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	<title>Justiça Global &#187; mst</title>
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		<title>As milícias privadas do campo no Paraná</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 22:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A realização do Júri do assassinato de Eduardo Anghinoni no dia 27 reacende o debate sobre a atuação de milícias privadas, que vitimou 16 trabalhadores rurais sem terra no Paraná. Neste texto, da Terra de Direitos, você conhece como foi sobreviver ao “período Lerner”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; line-height: normal;"> </span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, sans-serif; font-weight: normal; "><em><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: medium;">A realização do Júri do assassinato de Eduardo Anghinoni no dia 27 reacende o debate sobre a atuação de milícias privadas, que vitimou 16 trabalhadores rurais sem terra no Paraná. No texto de hoje, você conhece como foi sobreviver ao “período Lerner”.</span></span></em></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><em>da <a href="http://terradedireitos.org.br/">Terra de Direitos</a></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O período em que Jaime Lerner esteve como governador do Paraná foi um tempo de extrema violência no campo. Entre 1995 a 2002, o estado contabilizou dezesseis trabalhadores sem terra assassinados, 49 ameaças de morte e 325 feridos, em 134 ações de despejo (dados CPT).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Sob a perspectiva dos conflitos fundiários, os assassinatos não podem ser analisados individualmente e uma pesquisa mais aprofundada revela as relações ilícitas formadas para impedir a luta pela Reforma Agrária no estado. Em 1999, Celso Anghinoni, irmão de Eduardo, e outras quatro lideranças da COANA, cooperativa de Querência do Norte, foram vítimas de <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9ub3RpY2lhcy9icmFzaWwtZS1jb25kZW5hZG8tcGVsYS1vZWEtcG9yLWdyYW1wb3MtaWxlZ2Fpcy1jb250cmEtby1tc3Qv&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">interceptações telefônicas ilegais</a>, caso reconhecido internacionalmente através de uma sentença condenatória da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Os grampos serviram para monitorar a atuação do MST na região e foram realizados pela Polícia Militar e pelo comandante<a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYWdlbmRhL3RlbmVudGUtcXVlLXBlcnNlZ3VpYS1tc3QtZS1hY3VzYWRvLWRlLXRyYWZpY28taW50ZXJuYWNpb25hbC1kZS1hcm1hcy1kcm9nYXMtZS1mb3JtYWNhby1kZS1xdWFkcmlsaGEv&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Copetti Neves</a>, condenado em 2009 a 18 anos de prisão pela Justiça Federal por tráfico internacional de arma de fogo, drogas e formação de quadrilha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Já o acusado de matar Eduardo Anghinoni, Jair Firmino Borracha, também foi preso por suposto envolvimento na morte de <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9ub3RpY2lhcy9jb21pc3Nhby1pbnRlcmFtZXJpY2FuYS1yZXNwb25zYWJpbGl6YS1lc3RhZG8tYnJhc2lsZWlyby1wZWxvLWFzc2Fzc2luYXRvLWRlLXRyYWJhbGhhZG9yLXJ1cmFsLW5vLXByLw==&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Sebastião Camargo Filho</a>, agricultor sem terra assassinado com um tiro à queima roupa em 1998. Uma testemunha ocular do crime afirma que o atirador era <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS90ai1kZWNpZGUtcXVlLXJ1cmFsaXN0YS1kZXZlLWlyLWEtanVyaS1wb3B1bGFyLw==&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Marcos Prochet</a>, ex-presidente da União Democrática Ruralista – UDR , que aguarda decisão do Tribunal de Justiça para ser levado a Júri Popular por este crime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Somente no Paraná, a UDR já respondeu, curiosamente, a oito ações perante a Justiça do Trabalho, movidas por “seguranças”, na realidade pistoleiros, reivindicando pagamentos por serviços de “proteção” prestados a membros da entidade. Umas das reclamações trabalhistas, porém, foi extinta por “ilicitude do objeto” do contrato de trabalho, todavia, nunca houve uma investigação criminal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> A existência de provas, entretanto, nunca garantiu justiça para os trabalhadores do campo. Além do Judiciário não responsabilizar os assassinos, via de regra os mandantes dos crimes sequer constam nos processos. No ano passado, o sucessivo adiamento das audiências judiciais levou à absolvição de um dos envolvidos na morte de outro trabalhador, <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9pbXB1bmlkYWRlLWNoYWNpbmEtb2NvcnJpZGEtZW0tOTctY29udHJhLXNlaXMtc2VtLXRlcnJhcy1maWNhLXNlbS1yZXNwb3N0YS1kby1lc3RhZG8v&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Vanderlei das Neves</a> , ocorrida em 1997 em Laranjeiras do Sul. Apenas neste caso, o júri foi remarcado por nove vezes. Na ação que levou à morte Vanderlei, na época com 16 anos, foi usado um fuzil 762, de uso exclusivo do Exército e da Polícia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Outra característica em comum nas mortes dos trabalhadores sem terra é a baixa qualidade e intensidade das investigações policiais, em oposição às investidas de criminalização da luta social. Os assassinatos de Sétimo Garibaldi (1998) e Elias de Meura (2004), por exemplo, ainda estão na fase de Inquérito Policial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> No caso de Eduardo Anghinoni, a acusação solicitou o desaforamento da audiência do Tribunal do Júri, que será realizada na cidade de Curitiba. Inicialmente, o júri aconteceria na região de Querência do Norte, mas a acusação acreditava que o clima de tensão e a forte atuação dos fazendeiros na região pudessem influenciar ou intimidar os jurados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">Campanha pela realização do Júri:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Até 27 de julho, data marcada para o início do tribunal, você receberá todos os dias uma nova abordagem sobre a realização do Júri Eduardo Anghinoni. Espalhe essa informação e seja uma gota de esperança nesse latifúndio de injustiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Leia mais: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">19/7: <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9waXN0b2xlaXJvLWVudm9sdmlkby1lbS1taWxpY2lhLXByaXZhZGEtdmFpLWEtanVyaS1pbmVkaXRvLW5vLXBhcmFuYS8=&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Pistoleiro envolvido em milícia privada vai a Júri inédito no Paraná</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mais informações:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3d3dy5tc3Qub3JnLmJy&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">www.mst.org.br</a><br />
<a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3d3dy50ZXJyYWRlZGlyZWl0b3Mub3JnLmJy&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">www.terradedireitos.org.br</a></span></p>
<p style="font-family: arial, sans-serif; ">
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		<title>Publicada sentença da OEA que condena o Brasil por grampos</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 22:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Diário Oficial da União publicou ontem (27 de setembro) a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que condena o Brasil ao pagamento de indenizações a trabalhadores rurais que tiveram suas ligações telefônicas grampeadas irregularmente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Gramposegrampos.jpg" rel="shadowbox[post-1980];player=img;"><img class="size-full wp-image-1981 alignnone" title="Gramposegrampos" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Gramposegrampos.jpg" alt="Gramposegrampos" width="483" height="398" /></a></p>
<p>O <em>Diário Oficial da União</em> publicou ontem (27 de setembro) a <a href="http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&amp;pagina=3&amp;data=27/09/2010">sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos</a> da OEA que  condena o Brasil ao pagamento de indenizações a trabalhadores rurais que tiveram suas ligações telefônicas grampeadas irregularmente. O caso havia sido denunciado à OEA em 2000 pelo MST, pela Comissão Pastoral da Terra e pelas organizações <em>Justiça Global</em>, Terra de Direitos e Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP). Em agosto de 2009, o Estado brasileiro foi considerado culpado pela instalação dos grampos, pela divulgação ilegal das gravações e pela não-responsabilização dos envolvidos.</p>
<p>&#8211;&gt; LEIA O ARTIGO <a href="http://global.org.br/programas/artigo-ha-grampos-e-grampos/">&#8220;HÁ GRAMPOS E GRAMPOS&#8221;</a></p>
<p><strong>RELEMBRE O CASO</strong></p>
<p>Em maio de 1999, o então major Waldir Copetti Neves, oficial da Polícia Militar do Paraná, solicitou à juíza Elisabeth Khater, da comarca de Loanda, no noroeste do estado, autorização para grampear linhas telefônicas de cooperativas de trabalhadores ligadas ao MST. A juíza autorizou a escuta imediatamente, sem qualquer fundamentação, sem notificar o Ministério Público e ignorando o fato de não competir à PM investigação criminal. Durante 49 dias os telefonemas foram gravados. A falta de embasamento legal para determinar a escuta demonstra clara intenção de criminalizar os trabalhadores rurais grampeados.</p>
<p>A Secretaria de Segurança Pública do Paraná convocou uma coletiva de imprensa e distribuiu trechos das gravações editados de maneira tendenciosa. O conteúdo insinuava que integrantes do MST planejavam um atentado à juíza Elisabeth Khater e ao fórum de Loanda. O material foi veiculado com destaque no principal telejornal do país e em diversos meios de imprensa, o que contribuiu para o processo de criminalização que o MST já vinha sofrendo.</p>
<p><strong>O CONTEXTO</strong></p>
<p>O caso aconteceu durante o governo de Jaime Lerner no Paraná, em meio a um processo violento de perseguição aos trabalhadores rurais e aos movimentos sociais paranaenses. Autoridades e ruralistas se uniram em uma campanha que resultou em um aumento dos índices de violência no campo no estado e que, através do uso da máquina do Estado, possibilitou atos de espionagem e criminalização contra trabalhadores organizados. Durante a “Era Lerner”, foram assassinados 16 trabalhadores rurais no estado.</p>
<p>O caso das interceptações telefônicas no Paraná é exemplo emblemático de um processo de criminalização dos movimentos sociais que se intensifica a cada dia no Brasil. É notável a articulação feita entre setores conservadores da sociedade civil e do poder público para, através do uso do aparelho do Estado, neutralizar as estratégias de reivindicação e resistência das organizações de trabalhadores. Em setembro de 2000, o Ministério Público do Paraná, através da promotora, Nayani Kelly Garcia, da comarca de Loanda, emitiu parecer que afirma categoricamente que as ilegalidades no processo do caso das interceptações telefônicas “evidenciam que a diligência não possuía o objetivo de investigar e elucidar a prática de crimes, mas sim monitorar os atos do MST, ou seja, possuía cunho estritamente político, em total desrespeito ao direito constitucional a intimidade, a vida privada e a livre associação”.</p>
<p><strong>A SENTENÇA</strong></p>
<p>O Brasil foi condenado a realizar uma investigação completa e imparcial e a reparar integralmente as vítimas pelos danos morais sofridos em decorrência da divulgação na imprensa das conversas gravadas sem autorização.</p>
<p>A Corte Interamericana da OEA considerou que:</p>
<p>1)       O Estado violou o direito à vida privada e o direito à honra e à reputação reconhecidos no artigo 11 da Convenção Americana de Direitos Humanos, em prejuízo das vítimas dos grampos;</p>
<p>2)       O Estado violou o direito à liberdade de associação reconhecido no artigo 16 da Convenção Americana, em prejuízo das vítimas, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra;</p>
<p>3)       O Estado violou os direitos às garantias judiciais e à proteção judicial reconhecidos nos artigos 8.1 e 25 da Convenção Americana em prejuízo das vítimas a respeito da ação penal seguida contra o ex-secretário de segurança do Paraná, da falta de investigação dos responsáveis pela primeira divulgação das conversas telefônicas e da falta de motivação da decisão em sede administrativa relativa à conduta funcional da juíza que autorizou a interceptação telefônica.</p>
<p>Na sentença, a Corte Interamericana determina que o Estado deve:</p>
<p>1)       indenizar as vítimas dentro do prazo de um ano;</p>
<p>2)       investigar os fatos que geraram as violações;</p>
<p>3)       publicar a sentença no Diário Oficial, em outro jornal de ampla circulação nacional e em outro jornal de ampla cirulação no Estado do Paraná, além de em um sítio web da União Federal e do Estado do Paraná. Determinou um prazo de seis meses para os jornais e dois meses para a internet;</p>
<p>4)       O Estado deve restituir as custas dos processos;</p>
<p>5)       O Estado deverá apresentar um relatório do cumprimento da sentença no prazo de um ano. A Corte supervisará o cumprimento íntegro da sentença e só dará por concluído o caso quando o Estado cumprir integralmente a sentença.</p>
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		<title>Artigo: &#8216;Há grampos e Grampos&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 22:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A discussão sobre grampos ilegais é fundamental para a construção de uma democracia sólida, mas deve ser feita com a intenção de proteger o direito de todo cidadão, e não apenas de uma parcela da sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/09/GramposnoCorreio.jpg" rel="shadowbox[post-1982];player=img;">Publicado</a> originalmente no jornal <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/">Correio Braziliense</a> em dezembro de 2008</p>
<p style="text-align: center; "><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Gramposegrampos1.jpg" rel="shadowbox[post-1982];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1983" title="Gramposegrampos" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/09/Gramposegrampos1.jpg" alt="Gramposegrampos" width="483" height="398" /></a></p>
<p style="text-align: center; ">
<p>Está diariamente nas manchetes dos jornais: as interceptações telefônicas ilegais chegaram até a cúpula do poder. Tem boi nas linhas de banqueiros, parlamentares, chefes de gabinete e até do presidente do STF. O direito humano à privacidade é sistematicamente violado. A CPI dos grampos divulgou que, em 2007, as empresas de telefonia realizaram mais de 400 mil escutas; a Comissão Nacional de Justiça (CNJ), por sua vez, afirmou que existem 11.846 linhas sendo monitoradas no momento. Enquanto acompanhamos de perto o debate – e eventualmente as trocas de acusações – entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Estado brasileiro responde na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA justamente por sua responsabilidade em um caso de grampo ilegal. A audiência do processo será realizada na quarta-feira, 3 de dezembro, na Cidade do México e o Brasil corre o risco de, em breve, ser condenado em uma corte internacional.</p>
<p>O caso é de 1999 e aconteceu no Paraná. Policiais militares pediram autorização judicial para grampear uma linha telefônica de lideranças do MST. O pedido, por si só, já era completamente ilegal, uma vez que a investigação de infrações penais não compete à Polícia Militar. Ilegal, também, foi a atitude da juíza da comarca do município de Loanda, que acatou imediatamente o pedido simplesmente anotando na margem da mesma solicitação: &#8220;Defiro. Oficie-se.&#8221; O magistrado teria, obrigatoriamente, que fundamentar sua decisão por escrito, explicando as circunstâncias que tornam a necessidade de uma interceptação telefônica maior que o direito à privacidade. Além disso, o juiz deve, por lei, comunicar a autorização de escuta ao Ministério Público, mas a juíza Elisabeth Kather ignorou também essa norma.</p>
<p>Prosseguindo as ilegalidades, a interceptação, que havia sido autorizada apenas para uma linha telefônica, foi estendida, por livre vontade da Polícia Militar, a outra linha, também utilizada por lideranças do MST. O período autorizado também foi extrapolado, totalizando 49 dias de gravações. Por fim, para coroar todas as irregularidades, o então Secretário de Segurança do estado, Candido Manuel Martins de Oliveira, convocou uma coletiva de imprensa para a divulgação do conteúdo das fitas em trechos editados que distorciam as declarações dos grampeados.</p>
<p>Todos os envolvidos foram inocentados. Rememorar esse caso é comprovar que, há quase dez anos, já era do conhecimento da imprensa e da classe política a existência de grampos ilegais feitos com clara motivação política, comprovada atuação de agentes do Estado, e a conivência do Poder Judiciário que permite a impunidade. A pergunta inevitável é: por que só agora esse tema passou a ser preocupação nacional? Talvez uma explicação seja a simbólica distância entre o chefe máximo da última instância judiciária do país e os representantes de movimentos sociais e da sociedade civil organizada. A indignação de hoje inexistiu em 1999, o que sugere uma marcada distinção: no Brasil, parece que existem &#8220;grampeáveis&#8221; e &#8220;não-grampeáveis&#8221; – bem como &#8220;algemáveis&#8221; e &#8220;não-algemáveis&#8221;.</p>
<p>O caso levado à Corte Interamericana evidencia também a perseguição e criminalização dos movimentos sociais. O envolvimento do Poder Judiciário com interesses de poderes locais é recorrente e fundamental para a impunidade e para o sucesso dessa estratégia de desarticulação da sociedade civil. A juíza Elisabeth Kather, por exemplo, é aquela que foi flagrada pela imprensa comemorando um despejo de sem-terras com fazendeiros. Alguns anos depois foi condecorada pela Assembléia Legislativa com o título de Cidadã Honorária do Estado do Paraná. Hoje, promovida por antiguidade e merecimento, é juíza de Londrina.</p>
<p>A lei de interceptações orienta que somente seja violado o direito à privacidade quando esgotadas as possibilidades de produção convencional de provas e quando exista a argumentação da proteção de um &#8220;bem maior&#8221; (evitar homicídios, libertar reféns, combater a corrupção&#8230;) que justifique esse artifício investigativo. A autorização judicial deve ser criteriosa, justificada e estritamente de acordo com o que manda a lei e a Constituição. A violação do direito à privacidade é gravíssima e deve ser combatida; é evidente o descontrole institucional sobre as escutas telefônicas. A discussão sobre grampos ilegais é fundamental para a construção de uma democracia sólida, mas deve ser feita com a intenção de proteger o direito de todo cidadão, e não apenas de uma parcela da sociedade.</p>
<p>LUCIANA GARCIA – ADVOGADA DA JUSTIÇA GLOBAL</p>
<p>GUSTAVO MEHL – ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO DA JUSTIÇA GLOBAL</p>
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		<title>CPMI CONCLUI QUE NÃO FOI DESVIADO RECURSO PÚBLICO PARA OCUPAÇÕES</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sandrinha</dc:creator>
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Ano VIII 186
16/07/2010
Depois de oito meses de        boicote à CPMI contra a Reforma Agrária, os parlamentares dos setores        conservadores liderados por Kátia Abreu (DEM-TO) e Onyx Lorenzoni (DEM/RS)        declararam ser necessária a continuidade das investigações das entidades        sociais que atuam em assentamentos. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>letra viva &#8211; MST</p>
<p>Ano VIII 186</p>
<p>16/07/2010</p>
<p>Depois de oito meses de        boicote à CPMI contra a Reforma Agrária, os parlamentares dos setores        conservadores liderados por Kátia Abreu (DEM-TO) e Onyx Lorenzoni (DEM/RS)        declararam ser necessária a continuidade das investigações das entidades        sociais que atuam em assentamentos. Nesse período, as        entidades da Reforma Agrária e os ministérios do governo federal        participaram de audiências públicas na comissão, prestaram todos os        esclarecimentos e demonstraram a importância dos convênios para a execução        de políticas públicas no meio rural.</p>
<p>Mesmo sem participar da        maioria das sessões, os ruralistas insistem que a comissão está prorrogada        por mais seis meses. Kátia Abreu, por        exemplo, não participou de nenhum sessão, embora tenha sido a maior        defensora da sua instalação. O relatório final do        deputado Jilmar Tatto (PT/SP) aponta a improcedência das denúncias contra        o MST e as entidades de apoio à Reforma Agrária. Enquanto a comissão        funcionava plenamente, com dezenas de audiências, os ruralistas        estavam ausentes. Dinheiro público foi gasto em uma CPMI criada como        dispositivo de criminalização dos movimentos sociais e contra avanços na        Reforma Agrária.</p>
<p align="justify">Para        forçar a sobrevida dessa CPMI, os representantes do latifúndio apelaram e        criaram um imbróglio jurídico, depois de levantarem assinaturas para        prorrogação. Em comissões parlamentares mistas de inquérito, onde        participam deputados e senadores, as decisões devem ser tomadas em sessões        do Congresso Nacional. Como não conseguiram, Kátia Abreu e Onyx Lorenzoni        lançaram mão de uma manobra não prevista no regimento e argumentam que        basta o Senado fazer a leitura do requerimento. O        senador Eduardo Suplicy (PT/SP) questiona o método usado para prorrogar a        comissão e recorreu à Comissão Constituição e Justiça do Senado. Depois, o        deputado José Genoíno (PT/SP) fez o mesmo questionamento na Câmara, que        resolveu encaminhar a decisão para o presidente do Congresso.</p>
<p align="justify">De        dezembro a julho, foram feitos todos os esclarecimentos ao Congresso        Nacional em relação à denúncias, com base em jornais e revistas contra a        Reforma Agrária. Nesse período, as        entidades sociais provaram que os objetos dos convênios foram cumpridos, o        trabalho realizado melhora a qualidade de vida dos trabalhadores rurais e        não houve desvio de recursos públicos, de acordo com o relatório final         da CPMI (<a href="http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getTexto.asp?t=80504&amp;c=PDF" target="_blank">clique aqui e leia o relatório final</a>).</p>
<p align="justify">De        acordo com o plano de trabalho, assegurado pelo regimento do Congresso        Nacional, a CPMI acaba em 17 de julho. O relatório final foi        apresentado, mas não foi votado porque os ruralistas impediram.        Se eles conseguirem atropelar o regimento do Congresso Nacional,        senadores e deputados serão coniventes com a criação de um fato político,        que será utilizado pelos setores conservadores nas eleições contra a        Reforma Agrária e os movimentos sociais. Por        isso, denunciamos a utilização dessa CPMI pelos ruralistas para barrar        qualquer avanço da Reforma Agrária, fazer a criminalização dos movimentos        sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha        eleitoral. Abaixo, leiam entrevista com o deputado federal Jilmar Tatto,        que foi eleito por consenso relator da chamada “CPMI do MST”, com as        conclusões da investigação, concedida ao Blog da Reforma Agrária na semana        passada.</p>
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		<title>Não há desvio de dinheiro público para a ocupação de terra no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 16:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sandrinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Aline Scarso
Da Radioagência NP
Para o Blog da Reforma Agrária
Foi o que concluiu o relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que investigou a ligação entre entidades da reforma agrária e ministérios do governo. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Aline Scarso<br />
Da <a href="http://www.radioagencianp.com.br/8856-CPMI-confirma-legalidade-dos-convenios-da-reforma-agraria" target="_blank">Radioagência NP</a><br />
Para o Blog da Reforma Agrária</em></p>
<p>Foi o que concluiu o relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que investigou a ligação entre entidades da reforma agrária e ministérios do governo.</p>
<p><img alt="" /><em>Jilmar Tatto (relator), Almeida Lima (presidente) e<br />
Onxy Lorenzoni (vice-presidente) em sessão da CPMI</em><br />
<em></em><br />
No total, foram realizadas treze audiências públicas em oito meses.</p>
<p>A CPMI também investigou as contas de dezenas de cooperativas de agricultores e associações de apoio à reforma agrária.</p>
<p>Para o relator da CPMI, deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP), “foi uma CPMI desnecessária”.</p>
<p>“São entidades sérias que desenvolvem um trabalho de aperfeiçoamento e de qualificação técnica do homem do campo. O que deu para perceber foi que a oposição, principalmente o DEM e o PSDB, estavam com uma política de criminalizar o movimento social no Brasil. Tanto é verdade que, depois de instalada a CPMI, eles praticamente não apareceram nas reuniões.”</p>
<p>O deputado federal Onxy Lorenzoni (DEM/RS) pediu vista do relatório durante a última sessão. Com isso, uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (14). A expectativa é de que a bancada ruralista coloque em votação um relatório paralelo à relatoria oficial, mesmo não tendo participado das audiências de investigação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Abaixo, leia entrevista com o deputado federal Jilmar Tatto (PT/SP).</strong></span></p>
<p><strong>A CPMI foi criada para investigar desvios de recursos públicos de convênios entre ministérios e entidades sociais para a ocupação de terras. Qual a conclusão depois de oito meses de trabalho?</strong></p>
<p>Foi uma CPMI desnecessária. A oposição fez uma carga muito grande, dizendo que havia recursos públicos desviados para a ocupação de terras no Brasil. Depois de um trabalho intenso e exaustivo, verificando todas as contas de dezenas de entidades, que fizeram convênios com o governo federal, concluímos que não é nada disso. São entidades sérias, que desenvolvem um trabalho de aperfeiçoamento e qualificação técnica, principalmente para o homem do campo. O que deu pra perceber é que a oposição, principalmente o DEM e o PSDB, estavam com uma política de criminalizar os movimentos sociais no Brasil. Tanto é verdade que, depois de instalada a CPMI, eles praticamente não apareceram nas reuniões. Foi a demonstração de que eles realmente estavam interessados mais em desgastar o governo federal, o MST e criminalizar o movimento social. Infelizmente, foi isso que aconteceu na criação dessa CPMI.</p>
<p><strong>Como você avalia o trabalho das entidades da reforma agrária (como Anca, Concrab, Cepatec, Inocar, Itac e Fepafi), que participaram das audiência públicas na CPMI?</strong></p>
<p>A oposição, em certa medida, no primeiro momento, conseguiu atrapalhar. Os convênios estavam acontecendo e, na medida em que ficam fazendo denúncias vazias em relação a essas entidades, atrapalham o seu trabalho junto aos produtores rurais assentados. Uma parte do seu objetivo a oposição conseguiu: justamente romper parte desses convênios. Eu acho que era isso que ela queria. Ficou comprovado que essas entidades, que fazem um trabalho com os assentados, produtores e pequenos proprietários de terra, ligados à agricultura familiar e às cooperativas, é muito importante para o Brasil. São entidades que trabalham com a produção de orgânico, a qualificação da melhor maneira de aproveitamento da terra e manuseio das sementes. Do ponto de vista pessoal, foi um aprendizado. Do ponto de visto político, foi um desastre, porque essa CPMI veio para prejudicar o campo, principalmente os pequenos produtores e assentados. Tem algumas questões de competência do legislativo que precisam ser aprimoradas.</p>
<p><strong>Quais são as medidas mais importantes propostas no relatório?</strong></p>
<p>Por exemplo, a questão do trabalho escravo. Essa lei [que prevê a desapropriação das terras dos proprietários que usam trabalho escravo] precisa ser votada urgente, que criminaliza quem pratica a vergonha do trabalho escravo, principalmente pelo agronegócio. Outra questão que precisa ser resolvida é dos índices de produtividade. Estou propondo também uma lei que regule os convênios. Porque a cada hora que se muda os governos, tem um procedimento em relação aos convênios com as entidades. Por isso, tem que normatizar, definir em lei como funcionam esses convênios, para desburocratizar, deixar transparente e facilitar esses convênios. Dessa forma, essas entidades e outras poderão desenvolver seu trabalho de forma tranquila, sem cometer erros de procedimento &#8211; não de má-fé &#8211; porque não está claro na legislação de como proceder na prestação de contas.</p>
<p><strong>Já é possível pensar alguns pontos dessa lei para regular os convênios?</strong></p>
<p>Tem que tratar diferente os desiguais. Uma coisa é fazer um convênio com entidades patronais, que têm uma estrutura muito grande, nas áreas jurídica, contábil e administrativa. Outra coisa são entidades pequenas, que não têm essa estrutura. A lei tem que facilitar o trabalho, e os convênios, evidentemente, terão todo rigor na aplicação dos recursos públicos. Se tem a garantia de que a aplicação dos recursos está dentro do objeto, não precisa de tantos mecanismo, porque temos que partir do princípio da boa fé. Uma das ideias é colocar na legislação os procedimentos, porque nem sempre isso está claro, prejudicando as entidades que não têm uma estrutura administrativa de grande porte.</p>
<p><strong>Qual a importância desses convênios para a execução de políticas públicas nos assentamentos e nas áreas rurais?</strong></p>
<p>É fundamental. É onde o Estado não consegue chegar, e se chega faz de forma atabalhoada, sem critério. Essas entidades fazem a ponte dos órgãos do Estado com aquelas pessoas que mais precisam. Fazem um trabalho fundamental de resgate da cidadania, de setores da sociedade que estão marginalizados. Por isso, um governo democrático, preocupado com a melhoria da qualidade de vida de todos e todas, precisa fortalecer esse tipo de entidade no Brasil.</p>
<p><strong>Na sua avaliação, por que a bancada ruralista ficou ausente durante as audiências com representantes das entidades e dos ministérios?</strong></p>
<p>Eles fizeram toda uma carga, um discurso muito raivoso, colocaram dúvidas em relação ao desvio de recursos públicos e perceberam que a montanha tinha parido um rato. Porque não havia desvio nenhum. As entidades e o governo abriram todas as suas contas. Foi transparente e, em nenhum momento, conseguiram identificar um centavo de desvio de recurso público. Foram desmoralizados, e resolveram se ausentar dos trabalhos da CPMI. De todo modo, nós aprovamos um plano de trabalho, cumprimos a nossa obrigação, investigando aquilo que o Congresso definiu como prioridade. Nesse período, ouvimos todas as entidades e órgãos do governo envolvidos e fizemos um debate sobre a questão agrária no Brasil. Foi um trabalho produtivo, no sentido de deixar claro que não houve desvio de recurso público para fazer ocupação de terras no Brasil. O que houve foi a oposição fazendo uma carga muito grande contra o governo e o MST.</p>
<p><strong>O prazo final da CPMI, previsto no plano de trabalho, é 17 de julho. O prazo para a prorrogação da CPMI acabou. O Onyx Lorenzoni anunciou que vai apresentar um relatório paralelo. Qual a perspectiva para a aprovação do seu relatório na próxima semana?</strong></p>
<p>Eles tentaram, como último suspiro, prorrogar a CPMI, mas eles não conseguiram as assinaturas. Então, só cabe à oposição apresentar um relatório alternativo. Está convocada uma reunião para esta quarta-feira, às 14h, pra votar o relatório. Provavelmente, vai ser votado meu relatório contra o da oposição. Se der quórum, e tivermos maioria, a gente aprova o nosso relatório. Se não, de todo modo, já apresentei o relatório. É o que vale. A CPMI termina no dia 17 de julho, com os trabalhos concluídos, comprovando que não houve desvio de recursos públicos.</p>
<p><strong>E os ruralistas vão apresentar um relatório mesmo não comparecendo às sessões&#8230;</strong></p>
<p>Exatamente. Essa é a contradição. De novo, estão fazendo politicagem. Tem alguns deputados e senadores, ligados aos ruralistas, que precisam fazer prestação de contas, porque na prática fizeram muito pouco na defesa dos ruralistas na CPMI. É mais para mostrar para os setor deles que estão trabalhando. Esse relatório tem mais essa função, porque do ponto de vista objetivo não tem sentido apresentar um relatório alternativo. Até porque nem sei o que eles vão escrever nesse relatório. Vai ser mais um discuso político de campanha eleitoral, para atender os interesses do agronegócio, do que propriamente algo que trata de desvios de recursos públicos.</p>
<p><strong>A partir das investigações, o que precisa ser feito para o país resolver os conflitos no campo e enfrentar o problema da pobreza dos trabalhadores rurais?</strong></p>
<p>Precisamos continuar investindo bastante na agricultura familiar, o que o governo tem feito, aumentando os recursos cada vez mais. Temos que garantir que a legislação trabalhista seja aplicada, rever os índices de produtividade, incentivar cada vez mais plantios alternativos, ligados à questão de alimentos orgânicos, produzindo alimentos de qualidade e do ponto de vista nutricional adequado. E, ao mesmo tempo, acelerar e intensificar o processo de desapropriação e de reforma agrária no país. Fazer um mapeamento, por meio de georreferenciamento, de todas as terras no Brasil – tanto as que pertencem ao governo como as privadas. Definir claramente quem são os donos dessas terras e, aquelas que não forem produtivas, como diz a Constituição, devem ser desapropriadas para fazer a reforma agrária. É preciso acelerar esse processo, que teve avanços no governo Lula, mas precisamos continuar cada vez mais para fazer com que as pessoas do campo também possam ter uma qualidade de vida mais adequada</p>
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		<title>Nota sobre a visita de Lula ao Pará</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 20:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sandrinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não bastasse serem impedidos de levar suas demandas ao presidente, os ameaçados pela usina foram publicamente humilhados, chamados de meninos, ignorantes. Procurando comparar-se a eles, Lula afirmou que, em sua juventude, acreditou em disparates como terremotos, mudança do clima ou do eixo do planeta, causados pela hidrelétrica de Itaipu. “Se eles [os manifestantes] tivessem paciência para ouvir”, disse Lula... Se ele  tivesse essa paciência, saberia que os medos da população do Xingu não são fanatsiosos. São medos reais de quem está ameaçado pela destruição de seu lar, de seu modo de vida, de suas fontes de sobrevivência, e de toda a imensurável beleza que faz a vida valer a pena no Xingu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Surdo, cego e displicente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um  forte aparato de repressão, composto pela Força Nacional, pela Tropa de  Choque e pela polícia militar, impediu que o protesto de cerca de 400  ribeirinhos, pequenos agricultores, estudantes e professores contra a  hidrelétrica de Belo Monte chegasse ao presidente Lula esta semana, em  Altamira (PA).</p>
<p style="text-align: justify;">O  representante do governo federal, Geraldo Magela (colaborador do  ministro Luis Dulci, da Secretaria Geral da Presidência), esteve à  frente das forças policiais que bloquearam o acesso dos manifestantes ao  Estádio onde Lula falou à população. Lideranças sociais foram fichadas,  houve revista pessoal e apreensão de faixas ou qualquer material  contrário a Belo Monte.</p>
<p style="text-align: justify;">Não  bastasse serem impedidos de levar suas demandas ao presidente, os  ameaçados pela usina foram publicamente humilhados, chamados de meninos,  ignorantes. Procurando comparar-se a eles, Lula afirmou que, em sua  juventude, acreditou em disparates como terremotos, mudança do clima ou  do eixo do planeta, causados pela hidrelétrica de Itaipu. “Se eles [os  manifestantes] tivessem paciência para ouvir”, disse Lula&#8230; Se <strong><em>ele</em></strong> tivesse essa paciência, saberia que os medos da população do Xingu não  são fanatsiosos. São medos reais de quem está ameaçado pela destruição  de seu lar, de seu modo de vida, de suas fontes de sobrevivência, e de  toda a imensurável beleza que faz a vida valer a pena no Xingu.</p>
<p style="text-align: justify;">Cegado   pela displicência, o presidente não viu que os rostos dos que tentaram  se fazer ouvir eram morenos, brancos, negros, vincados e queimados de sol, e suados com o  calor que tanto o incomodou. Não eram “gringos”, como disse Lula na sua  próxima parada, em Marabá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Nós precisamos mostrar ao mundo que ninguém mais do  que nós quer cuidar da nossa floresta”, disse Lula. Nós? O governo, que  faz as obras que destroem e atraem a destruição das matas? Não, somos  nós os que sabemos cuidar da floresta, aqueles que estamos tentando nos  fazer ouvir desesperadamente. Somos os que historicamente cuidamos da  natureza, porque ela é tudo que temos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lula   falou em R$ 4 bilhões “<strong>para  cuidar do povo ribeirinho”. Isto deve nos alegrar? Deve pagar a  destruição de nossas vidas, e das vidas das futuras gerações? Devemos  comemorar e nos calar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta   semana no Pará, houve espaço para uma só voz, arrogante, displicente e  prepotente. Lula, o governo federal e o governo estadual, que até hoje  não se dignaram a ouvir os apelos dos ameaçados por Belo Monte,  novamente ignoraram e deram as costas aos ribeirinhos, agricultores e  moradores das palafitas de Altamira, e aos seus medos e sonhos.  Novamente, a despeito da expectativa e da ansiedade de serem ouvidos,  estes cidadões tiveram a porta batida em suas caras.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p align="right">Altamira, 23 de junho de 2010</p>
<p><strong><em>Movimento   Xingu Vivo para Sempre, Via Campesina (MAB, CIMI, CPT, PJR, FEAB,  ABEEF), MMCC, UJS, Consulta Popular, DA-UFPA, PJ, SINTEPP, Movimento  Negro &#8211; CFNTX, Pastoral da Criança, Forum Popular, SOS Vida</em></strong></p>
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		<title>Caros Amigos entrevista o advogado Leandro Scalabrin</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 19:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Leandro Scalabrin]]></category>
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		<description><![CDATA[O advogado comenta a perseguição sofrida pelo MST no Rio Grande do Sul]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia a entrevista do advogado do MST e do MAB, Leandro Scalabrin, concedida ao jornalista Miguel Enrique Stedile, da revista Caros Amigos, sobre a perseguição sofrida pelos movimentos sociais no Rio Grande do Sul.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/01/CarosAmigos_Scalabrin.pdf">LEIA AQUI</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nota do MST-PA sobre reportagem da revista Veja</title>
		<link>http://global.org.br/programas/nota-do-mst-pa-sobre-reportagem-da-revista-veja/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 19:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[reforma agrária]]></category>
		<category><![CDATA[terra e território]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia a nota pública do MST do estado do Pará, entitulada "Como VEJA está depredando o jornalismo", sobre reportagem publicada pela revista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia a íntegra:</p>
<p><strong>Como VEJA está depredando o jornalismo</strong></p>
<p>1-O MST do Pará esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. Não temos nenhuma relação com as atividades nessa área. A Veja continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los, como lhes ensinou seu mestre Joseph Goebbels. A reportagem optou por atacar mais uma vez o MST e abriu mão de informar que o nosso movimento não tem base social nesse município, dando mais um exemplo de falta de respeito aos seus leitores.</p>
<p>2-A área mencionada pela reportagem está em uma das regiões onde mais se desmata no Pará, com um índice elevado de destruição de floresta por causa da expansão do latifúndio e de madeireiras. Em 2007, a região de Tailândia sofreu uma intervenção da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, e latifundiários e donos de serrarias foram multados pelo desmatamento. Os madeireiros e as empresas guseiras estimulam o desmatamento para produzir o carvão vegetal para as siderúrgicas, que exportam a sua produção. Por que a Veja não denuncia essas empresas?</p>
<p>3-Na nossa proposta e prática de Reforma Agrária e de organização das famílias assentadas, defendemos a recuperação das áreas degradas e a suspensão dos projetos de colonização na Amazônia. Defendemos o “Desmatamento Zero” e a desapropriação de latifúndios desmatados para transformá-los em áreas de produção de alimentos para as populações das cidades próximas. Também defendemos a proibição da venda de áreas na Amazônia para bancos e empresas transnacionais, que ameaçam a floresta com a sua expansão predatória (como fazem o Banco Opportunity, a Cargill e a Alcoa, entre outras empresas).</p>
<p>4-A Veja tem a única missão de atacar sistematicamente o MST e a organização dos camponeses da Amazônia, para esconder e defender os privilégios dos verdadeiros saqueadores das riquezas naturais. Os que desmatam as florestas para o plantio de soja, eucalipto e para a pecuária extensiva no Pará não são os sem-terra. Esse tipo de exploração é uma necessidade do modelo econômico agroexportador implementado no Estado, a partir da espoliação e apropriação dos recursos naturais, baseado no latifúndio, nas madeireiras, no projeto de exportação mineral e no agronegócio.</p>
<p>5-Por último, gostaríamos de comunicar à sociedade brasileira que estamos construindo o primeiro assentamento Agroflorestal, com 120 famílias nos municípios de Pacajá, Breu Branco e Tucuruí, no sudeste do Estado, em uma área de 5200 hectares de floresta. Nessa área, extraímos de forma auto-sustentável e garantimos renda da floresta para os trabalhadores rurais, que estão organizados de maneira a conservar a floresta e o desenvolvimento do assentamento.</p>
<p>DIREÇÃO ESTADUAL DO MST DO PARÁ</p>
<p>Marabá, 12 de janeiro de 2010</p>
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		<title>Noite de solidariedade ao MST</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 14:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Somos todos sem-terra, e todos os sem terra somos nós. Ali, nas estradas, marchando, desatando nós. Se sem terra nada somos, e sem os sem-terra? Que será de nós”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">“Somos todos sem-terra, e todos os sem terra somos nós. Ali, nas estradas, marchando, desatando nós. Se sem terra nada somos, e sem os sem-terra? Que será de nós”. Assim o sociólogo Mauro Iasi abriu a noite em que cerca de 400 pessoas prestaram solidariedade ao MST. Parlamentares, intelectuais, ativistas e estudantes lotaram o auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) na quarta-feira (9/12), para condenar a perseguição ao movimento.</p>
<p>As falas das muitas autoridades presentes eram uníssonas. A criminalização ao MST representa a condenação das lutas sociais, e a inviabilização da atuação de todos os movimentos. “Não constitui um fenômeno qualitativamente distinto da criminalização da pobreza, e suas estratégias de sobrevivência no capitalismo transnacional do trabalho”, afirmou o jurista Nilo Batista. A todo momento, alguém lembrava a importância da solidariedade ao MST. A força dos setores progressistas da sociedade depende do combate à perseguição ao movimento.</p>
<p>Com a conivência dos três poderes, conduzida pela mídia comercial, a construção da imagem negativa do MST está entranhada na sociedade brasileira. A associação entre seus militantes e criminosos se tornou frequente. “O discurso assumiu contornos incomuns mesmo para essa direita”, afirmou o professor da UFRJ Roberto Leher. A estratégia política seria aproveitar o episódio da Cutrale – em que sem-terras derrubaram 16 pés de laranja numa fazenda grilada pela empresa – para estigmatizar o movimento e instalar Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST.</p>
<dl id="attachment_959" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/SomosTodosSemTerra.jpg" rel="shadowbox[post-956];player=img;"><img class="size-full wp-image-959 " title="SomosTodosSemTerra" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2009/12/SomosTodosSemTerra.jpg" alt="SomosTodosSemTerra" width="350" height="212" /></a></dt>
</dl>
<p>Também se ressaltou a necessidade de unidade na atuação, e a preocupação com as lutas futuras. “Temos o compromisso de fazer com que nossos filhos sejam todos sem-terrinhas. A luta não está só em nosso tempo”, advertiu o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Além dele, também estiveram presentes os parlamentares Alessandro Molon (PT), Paulo Ramos (PDT) e Inês Pandeló (PT), entre outros.</p>
<p>Carlos Walter evocou o economista chileno Rafael Agacino para defender a tese de que a criminalização das lutas sociais estrutura-se na condenação do coletivismo. “O maior êxito das políticas neoliberais não foi a flexibilização da moral, ou a abolição das barreiras alfandegárias. Foi a desconstrução da idéia de sujeito coletivo”, disse. O intelectual considera que a pressão sobre o MST mira na tentativa de construir sujeitos coletivos.</p>
<p>A dirigente do MST, Marina dos Santos, resumiu o espírito dentro do movimento. “Nós não vamos ceder um milímetro na luta contra o Capital no campo. Não vamos ceder um milímetro em todas as lutas para que o povo brasileiro construa uma sociedade mais justa”. Foi aplaudida de pé.</p>
<p>Antes do evento, houve a exibição de um vídeo de apoio ao movimento, filmado no Uruguai. Personalidades como o escritor Eduardo Galeano, e o recém-eleito presidente José Mujica, da Frente Ampla, manifestaram solidariedade. Entre as falas, apresentações artísticas animaram o enfeitado salão. Os músicos Lucio Sanfilippo e Tiago Prata demonstraram sintonia com o tema. Apresentaram belas versões de “Funeral de um lavrador” e “Assentamento”, de Chico Buarque. MC Leonardo, o coletivo de Hip Hop Lutarmada e os MC´s Delírio Black e Mano Zeu também se apresentaram.</p>
<p>A mesa do ato reuniu alguns dos intelectuais e militantes mais conhecidos na luta pelos direitos humanos. Além dos já citados, o geógrafo Carlos Walter Porto Gonçalves, o jurista Nilo Batista, o professor Roberto Leher e a coordenadora do MST Marina dos Santos, também tiveram assento a professora Virgínia Fontes, o magistrado Geraldo Prado, os militantes da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência Márcia Jacintho e Deley de Acari, o jornalista Mario Augusto Jakobskind e a professora Anita Prestes.</p>
<p>O ato foi organizado por movimentos sociais parceiros, junto a centrais sindicais e mandatos parlamentares. Há alguns meses, simpatizantes de todo o mundo já haviam elaborado, em solidariedade, um “Manifesto contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais”. Assinaram o documento Chico Buarque, Boaventura de Souza Santos, Antonio Candido, Luiz Fernando Veríssimo, Sebastião Salgado, Noam Chomsky, István Mészáros e Eduardo Galeano, entre outros.</p>
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		<title>Personalidades e lideranças se reúnem em solidariedade ao MST no Centro do Rio</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 14:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>“Somos Todos Sem Terra &#8211; Ato em defesa da reforma agrária, em solidariedade ao MST e contra a criminalização das lutas sociais”</strong></em></p>
<p>Está marcado para hoje, quarta-feira (9), às 18h, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro, um ato em defesa da reforma agrária, em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contra a criminalização das lutas sociais. O ato reunirá artistas, lideranças de movimentos sociais e outras personalidades.</p>
<p>Intelectuais e juristas vão compor a mesa de debate junto com a representante da coordenação nacional do MST, Marina dos Santos. Haverá manifestações artísticas e exibição de vídeos. Representantes de movimentos contra a violência policial em favelas do Rio de Janeiro estarão prestando sua solidariedade e lembrando que todos os trabalhadores tem sofrido com o processo de criminalização, seja no meio rural ou no meio urbano.</p>
<p>Segundo os organizadores da atividade, a recente instauração da CPMI – que pretenderia “investigar” o MST – reflete “o objetivo dos setores dominantes, que é empreender uma vasta ofensiva contra os movimentos que legitimamente lutam pelo bem viver dos povos&#8221;.</p>
<p>A idéia do ato nasce junto com o manifesto lançado no final de outubro por mais de 70 intelectuais de todo o mundo. A carta, que tem o mesmo eixo da atividade de hoje à tarde, reuniu a assinatura de personalidades como os brasileiros Antonio Candido e Luis Fernando Veríssimo, além de estrangeiros como o uruguaio Eduardo Galeano, o francês Michael Lowy e o português Boaventura de Souza Santos. “Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos”, diz o texto do manifesto.</p>
<p>“Somos Todos Sem Terra &#8211; Ato em defesa da reforma agrária, em solidariedade ao MST e contra a criminalização das lutas sociais”</p>
<p>Quando: Hoje, quarta-feira, dia 9 de dezembro de 2009, às 18h.</p>
<p>Onde: Associação Brasileira de Imprensa (ABI) – Rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º. Andar – Centro – Rio de Janeiro</p>
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