<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Justiça Global &#187; ONU</title>
	<atom:link href="http://global.org.br/tag/onu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://global.org.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 16:31:34 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.6</generator>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Plataforma Dhesca quer incluir direitos humanos na pauta da Rio+20 e da Cúpula dos Povos</title>
		<link>http://global.org.br/arquivo/noticias/plataforma-dhesca-quer-incluir-direitos-humanos-na-pauta-da-rio20-e-da-cupula-dos-povos/</link>
		<comments>http://global.org.br/arquivo/noticias/plataforma-dhesca-quer-incluir-direitos-humanos-na-pauta-da-rio20-e-da-cupula-dos-povos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 May 2012 22:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Plataforma Dhesca]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>
		<category><![CDATA[terra e território]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=3069</guid>
		<description><![CDATA[RIO DE JANEIRO &#8211; A Plataforma Dhesca Brasil quer incluir na pauta da discussão oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e nos debates paralelos da sociedade civil, na Cúpula dos Povos, a questão dos direitos humanos. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>RIO DE JANEIRO &#8211; A Plataforma Dhesca Brasil quer incluir na pauta da discussão oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e nos debates paralelos da sociedade civil, na Cúpula dos Povos, a questão dos direitos humanos.</p>
<p>A Plataforma Dhesca Brasil reúne 36 movimentos e organizações da sociedade civil em defesa dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. A intenção é discutir os direitos humanos e os impactos sofridos no contexto da temática central da conferência, que é a economia verde e a expansão do novo modelo econômico. Andressa Caldas, membro da coordenação da Dhesca, destacou a necessidade de analisar o que a economia, “com essa roupagem verde, representa em termos de perdas de direitos, de acesso a recursos naturais e de territórios”.</p>
<p>Ela disse que as soluções que vêm sendo apresentadas para as crises econômica e climática por alguns países e corporações “vêm do mercado e acabam aprofundando ainda mais as desigualdades, a pobreza e as injustiças sociais, com forte componente de violações de direitos”.</p>
<p>Soluções como o mercado de carbono, por exemplo, implicam em violações de direitos, ressaltou. O modelo desenvolvimentista colocado em prática no Brasil e em outras regiões tem um viés predatório dos direitos e do meio ambiente, acrescentou.</p>
<p>A Dhesca quer debater o atual modelo energético brasileiro que, avalia, foi construído para atender a uma indústria voltada para a exportação de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional). “Ele tem sido construído à base de ilegalidades, arbitrariedades e violação de direitos”, disse Andressa Caldas.</p>
<p>Ela mencionou as usinas hidrelétricas Belo Monte, Santo Antonio e Jirau, além do projeto de transposição do Rio São Francisco, como exemplos mais emblemáticos disso. “Há outros exemplos mais invisíveis, que a gente está se propondo a visibilizar durante a Rio+20, trazendo à tona outros atores dessa temática, que são as pessoas afetadas pelo avanço desse modelo desenvolvimentista, pelos grandes projetos de infraestrutura, pela construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e de grandes hidrelétricas na Amazônia”.</p>
<p>Na opinião da coordenadora, é preciso definir em profundidade o que é economia verde. Da forma como esse conceito está sendo colocado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por instituições financeiras, como o Banco Mundial (Bird), a Dhesca entende que “ele é autoritário, vem de baixo para cima, e apresenta uma noção de aprofundar ainda mais a desigualdade, na medida em que concentra nas mãos dos mesmos grupos e corporações uma nova mercadoria, que é a própria poluição”.</p>
<p>Segundo Andressa Caldas, o mercado de crédito de carbono permite aos países que mais poluem “comprar o direito de poluir”. O mecanismo favorece às nações mais ricas poluir mais no Hemisfério Norte do planeta, ao mesmo tempo que garantem reservas de alguns territórios no Hemisfério Sul.</p>
<p>Na avaliação dela, isso afeta as comunidades, sem que haja uma discussão aprofundada de um marco regulatório ou que elas possam considerar a legalidade ou não desse mecanismo. Andressa Caldas considerou que essa é uma forma atentatória a convenções internacionais. É preciso, disse, que haja o consentimento prévio das populações.</p>
<p>Para a Dhesca, a receita para a erradicação da pobreza tem que ser construída localmente, a partir de cada contexto e de um debate mais amplo e nacional, com base na democracia. É necessário mudar os modelos atuais de produção e de consumo, passando por uma perspectiva mais igualitária, sugeriu a coordenadora. A economia solidária e a agroecologia são exemplos que vão nessa direção.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/arquivo/noticias/plataforma-dhesca-quer-incluir-direitos-humanos-na-pauta-da-rio20-e-da-cupula-dos-povos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Relatório da ONU sobre tortura no Brasil deve ser público</title>
		<link>http://global.org.br/programas/relatorio-da-onu-sobre-tortura-no-brasil-deve-ser-publico/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/relatorio-da-onu-sobre-tortura-no-brasil-deve-ser-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 12:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Institucional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2937</guid>
		<description><![CDATA[Organizações cobram do governo publicidade às recomendações das Nações Unidas, à luz da recém aprovada Lei de Acesso à Informação
Conectas, Justiça Global e a Pastoral Carcerária solicitaram  ao governo brasileiro nesta quinta-feira (8) que dê publicidade às recomendações formuladas ao País pelo Subcomitê para a Prevenção da Tortura (SPT) da ONU, enviadas oficialmente ao Brasil em 8 de fevereiro. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Organizações cobram do governo publicidade às recomendações das Nações Unidas, à luz da recém aprovada Lei de Acesso à Informação</em></p>
<p>Conectas, <em>Justiça Global</em> e a Pastoral Carcerária solicitaram  ao governo brasileiro nesta quinta-feira (8) que dê publicidade às recomendações formuladas ao País pelo Subcomitê para a Prevenção da Tortura (SPT) da ONU, <a href="http://www2.ohchr.org/english/bodies/cat/opcat/spt_visits.htm" target="_blank">enviadas oficialmente</a> ao Brasil em 8 de fevereiro.</p>
<p>O SPT visitou o Brasil em setembro de 2011. O órgão teve contato com autoridades brasileiras e com representantes da sociedade civil, além de ter visitado centros de detenção, prisões, unidades de internação para adolescentes em conflito com a lei, entre outros. O monitoramento da situação da tortura e de maus-tratos em unidades de privação de liberdade, é feito de acordo com o estabelecido pelo Protocolo Facultativo da Convenção da ONU contra a Tortura (OPCAT).</p>
<p>De acordo com o OPCAT as recomendações são comunicadas confidencialmente ao Estado, que pode decidir torná-las públicas. Com fundamento no direito constitucional de acesso à informação e na recentemente adotada Lei de Acesso à Informação as organizações requisitaram que as recomendações sejam tornadas públicas.</p>
<p>Na <a href="http://www.conectas.org/arquivos/multimidia/PDF/70.pdf" target="_blank">carta</a> encaminhada ao Ministério de Relações Exteriores, Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos, as organizações lembraram que a Lei de Acesso à Informação recém-aprovada estabelece um novo marco legislativo em que a transparência é a regra e o sigilo é a exceção. “Ao adotar a nova lei de acesso à informação, o Estado brasileiro tem feito escolhas rumo à superação da cultura da opacidade no Poder Público e à consolidação do Estado Democrático de Direito. Neste cenário, não publicar as recomendações seria um retrocesso” afirmou Juana Kweitel, Diretora de Programas da Conectas.</p>
<p>A lei reforça especificamente a exigência de publicidade de documentos referentes a violações de direitos humanos: “As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso” (art. 21, parágrafo único).</p>
<p>&#8220;A publicação do relatório da ONU é fundamental para conhecer melhor como estamos em relação à tortura e nos fornece balizas para a superação desse mal que insiste em se fazer presente nas práticas institucionais&#8221;, apontou José de Jesus Filho, da Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária. &#8220;Esperamos que as recomendações contidas no relatório sejam prontamente implementadas pelo governo brasileiro, em seus níveis federal, estadual e municipal e só poderemos acompanhar se soubermos quais são essas recomendações&#8221;, completa Sandra Carvalho, Diretora Executiva da <em>Justiça Global</em>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/relatorio-da-onu-sobre-tortura-no-brasil-deve-ser-publico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Organizações encaminham à ONU e à OEA relatório reportando violação de direitos humanos no despejo da Comunidade de Pinheirinho</title>
		<link>http://global.org.br/programas/organizacoes-encaminham-a-onu-e-oea-relatorio-reportando-violacao-de-direitos-humanos-no-despejo-da-comunidade-de-pinheirinho/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/organizacoes-encaminham-a-onu-e-oea-relatorio-reportando-violacao-de-direitos-humanos-no-despejo-da-comunidade-de-pinheirinho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Casos na OEA]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Foto]]></category>
		<category><![CDATA[Informes para a ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Relatórios]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[criminalização da pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[criminalização dos movimentos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[pinheirinho]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2782</guid>
		<description><![CDATA[Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.</em></p>
<p>Produzido pela <em>Justiça Global</em> em conjunto com as Brigadas Populares, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, além de contar com a contribuição de parlamentares e grupos de apoio aos desabrigados, o relatório &#8220;Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional&#8221; se estrutura em três momentos: os conflitos entre o judiciário e o executivo nas esferas estadual e federal, que precederam a ação policial; o despejo e as consequências do excesso de violência contra os moradores; e o tratamento desumano e degradante que tem sido dado aos desabrigados pela prefeitura de São José dos Campos. O texto destaca ainda as constantes obstruções à atividade da imprensa e de organizações de defesa dos direitos humanos no local.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Pinheirinho-um-Relato-Preliminar-da-Violência-Institucional.pdf">LEIA AQUI &#8211; Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional</a></p>
<p>O relatório, que tem entre outras fontes depoimentos registrados em vídeo que serão encaminhados junto com o documento, será entregue oficialmente à Defensoria Publica de São Paulo, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Segurança Pública e parlamentares, além dos órgãos federais correlatos. O dossiê segue ainda para as relatorias de Direito à Moradia Adequada; Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais; e Independência do Judiciário da ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.</p>
<p><strong>Feridos e desaparecidos</strong></p>
<p>Até o momento da finalização do relatório preliminar não foi possível comprovar as mortes que teriam acontecido durante a ação realizada pela polícia do Estado de São Paulo e nos confrontos posteriores nos bairros vizinhos. No entanto, de acordo com relatos de moradores, há famílias de pessoas desaparecidas sendo coagidas a não denunciar os casos e nenhum corpo foi encontrado até o momento. Sindicatos, organizações sociais e indivíduos que num primeiro momento tentaram acesso ao Instituto Médico Legal e aos hospitais para obter informações foram obstruídos, o que sugere que as buscas e investigações devem prosseguir e demonstra a urgência de uma ação mais contundente do governo federal em apurar os fatos.</p>
<p>A obstrução do trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos foi evidente desde o dia do despejo. O acesso à área das operações foi restringido até mesmo para parlamentares e autoridades federais, evitando que as arbitrariedades fossem divulgadas e evitadas. O documento mostra ainda que casas foram destruídas com tudo o que havia dentro, e que nos dias seguintes saqueadores agiram sem ser incomodados pela polícia. Algumas famílias, além de perderem suas casas, também perderam todos seus pertences. A situação, que já é crítica, se agrava pelo estado dos abrigos municipais: condições sanitárias precárias, espaço insuficiente para a grande quantidade de famílias e atendimento médico que depende de voluntários.</p>
<p>As denúncias mais comuns, que podem ser comprovadas pelas marcas deixadas no corpo dos moradores &#8211; incluindo mulheres e crianças -, são de agressões, ameaças, espancamentos, ferimentos e intoxicação devido a disparos, bombas, gás e spray de pimenta. Esse tipo de violações está recebendo especial atenção do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) de São Paulo, que está no local coletando depoimentos e encaminhando as vítimas para o exame de corpo de delito. O uso irrestrito das armas ditas não-letais deixaram feridos em estado grave, que podem sofrer sequelas permanentes. Há também o registro de feridos com armas de fogo disparadas pela Guarda Municipal.</p>
<p><strong>Ato nacional na quinta-feira (2/2)</strong></p>
<p>Organizações do movimento popular e centrais sindicais estão convocando um ato em apoio à comunidade do Pinheirinho, exigindo que a área seja desapropriada e que moradias dignas sejam construídas no local. A manifestação será na quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão confirmadas. Na sexta-feira (3), às 17h, haverá outro ato no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Veja algumas imagens dos abrigos, da destruição em Pinheirinho e dos desabrigados:</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;ana paula e o que restou de sua casa&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ana paula e o que restou de sua casa" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;casa em chamas em pinheirinho&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="casa em chamas em pinheirinho" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;abrigo morumbi&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo morumbi" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;abrigo igreja&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;abrigo igreja 2&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja 2" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='&lt;!--:pt--&gt;lesoes&lt;!--:--&gt;'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lesoes" /></a>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/organizacoes-encaminham-a-onu-e-oea-relatorio-reportando-violacao-de-direitos-humanos-no-despejo-da-comunidade-de-pinheirinho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dossiê reúne impactos e violações de direitos no caminho para a Copa do Mundo</title>
		<link>http://global.org.br/programas/dossie-reune-impactos-e-violacoes-de-direitos-no-caminho-para-a-copa-do-mundo/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/dossie-reune-impactos-e-violacoes-de-direitos-no-caminho-para-a-copa-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Ceará]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Econômicos, Sociais e Culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Mato Grosso]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Relatórios]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[megaeventos]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2687</guid>
		<description><![CDATA[Documento será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Documento  será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades-sede da  Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais</strong></p>
<p>Será lançado hoje (12/12) simultaneamente nas 12 cidades-sede da Copa, o <em>Dossiê da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa &#8211; Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil</em>,  documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos  nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e  as Olimpíadas no Brasil.</p>
<p>&#8211; <a href="http://bit.ly/uSNsvO" target="_blank">LEIA O DOSSIÊ AQUI</a></p>
<p>O  dossiê foi produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa &#8211;  que reúnem acadêmicos, moradores de comunidades, movimentos e  organizações sociais &#8211; e consolida uma articulação feita em nível  nacional para contestar a forma como a Copa está sendo implementada,  fato que nunca tinha acontecido em países que receberam o evento.</p>
<p>Em pelo menos sete cidades, os Comitês Populares da Copa realizam  hoje atos simbólicos de entrega dos dossiês nas prefeituras municipais  (veja serviço abaixo). O documento será protocolado ainda em secretarias  de governos estaduais e ministérios do Governo Federal, além de órgãos  como o Ministério Público Federal, o BNDES, a Controladoria Geral da  União e o Tribunal de Contas da União. A Comissão de Direitos Humanos da  OEA, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e relatorias  especiais da ONU também receberão uma cópia.</p>
<p>Veja abaixo os principais temas abordados pelo Dossiê:</p>
<p><strong>Moradia</strong><br />
Relato  de casos de despejos arbitrários e remoção de comunidades inteiras em  processos ilegais de desapropriação para obras da Copa. Apesar da falta  de informação e dados disponibilizados pelos governos, os Comitês  Populares conseguiram a estimativa de 150 mil a 170 mil famílias que já  tiveram ou correm o risco de terem violados seus direitos à moradia  adequada.</p>
<p><strong>Trabalho</strong><br />
As greves e paralisações nas obras dos estádios  refletem baixos salários, más-condições de trabalho e superexploração da  mão-de-obra em função de atrasos e cronogramas apertados. Além disso,  são relatados casos de repressão a trabalhadores informais e de ameaças a  direitos de comerciantes que têm estabelecimentos no entorno dos  estádios e nas vias de acesso.<br />
<strong><br />
Acesso à Informação, Participação e Representação Popular</strong><br />
A  formação de grupos gestores, comitês, câmaras temáticas e secretarias  especiais da copa, muitas vezes sob a forma de empresas, constitui  instâncias de poderes paralelos, isentos de qualquer controle social.  Por outro lado, casos concretos ilustram a falta de informação prestada  de forma adequada às comunidades impactadas, o que traz triste lembrança  de tempos autoritários.<br />
<strong><br />
Meio Ambiente</strong><br />
Casos demonstram como as licitações  ambientais têm sido facilitadas para obras, e como regulamentações  ambientais e urbanísticas das cidades estão sendo modificadas  arbitrariamente em função dos megaeventos. Na proposta do novo Código  Florestal, possibilita-se a permissão para o desmatamento de Áreas de  Preservação Permanente (APPs) nas obras para a Copa.<br />
<strong><br />
Mobilidade<br />
</strong>O direito à mobilidade é violado com a expulsão  de famílias mais pobres de áreas centrais e valorizadas. Além disso, os  investimentos em transporte e mobilidade urbana têm sido feitos sem  levar em conta as principais demandas da população, priorizando regiões  de interesse de grandes grupos privados, áreas que usualmente estão se  valorizando.<strong><br />
</strong><br />
<strong>Acesso a Serviços e Bens Públicos</strong><br />
Como forma de minar a  resistência dos moradores, prefeituras estão cortando serviços públicos  de comunidades em processo de remoção. Além disso, órgãos públicos  destinados à defesa da população mais pobre estão sendo reprimidos e até  fechados, ao mesmo tempo que medidas de &#8220;ordenamento&#8221; urbano têm  violado o direito de livre acesso da população a espaços públicos.<br />
<strong><br />
Segurança Pública</strong><br />
Medidas propostas ou já implementadas,  como a criação de uma Secretaria Extraordinária de Segurança para  Grandes Eventos no âmbito do Ministério da Justiça, evidenciam uma  perspectiva de militarização das cidades durante os megaeventos. Por  exigência da Fifa, algumas responsabilidades serão confiadas a empresas,  o que aponta para a privatização dos serviços de segurança.</p>
<p><strong>Elitização, </strong><strong>&#8216;Europeização&#8217; e </strong><strong>Privatização do Futebol</strong><br />
O  fim de setores populares e o aumento dos preços dos ingressos afastam  os mais pobres dos estádios. Além disso, as &#8220;arenas&#8221; da Copa estão sendo  desenhadas em padrões que inviabilizam a cultura, os costumes, a  criatividade e a forma de se organizar e se manifestar do torcedor de  futebol brasileiro. Estádios históricos, como o Maracanã, podem ser  entregues à iniciativa privada.</p>
<p><strong>Atos públicos</strong></p>
<p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, que além da Copa do Mundo sediará os  Jogos Olímpicos em 2016, a concentração é em frente à Prefeitura do Rio,  na Cidade Nova, às 10h30. A entrega do dossiê está marcada para as 12h,  e haverá uma entrega simbólica do &#8220;legado&#8221; da Copa. Informações com  Renato (21 8267-2760), Gustavo (21 8212-1095) e no<a href="http://comitepopulario.wordpress.com/" target="_blank"> site do Comitê</a>.</p>
<p>Em <strong>Belo Horizonte</strong> haverá uma marcha que se concentrará na  Praça 7, a partir das 14h, e irá até a Prefeitura da cidade para entrega  do dossiê às 16h. Informações com Gustavo (31 8678-2010), Joviano (31 8815-4120) e <a href="http://atingidoscopa2014.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>O Comitê local de <strong>Curitiba</strong> fará uma marcha às 10h até a  Prefeitura de São José dos Pinhais. No período da tarde, às 13h, será a  concentração em frente à Prefeitura de Curitiba para entrega do  documento. Thiago (41 3232-4660), Andréa (41 3317-3225) e Fernanda (41 3361-5436), e <a rel="nofollow" href="http://copa2014curitiba.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>Natal</strong> haverá uma caminhada da Rodoviária até o Auditório  do CT Gás, onde o dossiê será entregue numa Audiência Pública.  Informações com Dionisio (84 8866-2035) e Nevinha (84 8723-4079).</p>
<p>Em <strong>Brasília</strong> às 12h, haverá ato de lançamento do dossiê  e início da entrega para diferentes órgãos da Administração  Pública. Patricia (61 8138-7739), Vitor (61 9946-5966) e Larissa (61 9684-5609).</p>
<p><strong>Porto Alegre</strong> entregará o dossiê com concentração em frente a prefeitura às 16h30. Claudia (51 9666-9274) e Seu Zé (51 9945-8549) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularcopapoa2014.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em <strong>São Paulo</strong> a concentração será às 10h em frente à Prefeitura para a entrega do dossiê. Rosilene (11 9116-3721), Maira (11 9118-6558) e <a rel="nofollow" href="http://comitepopularsp.wordpress.com/" target="_blank">blog do Comitê</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/dossie-reune-impactos-e-violacoes-de-direitos-no-caminho-para-a-copa-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nota Pública de Repúdio à transferência ilegal de adolescentes a penitenciária no Espírito Santo</title>
		<link>http://global.org.br/programas/nota-publica-de-repudio-a-transferencia-ilegal-de-adolescentes-a-penitenciaria-no-espirito-santo/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/nota-publica-de-repudio-a-transferencia-ilegal-de-adolescentes-a-penitenciaria-no-espirito-santo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 15:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Notas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[presídio]]></category>
		<category><![CDATA[sistema penitenciário]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2679</guid>
		<description><![CDATA[Ao transferir ilegalmente adolescentes para o sistema prisional, o Governo do Estado fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos que completa amanhã 63 anos e descumpre as medidas provisórias da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As organizações abaixo assinadas vêm por meio desta manifestar seu veemente repúdio aos recorrentes episódios de violência que aconteceram nas últimas semanas na Unidade Metropolitana de Internação Socioeducativa de Xuri e que culminaram na transferência ilegal de 65 adolescentes para uma unidade do sistema penitenciário em Linhares/ES, no dia 6 do corrente mês.</p>
<p>A transferência dos adolescentes para uma Unidade do Sistema Prisional Humanos, ainda que em caráter provisório, viola frontalmente os princípios que regem o SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo), tendo em vista que o padrão arquitetônico e a ausência de projeto pedagógico são inadequados para o atendimento socioeducativo.</p>
<p>Ao transferir ilegalmente adolescentes para o sistema prisional, o Governo do Estado fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos que completa amanhã 63 anos e descumpre as medidas provisórias da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que determina que desde fevereiro desse ano o Estado garanta a vida e a integridade física dos adolescentes e funcionários sob a responsabilidade do IASES.</p>
<p>As organizações que assinam essa nota exigem que os 65 adolescentes sejam imediatamente abrigados em unidades socioeducativas compatíveis com a legislação nacional e convenções internacionais de proteção à integralidade dos direitos das crianças e adolescentes.</p>
<p>Vitória e Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2011</p>
<p>Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra<br />
Pastoral do Menor do Estado do Espírito Santo<br />
<em>Justiça Global</em><br />
Movimento Nacional de Direitos Humanos/ES<br />
Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdício Barbosa dos Santos<br />
Centro de Defesa Dom Tomás Balduíno<br />
Centro de Defesa Regional Pedro Reis</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/nota-publica-de-repudio-a-transferencia-ilegal-de-adolescentes-a-penitenciaria-no-espirito-santo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nota de Repúdio: Manobra do Governo retira a independência de Mecanismo contra a Tortura</title>
		<link>http://global.org.br/programas/nota-de-repudio-manobra-do-governo-retira-a-independencia-de-mecanismo-contra-a-tortura/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/nota-de-repudio-manobra-do-governo-retira-a-independencia-de-mecanismo-contra-a-tortura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 16:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Notas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[CNPCT]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Federal]]></category>
		<category><![CDATA[manobra]]></category>
		<category><![CDATA[MPN]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo Facultativo à Convenção da ONU contra a Tortura]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2472</guid>
		<description><![CDATA[Às vésperas do envio de PL ao Congresso, Planalto muda o texto e deixa a nomeação de representantes no poder exclusivo da presidência, contrariando ONU e ignorando cinco anos de debate]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/caneta-tinteiro.jpg" rel="shadowbox[post-2472];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2473" title="Canetada da Dilma" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/caneta-tinteiro.jpg" alt="Canetada da Dilma" width="320" height="256" /></a></p>
<p>Após cinco anos de debates e demoras, o projeto de lei (PL) que implementa o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (CNPCT) e o Mecanismo Preventivo Nacional (MPN) foi finalmente enviado ao Congresso Nacional. Previsto no Protocolo Facultativo à Convenção da ONU contra a Tortura, tratado ratificado pelo Brasil em 2007, o PL só foi assinado pela Presidenta da República, no dia 29 de setembro de 2011, por ocasião do término da visita ao Brasil do Subcomitê de Prevenção à Tortura da ONU, órgão internacional que interpreta o Protocolo Facultativo e monitora a implementação do tratado.</p>
<p>Normalmente, o envio desse PL seria razão para celebrar um passo importante dado contra a tortura no país.  No entanto, por vontade do Palácio do Planalto, o projeto enviado ao Congresso Nacional sofreu alteração significativa de última hora em relação à sua redação original. A mudança deixou a marca de um ranço autoritário no texto e minou a independência funcional que seria  garantida aos novos órgãos de prevenção à tortura.</p>
<p>De fato, às vésperas de o projeto ser encaminhado ao Congresso, o Palácio do Planalto alterou o texto do PL negociado durante anos para adotar um modelo centralizado cuja nomeação dos membros do Comitê agora fica a cargo de uma só pessoa: a (ou ‘o’) Presidente da República.  O Comitê tem papel central na nomeação dos membros do Mecanismo. O texto anterior do PL previa uma seleção dos membros do Comitê através de um processo público e participativo, conforme os Princípios Relacionados ao Status de Instituições Nacionais (Princípios de Paris), como sinaliza o tratado da ONU.</p>
<p>A sociedade civil repudia essa manobra política de última hora dada pelo Palácio do Planalto e prepara uma denúncia sobre o fato ao Subcomitê da ONU.</p>
<p>O processo de seleção que estava previsto na redação inicial do PL tinha precedentes; por exemplo, em nível estadual, os recém criados Comitê e Mecanismo de prevenção da tortura no Rio de Janeiro foram compostos através de um processo público e participativo desenhado para comportar com os requisitos do tratado da ONU.</p>
<p>O processo de nomeação público e participativo que estava contemplado na antiga redação do PL garantiria a independência funcional dos dois órgãos nacionais, que têm como função respectivamente, elaborar e acompanhar a política de prevenção e combate à tortura no Brasil e monitorar os locais de privação de liberdade em sentido amplo: prisões, estabelecimentos para adolescentes, hospitais psiquiátricos. As instituições também devem contar com uma série de prerrogativas, entre elas a independência financeira, a imunidade de seus membros durante o mandato, e o livre acesso a qualquer local de privação de liberdade sem prévio aviso, podendo entrevistar pessoas coletiva e privadamente e acessar todos os registros pertinentes aos privados de liberdade. Portanto, devem ser compostos por qualquer pessoa ou grupo que preenche determinados requisitos mínimos relevantes à função, livres de qualquer recurso ao apadrinhamento ou à pressão política ou mesmo à corrupção.</p>
<p>Como o Brasil ratificou o tratado em 2007, o país se comprometeu a criar uma instituição nacional (ou um grupo de instituições) para monitorar locais de privação de liberdade (denominado “mecanismo nacional de prevenção”) dentro de um ano dessa ratificação.  O país já não honrou esta obrigação, passados mais de quatro anos. Agora, além de tardiamente, o governo federal apresenta esse projeto como uma vitória para os direitos humanos, apesar da manobra contra a independência real do mecanismo nacional de prevenção.</p>
<p>Garantias reais de independência do Comitê e Mecanismo, inclusive durante processos de seleção, são fundamentais para cumprir com o Protocolo Facultativo à Convenção Internacional contra a Tortura. O tratado especifica que, “[o]s Estados Partes devem garantir a independência funcional dos mecanismos nacionais de prevenção, assim como de seus funcionários” e aponta que o desenho do “mecanismo nacional de prevenção” deve levar em conta os Princípios de Paris.  Ano passado, o Subcomitê da ONU que interpreta o tratado, esclareceu ainda que:</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>El mecanismo nacional de prevención se creará mediante un procedimiento público, transparente e inclusivo en el que participe un grupo ampliamente representativo de las partes interesadas, en particular la sociedad civil. <span style="text-decoration: underline;">Este mismo tipo de proceso debe emplearse en la selección y el nombramiento de los miembros del mecanismo nacional de prevención</span>, que deben ajustarse a criterios hechos públicos.</strong> (grifo nosso)</p>
<p align="center">
<p>A sociedade civil está ciente da manobra dada pela Presidência da República e a repudia. Informaremos o Subcomitê da ONU e exigiremos a modificação do texto para sua versão original.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Pastoral Carcerária Nacional</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong><em>Justiça Global</em></strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p align="right"><strong>Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, 7 de outubro de 2011</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/nota-de-repudio-manobra-do-governo-retira-a-independencia-de-mecanismo-contra-a-tortura/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ONU visita Brasil para avaliar situação de tortura e maus-tratos no país</title>
		<link>http://global.org.br/programas/onu-visita-brasil-para-avaliar-situacao-de-tortura-e-maus-tratos-no-pais/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/onu-visita-brasil-para-avaliar-situacao-de-tortura-e-maus-tratos-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 19:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[presídio]]></category>
		<category><![CDATA[sistema penitenciário]]></category>
		<category><![CDATA[sistema prisional]]></category>
		<category><![CDATA[sistema socioeducativo]]></category>
		<category><![CDATA[SPT]]></category>
		<category><![CDATA[Subcomitê de Prevenção da Tortura]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2414</guid>
		<description><![CDATA[Subcomitê para a Prevenção da Tortura das Nações Unidas visita unidades de privação de liberdade para monitorar condições de detenção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a><img class="aligncenter size-full wp-image-2415" title="presídio" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/presídio.jpg" alt="presídio" width="461" height="100" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>O Subcomitê para a Prevenção da Tortura (SPT) da ONU virá ao Brasil em breve para a sua primeira visita periódica ao país. O grupo monitorará a situação da tortura e maus-tratos em unidades de privação de liberdade, como prevê o Protocolo Facultativo da Convenção da ONU contra a Tortura (OPCAT), do qual o Brasil é parte desde 2007.</p>
<p>Delegacias, prisões, centros de detenção, instituições de assistência social, hospitais de custódia e tratamento, unidades de internação para adolescentes em conflito com a lei são alguns dos locais que o SPT visitará.</p>
<p>De acordo com dados do Infopen, o Brasil enfrenta as graves conseqüências da política de encarceramento em massa. Desde 2005 a taxa de encarceramento brasileira aumentou 35%, já tendo chegado a mais de meio milhão de pessoas presas.  Unidades de privação de liberdade superlotadas geram condições para que a tortura e os maus-tratos aconteçam cotidianamente.</p>
<p>Vários mecanismos de direitos humanos da ONU têm afirmado que <strong>no Brasil a tortura é “generalizada e sistemática”</strong>1. O governo brasileiro admite a existência da tortura e sua gravidade2. Admite também sua própria falha na produção de dados estatísticos sistematizados sobre a tortura nas unidades de privação de liberdade que permitam dimensionar a prática e adotar medidas eficazes de enfrentamento3.</p>
<p>A persistência da tortura no Brasil é uma consequência direta da ausência de políticas efetivas de prevenção e principalmente da falta de responsabilização dos perpetradores.</p>
<p><strong>A visita do SPT e suas recomendações</strong></p>
<p><em>Justiça Global</em> e Conectas Direitos Humanos, em parceria com outras organizações brasileiras, têm colaborado com o SPT na preparação da visita com informações a respeito de casos de tortura e maus-tratos no sistema penitenciário e em outros locais de detenção, como as unidades do sistema socioeducativo. Em maio de 2011, as organizações se reuniram com os membros do SPT em Brasília e no Rio de Janeiro durante uma visita preparatória.</p>
<p>No seu relatório final, o SPT recomendará ao Estado brasileiro medidas de prevenção e combate à prática de tortura no país, além de melhorias nas condições de detenção. <em>Justiça Global</em> e Conectas ressaltam a importância de o SPT incluir em suas recomendações as seguintes medidas prioritárias:</p>
<p><strong>Criação do Mecanismo Nacional de Combate e Prevenção à Tortura, além da criação de mecanismos estaduais</strong></p>
<p>Segundo o Protocolo Facultativo, o Brasil deveria ter criado o mecanismo nacional em 2008, um ano após a ratificação do documento4. Recentemente, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que a sua implementação é uma de suas prioridades e que enviará ainda neste ano o projeto de lei. O Protocolo faculta a criação de mecanismos estaduais, que no caso brasileiro já foram estabelecidos em três estados, Alagoas5, Paraíba6 e Rio de Janeiro7. A Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo está estudando um projeto de criação de um mecanismo estadual elaborado pela Defensoria Pública junto com organizações da sociedade civil.</p>
<p><strong>Fortalecimento da Defensoria Pública, especialmente com a presença constante de defensores em locais de detenção</strong></p>
<p>A presença de defensores nesses locais seria um meio importante de prevenção e combate à tortura e garantia de atendimento jurídico aos presos. Uma das causas da tortura no país é a não responsabilização dos acusados de cometer este tipo de crime. Um dos elementos que comprometem este processo é justamente as dificuldades que enfrentam as vítimas ao denunciar a tortura e na sua apuração. A presença da Defensoria Pública atuaria diretamente nesta fase, acionando as autoridades competentes nos casos de cometimento de crimes de tortura nas unidades prisionais.</p>
<p>Neste sentido, o estado de São Paulo enfrenta um problema particularmente sério, já que são apenas 35 defensores responsáveis pelo atendimento jurídico em todo o sistema prisional paulista que compreende mais de 170 mil presos(INFOPEN).</p>
<p><strong>Independência dos órgãos responsáveis por realização de laudos médicos e periciais (Institutos e Departamentos Médicos-Legais) da estrutura institucional das polícias</strong>8</p>
<p>Sem uma pericia medica confiável, resulta impossível provar a tortura. Sendo estes órgãos vinculados à estrutura da própria polícia, a independência na apuração de crimes supostamente cometidos por policiais, como a tortura, fica comprometida9. O Relator da ONU contra a Tortura (no ano 2000) e o Comitê da ONU contra a Tortura (em 2009) recomendaram que os médicos sejam treinados para identificar lesões características da tortura e que os órgãos médicos sejam independentes, em particular de independentes de toda a estrutura policial.</p>
<p><strong>Fim da revista vexatória dos familiares de presos</strong></p>
<p>Para tal, as organizações recomendam a aprovação de uma lei federal que inclua: (i) proibição da revista íntima de visitantes e presos; (ii) proibição de revista manual e obrigatoriedade da revista com uso de equipamentos eletrônicos para visitantes;  (iii) autorização da revista manual apenas em caso de fundada suspeita de que o visitante traga consigo elementos cuja entrada seja proibida e/ou exponha a risco a segurança do estabelecimento prisional; (iv) a fundada suspeita deverá ter caráter objetivo e ser registrada pela administração em livro próprio, assinado pelo revistado, testemunhas e pelo funcionário; (v) fornecimento ao visitante de declaração escrita sobre os motivos objetivos que justifiquem a revista manual, dando-lhe a opção de recusar a se submeter ao procedimento se desistir de realizar a visita</p>
<p>Dos 11 países já visitados pelo SPT, 5 deles tornaram as recomendações públicas. E<strong>speramos que o Brasil siga esta prática de transparência.</strong></p>
<p><strong>___________________________________________</strong></p>
<p><strong>Notas<br />
</strong></p>
<p>1 ONU, Comitê contra a Tortura. “Report on Brazil produced by the Committee under art. 20 of the Convention”, Documento CAT/C/39/2, parágrafo 178 (no original “torture and similar ill-treatment continues to be meted out on a widespread and systematic basis”).</p>
<p>2 No relatório nacional apresentado pelo Brasil durante o primeiro ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 2008, o governo reconheceu a prática da tortura e sua gravidade (parágrafo 51).  Documento ONU, A/HRC/WG.6/1/BRA/1, 7 de março de 2008, disponível em  http://www.ohchr.org/EN/HRBodies/UPR/PAGES/BRSession1.aspx.</p>
<p>3 “El Gobierno brasileño reconoce la gravedad de esta situación. El problema es difícil de abordar y el primer obstáculo es la falta de bases estadísticas en todo el país que permitan cuantificar los acontecimientos de una manera precisa” (Idem, parágrafo 52).</p>
<p>4 No relatório nacional apresentado na Revisão Periódica Universal, descrito acima (nota 1), o Brasil demonstrou preocupação com o tema e indicou que atuava para a implementação do Mecanismo Nacional (parágrafo 55, item 3.9), porém esta obrigação não foi cumprida até agora.</p>
<p>5 Lei nº 7.141/2009</p>
<p>6 Lei nº 9.413/2011</p>
<p>7 Lei nº 5.778/2010</p>
<p>8 O Relator contra Tortura da ONU, Nigel Rodley, quando visitou o Brasil em 2001, também recomendou que os institutos e departamentos médicos-legais estejam sob autoridade independente e não sob a autoridade da polícia. O relatório dessa visita se encontra na íntegra disponível em http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/G01/123/23/PDF/G0112323.pdf?OpenElement.</p>
<p>9 O Brasil reconheceu este problema no relatório nacional apresentado na Revisão Periódica Universal (parágrafo 56). Além disso, organizações da sociedade civil denunciaram esse problema ao CAT (parágrafo 51, p. 18 do relatório do CAT).</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Contatos para imprensa</strong></p>
<p>Conectas Direitos Humanos</p>
<p>Natália Suzuki – Comunicação</p>
<p>natalia.suzuki@conectas.org</p>
<p>Tel: 3884-7440 / 9355-8574</p>
<p><em>Justiça Global</em></p>
<p>Sandra Carvalho – Diretora Adjunta</p>
<p>Sandra@global.org.br</p>
<p>021 25442320 / 82721916</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/conectas_10anos_PT.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2416 alignnone" title="Conectas" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/conectas_10anos_PT-300x166.jpg" alt="Conectas" width="300" height="166" /></a><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"></a></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2417 alignnone" title="Justica-Global" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global-300x98.jpg" alt="Justica-Global" width="300" height="98" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/onu-visita-brasil-para-avaliar-situacao-de-tortura-e-maus-tratos-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ONU recebe informe sobre morte de defensores na Amazônia</title>
		<link>http://global.org.br/programas/onu-recebe-informe-sobre-morte-de-defensores-na-amazonia/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/onu-recebe-informe-sobre-morte-de-defensores-na-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 18:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Informes para a ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinato]]></category>
		<category><![CDATA[Christof Heynes]]></category>
		<category><![CDATA[CPT]]></category>
		<category><![CDATA[execução]]></category>
		<category><![CDATA[Gajop]]></category>
		<category><![CDATA[Herenilton Pereira dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[José Claudio Ribeiro da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Margaret Sekaggya]]></category>
		<category><![CDATA[Maria do Espírito Santo Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Ipixuma]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[SDDH]]></category>
		<category><![CDATA[Terra de Direitos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2372</guid>
		<description><![CDATA[Organizações da sociedade civil brasileira elaboraram e encaminharam as Nações Unidas um informe sobre o assassinato dos ambientalistas de Maria do Espírito Santo Silva, José Claudio Ribeiro da Silva e da testemunha do crime Herenilton Pereira dos Santos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/joseclaudiomaria.jpg" rel="shadowbox[post-2372];player=img;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2375" title="Defensores da Floresta" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/joseclaudiomaria-300x169.jpg" alt="Defensores da Floresta" width="300" height="169" /></a>Organizações da sociedade civil brasileira elaboraram e encaminharam as Nações Unidas um informe sobre o assassinato dos ambientalistas de Maria do Espírito Santo Silva, José Claudio Ribeiro da Silva e da testemunha do crime Herenilton Pereira dos Santos. Os assassinatos ocorreram em maio deste ano e tem relação direta com a atuação dos ambientalistas frente ao desmatamento ilegal na Amazônia. O informe foi encaminhado para a relatora Margaret Sekaggya (Defensores dos Direitos Humanos) e ao relator Christof Heynes (Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">No informe, as organizações expõem o cenário de violência contra defensores de direitos humanos no brasil e os conflitos existentes na Amazônia. Além disso, relacionam os assassinatos com as tentativas de flexibilização da leis ambientais, especialmente o Código Florestal. Desde que a Câmara aprovou a revisão na lei, seis pessoas ligadas à luta pela terra e pela conservação ambiental foram assassinadas.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O informe foi assinado pelas organizações: Comissão Pastoral da Terra, SDDH, Terra de Direitos, <em>Justiça Global</em> e Gajop.</p>
<p><a href="ONU recebe informe sobre morte de defensores na Amazônia" target="_blank"><span style="color: #19ade6;">Leia o informe.</span></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/onu-recebe-informe-sobre-morte-de-defensores-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Questão de Belo Monte é levada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU</title>
		<link>http://global.org.br/programas/questao-de-belo-monte-e-levada-ao-conselho-de-direitos-humanos-da-onu/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/questao-de-belo-monte-e-levada-ao-conselho-de-direitos-humanos-da-onu/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 22:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Econômicos, Sociais e Culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[CIDH]]></category>
		<category><![CDATA[Conectas]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[licenciamento ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[OEA]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Paraense]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2336</guid>
		<description><![CDATA[Organizações se manifestaram durante 17a. sessão do Conselho, em Genebra: "A construção da Usina ameaça impactar irremediavelmente a vida e a integridade de 24 povos indígenas, ribeirinhos e agricultores que ali vivem"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/CDH-ONU-1.jpg" rel="shadowbox[post-2336];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2341" title="CDH-ONU-1" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/06/CDH-ONU-1.jpg" alt="CDH-ONU-1" width="439" height="310" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>As violações dos direitos humanos e as ilegalidades no processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cuja construção foi autorizada esta semana pelo governo brasileiro, foram levadas hoje ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão máximo de direitos humanos da instituição. A <em>Justiça Global</em> e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), conjuntamente com a Conectas Direitos Humanos, manifestaram sua preocupação em relação à atitude do governo brasileiro frente às medidas cautelares solicitadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), que solicitou, em abril, a suspensão da obra  até que os direitos à consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas seja assegurado. A declaração foi feita durante a 17ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A fala no Conselho de Direitos Humanos da ONU foi direcionada para a comunidade internacional, que ouviu críticas diretas à postura do Estado diante da determinação da OEA.</p>
<p>Para as organizações de direitos humanos envolvidas no caso, ao manter esta postura truculenta, o Brasil mancha sua imagem internacional e aumenta o custo político de Belo Monte de forma incalculável.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>“O governo brasileiro vem ignorando sistematicamente alertas da comunidade científica, da sociedade civil organizada, ambientalistas, ribeirinhos, povos indígenas, do Ministério Público e organizações de direitos humanos”, disse Roberta Amanajás, advogada da SDDH. “Com a liberação da Licença de Instalação, o Brasil passa agora por cima da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, principal órgão de proteção dos direitos humanos das Américas. Como o país pode defender depois posições de fortalecimento de organismos multilaterais e de consenso sobre direitos humanos, se ele mesmo os viola sistematicamente, como no caso de Belo Monte?”, questiona.</p>
<p>Criado em 2006 pela Assembléia Geral, o Conselho de Direitos Humanos (CDH) tem o mandato de “promover o respeito universal pela proteção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de qualquer tipo e de maneira justa e igualitária”.</p>
<p><strong>Veja a íntegra da declaração conjunta das organizações no Conselho de Direitos Humanos da ONU:</strong></p>
<p>A Conectas Direitos Humanos, junto com a <em>Justiça Global</em> e a Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos, gostariam de chamar a atenção deste Conselho para uma preocupante situação no Brasil associada à construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte na Amazônia brasileira.</p>
<p>Expressamos também nossa preocupação com a atitude do Governo Brasileiro perante as medidas cautelares emitidas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA.</p>
<p>A construção da Usina de Belo Monte ameaça impactar irremediavelmente a vida e a integridade de 24 povos indígenas, ribeirinhos e agricultores que ali vivem tendo em vista o deslocamento forçado, a insegurança alimentar e hidrológica, com a perda de água potável, o aumento de doenças e a migração desordenada, que sobrecarregará os sistemas de saúde, educação e segurança pública, já hoje insuficientes.</p>
<p>O Relator Especial sobre a Situação dos Povos Indígenas, no seu relatório da visita ao Brasil de 2009 e mais recentemente no seu informe 2010, destacou sua preocupação com as deficiências no processo de consulta com os povos indígenas afetados pela obra.</p>
<p>No mesmo sentido, no dia 1 de abril de 2011, a CIDH solicitou às autoridades brasileiras que suspendam imediatamente o processo de licenciamento do projeto até que seja realizada uma consulta prévia, livre, informada e culturalmente adequada com as comunidades afetadas, fosse assegurado o amplo acesso ao estudo de impacto socioambiental do projeto, bem como fossem adotadas medidas para prevenir a disseminação de doenças e epidemias entre as comunidades indígenas.</p>
<p>No dia 5 de abril, o Governo Brasileiro, através de uma nota à imprensa qualificou as medidas cautelares outorgadas pela CIDH em favor das comunidades indígenas de “precipitadas e injustificáveis”.</p>
<p>Posteriormente a imprensa nacional noticiou que como retaliação pelas medidas cautelares, o Brasil retirou a candidatura do ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi a uma vaga na CIDH.</p>
<p>Finalmente, o governo brasileiro autorizou o começo da obra na quarta feira passada, no último dia 01 de junho, quando emitiu a Licença de Instalação, em desacordo da determinação da Comissão Interamericana.</p>
<p>Solicitamos respeitosamente ao Governo Brasileiro que reveja sua posição e cumpra com as medidas cautelares outorgadas pela CIDH.</p>
<p>Com sua atitude o Governo acaba por desconhecer a importância do sistema regional de direitos humanos e suas obrigações perante a esse sistema. Ao questionar a autoridade da CIDH, o Brasil enfraquece um dos principais pilares da proteção internacional dos direitos humanos do qual dispomos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Enquanto isso, em Altamira&#8230;</strong></p>
<p>Indígenas, agricultores e movimentos sociais protestaram hoje contra a instalação do Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu. O plano, criado pelo governo, é responsável por articular a implementação de ações previstas, definir prioridades e monitorar sua execução &#8211; entre elas, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O Comitê Gestor é formado por representantes do governo, da sociedade civil e populações indígenas. No entanto, as organizações contrárias à barragem denunciam que a nomeação dos indígenas foi ilegal e se retiraram do Comitê Gestor até que novo processo seja realizado.</p>
<p>&#8220;Nenhum dos indígenas nomeados pelo governo para o Comitê Gestor foi consultado pela Funai. Nós não concordamos com o modo como este processo foi feito e exigimos que isto seja revisto&#8221;, afirmaram as lideranças, que se recusaram a participar da instalação e se retiraram imediatamente do local, em conjunto com os agricultores e outros participantes do protesto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/questao-de-belo-monte-e-levada-ao-conselho-de-direitos-humanos-da-onu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Após arrombamento, situação de defensores na PB é denunciada à ONU</title>
		<link>http://global.org.br/programas/apos-arrombamento-situacao-de-defensores-na-pb-e-denunciada-a-onu/</link>
		<comments>http://global.org.br/programas/apos-arrombamento-situacao-de-defensores-na-pb-e-denunciada-a-onu/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 18:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Defensores de Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[Programas]]></category>
		<category><![CDATA[ameaças]]></category>
		<category><![CDATA[arrombamento]]></category>
		<category><![CDATA[Dignitatis]]></category>
		<category><![CDATA[Gajop]]></category>
		<category><![CDATA[intimidação]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://global.org.br/?p=2238</guid>
		<description><![CDATA[Entidades de diversos Estados demonstram preocupação com ameaças e intimidações a organizações locais e ao atual momento enfrentado por Defensores de Direitos Humanos na Paraíba; há menos de dois meses, sede da Dignitatis foi arrombada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entidades de diversos Estados demonstram preocupação com ameaças e intimidações a organizações locais e ao atual momento enfrentado por Defensores de Direitos Humanos na Paraíba; há menos de dois meses, sede da Dignitatis foi arrombada</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>As organizações de Direitos Humanos  Dignitatis- Assessoria Técnica Popular, Gabinete de Assessoria Jurídica a Organizações Populares (GAJOP) e a <em>Justiça Global</em> enviaram hoje à Organização das Nações Unidas (ONU) um informe relatando as tentativas de intimidação sofridas por associados/as da Dignitatis – Assessoria Técnica Popular e a situação de violência sistemática vivenciada pelos  Defensores de Direitos Humanos no Brasil.<strong> </strong></p>
<p>Defensores de Direitos Humanos, organizações não governamentais e coletivos que trabalham na defesa dos Direitos Humanos também assinam o informe, dentre estes: <em>Assembléia Popular – Paraíba, Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescentendes (PB), </em><em>Associação Quilombola de Conceição das Crioulas (PE), Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (BA), </em><em>BAMIDELÊ – Organização de mulheres negras na Paraíba, </em><em>Centro Acadêmico de Direito Amaro Cavalcanti (UFRN)</em><em>,Centro de Defesa da Criança e Adolescente Casa Renascer (RN), Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DF),</em><em>Centro de Diretos Humanos Dom Oscar Romero (PB), Consulta Popular – Paraíba, Comissão de Direitos Humanos (UFPB)</em><em>, </em><em>Comissão Pastoral da Terra (PB e PE), Departamento de Ciências Jurídicas – Santa Rita/ UFPB, </em><em>Fórum LGBT da Paraíba</em><em>, </em><em>Fórum ONG/Aids da Paraíba</em><em>, Fundação de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves (PB)<strong>, </strong><strong>Gayrreiros do Vale da Paraíba, </strong></em><em>Instituto de Pesquisa e Estudos em Justiça e Cidadania (RN), Movimento Nacional de Direitos Humanos (PB), Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (UFPB)</em><em>, Paraíwa &#8211; coletivo de assessoria e documentação (PB) , </em><em>Programa de Extensão Lições de Cidadadia (UFRN)</em><em>, </em><em>Rede Nacional de Advogado(a)s Populares – CE e MA</em><em>, </em><em>Social Advocacia Popular (RN)</em><em>,Terra de Direitos e GT Combate ao Racismo Ambiental/ RBJA</em><em> </em></p>
<p>O Informe que será enviado para ONU também será entregue nesta sexta-feira, dia 17/03/2011, ao Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, que se encontra realizando diligências no Estado da Paraíba.</p>
<p>As organizações esperam que o informe provoque a ONU e principalmente o Estado Brasileiro, chamando atenção da comunidade internacional e do país para a situação em que se encontram os Defensores de Direitos Humanos no Brasil.</p>
<p><strong>Tiro e arrombamento </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Nos últimos quatro meses a Dignitatis sofreu dois atentados em sua sede. No primeiro deles, a organização foi alvo de um tiro na sua porta de entrada, já no segundo teve sua sede arrombada e invadida, tendo sido subtraídos uma CPU, uma câmera filmadora (contendo imagens e vídeos de eventos promovidos pela instituição) e um data-show.</p>
<p>O laudo pericial, segundo o delegado responsável pelo caso, ainda não foi entregue para continuidade do inquérito policial, contudo, os peritos que visitaram o local afirmaram a membros da organização que o arrombamento não se tratou de um delito comum, existindo evidências de que havia sido praticado com o objetivo claro de subtrair bens específicos da organização. Estes também concluiram informalmente que o(s) arrombador(es) tentaram simular uma cena de crime diversa, plantando provas no local, no intuito conturbar as investigações.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Manoel Mattos e os grupos de extermínio</strong></p>
<p>A Dignitatis acredita que estes fatos são decorrentes de sua atuação e luta na defesa dos Direitos Humanos na Paraíba há mais de oito anos nos Estados de Paraíba e Pernambuco. Os dois atentados não são coincidências, mas uma nítida tentativa de intimidar e de obter informações da organização e de seus associados.</p>
<p>Em 2009, a Dignitatis e <em>Justiça Global</em> foram proponentes junto à Procuradoria Geral da República (PGR) do pedido de Federalização do Caso Manoel Mattos, advogada e defensor de direitos humanos morto por denunciar grupos de extermínio na região de Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB). No ano de 2010 o julgamento no STJ foi favorável ao deslocamento de competência da Justiça Estadual para Justiça Federal. O arrobamento aconteceu exatamente uma semana após a data em que o assassinato de Manoel Mattos completou dois anos. No mês de fevereiro de 2011 o processo foi enviado para Justiça Federal do Estado da Paraíba onde tramita desde então.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Ameaças, tortura, execuções</strong></p>
<p>A situação relatada não é um fato isolado, mas sim parte de  um contexto de violações sistemáticas sofridas cotidianamente pelos Defensores de Direitos Humanos que, no Brasil, frequentemente são alvos de execuções sumárias, ameaças de morte, torturas, prisões, detenções arbitrárias, acusações criminais, processos judiciais, difamação, perseguições, agressões físicas, dentre outros. O assassinato do advogado Sebastião Bezerra da Silva, morto bo último dia 27 de fevereiro, próximo à cidade de Gurupi, no Tocantins, é um exemplo da violência a que estão sujeitos os defensores de direitos humanos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://global.org.br/programas/apos-arrombamento-situacao-de-defensores-na-pb-e-denunciada-a-onu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

