-3022];player=img;"><img class="size-large wp-image-3025       " title="Atingidos pela Vale em protesto em 2010" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/04/IMG_25431-768x1024.jpg" alt="IMG_2543" width="233" height="307" /></a><p class="wp-caption-text">Atingidos pela Vale em protesto no Rio em 2010</p></div>
<p>Nesta quarta, 18, representantes de comunidades e trabalhadores de vários estados brasileiros e do Canadá, afetados pela Vale, fazem um grande protesto em frente à sede da empresa no Rio de Janeiro. A manifestação ocorre concomitantemente à reunião anual de acionistas da mineradora.</p>
<p>O ato, que deve reunir mais de 100 pessoas, fará denúncias de violações de direitos humanos, direitos trabalhistas e danos ambientais causados por diversos empreendimentos da Vale no Brasil e no exterior, como contraponto ao balanço anual publicado pela empresa sobre suas supostas políticas de responsabilidade social e ambiental.</p>
<p>Mas a intervenção sobre a reunião de acionistas não ocorrerá apenas às portas da empresa. Representantes de organizações sociais, que adquiriram ações da companhia e com isso têm o direito de participar do evento, apresentarão questionamentos técnicos, jurídicos, econômicos e de danos patrimoniais e de imagem acerca das práticas operacionais e financeiras da Vale. O objetivo é apresentar para o corpo de acionistas elementos que podem causar tanto danos econômicos quanto morais aos seus sócios.</p>
<p><strong>Coletiva sobre Relatório de Insustentabilidade da Vale</strong></p>
<p>Logo após a manifestação, as entidades que compõem a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale promovem, às 13h, uma coletiva para o lançamento do relatório inédito de insustentabilidade da Vale, documento que espelha o relatório de responsabilidade da empresa e mostra, ponto a ponto, suas incongruências.</p>
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		<title>Atingidos pela Vale lançam relatório inédito sobre impactos socioambientais e violações de direitos humanos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 11:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coletiva de imprensa exibirá pela primeira vez o Public Eye Awards, prêmio de pior corporação do mundo recebido pela Vale em 2012]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Coletiva de imprensa exibirá pela primeira vez o Public Eye Awards, prêmio de pior corporação do mundo recebido pela Vale em 2012</em></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/04/valefinalatingidos.jpg" rel="shadowbox[post-3010];player=img;"><img class="alignleft size-full wp-image-3011" title="valefinalatingidos" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/04/valefinalatingidos.jpg" alt="valefinalatingidos" width="167" height="240" /></a>A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale lança nesta quarta (18) o <em>Relatório de Insustentabilidade da Vale 2012</em>. Trata-se de um documento inédito no Brasil, também conhecido como relatório sombra, que se utiliza da mesma estrutura do Relatório de Sustentabilidade da mineradora para contrapor, ponto a ponto, os eixos abordados pela empresa. O objetivo do documento-sombra é mostrar que a realidade dos trabalhadores e das comunidades atingidas, além dos impactos ao meio ambiente, é bem diferente da divulgada pela companhia em seus relatórios e campanhas publicitárias.</p>
<p>Entre os pontos de destaque, o <em>Relatório de Insustentabilidade da Vale</em> apresenta números sobre mortes em acidentes de trabalho, emissões de poluentes e danos ambientais em volume de área, redução dos investimentos em saúde do trabalhador e não cumprimento de normas legais, problemas causados pela emissão de resíduos, entre outros. Os monitoramentos aconteceram nos vários estados brasileiros onde a Vale atua, além de países como Canadá e Moçambique.</p>
<p>No contexto da preparação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, cujo objetivo é o da renovação do compromisso político com o &#8220;desenvolvimento sustentável&#8221; e a &#8220;economia verde&#8221;, um balanço que se contrapõe ao institucional de uma empresa de grandes impactos é especialmente significativo. A Vale é signatária de princípios internacionais de responsabilidade social e ambiental, como o Pacto Global da ONU, o Conselho Internacional de Mineração e Metais, Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, o que pouco se reflete na sua atuação, colocando em xeque as intenções acerca de grandes acordos de sustentabilidade empresarial na Rio+20.</p>
<p><strong>Public Eye</strong></p>
<p>Em 2012, a Vale venceu o prêmio internacional <em>Public Eye Awards</em>, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. O premio foi anunciado no final de janeiro d urante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos, mas sua prática de irresponsabilçidade socioambiental continua inalterada. Em 2012, a Vale foi a vencedora com 25.041 votos, ficando à frente da japonesa TEPCO, responsável acidente nuclear de Fukushima. Só nos quatro primeiros meses deste ano, a Vale foi alvo de protestos populares que bloquearam as operações da empresa em Açailandia e Buriticupu (Maranhão, Brasil), Cateme (Moçambique), Sudbury (Canadá), Morowali (Indonésia) e La Loma (Colômbia). Em Altamira, no Pará, onde a Vale é sócia do consórcio que constrói a hidrelétrica de Belo Monte, manifestantes ocuparam a barragem do rio Xingu para protestar.</p>
<p><strong>Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale</strong></p>
<p>Desde 2010, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale vem compartilhando experiências e formulando estratégias de ação coletivas frente ao poder público e à própria empresa para enfrentar os problemas gerados pela mineradora. A rede é composta de movimentos sociais, organizações e centrais sindicais de diversos países, incluindo populações e comunidades atingidas e trabalhadores, e foi consolidada no I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, em 2010. No mesmo ano, o grupo lançou o <em>Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no Mundo</em>, com denúncias relacionadas a empreendimentos da empresa em oito países e seis estados brasileiros.</p>
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		<title>Protesto contra a Vale deixa um morto e vários feridos na Colômbia</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 12:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dificuldade em se avançar nas negociações sobre o reassentamento de três comunidades foi o estopim para a crise. Os moradores têm sofrido com a contaminação gerada pela mineradora, muitos estão doentes, e exigem que a negociação seja feita diretamente com a empresa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2834 alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Foto Herlency Gutiérrez" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/02/carroincineradolajaguadebir_1329243359.jpg" alt="Foto Herlency Gutiérrez" width="194" height="147" />Uma manifestação contra a Vale que começou nesta terça, 14, na cidade de La Loma, no departamento de Cesar, na Colômbia, já contabiliza um policial morto, vários feridos e casas e carros incendiados. A dificuldade em se avançar nas negociações sobre o reassentamento de três comunidades foi o estopim para a crise. Os moradores têm sofrido com a contaminação gerada pela mineradora, muitos estão doentes, e exigem que a negociação seja feita diretamente com a empresa, não apenas por intermédio do governo.</p>
<p>O protesto começou em Plan Bonito, onde a estrada e a linha férrea que escoam o carvão foram interrompidas. Mais de 100 caminhões com capacidade de 35 toneladas cada não puderam passar, assim como um trem com 135 vagões que carrega 60 toneladas de minério cada um. Ao saber do bloqueio, os moradores de La Loma também organizaram uma manifestação, que terminou em conflito com a chegada da polícia anti-distúrbios, um grupo especial da Polícia Nacional da Colômbia. O clima é tenso no local.</p>
<p>Os moradores de La Loma exigem que a Vale remova o depósito de rejeitos da mina e que comece a fazer aterros, além de interromper o corte de eucaliptos, única proteção ambiental da região. Os manifestantes querem também investimento em capacitação e oportunidades de trabalho, e poder negociar diretamente com um representante da Vale da Colômbia ou do Brasil. As negociações até o momento têm sido através do Fundo Nacional de Desenvolvimento &#8211; FONADE, uma instituição do governo colombiano contratada pela empresa, mas que não tem cumprido com prazos e exigências da população.</p>
<p>Na Colômbia a Vale produz carvão térmico extraído da mina a céu aberto El Hatillo. Localizada ao lado da cidade de La Loma, a mina ocupa uma área de 9.693 hectares. A empresa opera também o Porto de Rio Córdoba, situado na costa caribenha do departamento de Magdalena, e conta com 8,4% de participação na Ferrocarriles Del Norte de Colombia S.A. (FENOCO), que administra a ferrovia de ligação entre as operações de carvão da Vale e o porto. As mineradoras Drummond, Glencore e CNR também exploram minério no departamento de Cesar.</p>
<p><strong>Manifestações contra a Vale se espalham pelo mundo</strong></p>
<p>Desde o começo do ano houve praticamente um protesto popular por semana contra a Vale, com bloqueio das operações da empresa. Em janeiro e fevereiro, houve manifestações em  Açailandia e Buriticupu (Maranhão, Brasil), Cateme (Moçambique), Sudbury (Canadá), Morowali (Indonésia) e agora na Colômbia. Já em Altamira, no Pará, onde a Vale é sócia do consórcio que constrói a hidrelétrica de Belo Monte, manifestantes ocuparam a primeira barragem do rio Xingu e interromperam os trabalhos das máquinas.</p>
<p>Coincidentemente, o último conflito na Colômbia aconteceu exatamente nos dias em que a Vale divulgou seus lucros bilionários e novos recordes de investimento e renda. “São duas faces do mesmo ‘desenvolvimento’, que atropela sem escrúpulos as comunidades que habitam as regiões onde a Vale faz seu lucro estratosférico&#8221;, afirma Andressa Caldas, do Movimento Internacional dos Atingidos pela Vale.</p>
<p>Recentemente a empresa foi escolhida a pior corporação do mundo no <strong>Public Eye Awards</strong>, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, e entregue durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.</p>
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		<title>Manifestantes paralisam duplicação de ferrovia da Vale</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estrada de acesso ao local de obras foi ocupada. Moradores de comunidades afetadas reclamam cumprimento de contrapartidas por parte da mineradora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2733" title="Manifestantes reclamam que mineradora não cumpriu com contrapartidas acertadas. (Foto: Marcelo Cruz)" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/20120119protestoVALE3.jpg" alt="Foto: Marcelo Cruz" width="258" height="172" /></p>
<p>Agricultores e representantes de movimentos sociais paralisaram na manhã desta quinta-feira (19) as obras que estão sendo realizadas pela mineradora Vale para ampliar a capacidade da Estrada de Ferro de Carajás, no Maranhão. De acordo com participantes da mobilização ouvidos pela Repórter Brasil, os moradores da zona rural de Açailândia (MA) e de localidades próximas afetados pela duplicação da ferrovia ocuparam uma estrada vicinal que dá acesso ao canteiro de obras impedindo a passagem de ônibus com operários. Em nota, a Vale condenou o ato.</p>
<p>A manifestação aconteceu porque, segundo os participantes, a Vale não tem cumprido contrapartidas acordadas com base nos impactos da duplicação da ferrovia. As reivindicações imediatas são: construção de um posto de saúde; melhorias na escola local; construção de túneis para passagem de carros e passarelas de pedestres; valor justo de indenização para remoção das casas que terão quer retiradas; recuperação de reservatórios de água da região; medidas para prevenção de incêndios; apoio em pesquisas para avaliar o impacto do uso de agrotóxicos em campos de cultivo de eucalipto próximos à plantação de assentamentos da região.</p>
<p>Entre os principais impactos da ferrovia sobre as comunidades, segundo as queixas dos moradores, estão atropelamentos de pessoas e animais, danos ambientais e os incêndios provocados pela passagem da locomotiva. Eles também reclamam de poluição sonora, trepidação e até rachaduras nas casas. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Vale ficou de buscar um posicionamento da empresa sobre os problemas e as reivindicações dos manifestantes.</p>
<p><strong>Reclamação ao IBAMA</strong></p>
<p>Os problemas foram detalhados em uma representação enviada em dezembro ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por uma frente formada pelos Missionários Combonianos, Justiça nos Trilhos e <em>Justiça Global</em> (leia em arquivo formato pdf a <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/cartaibama.pdf" target="_blank">representação enviada</a> e também um <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/impactos.pdf" target="_blank">relatório detalhado dos impactos</a>).</p>
<p>A estrada de ferro é utilizada para escoar a produção do principal pólo de extração de minério de ferro do Brasil, que fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, no Pará. Do município de Paraupebas (PA), o minério é transportado por 892 km pela ferrovia até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de onde segue para o exterior.</p>
<p>O ritmo com que o minério e retirado e comercializado é tão intenso que os trens que passam constantemente totalmente carregados chegam a ter mais de 3,9 km de comprimento, uma seqüência de 30 vagões puxada por 4 locomotivas. Agora, para ampliar a capacidade de escoamento, a Vale trabalha na duplicação dos trilhos.</p>
<p>Desde 1997, ano em que a Vale foi privatizada, a ferrovia é controlada pela empresa graças a uma concessão de 30 anos, que pode ser renovada por mais 30 anos. Segundo a Vale, a manifestação atrapalhou a circulação de trens, que chegou a ser momentaneamente interrompida. A empresa diz que, por conta dos prejuízos decorrentes da interdição da ferrovia, tomará medidas jurídicas contra os que participaram do ato. Os manifestantes negam que tenham interrompido a passagem dos trens.</p>
<p><a href="http://bit.ly/xFsPV3">Veja outras imagens na matéria original do Repórter Brasil.</a></p>
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		<title>O término da ocupação de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reintegração de posse, tentativa de criminalização, ameaça de ação policial... 

Saiba o que aconteceu em Altamira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de dois dias de debates no seminário  “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os  grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”, os 700 participantes  (indígenas, ribeirinhos, pescadores e apoiadores) resolveram, em  assembleia, ocupar o canteiro de obras da usina de Belo Monte localizado  no quilômetro 50 da rodovia Transamazônia,  entre Altamira e Anapu.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/chegada.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="chegada" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/chegada-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Nesta quinta (27/10), por volta da 3 horas da madrugada, sete ônibus  com cerca de 400 participantes do seminário foram até o canteiro. Na  noite anterior, circulavam por Altamira boatos sobre mobilizações de  forças policiais na rodovia, mas o percurso foi tranqüilo, sem barreiras  ou outros obstáculos.</p>
<p>Na chegada ao local, os indígenas imediatamente montaram barreiras na  rodovia para interromper o transito na Transamazônica, permitindo  apenas a passagem de ambulancias e demais emergências. O restante do  grupo se dirigiu ao canteiro de obras. Também ali os três seguranças da  empresa não fizeram nenhuma objeção à entrada dos manifestantes,  afirmando que foram orientados a permitir não apenas a entrada dos  indígenas, mas de quaisquer participantes da ação. Grupos de indígenas  fizeram um reconhecimento geral da área do canteiro, não encontrando nem  maquinários nem trabalhadores.</p>
<p>Às  10h da manhã, já com filas de automóveis se formando de ambos os lados  da barreira, foi realizada uma assembléia na qual o grupo decidiu pela  permanência até que o governo sinalizasse com a interrupção definitiva  do projeto de Belo Monte. Um documento, em forma de nota, foi enviado à  Presidência da República, Secretaria Geral, Casa Civil, Ministério da  Justiça e Funai.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/IMG_07641.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="IMG_0764" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/IMG_07641-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><strong>Retirada<br />
</strong>A ocupação continuou sem maiores percalços até as 16h, quando  dois oficiais de justiça, dois advogados na Norte Energia e um do  Consórcio Construtor Belo Monte, acompanhados de um contingente da  Policia Militar fortemente armado, chegaram com uma ação de interdito  proibitório com valor de reintegração de posse.</p>
<p>Embora a decisão da juíza estadual Cristina Collyer Damásio, que  ordenou a desocupação do canteiro, fosse direcionada a ‘pessoas  indeterminadas presentes no local’, os oficiais de Justiça e advogados  da Nesa insistiram para que fosse feita uma apresentação das “lideranças  da invasão”. De acordo com o advogado dos movimentos, Marco Apollo  Santana Leão, presidente da Sociedade Paranaense de Defesa dos Direitos  Humanos (SDDH), houve uma clara tentativa de criminalização das  lideranças.</p>
<p>“Explicamos que não havia lideranças, que eram vários setores e  movimentos e que se a ação não identificava nomes para citação, estes  não poderiam ser escolhidos aleatoriamente no local”. Os oficiais de  justiça e advogados da Nesa afirmaram que  a intenção era citar as  lideranças como responsáveis pelo pagamento de R$ 500/dia por cada  manifestante que desobedecesse a ordem judicial e abrir processos contra  as mesmas por esbulho possessório para cobrança dos supostos prejuízos  financeiros causados pelo dia de paralisação das obras.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/policia.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignright" title="policia" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/policia-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>“É um absurdo, eles queriam que as lideranças se apresentassem como  réus. Isso não existe. Uma pessoa não pode se declarar réu. A advogada  da Nesa ficava apontando pessoas de Altamira e dizia ‘eu conheço esta e  aquela, vamos <em>citar elas</em> [sic], são lideranças que eu conheço’.  No final, alegando que houve embaraço na citação de lideranças, o  oficial de justiça afirmou que iria citar a mim, o advogado, como líder  do movimento de ocupação, o que é ainda mais absurdo”, afirma Leão.  Receosos de chegar à concentração dos manifestantes, que estava  aguardando o resultado das negociações, os advogados da Nesa ameaçaram  citar qualquer participante que estivesse à mão. “Infelizmente quem vai  ter que pagar por isso são esses pobres coitados”, disse o advogado.  “Você é um covarde!”, retrucou Leão.</p>
<p>Acompanhados dos policiais, oficiais de justiça e advogados foram até  a obra fazer a verificação das instalações (alojamentos de  trabalhadores) e afixar o interdito na entrada do canteiro. Durante o  processo, os advogados da Nesa pressionavam para que os policiais  segurassem os manifestantes para apresentação de documentos.</p>
<p>Grande parte dos manifestantes, principalmente os indígenas, se  mostrou muito preocupada com a informação dos oficiais de justiça de que  a Tropa de Choque estava de prontidão para intervir, à pouca distancia  do local da ocupação. Com o cair da noite, aumentava a tensão. Por conta  da escuridão e a pressão de caminhoneiros e outros veículos, que  começaram a jogar seus faróis sobre o grupo na estrada, os indígenas e  demais manifestantes decidiram, de comum acordo, levantar o acampamento,  com a proposta de reorganização de ações futuras mais fortes, com  outras aldeias e parceiros.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/discuss%C3%A3o.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="discussão" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/discuss%C3%A3o-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>“Hoje falei com meu tio Raoni pelo radio. Ele chorou, disse que  queria estar conosco. Mas não conseguiu vir dessa vez. Ele me disse que  eu ficasse e fizesse tudo para fortalecer a nossa luta, e disse que da  próxima vez ele estará junto, com todos os nossos parentes”, disse Irêo  Kayapó, uma das lideranças indígenas.</p>
<p>Diante da intimidação judicial, houve um entendimento por parte de  vários grupos presentes de que a permanência no local era complicada.  “Estão falando que, se a gente ficar, podemos ser obrigados a pagar uma  multa de um dinheiro que nunca vamos ter. Na região, algumas pessoas que  tem uma possezinha, um terreninho, uma casinha, já estão tomando tudo  deles, as vezes pagando uma merreca. Nós, pescadores, não vamos receber  nem isso, nenhuma indenização por nada e nunca vamos poder pagar o que  eles querem cobrar de multa. Então decidimos que vamos sair agora, mas  que nunca, jamais, vamos parar de lutar contra Belo Monte. Essa foi só a  primeira ação, agora estamos nos sentindo muito mais fortes e unidos  para essa luta”, afirmou uma das lideranças dos pescadores.</p>
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		<title>Nota Pública sobre a ocupação do canteiro de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA["A nossa resistência contra este projeto de destruição chamado Belo Monte permanece inabalável. A ocupação foi um recado claro para o governo Dilma Rousseff de que a luta pela proteção do Xingu está mais viva do que nunca."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm8.jpg" rel="shadowbox[post-2507];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2508" title="bm8" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm8-300x199.jpg" alt="bm8" width="300" height="199" /></a>O canteiro da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi ocupado no início da manhã desta quinta-feira por cerca de 400 indígenas, pescadores, ribeirinhos e agricultores contrários à construção da obra devido aos graves impactos ambientais e violações de direitos humanos que marcam o processo de licenciamento do empreendimento. A decisão de ocupar o canteiro de obras foi aprovada coletivamente, em assembleia, por 700 representantes de comunidades locais que participaram de um seminário contra Belo Monte realizado esta semana na cidade de Altamira, no Pará.</p>
<p>Os manifestantes notificaram, através de carta e contato pessoal, representantes do Palácio do Planalto e outras autoridades do governo federal sobre a ocupação da usina. Segundo o documento enviado, “diante da intransigência do governo em dialogar e da insistência em nos desrespeitar, ocupamos o canteiro de obras de Belo Monte e trancamos seu acesso pela rodovia Transamazônica. Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”.</p>
<p>Após 15 horas, o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte foi desocupado com a chegada de dois oficiais de Justiça e três advogados do consórcio Norte Energia, acompanhados de um destacamento da Policia Militar, munidos de um interdito proibitório ajuizado pela empresa.  Após informar os manifestantes sobre a ordem judicial, que tinha poderes de reintegração de posse, os oficiais de Justiça destacaram que a Tropa de Choque estava nos arredores, pronta para agir.  É vergonhoso que a mesma Justiça, que tem se mostrado cada vez mais morosa e suscetível a pressões políticas no julgamento das 12 Ações Civis Públicas movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra as ilegalidades e violações de direitos humanos no processo de licenciamento ambiental de Belo Monte, tenha expedido o interdito proibitório favorável à empresa em apenas algumas horas.</p>
<p>A ação inédita de ocupação do canteiro de obras de Belo Monte partiu de uma decisão soberana e autônoma de pescadores e indígenas da Bacia do Xingu, e foi considerada por estes o marco de uma nova aliança na luta contra a hidrelétrica. O reconhecimento mútuo e o acordo firmado esta semana entre os segmentos que mais sofrerão com a destruição do Xingu foi visto como uma nova etapa, mais forte e ampla, da luta contra Belo Monte.  A parceria entre indígenas e pescadores, inédita, mostrou que os povos do Xingu estão unidos em defesa do rio, da natureza e do seu modo de vida tradicional.</p>
<p>A nossa resistência contra este projeto de destruição chamado Belo Monte permanece inabalável. A ocupação foi um recado claro para o governo Dilma Rousseff de que a luta pela proteção do Xingu está mais viva do que nunca. Se o governo federal insistir em continuar violando os nossos direitos, dos povos indígenas e comunidades tradicionais, outras ações de resistência virão.</p>
<p>Altamira (PA), 28 de outubro de 2011.</p>
<p><strong>Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira &#8211; COIAB</strong></p>
<p><strong>Comissão Pastoral da Terra – CPT</strong></p>
<p><strong>Conselho Indigenista Missionário – CIMI</strong></p>
<p><strong>Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS</strong></p>
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		<title>Indígenas e pescadores ocupam canteiro de obras de Belo Monte e fecham Transamazônica</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 15:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”, diz a declaração dos Povos do Xingu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm1.jpg" rel="shadowbox[post-2495];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2496" title="Belo Monte ocupada" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm1-1024x669.jpg" alt="Belo Monte ocupada" width="553" height="361" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Cerca de 300 indígenas, pescadores e ribeirinhos da bacia do rio Xingu estão acampados pacificamente, desde a madrugada de hoje (27), no canteiro de obras de Belo Monte para exigir a paralisação das obras da usina hidrelétrica, em Altamira, no Pará (veja abaixo link para fotos).  A rodovia Transamazônica, na altura do quilômetro 50, também foi interditada. O protesto não tem prazo para terminar.</p>
<p>“Diante da intransigência do governo em dialogar e da insistência em nos desrespeitar, ocupamos a partir de agora o canteiro de obras de Belo Monte e trancamos seu acesso pela rodovia Transamazônica. Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”, diz a declaração dos Povos do Xingu contra Belo Monte, resultado do seminário realizado em Altamira esta semana.</p>
<p><em>Veja íntegra da Declaração dos Povos do Xingu contra Belo Monte aqui: </em><a href="http://www.xinguvivo.org.br/?p=1619">http://www.xinguvivo.org.br/?p=1619</a></p>
<p>“Belo Monte só vai sair se cruzarmos os braços. Não podemos ficar calados. Temos que berrar e é agora”, disse Juma Xipaia, liderança indígena Xipaia, uma das etnias afetadas por Belo Monte. “Somos guerreiros e não vamos pedir nada ao governo, mas exigir o que a Constituição nos garante. Nossos antepassados lutaram para que nós estivéssemos aqui. Já foram feitos vários documentos, várias reuniões e nada mudou. As máquinas continuam chegando”.</p>
<p>A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) havia convocado o governo brasileiro a dar explicações sobre a ausência de medidas de proteção aos direitos das populações indígenas e de outros grupos ameaçados pelo projeto de Belo Monte, como foi solicitado pela instituição, no início de abril.  De acordo com a CIDH, o governo deveria cumprir a obrigação de realizar processos de consulta com cada uma das comunidades indígenas afetadas antes da construção da usina. A audiência com o Comissariado da CIDH deveria ter acontecido ontem, mas no final da semana passada o governo brasileiro, surpreendentemente, anunciou que não enviaria representação para esta reunião.</p>
<p>“É uma vergonha a maneira como nosso próprio governo nos tratou, com contínuas mentiras e negando-se ao diálogo com as comunidades afetadas”, disse Sheyla Juruna, liderança indígena do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, que foi para Washington participar da reunião promovida pela CIDH. “Estou horrorizada por ver como somos tratados em nossa própria terra sem ter sequer o direito de sermos consultados sobre esse horroroso projeto”, acrescentou durante coletiva na sede da OEA.</p>
<p>Ontem (26), a Justiça adiou, mais uma vez, a decisão sobre a continuidade das obras de Belo Monte com novo pedido de vistas – desta vez, da desembargadora Maria do Carmo Cardoso. O julgamento da Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) está empatado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com um voto contra e outra a favor da usina. Caso a desembargadora Maria do Carmo vote junto com a desembargadora Selene Almeida, que se posicionou pela ilegalidade do projeto por considerar que as consultas indígenas não aconteceram conforme prevê a Constituição, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a diretriz da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, as obras de Belo Monte poderão ser paralisadas.</p>
<p>O acampamento no canteiro de obras de Belo Monte será permanente: convocam-se outras entidades e movimentos nessa luta.</p>
<p><strong>Para mais informações:</strong></p>
<p><strong>- Tica Minami, Movimento Xingu Vivo Para Sempre: (11) 6597 8359</strong></p>
<p><strong>Fotos disponíveis:</strong></p>
<p><a href="http://dl.dropbox.com/u/17980715/fotos%20belomonte.rar">http://dl.dropbox.com/u/17980715/fotos%20belomonte.rar</a></p>
<p>© Ivan Canabrava</p>
<p>Legendas</p>
<p>bm1 &#8211; Caiapó em frente ao canteiro de obras ocupado de belo monte</p>
<p>bm1a &#8211; Indígena com arco e flecha em frente a canteiro ocupado</p>
<p>bm2 &#8211; Guerreiro indígena pinta o rosto antes da ocupação de Belo Monte</p>
<p>bm3 &#8211; Guerreiro indígena pinta o rosto antes da ocupação de Belo Monte</p>
<p>bm4 &#8211; Grupo indígena em frente à estrada que dá acesso ao canteiro de obras de Belo Monte</p>
<p>bm5 &#8211; Grupo indígena faz pajelança após invasão do canteiro de obras de Belo Monte</p>
<p>bm6 &#8211; Indígena manda sms para tribo falando sobre ocupação</p>
<p>bm7 &#8211; Caiapós fumam cachimbo após ocupação</p>
<p>bm8 &#8211; Índio se pinta no nascer do sol se preparando para a ocupação</p>
<p>bm9 &#8211; Indígena observa grupo ocupando canteiro de obras</p>
<p>bm10 &#8211; Índio em frente ao canteiro de obras</p>
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