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	<title>Justiça Global &#187; criminalização da pobreza</title>
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		<title>Organizações encaminham à ONU e à OEA relatório reportando violação de direitos humanos no despejo da Comunidade de Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.</em></p>
<p>Produzido pela <em>Justiça Global</em> em conjunto com as Brigadas Populares, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, além de contar com a contribuição de parlamentares e grupos de apoio aos desabrigados, o relatório &#8220;Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional&#8221; se estrutura em três momentos: os conflitos entre o judiciário e o executivo nas esferas estadual e federal, que precederam a ação policial; o despejo e as consequências do excesso de violência contra os moradores; e o tratamento desumano e degradante que tem sido dado aos desabrigados pela prefeitura de São José dos Campos. O texto destaca ainda as constantes obstruções à atividade da imprensa e de organizações de defesa dos direitos humanos no local.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Pinheirinho-um-Relato-Preliminar-da-Violência-Institucional.pdf">LEIA AQUI &#8211; Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional</a></p>
<p>O relatório, que tem entre outras fontes depoimentos registrados em vídeo que serão encaminhados junto com o documento, será entregue oficialmente à Defensoria Publica de São Paulo, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Segurança Pública e parlamentares, além dos órgãos federais correlatos. O dossiê segue ainda para as relatorias de Direito à Moradia Adequada; Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais; e Independência do Judiciário da ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.</p>
<p><strong>Feridos e desaparecidos</strong></p>
<p>Até o momento da finalização do relatório preliminar não foi possível comprovar as mortes que teriam acontecido durante a ação realizada pela polícia do Estado de São Paulo e nos confrontos posteriores nos bairros vizinhos. No entanto, de acordo com relatos de moradores, há famílias de pessoas desaparecidas sendo coagidas a não denunciar os casos e nenhum corpo foi encontrado até o momento. Sindicatos, organizações sociais e indivíduos que num primeiro momento tentaram acesso ao Instituto Médico Legal e aos hospitais para obter informações foram obstruídos, o que sugere que as buscas e investigações devem prosseguir e demonstra a urgência de uma ação mais contundente do governo federal em apurar os fatos.</p>
<p>A obstrução do trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos foi evidente desde o dia do despejo. O acesso à área das operações foi restringido até mesmo para parlamentares e autoridades federais, evitando que as arbitrariedades fossem divulgadas e evitadas. O documento mostra ainda que casas foram destruídas com tudo o que havia dentro, e que nos dias seguintes saqueadores agiram sem ser incomodados pela polícia. Algumas famílias, além de perderem suas casas, também perderam todos seus pertences. A situação, que já é crítica, se agrava pelo estado dos abrigos municipais: condições sanitárias precárias, espaço insuficiente para a grande quantidade de famílias e atendimento médico que depende de voluntários.</p>
<p>As denúncias mais comuns, que podem ser comprovadas pelas marcas deixadas no corpo dos moradores &#8211; incluindo mulheres e crianças -, são de agressões, ameaças, espancamentos, ferimentos e intoxicação devido a disparos, bombas, gás e spray de pimenta. Esse tipo de violações está recebendo especial atenção do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) de São Paulo, que está no local coletando depoimentos e encaminhando as vítimas para o exame de corpo de delito. O uso irrestrito das armas ditas não-letais deixaram feridos em estado grave, que podem sofrer sequelas permanentes. Há também o registro de feridos com armas de fogo disparadas pela Guarda Municipal.</p>
<p><strong>Ato nacional na quinta-feira (2/2)</strong></p>
<p>Organizações do movimento popular e centrais sindicais estão convocando um ato em apoio à comunidade do Pinheirinho, exigindo que a área seja desapropriada e que moradias dignas sejam construídas no local. A manifestação será na quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão confirmadas. Na sexta-feira (3), às 17h, haverá outro ato no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Veja algumas imagens dos abrigos, da destruição em Pinheirinho e dos desabrigados:</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='ana paula e o que restou de sua casa'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ana paula e o que restou de sua casa" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='casa em chamas em pinheirinho'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="casa em chamas em pinheirinho" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo morumbi'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo morumbi" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja 2'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja 2" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='lesoes'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lesoes" /></a>

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		<title>Carta Aberta da Sociedade Civil à CIDH</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 16:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realiza visitas de trabalho ao Brasil e recebe carta aberta da sociedade civil no Rio de Janeiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rio de Janeiro, 29 de junho de 20l0.</p>
<p>Carta Aberta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos</p>
<p>Prezados Senhores,</p>
<p>Ao tempo que as organizações signatárias saúdam este encontro e reafirmam seu compromisso político com o fortalecimento do sistema interamericano de proteção de direitos humanos, somos levados a reiterar a necessidade de que seus mecanismos amiudem as iniciativas de diálogo com a sociedade civil brasileira. Nos ressentimos e lamentamos o lapso transcorrido entre as visitas feitas pela CIDH ao nosso País.</p>
<p>O relato não exclusivo de processos violadores de direitos humanos que aqui partilhamos tem sido objeto da intervenção cotidiana destas organizações, sendo já levados também às instâncias nacionais, regionais e ao sistema universal de proteção de direitos humanos.</p>
<p>As realidades aqui descritas sintetizam a permanência (e em alguns casos a ampliação) de uma lógica de desenvolvimento elitista e de uma cultura estatal opressora que se assentam, se renovam e resultam na criminalização dos pobres, na destruição socioambiental e na negação da dignidade. Portanto, a violação do direito à cidade e à habitabilidade adequada, o extermínio de crianças e jovens, a cultura do hiper-encarceramento e a violência institucional massificada não são expressões localizadas ao Rio de Janeiro. Estão de Norte a Sul do território. Fazem parte de uma trajetória histórica ainda não superada e expressam nossa dívida social e democrática. Ao contrário de um certo ufanismo, intencionalmente alardeado, sobre a situação da sociedade brasileira na presente quadra histórica, podemos afirmar que as graves e extensivas violações cometidas contra direitos humanos na sociedade brasileira, com o assentimento do aparelho estatal, revelam o desafio existente para alcançar patamares democráticos de promoção e garantia dos direitos humanos no País.</p>
<p>Diante de um quadro complexo de fatores que se coadunam para a deflagração de conflitos, temos testemunhado a execução de algumas políticas públicas ineficazes na solução dos problemas para os quais se destinam.</p>
<p>As incursões da polícia nas comunidades empobrecidas e, em sua decorrência, os casos emblemáticos de extermínio e de encarceramento massivo da adolescência e juventude negra, são o resultado de uma política de segurança pública baseada na lógica da criminalização da pobreza, do racismo e do confronto permanente. A cada ano a polícia tem sido responsável por cerca de 20% dos homicídios que ocorrem no estado, na maioria de jovens negros, moradores destas comunidades.</p>
<p>A violência e a discriminação contra as mulheres são manifestações das relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres. Sustentadas pelo sistema ideológico do patriarcado, representadas nos estereótipos de gênero reproduzidos social e institucionalmente e manifestadas em múltiplas formas de opressão e exclusão, são hoje reconhecidas como graves violações aos direitos humanos na esfera internacional e nacional.</p>
<p>No Brasil, apesar dos esforços e avanços, a aplicação e efetividade da implementação da “Lei Maria da Penha” vêm sofrendo grandes obstáculos e distorções, que impedem o pleno exercício dos direitos de acesso à justiça, proteção judicial e garantias judiciais para as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A aplicação da Lei é díspar no território nacional, com desigualdades regionais, problemas estruturais (em número, qualidade e articulação de serviços especializados) e vieses culturais, refletidos inclusive nos meios jurídicos.</p>
<p>Destacam-se ainda as violações aos direitos humanos ocorridas em relação à auto-determinação reprodutiva das mulheres, pela falta da devida diligência policial, do respeito ao direito ao devido processo e às garantias judiciais no contexto da atuação policial diante da ilegalidade do aborto, em particular como revelam episódios ocorridos no estado do Rio de Janeiro. Sabe-se que o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a morbi-mortalidade materna evitável como uma questão de direitos humanos. Mais de 79 Estados Membros das Nações Unidas reconhecem que a questão da saúde materna é um desafio para o exercício dos direitos humanos e que os governos devem intensificar esforços para diminuir as altas e inaceitáveis taxas globais. O Brasil apoiou esta Resolução, entretanto não vem tomando medidas eficazes para redução destas taxas e vem optando pelo tratamento de um problema de saúde pública apenas pela lógica repressiva através de operações policiais sistemáticas que visam o fechamento de clínicas clandestinas de aborto. A criminalização do aborto contribui substancialmente para o aumento das taxas de morbi-mortalidade por aborto inseguro e gera situações de discriminação de gênero, seja no próprio texto da lei, através das práticas em saúde discriminatórias, ou ainda no tratamento dado pelo Sistema de Segurança Pública. Operações policiais no Rio de Janeiro não têm se pautado pelo respeito aos Direitos humanos das Mulheres, além de provocarem no interior das comunidades pobres do Rio de Janeiro medo e terror.</p>
<p>Esse tem sido o padrão da política de segurança pública em comunidades pobres do Rio de Janeiro: a mobilização de um grande aparato e um elevado saldo de mortos, sempre apresentados como “traficantes”. A polícia desse estado insiste em utilizar como critério de eficiência o alto índice de letalidade policial, respaldada e legitimada pelos autos de resistência, resultando no extermínio da juventude negra.</p>
<p>Os dados do Instituto de Segurança Pública mostram que a média de 3,3 mortos por dia no Governo Sérgio Cabral, o elegeu campeão de autos de resistência: em 2007, foi registrado o maior número absoluto (1.330) e a maior taxa por 100 mil habitantes (8,2). Em 2008 foram registrados 1137 autos de resistência.</p>
<p>Em todas as incursões policiais nas áreas mais pobres do Rio de Janeiro, as autoridades responsáveis, como o Governador Sérgio Cabral e o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, deixam evidente a política de segurança pública temerária do estado: mortes são entendidas como meios necessários para o enfrentamento da criminalidade; o que significa dizer que a letalidade da ação policial é encarada como parâmetro de sucesso. Essa lógica tem reforçado o estigma e o preconceito com relação aos moradores de comunidades do Rio de Janeiro.</p>
<p>As chamadas Unidades de Pacificação da Polícia (UPPs), implantadas como vitrines, com apoio e incentivo do governo federal, não representam uma alternativa real à atual política de segurança. É certo que o número de mortos por agentes do estado diminuiu nessas comunidades. Mas a ação criminalizadora da pobreza persiste. Inúmeros são os casos de agressões sofridas por moradores. Muitas vezes, além de vítimas da ação policial são autuados por desacato à autoridade, em uma explícita manifestação da criminalização a que as comunidades estão submetidas. Vigiados por câmeras, são revistados constantemente e têm suas manifestações culturais controladas de forma arbitrária pela polícia.</p>
<p>A criminalização da pobreza e o controle também estão presentes na construção de muros em torno de favelas do Rio de Janeiro. Sob o pretexto de preservação da mata atlântica ou isolamento acústico, este tipo de política pública é mais uma demonstração de uma política oritentada pela segregação e pelo apartheid social.</p>
<p>Na mesma linha da segregação e de políticas de “limpeza social”, a operação choque de ordem efetivado pela prefeitura do Rio em parceria com o governo do estado, em vigor desde o dia 5 de janeiro de 2009, tem por objetivo realizar ações contra vendedores ambulantes, flanelinhas, pessoas em situação de rua e ocupações urbanas. Apesar do Choque de Ordem visar uma abrangência de ação em todo o município do Rio, seu foco, majoritariamente, tem sido territórios nobres do Rio de Janeiro, como Zona Sul, Barra da Tijuca / Recreio e Centro, áreas de maiores concentrações de riqueza da cidade. O Choque de Ordem é executado violando direitos humanos, sociais, econômicos e culturais.</p>
<p>O projeto de desenvolvimento econômico em curso no Brasil, em grande parte impulsionado pelo PAC (Programa de Aceleração do Desenvolvimento), que busca acelerar o crescimento econômico por meio de pesados investimentos em infraestrutura, tem resultado em inúmeras violações de direitos humanos.</p>
<p>Os investimentos previstos no âmbito do PAC para o Rio de Janeiro são do montante de R$ 94 bilhões até 2010, sendo R$ 66,5 bilhões em infraestrutura energética, 4,7 bilhões em logística e R$ 12 bilhões em infraestrutura social e urbana. No que concerne à infraestrutura logística o grosso dos investimentos visa ao escoamento da produção regional para exportação por meio do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro e pela construção de um pólo portuário na Baía de Sepetiba conectado diretamente com a exploração de minério e produtos siderúrgicos semi-elaborados. Soma-se a isso o enorme apoio do Estado à instalação de um pólo siderúrgico na região. No que concerne à infraestrutura energética, boa parte dos investimentos foram direcionados para a Baía de Guanabara, em particular para a Petrobras, para a ampliação de sua capacidade produtiva e a construção de gasodutos para escoamento de gás natural.</p>
<p>Esses investimentos apresentam, como traço comum, irreparáveis danos sócio-ambientais, além da exclusão das populações naturais dessas mesmas áreas, normalmente constituídas por populações e comunidades tradicionais, como pescadores artesanais, caiçaras, quilombolas e indígenas, o que constitui exemplo claro de racismo ambiental.</p>
<p>A escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 traz grande preocupação para os movimentos populares, sociais e para as organizações de defesa dos direitos humanos. À luz do que vivenciamos com a realização dos Jogos Pan-americanos em 2007, estamos preocupados com os inúmeros despejos, remoções, mega-operações policiais, retirada de moradores de rua, que se anunciam para tornar o Rio uma cidade segura para sediar os jogos Olímpicos.</p>
<p>As comunidades que se encontram na rota dos Jogos Olímpicos, em especial àquelas da Barra da Tijuca, sofrem ações públicas de remoção, são indesejáveis, retiradas da cena olímpica, excluídas do Direito à Cidade, da celebração, dos benefícios e do legado dos Jogos, em uma declarada política de exclusão territorial, social e ambiental.</p>
<p>Nossa preocupação não se baseia somente na experiência pan-americana. A ECO 92 registrou um grande número de violações, sobretudo por ter contado com a presença ostensiva das forças armadas.</p>
<p>Ao longo dos anos, com a chegada do verão e dos turistas presenciamos a prática sucessiva do recolhimento da população em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro, feita pelo Poder Público &#8211; Tolerância Zero, Turismo Seguro, Lapa Limpa, Cata Tralha, Zona Sul Legal, Copa-bacana, Ipa-bacana, e, mais recentemente, “Choque de Ordem” – que intensifica as práticas desumanas, arbitrárias e violentas de outrora, com a criação de Secretaria Municipal de Ordem Pública.</p>
<p>Esse modelo de desenvolvimento econômico, além de promover o acirramento dos conflitos locais envolvendo essas populações e as empresas transnacionais, tem resultado em um forte processo de criminalização de defensores de direitos humanos e movimentos sociais, como é o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, alvo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional promovida por representantes de ruralistas e de empresas transnacionais que se opõem à reforma agrária e à agricultura familiar.</p>
<p>Diante dos fatos  acima apresentados, as organizações que subscrevem essa carta solicitam a V.Exa. que:</p>
<p>- solicite informações  a respeito das violações de direitos narradas neste documento e ao longo da presente reunião, e que cobre, tanto do governo do Rio de Janeiro, quanto do governo federal, uma postura de efetivo e integral respeito aos direitos humanos;</p>
<p>- inclua tais informações tanto nos Relatórios Temáticos ou sobre o Brasil, que venham a ser elaborados por esta Comissão, como também considere essas informações e dados como uma atualização de muitos contextos em que as violações de direitos humanos são perpetradas país.  Tendo em vista que os casos que se encontram em processamento na CIDH, pela própria natureza do Sistema Interamericano, na sua maioria ocorreram há alguns anos atrás, o que no entanto não significa que os fatores que resultam na repetição dos fatos não sejam atuais e muitas vezes tenham se acentuado;</p>
<p>- interceda junto aos órgãos competentes da Organização dos Estados Americanos pela aprovação, na sua forma mais ampla, da Convenção Interamericana Contra o Racismo e todas as Formas de Discriminação e Intolerância, contemplando a garantia de direitos da maior diversidade de populações suscetíveis às práticas violatórias de racismo, discriminação e intolerância no Continente Americano.</p>
<p><strong>AFAVIV– Associação de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência</strong></p>
<p><strong>Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA)</strong></p>
<p><strong>Associação da Comunidade Remanescente do Quilombo Pedra do Sal – ARQPEDRA</strong></p>
<p><strong>Associação de Comunidades Remanescente de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro &#8211; ACQUILERJ</strong></p>
<p><strong>Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente &#8211; ANCED</strong></p>
<p><strong>Central de Movimentos Populares &#8211; CMP</strong></p>
<p><strong>Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Criola</strong></p>
<p><strong>Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis</strong></p>
<p><strong>Centro Pela Justiça e o Direito Internacional &#8211; CEJIL</strong></p>
<p><strong>Circulo Palmarino/RJ</strong></p>
<p><strong>Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial vinculada ao Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro &#8211; Cojira-Rio</strong></p>
<p><strong>Comite Latino Americano e do Caribe pelos Direitos da Mulher (CLADEM)</strong></p>
<p><strong>Comunidade da Restinga</strong></p>
<p><strong>Comunidade do Alto Camorim</strong></p>
<p><strong>Comunidade do Arroio Pavuna</strong></p>
<p><strong>Comunidade do Canal do Anil</strong></p>
<p><strong>Comunidade Novo Lar</strong></p>
<p><strong>Comunidade Rio Bonito</strong></p>
<p><strong>Comunidade Santa Luzia</strong></p>
<p><strong>Comunidade Vila Autódromo</strong></p>
<p><strong>Comunidade Vila Harmonia</strong></p>
<p><strong>Comunidade Vila Recreio</strong></p>
<p><strong>Comunidade Vila Recreio II</strong></p>
<p><strong>Comunidade Vista da Pedra.</strong></p>
<p><strong>Fórum Permanente de Entidades de Direitos Humanos &#8211; FOPEDH/RJ</strong></p>
<p><strong>Grupo Tortura Nunca Mais/RJ</strong></p>
<p><strong>GT de Combate ao Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental</strong></p>
<p><strong>HUMANITAS &#8211; Direitos Humanos e Cidadania</strong></p>
<p><strong>IDDH</strong></p>
<p><strong>Ipas Brasil</strong></p>
<p><strong><em>Justiça Global</em></strong></p>
<p><strong>Mães da Cinelândia</strong></p>
<p><strong>Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; MST/RJ</strong></p>
<p><strong>Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM</strong></p>
<p><strong>Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos e Coordenadoria e Regularização Fundiária e Segurança da Posse da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro</strong></p>
<p><strong>PACS &#8211; Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul</strong></p>
<p><strong>Projeto Legal</strong></p>
<p><strong>Rede de Comunidades e Movimentos contra a violência</strong></p>
<p><strong>Themis Assessoria Juridica</strong></p>
<p><strong>Visão da Favela Brasil</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Movimentos sociais e organizações do Rio de Janeiro convidam para o Fórum Social Urbano</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 16:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o lema "Nos bairros e no mundo, em luta pelo direito à cidade, pela democracia e justiça urbanas", o FSU acontecerá de 22 a 26 de março no RJ; evento acontecerá paralelamente ao Fórum Urbano Mundial, organizado pela ONU]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/03/cartazoficial.jpg" rel="shadowbox[post-1358];player=img;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1446" title="cartazoficial" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/03/cartazoficial-300x214.jpg" alt="cartazoficial" width="300" height="214" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nos bairros e no mundo, em luta pelo direito à cidade, pela democracia e justiça urbanas</strong></p>
<p style="text-align: center;">22 &#8211; 26 março de 2010</p>
<p style="text-align: center;">Rio de Janeiro, Brasil</p>
<p>Em março de 2010, a cidade do Rio de Janeiro irá receber o V Fórum Urbano Mundial, organizado pela ONU.  Espera-se que o encontro reúna cerca de 50 mil pessoas de todo o mundo. Em suas várias edições, esse evento tem sido incapaz de abrir espaço àqueles que resistem à lógica implacável da cidade-empresa e da cidade-mercadoria.</p>
<p>Por isso, os movimentos sociais, organizações e militantes que lutam por uma cidade mais igualitária, justa e democrática, vimos convidar a todos para construir coletivamente o Fórum Social Urbano (<a href="http://forumsocialurbano.wordpress.com">VISITE O SITE DO FSU</a>).</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/02/favela-morumbi-sao-paulo.jpg" rel="shadowbox[post-1358];player=img;"><img class="alignright size-medium wp-image-1364" title="favela-morumbi-sao-paulo" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/02/favela-morumbi-sao-paulo-300x198.jpg" alt="favela-morumbi-sao-paulo" width="300" height="198" /></a>O Fórum será realizado no <a href="http://bit.ly/92Wz3p">Centro Cultural da Ação da Cidadania Contra a Fome</a>, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, localizado a 300 metros do evento oficial (<a href="http://bit.ly/cc6FAP">VEJA O MAPA</a>). A proposta é criar um espaço paralelo onde participantes do Brasil e do mundo possam trocar suas experiências. Em época de preparação para as Olimpíadas no Rio de Janeiro e para a Copa do Mundo em 12 capitais do país, a programação do Fórum Social Urbano (FSU) pretende questionar a falta de participação popular nas decisões sobre os rumos das cidades e debater de forma ampla os principais problemas vividos nos centros urbanos.</p>
<p>As discussões nas plenárias preparatórias para o Fórum apontaram 4 eixos de estruturação dos debates :</p>
<p>- Criminalização da Pobreza e Violências Urbanas</p>
<p>- Megaeventos e a Globalização das Cidades</p>
<p>- Justiça Ambiental na Cidade</p>
<p>- Grandes Projetos Urbanos, Áreas Centrais e Portuárias</p>
<p style="text-align: center;"><strong>- <a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/02/Convocatória_FSU_2010.pdf">Leia a convocatória oficial do FSU na íntegra</a> -</strong></p>
<p>Além dos debates, o Fórum pretende ser um espaço efetivo de experimentação de outra forma de viver a cidade, mais democrática e mais diversa: visitas em grupo à cidade para além dos cartões-postais, manifestações artísticas, exposições, plenárias, fóruns de articulação, projeções e exibições de filmes , dentre outras atividades.</p>
<p>– Para mais informações, escreva para <strong>comunicacaofsu@gmail.com</strong></p>
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		<title>Comunidade do RJ resiste a remoção</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 00:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Moradores da Vila Autódromo recusaram a proposta apresentada pela Prefeitura, e propõem projeto alternativo que concilie a permanência com os Jogos Olímpicos de 2016]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/03/vilaautodromo.jpg" rel="shadowbox[post-1401];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1402" title="vilaautodromo" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/03/vilaautodromo.jpg" alt="vilaautodromo" width="361" height="271" /></a></p>
<p>Como temos anunciado ultimamente, a comunidade da Vila Autódromo, localizada na Barra da Tijuca, parte nobre do Rio, vem se mobilizando desde o ano passado para garantir sua permanência. O fato é que o projeto para as Olimpíadas de 2016 prevê a saída das famílias do local, onde está prevista a construção do Centro de Mídia e do Centro Olímpico de Treinamento. Desde o anúncio da retirada, feito pelo Prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB/RJ) em entrevistas coletivas, os moradores têm manifestado a vontade de permanecer em suas casas nas assembléias realizadas na comunidade organizadas pela Associação de Moradores – das quais já participaram mais de mil pessoas.</p>
<p>Para conversar sobre o caso específico da Vila Autódromo, foi realizada uma reunião nesta quarta-feira, 3 de março, às 17h, na sede da Prefeitura do Rio. Além do próprio prefeito e do Secretário Municipal de Habitação, Jorge Bittar (PT/RJ), estiveram presentes lideranças e moradores da Vila Autódromo, defensores públicos do Estado do Rio, e representantes da Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio (FAFERJ) e do Movimento Nacional de Luta pela Moradia.</p>
<p>Na abertura da reunião, o prefeito garantiu não tomar nenhuma medida sem dialogar antes com os moradores da comunidade, e disse ainda ter a esperança de que as Olimpíadas signifiquem uma transformação social e melhorias concretas para toda a cidade, como a urbanização de favelas. No caso da Vila Autódromo, ele propôs uma indenização ou então o reassentamento das famílias, ou seja, a mudança para localidades próximas de onde estão suas residências atualmente.</p>
<p>O presidente da Associação de Moradores, Altair Guimarães, e outros moradores da comunidade presentes recusaram a proposta do prefeito, fazendo ecoar as vozes de outras pessoas que não querem deixar suas casas nem sua história de vida. “Eu vim aqui com a esperança de que os Jogos aconteceriam onde a comunidade está, hoje. Entendo o que o senhor oferece, mas sei que não é isso que a comunidade quer”, disse Altair ao prefeito. Jane Nascimento, também da Associação, disse considerar a proposta “um desrespeito”, e defendeu a urbanização da comunidade, o que melhoraria muito a imagem da cidade frente à opinião internacional.</p>
<p><strong>Prefeito assume que houve erro na construção do projeto</strong></p>
<p>Como ressaltou o advogado Alexandre Mendes, do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria do Estado do Rio, um grande problema é o fato de o projeto ter sido elaborado sem consulta prévia aos moradores da comunidade. Segundo ele, essa constatação permite que haja uma revisão por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI). O próprio prefeito assumiu haver um “erro na origem”, e disse estar aberto a outras propostas.</p>
<p>Frente a isso, a defensora pública Maria Lúcia Pontes solicitou o projeto oficial aprovado pelo COI para ser analisado e discutido. A ideia é construir, juntamente com outros movimentos e entidades parceiras, uma contra-proposta, que “evidentemente será feita para que a comunidade permaneça”, como destacou a advogada. Esse projeto alternativo será apresentado na próxima reunião com o Prefeito – com indicativo para ser realizada no início de abril. Ela disse que a luta da Defensoria e dos moradores é não repetir o que acontece nos outros países, quando “os pobres são excluídos da cidade” para que eventos de grande porte como esse aconteçam.</p>
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		<title>Brasil de Fato: &#8216;No Rio, política habitacional é remoção de favela&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 19:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Descaso com políticas públicas de habitação é marca do primeiro ano de governo do prefeito Eduardo Paes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><em><strong>Descaso com políticas públicas de habitação é marca do primeiro ano de governo do prefeito Eduardo Paes</strong></em></h3>
<p>No início deste ano, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) já deu mostras de que vai continuar pecando em relação às políticas públicas de habitação e no tratamento dispensado à população pobre das favelas. No dia 7, a Secretaria Municipal de Habitação divulgou uma relação de 119 comunidades que serão removidas até 2012. O motivo seria o fato de estarem em locais de risco de deslizamento ou inundação; em áreas de proteção ambiental; ou em espaços que deverão ser destinados a investimentos públicos.</p>
<p>Mas, de acordo com Marcelo Braga, da coordenação nacional da Central dos Movimentos Populares (CMP), a definição de “áreas de risco”, usada normalmente como justificativa para as remoções, é muito vaga e pode ser aplicada a diversos lugares, segundo vontades individuais. Ele destaca que esse mesmo motivo não costuma valer para bairros como Ipanema, Urca e Leblon, áreas nobres do Rio. “Será que vão ser derrubados também os grandes prédios da Zona Sul, condomínios e mansões em situação de risco? Será que serão feitas obras de contenção nesses locais, como muros e barreiras? Existe alguma dúvida do que será feito, e onde?”, provoca. Para ele, o que está por trás do anúncio de remoção das favelas é uma velha política que só visa atender aos interesses de um pequeno setor da sociedade ligado à especulação imobiliária.</p>
<p>A advogada Célia Ravera, ex-presidente do Instituto de Terras do Estado do Rio (Iterj), também critica a remoção das famílias. Para ela, a ocupação dos centros urbanos é fundamental. “Acho que os movimentos sociais devem continuar batalhando para que as áreas centrais da cidade sejam ocupadas por comunidades de baixa renda”.</p>
<p>Segundo Célia, que hoje está trabalhando com regularização fundiária na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, a população deve reivindicar seu direito sobre os prédios abandonados há muitos anos, sobretudo construções públicas, porque como o Rio de Janeiro foi a capital federal, esta é uma das cidades que tem mais prédios abandonados e não utilizados para serviço público. “Essa destinação social a prédios ociosos está inclusive prevista por lei. O que as organizações fazem ao lutar pelas ocupações é somente materializar leis que já existem, mas não são cumpridas”.</p>
<p>Já em relação às favelas, de acordo com ela, qualquer decisão tomada pelo poder público, como reassentamento ou desocupação, tem que ser vista em parceria com os moradores, garantindo condições justas de acordo.</p>
<p><strong>Violência</strong></p>
<p>Entretanto, a realidade parece bem distante desse ideal. Marcelo Braga, da CMP, conta um caso que testemunhou em 2009. Os moradores da ocupação do antigo Hotel Bragança, que fica na Lapa, procuraram a CMP no final do ano passado dizendo que representantes da Prefeitura estiveram por lá, fizeram o cadastro de quem ocupava o local e falaram que eles teriam que sair, pois o prédio estava condenado pela Defesa Civil. “Segundo a Prefeitura, eles receberiam o aluguel social de R$ 250 e seriam incluídos no programa Minha Casa, Minha Vida. As pessoas, pressionadas, acabaram aceitando a proposta, sob a ameaça de que viria o choque de ordem”.</p>
<p>Segundo o militante, algumas dessas pessoas viviam lá há 20 anos e receberam um documento sem assinatura e sem a especificação do tempo em que seria dado o aluguel. “Diante dessa situação de incertezas, conseguimos uma negociação com a Secretaria Municipal de Habitação. Será feito um outro documento que afirma o compromisso do aluguel social, desta vez assinado pelo secretário [Jorge Bittar]. Isso até que recebam a chave de uma casa, de preferência na área central, conforme a vontade e o interesse dos moradores”, esclarece Braga.</p>
<p>Para o coordenador, essa foi uma maneira de melhorar a situação, pois muitos já haviam assinado o acordo. “A nossa posição inicial, entretanto, era a de que não deveriam assinar nada e nem aceitar cheque algum, pois quem mora há 20 anos em algum local possui certos direitos. E, além disso, não havia ordem judicial”, relatou.</p>
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		<title>Entrevista: A luta pelo direito a moradia na Bahia</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 19:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A militante Ana Santos, da Frente de Resistência Urbana, tem papel de destaque no processo de luta do movimento sem teto. Durante uma atividade do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, ela conversou com a repórter Gizele Martins, do jornal O Cidadão, da Maré.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/02/periferiadesalvador.jpg" rel="shadowbox[post-1218];player=img;"><img class="alignleft size-full wp-image-1227" title="periferiadesalvador" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/02/periferiadesalvador.jpg" alt="periferiadesalvador" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Não se pode negar que a cidade baiana é bela, com muito sol, lindas praias, céu azul, um povo caloroso, receptivo, sem contar na enorme diversidade religiosa. Mas como em qualquer outro lugar deste país, as diferenças e os problemas sociais de Salvador são diversos e perceptíveis.</p>
<p>Um deles é a falta de políticas públicas habitacionais voltadas para o povo mais pobre. Com isso, o número de movimentos de luta pela moradia cresce cada vez mais na cidade, pois eles precisam se fortalecer para cobrar dos governantes &#8212; aqueles que votamos de quatro em quatro anos &#8212; o que deveria ser direito de cada cidadão.</p>
<p>O Fórum Social Mundial Temático da Bahia, que chegou ao fim neste domingo, dia 31 de janeiro, não poderia deixar de dar grande espaço para este assunto. Durante um dos encontros do Fórum, a repórter Gizele Martins, do jornal O Cidadão, da Maré, conversou com uma antiga parceira de luta da <em>Justiça Global</em>, a militante baiana <strong>Ana Santos</strong>, da <strong>Frente de Resistência Urbana</strong>.</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong><em>O que é a Frente de Resistência Urbana e quais são suas frentes de luta?</em></strong><br />
Esta é uma frente que vem se organizando a nível nacional. As primeiras articulações começaram no ano de 2006, e hoje ela reúne movimentos do Maranhão, do Pará, de Rondônia, do Amapá, do Ceará, da Bahia, de São Paulo, do Rio de Janeiro. São movimentos que defendem a autonomia, a ocupação como ação prioritária, e que têm como princípio a unidade de classe. Isso significa ter uma perspectiva socialista, de resistência do povo negro e indígena, feminino e popular. Queremos a construção de um poder popular, uma revolução que possibilite que as massas construam a sua própria história.</p>
<p>Este movimento tem levantado hoje, duas grandes campanhas: uma primeira mais específica, chamada “Minha casa, minha luta”, que visa denunciar esta grande onda de despejos e remoções causada por intervenções que pretendem construir um palco para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. São as próprias obras governamentais que, a serviço da especulação mobiliária, estão interferindo negativamente nas comunidades e removendo-as.</p>
<p>A outra campanha que levantamos pode ser dividida em quatro eixos de atuação: direito ao trabalho, direito à moradia, projeto de reforma urbana popular e, por fim, o combate à criminalização da pobreza, dos movimentos sociais e contra o extermínio do povo negro. Hoje, o movimento sem teto da Bahia está adotando esta campanha, assumindo o papel de construí-la aqui e agregá-la a outros inúmeros setores, a movimentos que se encontram dispersos porque talvez ainda não tenham encontrado referências nas quais possam acumular força para poder avançar. A ideia é servir de ponte para que todos os grupos dialoguem e saiam do isolamento.</p>
<p><strong><em>Você falou que um dos eixos de luta da Frente de Resistência Urbana trata da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais. De que maneira esta criminalização é alimentada e praticada pelo Estado e vivida por vocês?<br />
</em></strong><br />
Quando a polícia entra nas ocupações com a justificativa de fazer o combate ao narcotráfico, quando a polícia invade a periferia e trata o povo preto e favelado como bandido, quando ela executa os jovens &#8212; independente de serem criminosos ou não &#8212; todas são formas de criminalizar a pobreza, uma forma de dizer que tudo ali é tráfico, é ilícito e que precisa ser exterminado.</p>
<p>Um bom exemplo se dá nos processos de reintegração de posse por que passamos. Quando o oficial de justiça vai até as ocupações, vai sempre com a polícia, e sempre com a polícia fortemente armada. Mas nós não somos criminosos! Quando ocupamos um imóvel abandonado, o fazemos porque as famílias precisam de um lugar pra morar. Este é um direito nosso, a moradia está na Constituição.</p>
<p><strong><em>E o que o Estado tem oferecido em relação a políticas habitacionais aqui na Bahia</em></strong>?</p>
<p>Somos 22 ocupações aqui no estado. São 4 mil famílias e cadastramos todas elas. Das 32 mil casas que estão previstas de serem construídas pelo governo, nenhuma foi de fato fechada, nenhuma foi garantida. Temos uma relação histórica de desconfiança com o poder público, o que nos faz sentir insegurança e desamparo. Por tudo isso, o movimento tem optado por ocupar terrenos, já que as políticas públicas não nos atendem.</p>
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		<title>Folha Universal: &#8216;O caveirão mineiro&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 20:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Matéria da Folha Universal com declaração do pesquisador Rafael Dias, da Justiça Global, sobre a aquisição de caveirões pela Polícia Militar de Minas Gerais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Militar de Minas Gerais adquiriu dois veículos blindados semelhantes aos “caveirões” utilizados pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) nas favelas do Rio de Janeiro.</p>
<p>Mesmo com os representantes da corporação garantindo que os veículos não foram comprados para entrar em favelas, a aquisição é vista com preocupação por especialistas em segurança pública.</p>
<p>“No Rio de Janeiro, no começo, também falaram que eles não seriam utilizados em comunidades pobres, somente em situações especiais”, diz Rafael Dias, pesquisador da organização não-governamental <em>Justiça Global</em>.</p>
<p>“Hoje, eles são utilizados de forma totalmente banalizada, sem controle e planejamento. É errado pensar em segurança apenas com o viés repressivo”, completa.</p>
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		<title>Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 14:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Defensores de Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Baseado em casos emblemáticos no estado do Rio de janeiro, o relatório faz uma leitura atualizada de todo o processo de criminalização e de violência com a classe trabalhadora, em um cenário de intensificação de medidas repressivas e violadores, visando a chegada de grandes eventos esportivos na capital do estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A construção de muros para isolar as favelas do Rio; a violência armada para o extermínio da população das favelas; o avanço das milícias; a tortura, superlotação e maus tratos nas unidades prisionais e sócio-educativas do estado; chibatas nos passageiros dos trens, a perseguição policial ao funk e ao hip-hop; &#8220;choque de ordem&#8221;; empresas que violam direitos de comunidades tradicionais; o cerco contra movimentos sociais. Não faltaram relatos recentes de violação dos Direitos Humanos pelo poder público para rechear o relatório entitulado &#8220;Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização&#8221;.</p>
<p>Baseado em casos emblemáticos no estado do Rio de janeiro, o relatório faz uma leitura atualizada de todo o processo de criminalização e de violência com a classe trabalhadora, em um cenário de intensificação de medidas repressivas e violadores, visando a chegada de grandes eventos esportivos na capital do estado.</p>
<p>Participaram da elaboração, em parceria com a <em>Justiça Global</em>:</p>
<p>Centro de Assessoria Jurídica e Popular Mariana Crioula,  Projeto Legal, IDDH, Apafunk, Visão da Favela Brasil, PACs, Direito Pra Quem? (DPQ), FAFERJ, Observatório de Favelas, Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, MST/RJ, Rede Rio Criança,Lutarmada Coletivo de Hip-Hop,  Iser, Mandato Marcelo Freixo, Associação pela Reforma Prisional.</p>
<p>BAIXE AQUI</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatório-Os-Muros-nas-Favelas-e-o-Processo-de-Criminalização.pdf">Os Muros nas Favelas e o Processo de Criminalização</a></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatório-Os-Muros-nas-Favelas-e-o-Processo-de-Criminalização.pdf" target="_self"><img title="muros" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/05/muros.JPG" alt="muros" width="533" height="449" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</title>
		<link>http://global.org.br/programas/seguranca-trafico-e-milicias-no-rio-de-janeiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 13:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A publicação apresenta um estudo exploratório sobre as milícias e cinco artigos que trazem para o primeiro plano, através de diversas perspectivas, questões cruciais para o debate atual da segurança pública no Rio de Janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</em></strong> é uma publicação de iniciativa da <em>Justiça Global</em>, com o apoio da Fundação Heinrich Böll, e que conta com a contribuição de diversas organizações da sociedade civil e de acadêmicos. O relatório pretende contribuir com algumas reflexões sobre o modelo de política de segurança que vem sendo adotado no estado e traz inovadoras análises sobre a crescente atuação de grupos criminosos.</p>
<p>A publicação apresenta um estudo exploratório sobre as milícias e cinco artigos que trazem para o primeiro plano, através de diversas perspectivas, questões cruciais para o debate atual da segurança pública no Rio de Janeiro. São analisados o processo de mudança na economia política do crime, as disputas de território entre o tráfico de drogas e os seus modos de coerção, a expansão das milícias e do seu braço político no Estado, a intensificação da violência de Estado e um acentuado processo de privatização da segurança pública.</p>
<p>A pesquisa <em>Seis por Meia Dúzia?: um estudo exploratório do fenômeno das chamadas “Milícias” no Rio de Janeiro</em>, de autoria do professor Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência (LAV-UERJ) com colaboração da <em>Justiça Global</em>, realiza uma minuciosa reflexão do fenômeno das milícias na cidade do Rio de Janeiro. Com base em um farto levantamento de informações do serviço de “disque-denúncia”,  notícias veiculadas na imprensa e entrevistas com pessoas que moram em comunidades dominadas por milícias, a pesquisa evidencia o <em>modus operandi</em> desses grupos armados, a sua extensão no poder político local e a sua abrangência territorial na cidade.</p>
<p>Os dados do disque-denúncia revelam que entre janeiro 2006 e abril de 2008, foram registrados 1.549 denúncias de extorsão em áreas dominadas por milícias e mais de 500 acusações de homicídios, o que confirma a natureza violenta desses grupos e o tipo de dominação que estabelecem. A milícia simboliza a falência completa de um estado que é incapaz de controlar a conduta dos seus próprios agentes. O miliciano adquire uma identidade esquizofrênica ao agir privadamente em função da sua condição pública, representando, assim, a face mais perversa do processo de privatização da segurança pública.</p>
<p>A manutenção do controle exercido pelo tráfico e, agora, a rápida expansão das milícias em áreas pobres da cidade – aliadas ao aumento do número de execuções praticadas por agentes do Estado – são provas contundentes da falência do modelo de segurança adotado pelo Estado do Rio de Janeiro, que se baseia exclusivamente em uma política dita &#8220;de confronto&#8221; &#8211; e que na prática se mostra a política do extermínio &#8211; com uma clara opção por medidas repressivas e pela difusão da violência estatal.</p>
<p>BAIXE O RELATÓRIO</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Relatorio_Milicias_completo.pdf">Segurança, Tráfico e Milícias no Rio de Janeiro</a></p>
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		<title>Chacina no Complexo do Alemão completa 1 Ano com Ato e Missa Sexta-feira, 10h, na Candelária</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Familiares de vítimas, lideranças comunitárias, ONGs e movimentos sociais realizam ato em lembrança de um ano da chacina do Alemão e fazem uma retrospectiva das chacinas promovidas pela política de extermínio do governo Sérgio Cabral, que matou 358 pessoas nos primeiros três meses de 2008. Se essa média se mantiver, a polícia fluminense matará até o final do ano 1431 pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, 27 de junho, completa um ano da Chacina do Alemão, em que 19 pessoas foram mortas durante uma mega-operação que mobilizou 1.350 policiais. A &#8220;mega-operação&#8221; do Complexo do Alemão, adotada como modelo de ação pela Secretaria de Segurança Pública, foi na verdade uma ação de extermínio, como apontam o laudo independente produzido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) e o Relator da ONU, Phillip Alston, em seu relatório sobre o Brasil. Muitas outras mega-operaçoes foram realizadas deixando um saldo expressivo de mortes nas favelas cariocas.</p>
<p>Para denunciar as ações de extermínio da polícia carioca, será realizado o <strong>Ato Pela Vida, Contra o Extermínio</strong>, amanhã, sexta-feira, 27 de junho de 2008, a partir das 10 horas, na Igreja da Candelária. Durante o ato os manifestantes carregarão faixas e cartazes com fotos e números de milhares de vítimas de operações policiais do governo Sérgio Cabral. Da igreja a manifestação segue em marcha até a Secretaria de Segurança Pública, na Central do Brasil.</p>
<p>Em comparação aos anos anteriores, o Governo Sérgio Cabral Filho apresenta uma elevação no número de mortos em decorrência dos &#8220;autos de resistência&#8221;. De acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2007, foram registrados 1.330 &#8220;autos de resistência&#8221; no estado do Rio de Janeiro contra 23 policiais mortos em serviço. O número de civis mortos em &#8220;supostos confrontos&#8221; com as forças policiais em relação aos de policiais mortos em serviço demonstram uma proporção de 57,8 para 1, ou seja, para cada policial morto em serviço existem quase 58 civis mortos inseridos na categoria de &#8220;auto de resistência&#8221;. Essas discrepâncias nas ocorrências de &#8220;autos de resistência&#8221; indicam, invariavelmente, execuções sumárias.</p>
<p>Nos primeiros três meses de 2008, 358 civis foram mortos durante operações policiais no Rio de Janeiro, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2007. Se essa média se mantiver, o Estado do Rio de Janeiro registrará 1431 autos de resistência em 2008. Nesse mesmo período, foram 4 os policiais mortos em serviço.</p>
<p>Durante o ato será distribuída uma carta aberta à população, demonstrando que a política de extermínio do governo Cabral não tem tornado o Rio de Janeiro mais seguro; ao contrário, tem contribuído para que o Estado esteja entre os três primeiros no quesito homicídio. Além disso, ao passo que os autos de resistência aumentam sistematicamente, o número de apreensões de armas e drogas tem diminuído nos últimos dois anos.</p>
<p>Informações:</p>
<p>Pela Vida, Contra o Extermínio:</p>
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