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	<title>Justiça Global &#187; comunidades tradicionais</title>
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		<title>Manifestantes paralisam duplicação de ferrovia da Vale</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estrada de acesso ao local de obras foi ocupada. Moradores de comunidades afetadas reclamam cumprimento de contrapartidas por parte da mineradora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2733" title="Manifestantes reclamam que mineradora não cumpriu com contrapartidas acertadas. (Foto: Marcelo Cruz)" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/20120119protestoVALE3.jpg" alt="Foto: Marcelo Cruz" width="258" height="172" /></p>
<p>Agricultores e representantes de movimentos sociais paralisaram na manhã desta quinta-feira (19) as obras que estão sendo realizadas pela mineradora Vale para ampliar a capacidade da Estrada de Ferro de Carajás, no Maranhão. De acordo com participantes da mobilização ouvidos pela Repórter Brasil, os moradores da zona rural de Açailândia (MA) e de localidades próximas afetados pela duplicação da ferrovia ocuparam uma estrada vicinal que dá acesso ao canteiro de obras impedindo a passagem de ônibus com operários. Em nota, a Vale condenou o ato.</p>
<p>A manifestação aconteceu porque, segundo os participantes, a Vale não tem cumprido contrapartidas acordadas com base nos impactos da duplicação da ferrovia. As reivindicações imediatas são: construção de um posto de saúde; melhorias na escola local; construção de túneis para passagem de carros e passarelas de pedestres; valor justo de indenização para remoção das casas que terão quer retiradas; recuperação de reservatórios de água da região; medidas para prevenção de incêndios; apoio em pesquisas para avaliar o impacto do uso de agrotóxicos em campos de cultivo de eucalipto próximos à plantação de assentamentos da região.</p>
<p>Entre os principais impactos da ferrovia sobre as comunidades, segundo as queixas dos moradores, estão atropelamentos de pessoas e animais, danos ambientais e os incêndios provocados pela passagem da locomotiva. Eles também reclamam de poluição sonora, trepidação e até rachaduras nas casas. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Vale ficou de buscar um posicionamento da empresa sobre os problemas e as reivindicações dos manifestantes.</p>
<p><strong>Reclamação ao IBAMA</strong></p>
<p>Os problemas foram detalhados em uma representação enviada em dezembro ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por uma frente formada pelos Missionários Combonianos, Justiça nos Trilhos e <em>Justiça Global</em> (leia em arquivo formato pdf a <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/cartaibama.pdf" target="_blank">representação enviada</a> e também um <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/impactos.pdf" target="_blank">relatório detalhado dos impactos</a>).</p>
<p>A estrada de ferro é utilizada para escoar a produção do principal pólo de extração de minério de ferro do Brasil, que fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, no Pará. Do município de Paraupebas (PA), o minério é transportado por 892 km pela ferrovia até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de onde segue para o exterior.</p>
<p>O ritmo com que o minério e retirado e comercializado é tão intenso que os trens que passam constantemente totalmente carregados chegam a ter mais de 3,9 km de comprimento, uma seqüência de 30 vagões puxada por 4 locomotivas. Agora, para ampliar a capacidade de escoamento, a Vale trabalha na duplicação dos trilhos.</p>
<p>Desde 1997, ano em que a Vale foi privatizada, a ferrovia é controlada pela empresa graças a uma concessão de 30 anos, que pode ser renovada por mais 30 anos. Segundo a Vale, a manifestação atrapalhou a circulação de trens, que chegou a ser momentaneamente interrompida. A empresa diz que, por conta dos prejuízos decorrentes da interdição da ferrovia, tomará medidas jurídicas contra os que participaram do ato. Os manifestantes negam que tenham interrompido a passagem dos trens.</p>
<p><a href="http://bit.ly/xFsPV3">Veja outras imagens na matéria original do Repórter Brasil.</a></p>
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		<title>O término da ocupação de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reintegração de posse, tentativa de criminalização, ameaça de ação policial... 

Saiba o que aconteceu em Altamira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de dois dias de debates no seminário  “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os  grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”, os 700 participantes  (indígenas, ribeirinhos, pescadores e apoiadores) resolveram, em  assembleia, ocupar o canteiro de obras da usina de Belo Monte localizado  no quilômetro 50 da rodovia Transamazônia,  entre Altamira e Anapu.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/chegada.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="chegada" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/chegada-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Nesta quinta (27/10), por volta da 3 horas da madrugada, sete ônibus  com cerca de 400 participantes do seminário foram até o canteiro. Na  noite anterior, circulavam por Altamira boatos sobre mobilizações de  forças policiais na rodovia, mas o percurso foi tranqüilo, sem barreiras  ou outros obstáculos.</p>
<p>Na chegada ao local, os indígenas imediatamente montaram barreiras na  rodovia para interromper o transito na Transamazônica, permitindo  apenas a passagem de ambulancias e demais emergências. O restante do  grupo se dirigiu ao canteiro de obras. Também ali os três seguranças da  empresa não fizeram nenhuma objeção à entrada dos manifestantes,  afirmando que foram orientados a permitir não apenas a entrada dos  indígenas, mas de quaisquer participantes da ação. Grupos de indígenas  fizeram um reconhecimento geral da área do canteiro, não encontrando nem  maquinários nem trabalhadores.</p>
<p>Às  10h da manhã, já com filas de automóveis se formando de ambos os lados  da barreira, foi realizada uma assembléia na qual o grupo decidiu pela  permanência até que o governo sinalizasse com a interrupção definitiva  do projeto de Belo Monte. Um documento, em forma de nota, foi enviado à  Presidência da República, Secretaria Geral, Casa Civil, Ministério da  Justiça e Funai.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/IMG_07641.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="IMG_0764" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/IMG_07641-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><strong>Retirada<br />
</strong>A ocupação continuou sem maiores percalços até as 16h, quando  dois oficiais de justiça, dois advogados na Norte Energia e um do  Consórcio Construtor Belo Monte, acompanhados de um contingente da  Policia Militar fortemente armado, chegaram com uma ação de interdito  proibitório com valor de reintegração de posse.</p>
<p>Embora a decisão da juíza estadual Cristina Collyer Damásio, que  ordenou a desocupação do canteiro, fosse direcionada a ‘pessoas  indeterminadas presentes no local’, os oficiais de Justiça e advogados  da Nesa insistiram para que fosse feita uma apresentação das “lideranças  da invasão”. De acordo com o advogado dos movimentos, Marco Apollo  Santana Leão, presidente da Sociedade Paranaense de Defesa dos Direitos  Humanos (SDDH), houve uma clara tentativa de criminalização das  lideranças.</p>
<p>“Explicamos que não havia lideranças, que eram vários setores e  movimentos e que se a ação não identificava nomes para citação, estes  não poderiam ser escolhidos aleatoriamente no local”. Os oficiais de  justiça e advogados da Nesa afirmaram que  a intenção era citar as  lideranças como responsáveis pelo pagamento de R$ 500/dia por cada  manifestante que desobedecesse a ordem judicial e abrir processos contra  as mesmas por esbulho possessório para cobrança dos supostos prejuízos  financeiros causados pelo dia de paralisação das obras.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/policia.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignright" title="policia" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/policia-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>“É um absurdo, eles queriam que as lideranças se apresentassem como  réus. Isso não existe. Uma pessoa não pode se declarar réu. A advogada  da Nesa ficava apontando pessoas de Altamira e dizia ‘eu conheço esta e  aquela, vamos <em>citar elas</em> [sic], são lideranças que eu conheço’.  No final, alegando que houve embaraço na citação de lideranças, o  oficial de justiça afirmou que iria citar a mim, o advogado, como líder  do movimento de ocupação, o que é ainda mais absurdo”, afirma Leão.  Receosos de chegar à concentração dos manifestantes, que estava  aguardando o resultado das negociações, os advogados da Nesa ameaçaram  citar qualquer participante que estivesse à mão. “Infelizmente quem vai  ter que pagar por isso são esses pobres coitados”, disse o advogado.  “Você é um covarde!”, retrucou Leão.</p>
<p>Acompanhados dos policiais, oficiais de justiça e advogados foram até  a obra fazer a verificação das instalações (alojamentos de  trabalhadores) e afixar o interdito na entrada do canteiro. Durante o  processo, os advogados da Nesa pressionavam para que os policiais  segurassem os manifestantes para apresentação de documentos.</p>
<p>Grande parte dos manifestantes, principalmente os indígenas, se  mostrou muito preocupada com a informação dos oficiais de justiça de que  a Tropa de Choque estava de prontidão para intervir, à pouca distancia  do local da ocupação. Com o cair da noite, aumentava a tensão. Por conta  da escuridão e a pressão de caminhoneiros e outros veículos, que  começaram a jogar seus faróis sobre o grupo na estrada, os indígenas e  demais manifestantes decidiram, de comum acordo, levantar o acampamento,  com a proposta de reorganização de ações futuras mais fortes, com  outras aldeias e parceiros.</p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/discuss%C3%A3o.jpg" rel="shadowbox[post-2512];player=img;"><img class="alignleft" title="discussão" src="http://www.xinguvivo.org.br/wp-content/uploads/2011/10/discuss%C3%A3o-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>“Hoje falei com meu tio Raoni pelo radio. Ele chorou, disse que  queria estar conosco. Mas não conseguiu vir dessa vez. Ele me disse que  eu ficasse e fizesse tudo para fortalecer a nossa luta, e disse que da  próxima vez ele estará junto, com todos os nossos parentes”, disse Irêo  Kayapó, uma das lideranças indígenas.</p>
<p>Diante da intimidação judicial, houve um entendimento por parte de  vários grupos presentes de que a permanência no local era complicada.  “Estão falando que, se a gente ficar, podemos ser obrigados a pagar uma  multa de um dinheiro que nunca vamos ter. Na região, algumas pessoas que  tem uma possezinha, um terreninho, uma casinha, já estão tomando tudo  deles, as vezes pagando uma merreca. Nós, pescadores, não vamos receber  nem isso, nenhuma indenização por nada e nunca vamos poder pagar o que  eles querem cobrar de multa. Então decidimos que vamos sair agora, mas  que nunca, jamais, vamos parar de lutar contra Belo Monte. Essa foi só a  primeira ação, agora estamos nos sentindo muito mais fortes e unidos  para essa luta”, afirmou uma das lideranças dos pescadores.</p>
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		<title>Nota Pública sobre a ocupação do canteiro de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 20:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA["A nossa resistência contra este projeto de destruição chamado Belo Monte permanece inabalável. A ocupação foi um recado claro para o governo Dilma Rousseff de que a luta pela proteção do Xingu está mais viva do que nunca."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm8.jpg" rel="shadowbox[post-2507];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2508" title="bm8" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm8-300x199.jpg" alt="bm8" width="300" height="199" /></a>O canteiro da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi ocupado no início da manhã desta quinta-feira por cerca de 400 indígenas, pescadores, ribeirinhos e agricultores contrários à construção da obra devido aos graves impactos ambientais e violações de direitos humanos que marcam o processo de licenciamento do empreendimento. A decisão de ocupar o canteiro de obras foi aprovada coletivamente, em assembleia, por 700 representantes de comunidades locais que participaram de um seminário contra Belo Monte realizado esta semana na cidade de Altamira, no Pará.</p>
<p>Os manifestantes notificaram, através de carta e contato pessoal, representantes do Palácio do Planalto e outras autoridades do governo federal sobre a ocupação da usina. Segundo o documento enviado, “diante da intransigência do governo em dialogar e da insistência em nos desrespeitar, ocupamos o canteiro de obras de Belo Monte e trancamos seu acesso pela rodovia Transamazônica. Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”.</p>
<p>Após 15 horas, o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte foi desocupado com a chegada de dois oficiais de Justiça e três advogados do consórcio Norte Energia, acompanhados de um destacamento da Policia Militar, munidos de um interdito proibitório ajuizado pela empresa.  Após informar os manifestantes sobre a ordem judicial, que tinha poderes de reintegração de posse, os oficiais de Justiça destacaram que a Tropa de Choque estava nos arredores, pronta para agir.  É vergonhoso que a mesma Justiça, que tem se mostrado cada vez mais morosa e suscetível a pressões políticas no julgamento das 12 Ações Civis Públicas movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra as ilegalidades e violações de direitos humanos no processo de licenciamento ambiental de Belo Monte, tenha expedido o interdito proibitório favorável à empresa em apenas algumas horas.</p>
<p>A ação inédita de ocupação do canteiro de obras de Belo Monte partiu de uma decisão soberana e autônoma de pescadores e indígenas da Bacia do Xingu, e foi considerada por estes o marco de uma nova aliança na luta contra a hidrelétrica. O reconhecimento mútuo e o acordo firmado esta semana entre os segmentos que mais sofrerão com a destruição do Xingu foi visto como uma nova etapa, mais forte e ampla, da luta contra Belo Monte.  A parceria entre indígenas e pescadores, inédita, mostrou que os povos do Xingu estão unidos em defesa do rio, da natureza e do seu modo de vida tradicional.</p>
<p>A nossa resistência contra este projeto de destruição chamado Belo Monte permanece inabalável. A ocupação foi um recado claro para o governo Dilma Rousseff de que a luta pela proteção do Xingu está mais viva do que nunca. Se o governo federal insistir em continuar violando os nossos direitos, dos povos indígenas e comunidades tradicionais, outras ações de resistência virão.</p>
<p>Altamira (PA), 28 de outubro de 2011.</p>
<p><strong>Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira &#8211; COIAB</strong></p>
<p><strong>Comissão Pastoral da Terra – CPT</strong></p>
<p><strong>Conselho Indigenista Missionário – CIMI</strong></p>
<p><strong>Movimento Xingu Vivo para Sempre – MXVPS</strong></p>
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		<title>Indígenas e pescadores ocupam canteiro de obras de Belo Monte e fecham Transamazônica</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 15:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Xingu]]></category>

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		<description><![CDATA["Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”, diz a declaração dos Povos do Xingu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm1.jpg" rel="shadowbox[post-2495];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2496" title="Belo Monte ocupada" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/bm1-1024x669.jpg" alt="Belo Monte ocupada" width="553" height="361" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Cerca de 300 indígenas, pescadores e ribeirinhos da bacia do rio Xingu estão acampados pacificamente, desde a madrugada de hoje (27), no canteiro de obras de Belo Monte para exigir a paralisação das obras da usina hidrelétrica, em Altamira, no Pará (veja abaixo link para fotos).  A rodovia Transamazônica, na altura do quilômetro 50, também foi interditada. O protesto não tem prazo para terminar.</p>
<p>“Diante da intransigência do governo em dialogar e da insistência em nos desrespeitar, ocupamos a partir de agora o canteiro de obras de Belo Monte e trancamos seu acesso pela rodovia Transamazônica. Exigimos que o governo envie para cá um representante com mandado para assinar um termo de paralisação e desistência definitiva da construção de Belo Monte”, diz a declaração dos Povos do Xingu contra Belo Monte, resultado do seminário realizado em Altamira esta semana.</p>
<p><em>Veja íntegra da Declaração dos Povos do Xingu contra Belo Monte aqui: </em><a href="http://www.xinguvivo.org.br/?p=1619">http://www.xinguvivo.org.br/?p=1619</a></p>
<p>“Belo Monte só vai sair se cruzarmos os braços. Não podemos ficar calados. Temos que berrar e é agora”, disse Juma Xipaia, liderança indígena Xipaia, uma das etnias afetadas por Belo Monte. “Somos guerreiros e não vamos pedir nada ao governo, mas exigir o que a Constituição nos garante. Nossos antepassados lutaram para que nós estivéssemos aqui. Já foram feitos vários documentos, várias reuniões e nada mudou. As máquinas continuam chegando”.</p>
<p>A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) havia convocado o governo brasileiro a dar explicações sobre a ausência de medidas de proteção aos direitos das populações indígenas e de outros grupos ameaçados pelo projeto de Belo Monte, como foi solicitado pela instituição, no início de abril.  De acordo com a CIDH, o governo deveria cumprir a obrigação de realizar processos de consulta com cada uma das comunidades indígenas afetadas antes da construção da usina. A audiência com o Comissariado da CIDH deveria ter acontecido ontem, mas no final da semana passada o governo brasileiro, surpreendentemente, anunciou que não enviaria representação para esta reunião.</p>
<p>“É uma vergonha a maneira como nosso próprio governo nos tratou, com contínuas mentiras e negando-se ao diálogo com as comunidades afetadas”, disse Sheyla Juruna, liderança indígena do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, que foi para Washington participar da reunião promovida pela CIDH. “Estou horrorizada por ver como somos tratados em nossa própria terra sem ter sequer o direito de sermos consultados sobre esse horroroso projeto”, acrescentou durante coletiva na sede da OEA.</p>
<p>Ontem (26), a Justiça adiou, mais uma vez, a decisão sobre a continuidade das obras de Belo Monte com novo pedido de vistas – desta vez, da desembargadora Maria do Carmo Cardoso. O julgamento da Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) está empatado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com um voto contra e outra a favor da usina. Caso a desembargadora Maria do Carmo vote junto com a desembargadora Selene Almeida, que se posicionou pela ilegalidade do projeto por considerar que as consultas indígenas não aconteceram conforme prevê a Constituição, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho e a diretriz da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, as obras de Belo Monte poderão ser paralisadas.</p>
<p>O acampamento no canteiro de obras de Belo Monte será permanente: convocam-se outras entidades e movimentos nessa luta.</p>
<p><strong>Para mais informações:</strong></p>
<p><strong>- Tica Minami, Movimento Xingu Vivo Para Sempre: (11) 6597 8359</strong></p>
<p><strong>Fotos disponíveis:</strong></p>
<p><a href="http://dl.dropbox.com/u/17980715/fotos%20belomonte.rar">http://dl.dropbox.com/u/17980715/fotos%20belomonte.rar</a></p>
<p>© Ivan Canabrava</p>
<p>Legendas</p>
<p>bm1 &#8211; Caiapó em frente ao canteiro de obras ocupado de belo monte</p>
<p>bm1a &#8211; Indígena com arco e flecha em frente a canteiro ocupado</p>
<p>bm2 &#8211; Guerreiro indígena pinta o rosto antes da ocupação de Belo Monte</p>
<p>bm3 &#8211; Guerreiro indígena pinta o rosto antes da ocupação de Belo Monte</p>
<p>bm4 &#8211; Grupo indígena em frente à estrada que dá acesso ao canteiro de obras de Belo Monte</p>
<p>bm5 &#8211; Grupo indígena faz pajelança após invasão do canteiro de obras de Belo Monte</p>
<p>bm6 &#8211; Indígena manda sms para tribo falando sobre ocupação</p>
<p>bm7 &#8211; Caiapós fumam cachimbo após ocupação</p>
<p>bm8 &#8211; Índio se pinta no nascer do sol se preparando para a ocupação</p>
<p>bm9 &#8211; Indígena observa grupo ocupando canteiro de obras</p>
<p>bm10 &#8211; Índio em frente ao canteiro de obras</p>
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		<title>Belo Monte: CIDH convoca Governo a responder sobre não-cumprimento de medidas cautelares</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 16:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Representantes do governo brasileiro terão que se explicar na terça (26) sobre a não adoção de medidas de proteção dos direitos indígenas e das populações ameaçadas pelo projeto de Belo Monte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/Belo-monte.jpg" rel="shadowbox[post-2479];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2480" title="Belo Monte" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/Belo-monte.jpg" alt="Belo Monte" width="456" height="304" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou o governo brasileiro para que se explique sobre a não adoção de medidas de proteção dos direitos indígenas das populações ameaçadas pelo projeto de Belo Monte, como foi solicitado cautelarmente pela instituição.</p>
<p>No próximo dia 26 de outubro, representantes do governo brasileiro deverão comparecer a uma audiência fechada, presidida por um Comissionado da CIDH, em Washington. Na reunião, que contará com a presença de lideranças das comunidades afetadas em Altamira e advogados das entidades de direitos humanos que as representam, serão reapresentadas as denúncias da não realização da consulta livre, prévia e informada (oitivas indígenas) pelo Congresso Nacional anteriormente ao licenciamento da usina, além de relatos sobre o aumento dos problemas que atingem as populações do Xingu em função das obras da usina.</p>
<p>“A situação das populações indígenas da região de Altamira está cada vez pior. A saúde está um caos, a mortalidade infantil está aumentando, os casos de malária triplicando. Mesmo as medidas emergenciais que deveriam ser cumpridas pela Norte Energia, simplesmente não estão sendo garantidas &#8211; como prevê o acordo da empresa com a Funai. Até as aldeias que acabaram silenciando sobre Belo Monte agora estão enfurecidas com esta situação”, explica  a liderança indígena do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS), Sheyla Juruna. Ela e a coordenadora do movimento, Antonia Melo, participarão da reunião na CIDH..</p>
<p>No julgamento, nesta segunda-feira (17/10), de uma das 12 Ações Civis Públicas contra Belo Monte, a desembargadora Selene Almeida, do Tribunal Regional Federal da primeira Região (TRF1), confirmou a ocorrência de graves impactos de Belo Monte sobre as populações do Xingu e a ilegalidade da autorização da usina pelo Congresso Nacional, que  não realizou consultas prévias com as populações indígenas conforme o artigo 231 da Constituição, a Convenção 169 da OIT e diretriz da Convenção Interamericana de Direitos Humanos. Na avaliação de Andressa Caldas, advogada da ONG <em>Justiça Global</em> e uma das representantes das populações indígenas, esta decisão deve reforçar a argumentação de violações diante da CIDH. De acordo com o advogado da ONG AIDA, Jacob Kopas, também serão apresentados d ados sobre o não cumprimento das condicionantes ambientais e indígenas, impostas pelas Licenças Previa e de Instalação.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/18/1536/">Voto da desembargadora Selene Almeida no julgamento da apelação da ACP das oitivas indígenas no TRF1</a></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/06/malaria-mortalidade-infantil-e-desmatamento-desenfreado-impactam-indigenas-em-altamira/">Malária, mortalidade infantil e desmatamento desenfreado impactam indígenas em Altamira</a></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/11/com-belo-monte-violencia-sexual-contra-crianca-e-adolescente-cresce-138/">Com Belo Monte, violência sexual contra criança e adolescente cresce 138%</a></p>
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		<title>BNDES é (co) responsável pelos conflitos na Bolívia</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Organizações brasileiras, bolivianas e internacionais, em uma articulação com a Plataforma BNDES, demandam suspensão de financiamento a obra que viola direitos de indígenas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/TIPNIS.jpg" rel="shadowbox[post-2459];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2460" title="TIPNIS" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/TIPNIS.jpg" alt="TIPNIS" width="400" height="250" /></a></p>
<p><strong>Pela suspensão imediata do financiamento à construção da estrada</strong></p>
<p>Organizações da sociedade civil brasileira, boliviana e internacional, em uma articulação com a Plataforma BNDES, demandam do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a imediata suspensão contratual do financiamento previsto para a construção da estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, na Bolívia, cortando ao meio o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/CARTA-Tipnis-II.pdf">LEIA A CARTA DE POSICIONAMENTO</a></p>
<p>Há mais de um mês, a Plataforma BNDES aguarda uma resposta do BNDES a outra carta, protocolada na sede do banco e endereçada ao seu presidente, Luciano Coutinho. Desde o dia 25 de agosto, exatamente um mês antes da violenta repressão policial do governo boliviano às manifestações indígenas, as organizações brasileiras e bolivianas já demandavam a suspensão do financiamento, apontando fragilidades nos critérios ambientais e sociais do banco, assim como em sua política de transparência.</p>
<p>A nota divulgada hoje volta a alertar para as violações sobre os direitos indígenas e acrescenta denúncias de superfaturamento nas obras. “O BNDES tem a obrigação de apurar as graves denúncias de superfaturamento nos contratos celebrados entre a Agência Boliviana de Carreteras (ABC) e a empresa brasileira OAS”. As denúncias foram encaminhadas por organizações bolivianas ao Ministério Público daquele país no último dia 27 de setembro.</p>
<p>A Plataforma BNDES é uma articulação política que reúne diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais da América Latina que, desde 2007, buscam democratizar o BNDES e reorientar o padrão de desenvolvimento financiado por essa instituição pública.</p>
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		<title>Relatório &#8211; &#8216;Quanto Valem os Direitos Humanos? – Os impactos da indústria da mineiração e da siderurgia&#8217;</title>
		<link>http://global.org.br/programas/quanto-valem-os-direitos-humanos-%e2%80%93-os-impactos-sobre-os-direitos-humanos-da-industria-da-mineiracao-e-da-siderurgia-em-acailandia/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 12:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Documento cobra da maior empresa mineradora do mundo, a Vale, medidas para conter a poluição ambiental; Pesquisa mostra impactos na saúde em comundades de Açailândia, no Maranhão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto_capa.jpg" rel="shadowbox[post-2316];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2317" title="Foto_capa" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto_capa.jpg" alt="Foto_capa" width="476" height="298" /></a></p>
<p><strong><em>Uma parceria entre a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), a <em>Justiça Global</em> e a campanha Justiça nos Trilhos,  pesquisa mostra impactos em comunidades de Açailândia, no Maranhão; Documento cobra da maior empresa mineradora do mundo, a Vale, medidas para conter a poluição ambiental</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Os moradores da comunidade de Piquiá de Baixo e do assentamento Califórnia, localizados no município de Açailândia, no Maranhão, sofrem com a poluição causada pelas carvoarias e usinas siderúrgicas de ferro-gusa que operam a poucos metros de suas casas. São mais de vinte anos de poluição em Piquiá, e pelo menos seis em Califórnia. Além das guseiras responsáveis pelos danos diretos às comunidades, a Vale desempenha um papel crucial em todo o processo. Protagonista do Projeto Grande Carajás, elaborado quando a empresa ainda era estatal, a Vale controla toda a cadeia de produção. É ela que extrai o minério de ferro no estado do Pará, o transporta por centenas de quilômetros pela Estrada de Ferro Carajás, vende parte da produção às guseiras instaladas em cidades como Açailândia, e posteriormente transporta o ferro-gusa para exportação.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/05/rapport-bresil-port-LD.pdf">LEIA O RELATÓRIO</a></p>
<p>O relatório « Quanto Valem os Direitos Humanos? – Os impactos sobre os direitos humanos da indústria da mineração e da siderurgia em Açailândia », <span style="text-decoration: underline;">que está sendo lançado oficialmente hoje (18) em Açailândia, às 10h, e em São Luis, às 18h</span>, analisa os impactos da mineração e da siderurgia na saúde e no meio ambiente das comunidades atingidas. Os moradores que há anos se mudaram para a região na esperança de uma vida melhor, são os mesmos que agora, sem perspectivas, sofrem diariamente com a poluição ao redor. Parte esquecida na história contada de « desenvolvimento » e « progresso ».</p>
<p>As conclusões do relatório destacam as dificuldades no acesso a informações sobre estudos de impacto ambiental, as dificuldades de obtenção de reparação judicial, bem como o assédio moral e judicial enfrentados pelos defensores dos direitos humanos que denunciam os impactos negativos ligados às atividades da Vale.</p>
<p>Apenas uma semana antes de Murilo Ferreira assumir a diretoria da Vale, o relatório cobra da empresa e de seus parceiros comerciais ações imediatas de reparação às comunidades, incluindo o reassentamento de Piquiá de Baixo, demanda antiga da comunidade. Além disso, como forma de prevenir futuros abusos – e sem ignorar que as obras para a expansão da Estrada de Ferro Carajás já estão em curso – os autores incluíram uma série de recomendações às empresas, às autoridades governamentais e ao BNDES.</p>
<p>Em audiências realizadas nesta segunda-feira (16), em Brasília, o relatório já foi apresentado e entregue ao Ministério Público Federal (MPF) e aos Ministérios de Minas e Energia, da Saúde e do Meio Ambiente, além da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Até o fim da semana, FIDH, <em>Justiça Global</em>, Justiça nos Trilhos e representantes das comunidades de Piquiá de Baixo e Califórnia têm agendadas audiências com autoridades do Maranhão, bem como com representantes da Vale, das guseiras e do BNDES. Em pauta, as conclusões do relatório e a discussão das suas recomendações.</p>
<p>Uma vez que a responsabilidade das empresas com o respeito aos direitos humanos é hoje reconhecida a nível internacional, a FIDH, a <em>Justiça Global</em> e a Justiça nos Trilhos esperam que medidas concretas sejam tomadas por todos os agentes envolvidos, a fim de garantir os direitos das comunidades afetadas pela indústria da mineração e siderurgia.</p>
<p>PARA MAIS INFORMAÇÕES, LIGUE PARA 21 2544-2320</p>
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		<title>OEA pode recomendar a suspensão de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 16:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entidades enviaram hoje (11) documento que denuncia violações a tratados internacionais no projeto e ameaças a comunidades indígenas e ribeirinhas do rio Xingu; OEA exigirá explicações do Estado e pode solicitar impedimento das obras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Indigenas_nao_aceitam_BeloMonte.jpg" rel="shadowbox[post-2099];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2100" title="Indigenas_nao_aceitam_BeloMonte" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/11/Indigenas_nao_aceitam_BeloMonte.jpg" alt="Indigenas_nao_aceitam_BeloMonte" width="512" height="384" /></a></p>
<p align="left">
<p align="left"><strong><em>Entidades enviaram hoje (11) documento que denuncia violações a tratados internacionais no projeto e ameaças a comunidades indígenas e ribeirinhas do rio Xingu; OEA exigirá explicações do Estado e pode solicitar impedimento das obras</em></strong></p>
<p align="left"><strong><em> </em></strong></p>
<p>A Organização dos Estados Americanos (OEA) recebeu <span style="text-decoration: underline;">hoje</span> (quinta-feira, 11) um documento que denuncia as <span style="text-decoration: underline;">ilegalidades no processo de licitação e os impactos às comunidades indígenas e ribeirinhas</span> que serão atingidas pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Assinada pelo <em>Movimento Xingu Vivo Para Sempre</em> e por outras organizações representantes das comunidades – <em>Conselho Indigenista Missionário (CIMI), </em><em>Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Prelazia do Xingu, Sociedade Paraense de Direitos Humanos (SDDH), <em>Justiça Global</em> e Associação Interamericana de Defesa do Ambiente (AIDA)</em> –, e elaborada com a participação de mais de vinte organizações e movimentos sociais apoiadores, a petição solicita em caráter de urgência a concessão de <span style="text-decoration: underline;">medidas cautelares</span><strong>*</strong> para a <span style="text-decoration: underline;">suspensão do processo de licenciamento ambiental do projeto</span>.</p>
<p>Na denúncia, as entidades afirmam que o Brasil está <span style="text-decoration: underline;">violando tratados internacionais</span> ao ignorar <span style="text-decoration: underline;">direitos fundamentais</span> das comunidades Arroz Cru, Arara da Volta Grande, Juruna do Km 17 e Ramal das Penas, todas à beira do rio Xingu. O deslocamento forçado – sem consulta prévia e consentimento livre das comunidades – e as ameaças à segurança alimentar, ao meio ambiente e ao acesso a água potável são alguns dos problemas graves do projeto ressaltados no documento. As organizações lembram que em 2009  a OEA concedeu medidas cautelares que determinaram a suspensão das obras de construção da usina hidrelétrica Chan 75, no Panamá, devido ao deslocamento forçado de comunidades indígenas locais. Outros casos da América Latina também são citados.</p>
<p>Baseadas em pareceres de órgãos estatais – como o IBAMA e o Ministério Público Federal – e em laudos técnicos de especialistas, as entidades afirmam ainda que a construção de Belo Monte ocasionaria o aumento de doenças e da pobreza, além de causar o surgimento de fluxos migratórios desordenados que sobrecarregariam os sistemas de <span style="text-decoration: underline;">saúde, educação e segurança pública</span> da região. “Apesar da gravidade e irreversibilidade dos impactos da obra para as comunidades locais, não foram realizadas as medidas adequadas para garantir a proteção dos direitos e do meio ambiente”, conclui o texto do documento.</p>
<p><strong>* <span style="text-decoration: underline;">Como é o trâmite na OEA</span>?</strong></p>
<p>O Governo Federal afirma que as obras de construção de Belo Monte devem ser iniciadas em breve, e que, apesar das últimas recomendações do MPF (<a href="http://www.prpa.mpf.gov.br/noticias/2010/mpf-recomenda-ao-ibama-que-nao-fragmente-licencas-para-belo-monte">aqui</a> e <a href="http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_meio-ambiente-e-patrimonio-cultural/mpf-pa-notifica-ibama-sobre-exigencias-previas-de-belo-monte">aqui</a>), a licença de instalação do IBAMA pode sair nas próximas semanas. Por se tratar de pedido urgente de medidas cautelares – efetuado quando há risco iminente de violação de direitos humanos –, a OEA, através da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), exigirá esclarecimentos imediatos do Estado brasileiro e, em seguida, emitirá sua decisão. Caso o pedido de medidas cautelares seja aprovado, cabe ao Governo Federal o cumprimento das exigências determinadas pela CIDH em sua resolução.</p>
<p align="left"><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Flaviano Pinto Neto, quilombola, morto</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2010 16:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Na baixada maranhense, quase tudo é comunidade negra. Passei a conversar com FLAVIANO sobre as origens do povoado. Ele sequer sabia o que era um quilombo." Leia o texto de Luis Antonio Pedrosa, presidente da OAB-MA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci FLAVIANO por volta do mês de agosto de 2009. Ele veio à Fetaema  junto com mais dois representantes do STTR de São Vicente de Férrer,  trazendo documentos referentes ao processo envolvendo a comunidade de  Charco.</p>
<p>Ao ler as peças do processo, me daparei com um mandado de  reintegração de posse, com pedido de reforço policial para execução. Não  havia mais prazo para recurso. Nunca tinha ouvido falar naquela  comunidade, mas achei peculiares as características físicas de FLAVIANO.</p>
<p>Na baixada maranhense, quase tudo é comunidade negra. Passei a  conversar com FLAVIANO sobre as origens do povoado. Ele sequer sabia o  que era um quilombo. Estava meio assustado, falava timidamente.  Perguntei se tinha muita gente no povoado da mesma cor de pele dele.  Brinquei, puxei conversa fiada. Ele relaxou um pouco e soltou que havia  no povoado pessoas descendentes de escravos. Expliquei que era muito  importante que estas pessoas figurassem no processo, aparecessem para o  Poder Judiciário, visto que estavam sendo tratados como invasores da  terra. A defesa da comunidade, apesar de boa, até então, não tocara no  tema do quilombo.</p>
<p>Poucos dias depois, me chegam às mãos, por intermédio de FLAVIANO,  documentos referentes a ANTONIA SILVA MENDES e MARIA DOMINGAS DA SILVA,  filhas da ex-escrava ANCÂNGELA ÂNGELA DA SILVA. Batistérios, documentos  sindicais e certidões de nascimento.A esta altura, já havia sido  mobilizado um batalhão de cerca de 120 homens, que estavam aquartelados  em Viana, para a execução do despejo. Informações do coordenador do  Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Segurança Pública.</p>
<p>FLAVIANO na minha frente, passei a teclar no computador,  desesperadamente. Elaborei outra possessória, requeri a reunião dos  processos conexos, aleguei, além das preliminares de sempre, a presença  do território quilombola. Demoramos a terminar, Flaviano na minha  frente, de vez em quando complementando alguma coisa. Perguntei se tinha  pressa para voltar, ele disse, com um sorriso no rosto, que esperaria o  que fosse necessário. Saímos da Fetaema, era noite.</p>
<p>FLAVIANO com o processo debaixo do braço, todas a informações  necessárias para o ajuizamento da ação. Fui para os bastidores.Ganhar  tempo com a polícia. Deu certo: a Juíza da Comarca concedeu a liminar  para suspender o despejo. FLAVIANO, orientado, foi falar com ela. Desde  então, era presença constante no Fórum, falando com a juíza e com o  Promotor. Conseguiu levar o representante do MP ao local do litígio.  Queria levar a juíza, quis me levar. Eu queria ir, junto com ele, não  deu tempo.</p>
<p>Provocamos o INCRA,antes. O processo antigo foi extinto. Criaram  outro, desta fez sob o fundamento da legislação quilombola. O antigo não  ia dar certo, a área não podia ser desapropriada. FLAVIANO ia vinha,  era incansável. Conversava com o MPF, com os procuradores do INCRA, da  Fundação Cultural Palmares.Trazia na bolsa muita papelada. Pedia para  fazer ofícios, noticiar o acirramento dos conflitos nos autos. Chegava a  incomodar com sua desinquietação. Brincava com ele, contava piadas, ele  ria, com seu sorriso desdentado.</p>
<p>Um belo dia chegou um pato, dentro de um côfo. Era FLAVIANO. Sabia  que eu gostava, resquícios genéticos de baixadeiro. Depois trouxe um  saco de macaxeira, que distribuí na FETAEMA, ou melhor, deixei por lá.  FLAVIANO ligava sempre. Onde estivesse, lá estava ele (Brasília, Rio  Grande do Norte, Pernambuco,Minas Gerais). Fiquei com o registros das  ligações no meu celular. Insistia para que eu fosse ao Charco. Marquei  duas vezes e não fui. O destino emergencial me empurrava para outros  lados.</p>
<p>Retornava de Pernambuco, comemorando o julgamento favorável do IDC,  de Manoel Mattos, quando soube da notícia. Fui trabalhar no recesso da  segunda para levar um murro no peito. FLAVIANO acabara-se.</p>
<p>Dois  pistoleiro haviam disparado sete tiros de pistola contra ele, às margens  da BR 014. Tinha acontecido na noite de sábado. Liguei para confirmar.  Era verdade. Eu tinha estado com ele na semana anterior. Não existe mais  FLAVIANO, mas a comunidade resiste.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Belo Monte: No ar o novo site do Movimento Xingu Vivo para Sempre</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 16:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Movimento Xingu Vivo para Sempre, principal coalizão de oposição à construção da hidrelétrica de Belo Monte, está lançando hoje seu novo site. Em www.xinguvivo.org.br , vocês encontrarão notícias sobre o movimento em defesa do Xingu, o histórico do projeto de Belo Monte, documentos oficiais, ações civis públicas e outros documentos da batalha jurídica envolvendo a usina, os melhores vídeos ilustrativos e os nossos contatos nas redes sociais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/sitexinguvivo.jpg" rel="shadowbox[post-2043];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2047" title="xinguvivo.org.br" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/sitexinguvivo.jpg" alt="xinguvivo.org.br" width="562" height="145" /></a></p>
<p><em>Vejam a mensagem divulgada pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre e acessem <a href="http://www.xinguvivo.org.br">WWW.XINGUVIVO.ORG.BR</a></em></p>
<p>Caros Amigos e colegas</p>
<p>O Movimento Xingu Vivo para Sempre, principal coalizão de oposição à construção da hidrelétrica de Belo Monte, está lançando hoje seu novo site. Em www.xinguvivo.org.br , vocês encontrarão  notícias sobre o movimento em defesa do Xingu, o histórico do projeto de Belo Monte, documentos oficiais, ações civis públicas e outros documentos da batalha jurídica envolvendo a usina, os melhores vídeos ilustrativos e os nossos contatos nas redes sociais.</p>
<p>Como vocês já devem saber, Belo Monte, se construída, será a terceira maior usina hidrelétrica de todo o planeta. O projeto pretende desviar a água de 100 quilômetros do Xingu (num trecho chamado Volta Grande, que praticamente secaria), deixando indígenas, ribeirinhos, pescadores, garimpeiros e todos os demais que utilizam o rio sem meio de locomoção ou sustento. Por outro lado, a hidrelétrica também inundaria uma área de 668 km2.</p>
<p>Muitas pessoas seriam atingidas ou até teriam que abandonar suas terras e casas com a usina. Além dos mais de 300 mil habitantes dos municípios de Altamira, Senador José Porfírio, Porto de Moz, Anapu, Vitória do Xingu, Medicilância, Gurupá, Brasil Novo, Placas, Uruará e Pacajá (que ficam na área de abrangência de Belo Monte), das 14 mil pessoas que vivem nas Resex do Rio Iriri, Riozinnho do Anfrísio, Verde para Sempre e Médio Xingu, e das 21 comunidades quilombolas da região, ainda não se sabe o número exato de pescadores, pequenos agricultores, garimpeiros e outros que seriam afetados pela usina. De acordo com o projeto inicial da obra, cerca de 20 mil pessoas seriam desalojadas de suas terras e casas, mas o número pode chegar a 40 mil pessoas, de acordo com especialistas que acompanham o projeto.</p>
<p>Milhares de indígenas também serão impactados. A Bacia do Xingu é habitada por 24 etnias que ocupam 30 Terras Indígenas (TIs), 12 no Mato Grosso e 18 no Pará. Todas estas populações seriam direta ou indiretamente afetadas à medida que o Xingu e sua fauna e flora, além do seu entorno, fossem alterados pela usina. Na região de influência direta da usina, três Terras Indígenas seriam diretamente impactadas: a TI Paquiçamba, dos índios Juruna, e a área dos Arara da Volta Grande, que se situam no trecho de 100 km do rio que teria sua vazão drasticamente reduzida.</p>
<p>Já a área indígena Juruna do KM 17 fica às margens da rodovia PA 415, e seria fortemente impactada pelo aumento do tráfego na estrada e pela presença de um canteiro de obras. Por outro lado, as TIs Trincheira Bacajá, Koatinemo, Arara, Kararaô, Cachoeira Seca, Arawete, Apyterewa, Xipaya e Kuruaya sofreriam impactos como escassez de pesca, pressão de desmatamento, pressão da migração de não-índios, pressão fundiária, epidemias como dengue e malária, entre outros.</p>
<p>Esses números só servem para ilustrar um pouco o projeto Belo Monte. Os problemas sociais, econômicos e ambientais da usina são vários e muito complexos, seria impossível listá-los todos nesse e-mail. Por isso, encorajamos a sua visita ao www.xinguvivo.org.br  se você tem interesse em conhecer mais. Ao longo dos próximos dias, estaremos disponibilizando uma variedade muito maior de documentos e informações, então fique antenado.</p>
<p>Grande abraço</p>
<p>Movimento Xingu Vivo para Sempre</p>
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