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	<title>Justiça Global &#187; fábrica de fogos</title>
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		<title>Cinco pessoas são condenadas por explosão de fábrica que matou 64 pessoas</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 01:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Explosão aconteceu em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, há quase 12 anos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça pela explosão de uma fábrica de fogos que matou 64 pessoas em Santo Antônio de Jesus em 1998. O julgamento aconteceu durante toda esta quarta-feira (20) na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.</p>
<p>O dono da fábrica, Osvaldo Prazeres Bastos, recebeu pena menor, de 9 anos, por ter mais de 70 anos; os outros quadro condenados, seus filhos Mário Fróes Prazeres Bastos, Ana Cláudia Almeida Reis Bastos, Helenice Fróes Bastos Lyrio e Adriana Fróes Bastos de Cerqueira, pegaram pena de dez anos e 6 meses. Outros trés réus foram absolvidos, Berenice Prazeres Bastos da Silva, também da família, e os ex-funcionários Elísio de Santana Brito e Raimundo da Conceição Alves.</p>
<p><img title="Evandro Veiga/CORREIO" src="http://www.correio24horas.com.br/fileadmin/user_upload/tt_news/Caroline_Neves/fabrica.jpg" alt="" width="520" height="410" /><br />
<strong>Mário assumiu que era o responsável pela fábrica que explodiu</strong></p>
<p>O julgamento começou por volta das 9h e durante os depoimentos o dono da fábrica, Osvaldo, chegou a passar mal e precisou ser amparado por uma enfermeira. Ele não prestou depoimento. Sua filha Adriana Fróes Bastos de Cerqueira se recusou a falar. Já Mário Fróes Prazeres Bastos, também filho de Osvaldo, assumiu a responsabilidade pelo comando da fábrica.</p>
<p>Em seu depoimento, Mário também confirmou que os funcionários recebiam R$ 0,50 por cada milheiro de fogos produzidos, mas negou que empregasse trabalho infantil &#8211; o que foi afirmado por várias testemunhas. Os familiares também afirmaram que todos os barracões tinham um extintor e instruções de segurança, o que foi negado por ex-funcionários, que afirmaram que sequer havia um medidor de temperatura no local.</p>
<p>A defesa já entrou com recurso, que foi aceito pelo juiz, e os réus irão aguardar em liberdade pela decisão do Tribunal de Justiça.</p>
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		<title>Jornal HOJE: acusados ainda financiam produção clandestina de fogos</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 18:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Matéria assinada pelo repórter José Raimundo, veiculada no Jornal Hoje, da TV Globo, mostra como a família dos acusados pela explosão que matou 64 pessoas em Santo Antônio de Jesus continua financiando a produção clandestina de fogos. VEJA O VÍDEO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria assinada pelo repórter José Raimundo, veiculada no Jornal Hoje, da TV Globo, mostra como a família dos acusados pela explosão que matou 64 pessoas em Santo Antônio de Jesus continua financiando a produção clandestina de fogos.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/10/acusados-de-envolvimento-na-morte-de-64-pessoas-tem-fabrica-clandestina.html"><strong>VEJA O VÍDEO</strong></a></p>
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		<title>Júri da fábrica de fogos clandestina pode durar até três dias</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 15:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Teve início na manhã de hoje (20), às 8h45, o julgamento dos oito acusados pela explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício em Santo Antônio de Jesus, a 100 quilômetros de Salvador (região do Recôncavo Baiano), que levou à morte de 64 pessoas. O episódio ocorreu há 12 anos e o processo foi aberto na Justiça baiana em 13 de abril de 1999. Até o momento, apenas uma testemunha de acusação foi ouvida. Maria Joelma sobreviveu ao acidente e perdeu uma irmã na explosão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília  – Teve início na manhã de hoje (20), às 8h45, o julgamento dos oito  acusados pela explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício  em Santo Antônio de Jesus, a 100 quilômetros de Salvador (região do  Recôncavo Baiano), que levou à morte de 64 pessoas. O episódio ocorreu  há 12 anos e o processo foi aberto na Justiça baiana em 13 de abril de  1999. O julgamento iniciado hoje é por júri popular (formado por três  mulheres e quatro homens).</p>
<p>Até o momento, apenas uma testemunha de  acusação foi ouvida. Maria Joelma sobreviveu ao acidente e perdeu uma  irmã na explosão. A segunda testemunha de acusação (de um total de três)  trabalhou na fábrica e está sendo ouvida agora.</p>
<p>De acordo com um  dos assistentes de acusação, o advogado Aton Fon Filho, o julgamento  deve levar de dois a três dias e envolve também o depoimento de  testemunhas de defesa e dos réus e ainda o debate entre acusação e  defesa (a cargo do advogado Alfredo Carlos Venet de Souza Lima).</p>
<p>Aton  Filho acredita que os réus serão considerados culpados. “Os fatos estão  bem demonstrados. Os réus não tinham autorização para manter a  fabricação de fogos”, disse o advogado à <strong>Agência Brasil</strong>. Ele explicou que a acusação é que houve homicídio doloso, com intenção de matar.</p>
<p>“Se  uma pessoa dirige um carro a 180 quilômetros por hora em uma estrada  movimentada ele está assumindo o risco de que possa ocorrer acidente. O  crime é doloso”, explicou o advogado que salientou que o principal réu, o  dono da fábrica, Osvaldo Prazeres Bastos (conhecido como “Vardo dos  Fogos”) não é réu primário e já recebeu condenação por causa de um  incêndio ocorrido no início dos anos 1990.</p>
<p>O vice-presidente da  Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia,  deputado Yulo Oiticica (PT-BA), também espera a condenação, mas admitiu  que ter medo que “a injustiça possa ser perpetuada [continuada]”. Mesmo  que os réus sejam considerados culpados, há possibilidade de recorrerem  da decisão em liberdade.</p>
<p>O parlamentar lembra que o caso é  acompanhado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e que “a  comunidade internacional mantém o olho sobre o Brasil”. Por causa da  morosidade do julgamento, o Brasil foi denunciado à Comissão  Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Em 2006, o Estado brasileiro  se comprometeu a reparar os danos morais e materiais das famílias das  vítimas e dos sobreviventes.</p>
<p>De acordo com a diretora executiva da  organização não governamental (ONG) <em>Justiça Global</em>, Sandra Carvalho, a  demora da Justiça brasileira em realizar julgamentos é o principal  motivo do país ser acionado na OEA e nas Nações Unidas. Ela afirma que  outros incidentes graves podem voltar a ocorrer em Santo Antônio de  Jesus, onde “continuam existindo fábricas clandestinas” e há pessoas,  “até crianças”, trabalhando em casa com a fabricação de fogos de  artifício.</p>
<p>“Essas pessoas continuam expostas a formas precárias,  cruéis, desumanas e degradantes de trabalho, análogas à escravidão”,  disse Sandra Carvalho antes de ir assistir ao julgamento. Naquele  momento, cerca de 200 pessoas se concentravam na porta do Fórum Ruy  Barbosa gritando palavras de ordem como “justiça já, impunidade não”.</p>
<p>Além  de Osvaldo Prazeres Bastos, são réus no processo movido pelo Ministério  Público cinco parentes do dono da fábrica (Adriana Fróes Bastos de  Cerqueira; Ana Cláudia Almeida Reis Bastos; Berenice Prazeres Bastos da  Silva; Helenice Fróes Bastos Filho; Mário Fróes Prazeres Bastos) e mais  dois empregados (Elísio de Santana Brito e Raimundo da Conceição Alves).</p>
<p><em>* Colaborou Luciana Lima<br />
</em></p>
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		<title>Acusados de tragédia que matou 64 pessoas vão à júri popular em Salvador</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 16:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fábrica de fogos clandestina em Santo Antônio de Jesus explodiu em 1998, mas os responsáveis só devem ser julgados nesta quarta-feira (20), doze anos depois]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Fogos_SantoAntoniodeJesus.jpg" rel="shadowbox[post-2028];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2029" title="Fogos_SantoAntoniodeJesus" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Fogos_SantoAntoniodeJesus.jpg" alt="Fogos_SantoAntoniodeJesus" width="355" height="250" /></a></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Fábrica  de fogos clandestina em Santo Antônio de Jesus explodiu em 1998, mas os  responsáveis só devem ser julgados nesta quarta-feira (20), doze anos  depois</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> </span></p>
<p><span id="internal-source-marker_0.786527176747181" style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Foi  uma tragédia que chocou o país e marcou todos os habitantes do município de Santo Antônio de Jesus, a menos de 100 quilômetros de Salvador. No dia  11 de dezembro de 1998, a fábrica de fogos clandestina do empresário  Osvaldo Prazeres Bastos, o “Vardo dos Fogos”, foi pelos ares matando 64  trabalhadores &#8211; a maioria mulheres e crianças &#8211; e deixando poucos sobreviventes, que tiveram queimaduras seríssimas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Quase doze anos de muita luta e sofrimento passaram até que </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Vardo dos Fogos e outros sete acusados (cinco deles familiares do empresário) </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> encarassem o júri por homicídio doloso.</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> O julgamento está marcado para esta quarta-feira e terá início às 8h no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Hoje, às 19h, o</span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> Movimento 11 de Dezembro, formado por sobreviventes e familiares das vítimas, faz um ato público em frente ao Fórum. </span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">A  pedido do 11 de Dezembro e de  organizações que acompanham o caso, o  Tribunal de Justiça da Bahia  decidiu transferir o júri para Salvador como forma de garantir maior  imparcialidade. Denúncias dão conta de que os  empresários de fábricas de  fogos clandestinas têm grande  influência na região e que  poderiam tentar influenciar na decisão dos  jurados. <a href="http://global.org.br/programas/onze-anos-apos-64-mortes-em-explosao-de-fabrica-de-fogos-ilegal-nada-mudou-em-santo-antonio-de-jesus/">Ainda hoje é comum encontrar crianças fabricando traques pelas ruas da cidade</a>, e são constantes as denúncias de galpões produtores de fogos &#8211; como aquele que explodiu em 1998. </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><strong><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Traques_StoAntoniodeJesus.jpg" rel="shadowbox[post-2028];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2030" title="Traques_StoAntoniodeJesus" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/10/Traques_StoAntoniodeJesus-300x225.jpg" alt="Traques_StoAntoniodeJesus" width="300" height="225" /></a>Falta de fiscalização possibilitou outras explosões</strong><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Apesar das denúncias e da cobrança por uma maior fiscalização dos órgãos estatais, há cerca de três anos e meio, em março de 2007, uma nova explosão em uma fábrica ilegal resultou na morte de Sólon dos Passos, que teve 90% do corpo queimado. Menos de um ano depois, em fevereiro de 2008, Roberto Carlos Barbosa dos Santos, de 34 anos, e o adolescente Jefferson Ramos Santana, de 14, <a href="http://global.org.br/programas/morre-segunda-vitima-de-explosao-de-fogos-em-santo-antonio-de-jesus-e-solucao-amistosa-da-oea-pode-ser-suspensa/">também morreram</a> em consequência de outra explosão em um galpão clandestino. Os acidentes, no entanto, não são exclusividade do município baiano. Na quarta-feira da semana passada, no município de Cajazeiras, no sertão paraibano, <a href=" http://www.paraiba.com.br/124291/policial/explosao-em-fabrica-de-fogos-destroi-residencias-em-cajazeiras-uma-pessoa-morreu.htm">um homem morreu e seis casas foram atingidas</a> por uma explosão de fábrica de fogos clandestina.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Petição foi enviada hoje à OEA</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Em  2001, diante da ausência de fiscalização e da falta de medidas  reparatórias, o Movimento 11 de Dezembro, o Fórum de Direitos Humanos de Santo Antonio de  Jesus, a <em>Justiça Global</em>, a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, e  os deputado Yulo Oiticica (estadual) e Nelson Pellegrino (federal)  denunciaram o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA). </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Em  2006, em audiência realizada na sede da Comissão Interamericana de Direitos  Humanos da OEA, em Washington (EUA), o Estado Brasileiro assumiu a sua  responsabilidade na explosão da fábrica e iniciou um processo de solução  amistosa que foi suspenso pela Comissão diante da demora na reparação  moral e material para as famílias das vítimas e sobreviventes. Hoje, o 11 de Dezembro, o Fórum de DH de Santo Antônio e a  <em>Justiça Global</em> enviaram uma petição à OEA em que fazem um histórico do caso e cobram um relatório final condenando o Brasil pela  morosidade e pelo não cumprimento das recomendações internacionais.</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Familiares morreram na espera por Justiça</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">O  caso da explosão da Fábrica de Fogos é emblemático não apenas pelo alto  número de mortos, mas também pela demora da Justiça. Nos doze anos em  que o processo se arrastou, pelo menos quatro mães de vítimas e dois  jovens órfãos faleceram à espera de reparação. Familiares vêem na  realização do júri e na responsabilização dos acusados uma possibilidade  de garantir maior fiscalização por parte do Estado na produção ilegal  de fogos na região.</span></p>
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		<title>Onze anos após 64 mortes em fábrica de fogos, nada mudou em Santo Antônio de Jesus</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 17:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ninguém foi responsabilizado por explosão em fábrica clandestina, acontecida em 1998 no município da Bahia. O caso tramita na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA desde 2001.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ninguém foi responsabilizado por explosão em fábrica clandestina, acontecida em 1998 no município da Bahia. O caso tramita na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA desde 2001. O Brasil reconheceu sua responsabilidade em audiência realizada em Washington.</em></strong></p>
<p>Na próxima sexta-feira, dia 11 de dezembro, a explosão da fábrica de fogos clandestina no município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, completa 11 anos sem que os acusados tenham sido responsabilizados. Nesta quarta-feira, dia 9, o Movimento 11 de Dezembro, criado por familiares e sobreviventes da tragédia, se reúne em Salvador com representantes do governo estadual, para tratar da reparação por danos morais e materiais, que até hoje não foi feita. Na quinta-feira, dia 10, a partir das 19:00h, os familiares farão uma vigília na Igreja Bom Jesus, bairro Irmã Dulce, em Santo Antônio de Jesus.</p>
<p>A fábrica clandestina explodiu em 1998 e pertencia ao empresário Osvaldo Prazeres Bastos, conhecido como &#8220;Vardo dos Fogos&#8221; . Junto com seus familiares, Vardo dos Fogos continua à frente da produção ilegal de fogos de artifício em Santo Antônio. Até hoje, o empresário e outros acusados não foram responsabilizados pelo crime que resultou na morte de 64 pessoas. As vítimas eram, em sua maioria, mulheres, jovens e crianças. Dezenas dessas crianças ficaram órfãs, pois vários dos mortos eram pessoas da mesma família. A população local aguarda por justiça.</p>
<p><strong>&#8211;&gt; Assista, no fim desta notícia, à reportagem &#8220;Terra de Fogos&#8221;, exibida na TV Record em 2007.</strong></p>
<h4>ESTADO BRASILEIRO RECONHECEU RESPONSABILIDADE PERANTE OEA</h4>
<p>Diante da ausência de fiscalização e da impunidade, em 2001 o Movimento 11 de Dezembro, o Fórum de Direitos Humanos de Santo Antonio de Jesus, a ONG <em>Justiça Global</em> e outros, apresentaram a denúncia sobre o caso na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Desde então o Brasil é réu frente à Comissão Interamericana no caso conhecido como “Explosão de Fábrica Clandestina de Fogos de Artifício” (Caso 12.428).</p>
<div id="attachment_881" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/stoantoniofogos.jpg" rel="shadowbox[post-874];player=img;"><img class="size-full wp-image-881  " title="Fogos_SantoAntoniodeJesus" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/stoantoniofogos.jpg" alt="Fogos_SantoAntoniodeJesus" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Até hoje, crianças continuam fabricando fogos pelas ruas de Santo Antônio. (Foto: <em>Justiça Global</em>)</p></div>
<p>Em outubro de 2006, em audiência realizada em Washington (EUA), o Estado Brasileiro assumiu a sua responsabilidade na explosão da fábrica e iniciou um processo de solução amistosa junto aos peticionários e se compromete realizar a reparação moral e material para as famílias das vítimas e sobreviventes. O primeiro encontro para a solução amistosa aconteceu em 10 de maio de 2007 com a presença do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Entretanto, até hoje, as famílias não foram plenamente reparadas pelas mortes e não há qualquer perspectiva de julgamento dos réus.</p>
<h4>OUTRAS EXPLOSÕES EM 2007 E 2008</h4>
<p>O município de Santo Antonio de Jesus está localizado no Recôncavo Baiano, a 184 km de Salvador e é conhecido pela produção ilegal de fogos de artifício. A atividade é feita, em sua maioria, de forma clandestina: em fábricas sem autorização para funcionamento, em fundos de quintais ou até mesmo nas residências dos trabalhadores recrutados para tal fim. Os trabalhadores não recebem as mínimas condições de segurança e são super explorados por grandes comerciantes da região, ganhando R$0,60 (dez centavos) a cada mil fogos produzidos.</p>
<p>Em 27 de março de 2007, uma nova explosão em uma fábrica de fogos de artifício, resultou a morte de Sólon dos Passos, que teve 90% do seu corpo queimado. Em fevereiro de 2008, Roberto Carlos Barbosa dos Santos, 34 anos e Jefferson Ramos Santana, 14 anos, também morreram em conseqüência de outra explosão em fábrica ilegal de fogos.</p>
<h4>PROGRAMAÇÃO</h4>
<p>No dia 09 de dezembro, às 09:30h, o Movimento 11 de Dezembro se reunirá com representantes do governo estadual, para tratar da reparação aos familiares e vítimas, na Secretaria de Justiça do estado (4ª Av., nº 400, Centro Administrativo da Bahia – CAB, Salvador, Bahia CEP. 41.745-002).</p>
<p>No dia 10 de dezembro, a partir das 19:00h, os familiares farão uma Vigília na Igreja Bom Jesus, bairro Irmã Dulce, em Santo Antônio de Jesus.</p>
<p>______________________________</p>
<p><strong>&#8220;Terra de Fogos&#8221;</strong> &#8211; Reportagem de Antonio Chastinet, Rodrigo Vianna,Luiz Vieira de Souza Filho e Luís Cosme de Miranda Pinto.</p>
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		<title>Morre segunda vítima de explosão de fogos em Santo Antônio de Jesus e solução amistosa da OEA pode ser suspensa</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 16:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu nesta quarta-feira (12/03), às 21h, Roberto Carlos Barbosa dos Santos, 34 anos, a segunda vítima de explosão de uma tenda de fogos clandestina ocorrida em Santo Antônio de Jesus, a 184 km de Salvador. Roberto Carlos Barbosa dos Santos teve 80% do corpo queimado. A outra vítima, o adolescente Jefferson Ramos Santana, 14 anos, morreu no dia 3 de março, após ter 50% do corpo comprometido no acidente. A explosão aconteceu em 26 de fevereiro numa serralheria em Santo Antônio de Jesus onde funcionava uma produção ilegal de fogos de artifícios.</p>
<p>O novo acidente compromete a continuidade da solução amistosa da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, apresentada após a explosão de uma fábrica clandestina que matou de 64 pessoas e deixou outras cinco com graves lesões em 11 de dezembro de 1998.  Na ocasião, o Estado brasileiro assumiu a responsabilidade de fiscalizar e coibir a produção clandestina de fogos no Recôncavo Baiano.</p>
<p>Em razão desses graves acontecimentos, as organizações peticionárias do caso estabeleceram um prazo de 30 dias para que o Brasil cumpra com as determinações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e apresente um cronograma das ações. Se o Estado brasileiro não tomar nenhuma providência, as organizações deverão pedir a suspensão da solução amistosa acordada junto à OEA.</p>
<p>Este é o segundo grave acidente envolvendo a produção clandestina de fogos que ocorre no município de Santo Antônio de Jesus no último ano. Em 27 de março de 2007, ocorreu uma nova explosão, vitimando Sólon dos Passos, 47 anos, que morreu em 11 de junho de 2007.</p>
<p>A gravíssima situação de Santo Antônio de Jesus vem sendo acompanhada pela Comissão de Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 2001, a ONG <em>Justiça Global</em>, o Fórum de Direitos Humanos de Santo Antonio de Jesus, o Movimento 11 de Dezembro, a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Ailton José dos Santos, o deputado estadual Yulo Oiticica e o deputado federal Nelson Pellegrino apresentaram a denúncia na OEA contra o Estado brasileiro em razão da morte de 64 pessoas na fábrica clandestina ocorrida em 1998.</p>
<p>O novo acidente confirma que o Estado brasileiro não tem cumprido as responsabilidades assumidas perante a OEA na audiência realizada em Washington em outubro de 2006. A continuidade da produção ilegal de fogos, que ocorre em sua maioria, em fundos de quintal ou na residência de trabalhadores recrutados pelos grandes produtores, como a família Prazeres Bastos, espelham a total ausência de fiscalização a que o município está submetido.</p>
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		<title>Explosão de fábrica de fogos no interior da Bahia completa nove anos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 16:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana do Dia Internacional dos Direitos Humanos, cuja data oficial é em 10 de dezembro, a pequena cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, a 184 km de Salvador, traz na memória um trágico acontecimento. Na manhã do dia 11 de dezembro de 1998 &#8211; ou seja, há nove anos &#8211; uma explosão numa fábrica de fogos clandestina chocou o município matando 64 pessoas &#8211; a maioria mulheres e crianças. A impunidade continua: os responsáveis pela explosão clandestina de fogos continuam livres, aguardando julgamento.</p>
<p>A fábrica de fogos pertencia ao empresário Osvaldo Prazeres Bastos, conhecido como &#8220;Vardo dos Fogos&#8221; na região. O empresário armazenava material explosivo ilegalmente e produzia fogos de artifício sem quaisquer condições de segurança.</p>
<p>Desde 2001, o Brasil é réu na Comissão Interamericana de Direitos Humanos em razão da ausência de fiscalização e da permanência da impunidade no caso. Ano passado, em audiência realizada em Washington (EUA), o Estado Brasileiro assumiu a sua responsabilidade na explosão da fábrica e iniciou um processo de solução amistosa.</p>
<p>No dia 10 de maio, os governos estadual e federal realizaram a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) conforme foi acordado no processo de solução amistosa intermediado pela OEA. Até agora, foram 14 reuniões do GT, mas pouco se avançou na implementação de políticas públicas no município.</p>
<p>Cerca de 10 mil pessoas continuam arriscando suas vidas na produção de fogos seja no quintal de suas casas ou em fábricas clandestinas. Em documento, o próprio GT reconhece que o desafio é &#8220;conjugar tais demandas e expectativas com programas, projetos e ações a serem desenvolvidas pelas múltiplas instituições que integram o Grupo, na perspectiva de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a região&#8221;.</p>
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