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	<title>Justiça Global &#187; presídio</title>
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		<title>Carta de Repúdio à tragédia na penitenciária de Comayagua em Honduras</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 13:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renato</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[criminalização dos movimentos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
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		<description><![CDATA[Nós abaixo-assinado vem a público, com profundo pesar, manifestar sua solidariedade ao povo hondurenho, em especial aos familiares e amigos dos mais de 400 mortos no trágico incêndio que destruiu a Colônia Penal de Comayagua na manhã desta quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós abaixo-assinado vem a público, com profundo pesar, manifestar sua solidariedade ao povo hondurenho, em especial aos familiares e amigos dos mais de 400 mortos no trágico incêndio que destruiu a Colônia Penal de Comayagua na manhã desta quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012. Nosso luto se soma ao de vocês!</p>
<p>Esta nova tragédia chega para somar-se a outras que insistem em assolar os segmentos mais vulneráveis do povo hondurenho. Não é a primeira vez que a população carcerária do país – em sua maioria pobres, indígenas, negros ou imigrantes &#8211;  torna-se vítima de brutalidades como as de hoje: mais de 400 mortos, coletivamente queimados, por incapacidade, ineficiência e omissão de um Estado que não é capaz de garantir a segurança daqueles que coloca sob custódia.</p>
<p>É preciso responsabilizar o governo ilegítimo de Honduras &#8211; fruto de um golpe econômico-militar &#8211;  pelos lamentáveis incidentes ocorridos em Comayagua hoje. A escalada da militarização experimentada pelo povo hondurenho desde o golpe de estado de junho de 2009, acompanhada de uma criminalização e repressão aos movimentos sociais, já apontava para esta política belicista e violadora dos Direitos Humanos. As perseguições, assassinatos e brutais violações que se sucedem em locais como Bajo Aguan, onde camponeses, mulheres e membros de movimentos sociais sofrem com uma repressão sem limites, são exemplos da política cruel imposta desde o golpe econômico-militar que segue castigando os defensores de uma Honduras verdadeiramente livre e promotora dos direitos dos povos e da natureza. Exigimos que os responsáveis pelos crimes contra o pobre povo de Honduras sejam levados à justiça, independente de ocuparem posições no Estado.</p>
<p>Aproveitamos para informar que no dia de amanhã, quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, inicia-se o <strong>Encontro Internacional de Direitos Humanos e de Solidariedade à Honduras</strong>, com a participação de centenas de representantes de redes e movimentos sociais dos mais diversos países da América Latina e do Caribe. O encontro estava previsto desde meses atrás e agora, lamentavelmente, será marcado pela tristeza e perplexidade diante de mais este brutal e covarde ataque aos segmentos mais sofridos da sociedade hondurenha. Desde já, chamamos a atenção do governo de Honduras sobre sua responsabilidade caso qualquer violência, dano ou intimidação aconteça com os participantes de nosso encontro.</p>
<p>A comunidade internacional, a sociedade civil latino-americana e os defensores de Direitos Humanos em toda parte não podem se calar diante do que está acontecendo em Honduras. É preciso por fim imediato as politicas repressivas e violadoras dos direitos humanos, incluindo a pratica de colaboração entre os agentes do Estado e os interesses corporativos privados, responsabilizar os culpados pelos massacres, levá-los a justiça e permitir que o povo hondurenho exerça seu direito à uma sociedade livre e democrática, sem golpes militares nem imposições de modelos econômicos que mantém a maioria de sua população na pobreza extrema e exclusão política.</p>
<p>Assinaturas:</p>
<p>Jubileo Sur/Américas<br />
Red Jubileo Sur Brasil<br />
Via Campesina<br />
MST &#8211; Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra<br />
Marcha Mundial das Mulheres<br />
Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz<br />
Nora Cortiñas y Mirta Baravalle, Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora<br />
Partido Comunista Brasileiro &#8211; PCB<br />
União da Juventude Comunista  - UJC<br />
Unidade Classista &#8211; UC<br />
PACS- Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (Brasil)<br />
Diálogo 2000 (Argentina)<br />
<em>Justiça Global</em> (Brasil)<br />
Sindicato Dos Professores de Nova Friburgo e Região –RJ<br />
Instituto EQUIT &#8211; Gênero, Economia e Cidadania Global<br />
Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe<br />
Movimento dos Pequenos Agricultores &#8211; MPA/Brasil<br />
Grito dos Excluídos Continental<br />
Programa Justiça Econômica (Brasil)<br />
Instituto São Paulo de Cidadania e Política (Brasil)<br />
Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (Brasil)<br />
Consulta Popular (Brasil)<br />
Grassroots Global Justice Alliance (EUA)<br />
Centro Martin Luther King (Cuba)<br />
CNA  &#8211; Coordinador Nacional Agrario de Colombia<br />
Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas (CSA)<br />
Ecologistas en Acción (España)<br />
Movimiento por la Paz, la Soberanìa y la Solidaridad entre los Pueblos (MOPASSol)<br />
Partido Socialista de los Trabajadores Unificado de Argentina<br />
Plataforma Interamericana de Derechos Humanos, Democracia y Desarrollo (PIDHDD)<br />
Palenke del Alto Cauca,  proceso de comunidades negras<br />
Observatorio por el Cierre de la Escuela de las Américas – SOAW<br />
Nehemias Rubim &#8211; Psiquiatra.  Rio de janeiro RJ.<br />
Brigadas Populares (Brasil)<br />
Centro de Investigación Laboral y Asesoría Sindical, de México<br />
MTD – Movimento Trabalhadores Desempregados (Brasil)<br />
Batay Ouvriye (Haiti)<br />
Fundación Servicio Paz y Justicia (SERPAJ)<br />
Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)<br />
Libres del Sur<br />
Equipo de educación popular Pañuelos en Rebeldía<br />
Comisiòn Polìtica de la Iglesia Dimensión de Fe<br />
Pablo Bergel, Diputado Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina<br />
Victoria Donda, Diputada Nacional<br />
MUCA &#8211; Movimento Unido dos Camelôs (Brasil)<br />
Atilio A. Boron (Argentina)<br />
Bia´lii, Asesoría e Investigación, A.C (México)<br />
Ateneo Lisandro &#8220;Gringo&#8221; Viale (Argentina)<br />
AFADEM (Familiares de Mexico)<br />
Coordinación Latinoamericana de Comercio Justo<br />
Corporación Mesa de Trabajo Mujeres y Economía<br />
Marcha Mundial de Mujeres – Colombia<br />
PLATAFORMA SIMÓN BOLÍVAR DE GRANADA<br />
Asociación para los Derechos de la Mujer y el Desarrollo (AWID)<br />
Fundación Escuela Para el Desarrollo de Colombia<br />
Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social (MULCS) &#8211; Argentina<br />
Associação de favelas de São José<br />
CSP Conlutas<br />
Froneras en Comun (Canada)<br />
Dom Tomás Balduino, Bispo emérito de Goiás e Conselheiro da Comissão Pastoral da Terra Nacional<br />
Comite Mineiro do Forum Social Mundial<br />
FDCL- Centro de Investigación y Documentación Chile-América Latina (Alemania)<br />
Miredes Internacional &#8211; Mexico<br />
Movimiento Migrante Mesoamericano<br />
Red Migrante &#8211; Mexico-USA<br />
La Familia Latina Unida &#8211; Chicago- USA<br />
Nuestros Lazos De Sangre &#8211; Mexico-California<br />
Coalicion Rural &#8211; Mexico<br />
Colectivo Voces Ecológicas (Panama)<br />
Terra Organização da Sociedade Civil (Brasil)<br />
Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas Águas e Florestas e Montanhas Iguassu Iterei</p>
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		<title>Nota Pública de Repúdio à transferência ilegal de adolescentes a penitenciária no Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 15:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acesso à Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao transferir ilegalmente adolescentes para o sistema prisional, o Governo do Estado fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos que completa amanhã 63 anos e descumpre as medidas provisórias da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As organizações abaixo assinadas vêm por meio desta manifestar seu veemente repúdio aos recorrentes episódios de violência que aconteceram nas últimas semanas na Unidade Metropolitana de Internação Socioeducativa de Xuri e que culminaram na transferência ilegal de 65 adolescentes para uma unidade do sistema penitenciário em Linhares/ES, no dia 6 do corrente mês.</p>
<p>A transferência dos adolescentes para uma Unidade do Sistema Prisional Humanos, ainda que em caráter provisório, viola frontalmente os princípios que regem o SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Sócio Educativo), tendo em vista que o padrão arquitetônico e a ausência de projeto pedagógico são inadequados para o atendimento socioeducativo.</p>
<p>Ao transferir ilegalmente adolescentes para o sistema prisional, o Governo do Estado fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos que completa amanhã 63 anos e descumpre as medidas provisórias da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que determina que desde fevereiro desse ano o Estado garanta a vida e a integridade física dos adolescentes e funcionários sob a responsabilidade do IASES.</p>
<p>As organizações que assinam essa nota exigem que os 65 adolescentes sejam imediatamente abrigados em unidades socioeducativas compatíveis com a legislação nacional e convenções internacionais de proteção à integralidade dos direitos das crianças e adolescentes.</p>
<p>Vitória e Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2011</p>
<p>Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra<br />
Pastoral do Menor do Estado do Espírito Santo<br />
<em>Justiça Global</em><br />
Movimento Nacional de Direitos Humanos/ES<br />
Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdício Barbosa dos Santos<br />
Centro de Defesa Dom Tomás Balduíno<br />
Centro de Defesa Regional Pedro Reis</p>
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		<title>Dia 02 de Outubro: “Carandiru 20 Anos: Nunca Mais?”</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimentos, entidades da sociedade civil e órgãos públicos planejam uma grande articulação em torno dos 20 anos do massacre de 111 presos em São Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/ATOcarandiru02_10_a1.jpg" rel="shadowbox[post-2447];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2449" title="Carandiru" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/ATOcarandiru02_10_a1.jpg" alt="Carandiru" width="226" height="320" /></a></div>
<div style="text-align: left;">
<p style="margin-bottom:0cm" align="justify">
<p>2 de outubro de 1992: uma pequena desavença entre presidiários do pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru se transforma em uma rebelião desprovida de viés reivindicativo ou de fuga. Apesar disso, o Governo estadual da época determinou a invasão da Casa de Detenção por centenas de policiais militares que exterminaram a sangue frio 111 pessoas desarmadas e desesperadas. Foi a maior chacina da história do sistema penitenciário brasileiro.</p>
<p>Passadas quase duas décadas dessa “página infeliz de nossa história”, os tijolos da Casa de Detenção foram deitados ao chão e, no seu lugar, foi erigido o sugestivo Parque da Juventude. Todavia, a construção de um parque para a juventude no lugar de uma unidade de aprisionamento da juventude não significou, infelizmente, qualquer mudança na política criminal do Estado: após todos esses anos, ninguém foi responsabilizado pelos 111 assassinatos!</p>
<p>Pior: ainda hoje, divisamos jovens, em regra pobres e negros, sendo perseguidos pelo aparato repressor estatal. Quando conseguem driblar a morte, caem na vala imunda e cada vez mais superlotada do sistema carcerário (de 1992 para cá, a população prisional cresceu mais de 400% contra pouco mais de 27% de crescimento da população brasileira).</p>
<p>Diante desse quadro desafiador, movimentos e entidades da sociedade civil organizada e alguns órgãos públicos planejam uma grande articulação em torno do vintenário do massacre do Carandiru, com a pretensão de pautar diversas ações para promover a responsabilização do Poder Público e também para trazer ao debate público o tema da segurança pública e da cidadania.</p>
<p>Como pontapé inicial dessa articulação, promoveremos um ato em memória aos 19 anos do massacre. Será nesse domingo, dia 02.10.2011, A PARTIR DAS 15HS, NO PARQUE DA JUVENTUDE.</p>
<p><strong>Assinam:</strong></p>
<p>ACAT-BRASIL, AMPARAR, ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA (AJD), ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFENSORES PÚBLICOS FEDERAIS (ANADEF), ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE DEFENSORES PÚBLICOS (APADEP), CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO, CENTRO PELA JUSTIÇA E DIREITO INTERNACIONAL (CEJIL), CÍRCULO PALMARINO, COLETIVO 2 DE OUTUBRO, COLETIVO CINE BIJOU – CINEMA E MEMÓRIA, COLETIVO PERIATIVIDADE, COLETIVO VÍDEO POPULAR, COMISSÃO DE JUSTIÇA E PAZ, COMISSÃO TEOTÔNIO VILELA, CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA (CONDEPE), COOPERIFA, DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO EM SÃO PAULO, ESPÍRITO DE ZUMBI, ESTUDO, COMIDA E CIDADANIA (ECC), FÓRUM DE HIP-HOP, GELEDÉS, GEPEX &#8211; SEGURANÇA PÚBLICA, JUSTIÇA CRIMINAL E DIREITOS HUMANOS DA UNIFESP/BS, GRUPO CULTURAL MARACATU BOIGY, GRUPO TORTURA NUNCA MAIS – SP, IDENTIDADE &#8211; GRUPO DE LUTA PELA DIVERSIDADE SEXUAL, INSTITUTO PRÁXIS DE DIREITOS HUMANOS (IPDH), INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC), INSTITUTO UMOJÁ, JUSTIÇA GLOBAL, LUTA POPULAR, MÃES DE MAIO, MARGINALIARIA, MOVIMENTO NACIONAL DA POPULAÇÃO DE RUA, MOVIMENTO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS, MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, NSN, NÚCLEO DA SITUAÇÃO CARCERÁRIA DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLÍTICA, NÚCLEO ESPECIALIZADO DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, OS CRESPOS, PÂNICO BRUTAL, PASTORAL CARCERÁRIA, PASTORAL DA JUVENTUDE, QI ALFORRIA, QUILOMBAQUE PERUS, REDE EXTREMO SUL, SARAU DA ADEMAR, SARAU DA BRASA, SARAU ELO DA CORRENTE, SARAU DOS MESQUITEIROS, SARAU VILA FUNDÃO, SINDICATO DOS ADVOGADOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, TRIBUNAL POPULAR, UNEAFRO-BRASIL, VERSÃO POPULAR</p>
<p><strong>PROGRAMAÇÃO DO ATO DE DOMINGO (02/10/2011):</strong></p>
<p><strong>15hs &#8211; Ato Inter-religioso</strong></p>
<p>Pe. Valdir (Pastoral Carcerária) convida todas as crenças</p>
<p><strong>16h15m &#8211; Falas</strong></p>
<p>- Davi (sobrevivente)</p>
<p>- Dexter</p>
<p>- Procurador Antônio Visconti</p>
<p>- Eduardo Suplicy</p>
<p>- Alípio Freire</p>
<p>- Renato Simões</p>
<p>- Dráuzio Varela</p>
<p>- Sr. Valdemar</p>
<p>- Débora (Mães de Maio)</p>
<p>OBS: as falas serão intercaladas por intervenções poéticas</p>
<p><strong>17h45m &#8211; Atividades Culturais</strong></p>
<p>- Teatro do Oprimido, Shows com Grupos de RAP e Música Popular (QI Alforria, Versão Popular,  B. Valente, Espírito de Zumbi), Intervenções Poéticas com Saraus da Periferia de São Paulo.</p>
<p><strong>CONTATOS</strong>: Rodolfo Valente, Pastoral Carcerária: rodolfo@carceraria.org.br, tel.: 3151-4272, cel.: 81145970.; Paulo César, Instituto Práxis: paulo@ipdh.org, cel.: 88522408; Débora Maria, Mães de Maio: maesdemaio@gmail.com , cel.: 13-8124-9643; 13-8804-7298; Rafael Godói, Coletivo 02 de Outubro, e-mail: godoirafa@gmail.com, cel.: 9546 0181.</div>
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		</item>
		<item>
		<title>ONU visita Brasil para avaliar situação de tortura e maus-tratos no país</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 19:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Segurança Pública e Violência Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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		<category><![CDATA[Subcomitê de Prevenção da Tortura]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>

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		<description><![CDATA[Subcomitê para a Prevenção da Tortura das Nações Unidas visita unidades de privação de liberdade para monitorar condições de detenção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a><img class="aligncenter size-full wp-image-2415" title="presídio" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/presídio.jpg" alt="presídio" width="461" height="100" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>O Subcomitê para a Prevenção da Tortura (SPT) da ONU virá ao Brasil em breve para a sua primeira visita periódica ao país. O grupo monitorará a situação da tortura e maus-tratos em unidades de privação de liberdade, como prevê o Protocolo Facultativo da Convenção da ONU contra a Tortura (OPCAT), do qual o Brasil é parte desde 2007.</p>
<p>Delegacias, prisões, centros de detenção, instituições de assistência social, hospitais de custódia e tratamento, unidades de internação para adolescentes em conflito com a lei são alguns dos locais que o SPT visitará.</p>
<p>De acordo com dados do Infopen, o Brasil enfrenta as graves conseqüências da política de encarceramento em massa. Desde 2005 a taxa de encarceramento brasileira aumentou 35%, já tendo chegado a mais de meio milhão de pessoas presas.  Unidades de privação de liberdade superlotadas geram condições para que a tortura e os maus-tratos aconteçam cotidianamente.</p>
<p>Vários mecanismos de direitos humanos da ONU têm afirmado que <strong>no Brasil a tortura é “generalizada e sistemática”</strong>1. O governo brasileiro admite a existência da tortura e sua gravidade2. Admite também sua própria falha na produção de dados estatísticos sistematizados sobre a tortura nas unidades de privação de liberdade que permitam dimensionar a prática e adotar medidas eficazes de enfrentamento3.</p>
<p>A persistência da tortura no Brasil é uma consequência direta da ausência de políticas efetivas de prevenção e principalmente da falta de responsabilização dos perpetradores.</p>
<p><strong>A visita do SPT e suas recomendações</strong></p>
<p><em>Justiça Global</em> e Conectas Direitos Humanos, em parceria com outras organizações brasileiras, têm colaborado com o SPT na preparação da visita com informações a respeito de casos de tortura e maus-tratos no sistema penitenciário e em outros locais de detenção, como as unidades do sistema socioeducativo. Em maio de 2011, as organizações se reuniram com os membros do SPT em Brasília e no Rio de Janeiro durante uma visita preparatória.</p>
<p>No seu relatório final, o SPT recomendará ao Estado brasileiro medidas de prevenção e combate à prática de tortura no país, além de melhorias nas condições de detenção. <em>Justiça Global</em> e Conectas ressaltam a importância de o SPT incluir em suas recomendações as seguintes medidas prioritárias:</p>
<p><strong>Criação do Mecanismo Nacional de Combate e Prevenção à Tortura, além da criação de mecanismos estaduais</strong></p>
<p>Segundo o Protocolo Facultativo, o Brasil deveria ter criado o mecanismo nacional em 2008, um ano após a ratificação do documento4. Recentemente, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que a sua implementação é uma de suas prioridades e que enviará ainda neste ano o projeto de lei. O Protocolo faculta a criação de mecanismos estaduais, que no caso brasileiro já foram estabelecidos em três estados, Alagoas5, Paraíba6 e Rio de Janeiro7. A Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo está estudando um projeto de criação de um mecanismo estadual elaborado pela Defensoria Pública junto com organizações da sociedade civil.</p>
<p><strong>Fortalecimento da Defensoria Pública, especialmente com a presença constante de defensores em locais de detenção</strong></p>
<p>A presença de defensores nesses locais seria um meio importante de prevenção e combate à tortura e garantia de atendimento jurídico aos presos. Uma das causas da tortura no país é a não responsabilização dos acusados de cometer este tipo de crime. Um dos elementos que comprometem este processo é justamente as dificuldades que enfrentam as vítimas ao denunciar a tortura e na sua apuração. A presença da Defensoria Pública atuaria diretamente nesta fase, acionando as autoridades competentes nos casos de cometimento de crimes de tortura nas unidades prisionais.</p>
<p>Neste sentido, o estado de São Paulo enfrenta um problema particularmente sério, já que são apenas 35 defensores responsáveis pelo atendimento jurídico em todo o sistema prisional paulista que compreende mais de 170 mil presos(INFOPEN).</p>
<p><strong>Independência dos órgãos responsáveis por realização de laudos médicos e periciais (Institutos e Departamentos Médicos-Legais) da estrutura institucional das polícias</strong>8</p>
<p>Sem uma pericia medica confiável, resulta impossível provar a tortura. Sendo estes órgãos vinculados à estrutura da própria polícia, a independência na apuração de crimes supostamente cometidos por policiais, como a tortura, fica comprometida9. O Relator da ONU contra a Tortura (no ano 2000) e o Comitê da ONU contra a Tortura (em 2009) recomendaram que os médicos sejam treinados para identificar lesões características da tortura e que os órgãos médicos sejam independentes, em particular de independentes de toda a estrutura policial.</p>
<p><strong>Fim da revista vexatória dos familiares de presos</strong></p>
<p>Para tal, as organizações recomendam a aprovação de uma lei federal que inclua: (i) proibição da revista íntima de visitantes e presos; (ii) proibição de revista manual e obrigatoriedade da revista com uso de equipamentos eletrônicos para visitantes;  (iii) autorização da revista manual apenas em caso de fundada suspeita de que o visitante traga consigo elementos cuja entrada seja proibida e/ou exponha a risco a segurança do estabelecimento prisional; (iv) a fundada suspeita deverá ter caráter objetivo e ser registrada pela administração em livro próprio, assinado pelo revistado, testemunhas e pelo funcionário; (v) fornecimento ao visitante de declaração escrita sobre os motivos objetivos que justifiquem a revista manual, dando-lhe a opção de recusar a se submeter ao procedimento se desistir de realizar a visita</p>
<p>Dos 11 países já visitados pelo SPT, 5 deles tornaram as recomendações públicas. E<strong>speramos que o Brasil siga esta prática de transparência.</strong></p>
<p><strong>___________________________________________</strong></p>
<p><strong>Notas<br />
</strong></p>
<p>1 ONU, Comitê contra a Tortura. “Report on Brazil produced by the Committee under art. 20 of the Convention”, Documento CAT/C/39/2, parágrafo 178 (no original “torture and similar ill-treatment continues to be meted out on a widespread and systematic basis”).</p>
<p>2 No relatório nacional apresentado pelo Brasil durante o primeiro ciclo da Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em 2008, o governo reconheceu a prática da tortura e sua gravidade (parágrafo 51).  Documento ONU, A/HRC/WG.6/1/BRA/1, 7 de março de 2008, disponível em  http://www.ohchr.org/EN/HRBodies/UPR/PAGES/BRSession1.aspx.</p>
<p>3 “El Gobierno brasileño reconoce la gravedad de esta situación. El problema es difícil de abordar y el primer obstáculo es la falta de bases estadísticas en todo el país que permitan cuantificar los acontecimientos de una manera precisa” (Idem, parágrafo 52).</p>
<p>4 No relatório nacional apresentado na Revisão Periódica Universal, descrito acima (nota 1), o Brasil demonstrou preocupação com o tema e indicou que atuava para a implementação do Mecanismo Nacional (parágrafo 55, item 3.9), porém esta obrigação não foi cumprida até agora.</p>
<p>5 Lei nº 7.141/2009</p>
<p>6 Lei nº 9.413/2011</p>
<p>7 Lei nº 5.778/2010</p>
<p>8 O Relator contra Tortura da ONU, Nigel Rodley, quando visitou o Brasil em 2001, também recomendou que os institutos e departamentos médicos-legais estejam sob autoridade independente e não sob a autoridade da polícia. O relatório dessa visita se encontra na íntegra disponível em http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/G01/123/23/PDF/G0112323.pdf?OpenElement.</p>
<p>9 O Brasil reconheceu este problema no relatório nacional apresentado na Revisão Periódica Universal (parágrafo 56). Além disso, organizações da sociedade civil denunciaram esse problema ao CAT (parágrafo 51, p. 18 do relatório do CAT).</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Contatos para imprensa</strong></p>
<p>Conectas Direitos Humanos</p>
<p>Natália Suzuki – Comunicação</p>
<p>natalia.suzuki@conectas.org</p>
<p>Tel: 3884-7440 / 9355-8574</p>
<p><em>Justiça Global</em></p>
<p>Sandra Carvalho – Diretora Adjunta</p>
<p>Sandra@global.org.br</p>
<p>021 25442320 / 82721916</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/conectas_10anos_PT.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2416 alignnone" title="Conectas" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/conectas_10anos_PT-300x166.jpg" alt="Conectas" width="300" height="166" /></a><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"></a></p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global.jpg" rel="shadowbox[post-2414];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2417 alignnone" title="Justica-Global" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/Justica-Global-300x98.jpg" alt="Justica-Global" width="300" height="98" /></a></p>
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		<title>OEA: Brasil deve proteger a vida de presos em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 19:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Organizações denunciaram homicídios, tortura, superlotação, insalubridade e falta de atendimento médico no Presídio Aníbal Bruno, em Recife]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_2387" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/08/AnibalBruno.jpg" rel="shadowbox[post-2386];player=img;"><img class="size-medium wp-image-2387" title="Anibal Bruno" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/08/AnibalBruno-300x140.jpg" alt="Foto: Guga Matos/JC Imagem" width="300" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Guga Matos/JC Imagem</p></div>
<p><strong><em>Organizações  denunciaram homicídios, tortura, superlotação, insalubridade e falta de  atendimento médico no Presídio Aníbal Bruno, em Recife; Governo  brasileiro tem até o dia 24 para prestar informações sobre cumprimento  de determinação </em></strong></p>
<p>A  Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos  Estados Americanos (OEA) determinou ao governo brasileiro a adoção de  medidas cautelares que protejam “a vida, integridade pessoal e saúde das  pessoas privadas da liberdade” no <strong>Presídio Professor Aníbal Bruno</strong>, em Recife, Pernambuco.  O Presídio Aníbal Bruno é uma das maiores prisões da América Latina, com cerca de 4.800 presos em espaço para 1.448.</p>
<p>A  decisão, divulgada nesta segunda-feira, dia 8 de agosto, atende  solicitação enviada em junho de 2011 pelas organizações Pastoral  Carcerária de Pernambuco, Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões,  Pastoral Carcerária Nacional, <em>Justiça Global</em> e Clínica Internacional de  Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard. O Estado brasileiro  tem até o dia 24 deste mês para prestar informações sobre o cumprimento  das medidas cautelares.</p>
<p><strong>Superlotação, insalubridade, homicídios e tortura </strong></p>
<p>A  população atual do Presídio Aníbal Bruno equivale a três vezes mais que  sua capacidade. Desde 2008 ocorreram ao menos 52 mortes violentas  dentro da unidade, segundo um cruzamento de dados oficiais com outras  provas colhidas pelas entidades que fizeram a denúncia. Somente em julho  de 2011, dois presos foram mortos e vários outros ficaram feridos em  decorrência de uma rebelião.</p>
<p>Antes  de enviarem a denúncia à OEA, as organizações peticionárias realizaram  diversas visitas ao presídio e constataram diretamente abusos  sistemáticos e condições deploráveis de detenção. Foram registrados  casos de presos que exibiam marcas de tortura, incluindo ossos quebrados  e facadas na pele, e de presos portadores de graves problemas de saúde  ou doenças contagiosas que não recebiam assistência médica.</p>
<p><strong>Presos atuam como agentes de segurança </strong></p>
<p>As  organizações denunciaram o fato de certos presos designados pela  administração do Aníbal Bruno desempenharem funções de agentes de  segurança do presídio. Segundo a apuração dos peticionários, os  “Chaveiros”, como são chamados, têm autoridade para supervisionar e  controlar a os pavilhões, e são muitas vezes presos acusados de  pertencerem a grupos de extermínio em Pernambuco.</p>
<p>O  documento da OEA requer que o Estado brasileiro adote “as medidas  necessárias para aumentar o pessoal de segurança do Presídio Professor  Aníbal Bruno e garantir que sejam os agentes das forças de segurança do  Estado os encarregados das funções de segurança interna, eliminando o  sistema dos chamados ‘chaveiros’ e assegurando que não lhes sejam  conferidas às pessoas privadas da liberdade funções disciplinarias, de  controle ou de segurança”.</p>
<p><strong>Leia a integra dos requerimentos feitos pela Comissão da OEA ao Brasil:</strong></p>
<p><strong>1.  adotar todas as medidas necessárias para proteger a vida, integridade  pessoal e saúde das pessoas privadas da liberdade no Presídio Professor  Aníbal Bruno na cidade de Recife, Estado do Pernambuco;</strong></p>
<p><strong>2.  adotar as medidas necessárias para aumentar o pessoal de segurança do  Presídio Professor Aníbal Bruno e garantir que sejam os agentes das  forcas de segurança do Estado os encarregados das funções de segurança  interna, eliminando o sistema dos chamados “chaveiros” e assegurando que  não lhes sejam conferidas às pessoas privadas da liberdade funções  disciplinarias, de controle ou de segurança;</strong></p>
<p><strong>3.  assegurar o provimento de uma atenção médica adequada aos  beneficiários, oferecendo atendimento médico que permita a proteção da  vida e da saúde dos beneficiários;</strong></p>
<p><strong>4.  adotar todas as medidas necessárias para evitar a transmissão de  doenças contagiosas dentro do Presídio Professor Aníbal Bruno, inclusive  através de uma redução substantiva da superpopulação das pessoas ali  privadas de liberdade;</strong></p>
<p><strong>5. adotar estas medidas em consulta com os representantes dos beneficiários; e</strong></p>
<p><strong>6.  informar sobre as ações adotadas a fim de diminuir a situação de  superpopulação verificada no Presídio Professor Aníbal Bruno.</strong></p>
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		<title>Tamara Melo: Governos têm responsabilidade em rebeliões</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 21:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, pelo menos 21 pessoas foram mortas em duas rebeliões - uma em São Luis, no Maranhão, e outra em Manaus, no Amazonas. O jornal Folha de S. Paulo entrevistou a advogada Tamara Melo, defensora de direitos humanos e integrante da equipe da Justiça Global.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>Na semana passada, pelo menos 21 pessoas foram mortas em duas rebeliões &#8211; uma em São Luis, no Maranhão, e outra em Manaus, no Amazonas. A repórter Estelita Hass Carazzai, do jornal Folha de S. Paulo, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/832036-governos-tem-responsabilidade-nas-rebelioes-no-ma-e-no-am-diz-advogada-de-ong.shtml">entrevistou</a> a advogada Tamara Melo, defensora de direitos humanos e integrante da equipe da <em>Justiça Global</em>.<br />
</address>
<h1></h1>
<h2>&#8220;Governos têm responsabilidade nas rebeliões no MA e no AM, diz advogada de ONG&#8221;<!--/TITULO--></h2>
<p><!--noindex--> <!--PRINT:EXCLUDE--></p>
<div id="ad-180x150-1"></div>
<p><!--/PRINT:EXCLUDE--> <!--/noindex--> <!--/--> <!--TEXTO--></p>
<div id="articleBy" style="margin-bottom: 0pt;">
<p><strong>ESTELITA HASS CARAZZAI</strong><br />
DE SÃO PAULO</div>
<p>Atuante na área de direitos humanos há cinco anos, a advogada Tamara Melo, da ONG <em>Justiça Global</em>, diz que os governos do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/827864-termina-rebeliao-de-presos-no-maranhao-18-morreram.shtml">Maranhão</a> e do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/828774-termina-rebeliao-em-cadeia-de-manaus-governo-confirma-morte-de-3-presos.shtml">Amazonas</a> não podem tentar jogar a culpa pelas recentes rebeliões em presídios do Estado nos presos e em brigas entre facções rivais.</p>
<p>Para ela, os governos têm responsabilidade pela vida dos presidiários e precisam também investigar eventuais falhas de segurança e estrutura que possam ter ocasionado os motins.</p>
<p>*</p>
<p><strong>Folha &#8211; O que há de comum entre as rebeliões no Maranhão e no Amazonas?</strong><br />
<strong>Tamara Melo</strong> &#8211; A forma como o Estado responde a essa situação é sempre muito parecida. A nossa preocupação é que o que aconteceu agora em Pedrinhas e em Manaus não seja tratado como uma briga entre presos. Essas mortes são responsabilidade do Estado. Estavam sob custódia do Estado, que tem o dever de garantir a vida e a integridade dessas pessoas.</p>
<p><strong>As rebeliões podem ser consideradas pontuais?</strong><br />
O que aconteceu no Maranhão e no Amazonas não é um caso isolado. São casos que se inserem num contexto de extrema violência do sistema prisional. Essa realidade de mortes e de tortura vem acontecendo de forma ampla e sistemática, e a prática do Estado brasileiro é uma política de esquecimento.</p>
<p>Tentar levar para o esquecimento e não investigar, principalmente com relação ao envolvimento de agentes públicos.</p>
<p><strong>O que deve ser feito para combater o problema?</strong><br />
É uma questão de prioridades. Fica muito claro que não existe uma política pública efetiva voltada para a questão da violência nas prisões. De todos os casos que vêm à tona na imprensa, de todas as denúncias, o Estado sempre responde com dinheiro para vagas, como se o problema fosse a falta de vagas. Nada é feito em relação a tortura, a mortes.</p>
<p>[Nas duas rebeliões] O Estado tinha o dever de garantir a segurança dos presos e evitar que esse tipo de coisa acontecesse. Se uma arma chegou lá, é evidente que houve uma falha. É justamente para isso que é preciso fazer uma investigação, para evitar que isso aconteça novamente.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Na semana passada, pelo menos 21 pessoas foram mortas em duas rebeliões &#8211; uma em São Luis, no Maranhão, e outra em Manaus, no Amazonas. O jornal Folha de S. Paulo entrevistou a advogada Tamara Melo, defensora de direitos humanos e integrante da equipe da <em>Justiça Global</em>.</div>
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		<item>
		<title>OEA se manifesta sobre atos de violência em prisões no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 12:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressa profunda preocupação pela morte de pelo menos 21 pessoas, provocada por atos de violência em centros penitenciários no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Leia o comunicado de imprensa da CIDH:</em></p>
<p>Washington, D.C., 18 de novembro de 2010 &#8211; A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressa profunda preocupação pela morte de pelo menos 21 pessoas, provocada por atos de violência em centros penitenciários no Brasil.</p>
<p>De acordo às informações recebidas, pelo menos três pessoas foram mortas em 10 de novembro de 2010, devido a uma rixa no centro provisório Raimundo Vidal Pessoa em Manaus, Estado do Amazonas. Em 9 de novembro, terminou uma rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na cidade de São Luis, Estado do Maranhão, a qual durou mais de 27 horas e provocou a morte de pelo menos 18 pessoas. Em ambos os casos, os internos teriam tomado reféns como forma de pressionar as autoridades.</p>
<p>A Comissão Interamericana reitera que o Estado se encontra em posição de garante frente as pessoas privadas da liberdade e que, como tal, tem o dever irrenunciável de garantir os direitos à vida e à integridade pessoal dos indivíduos sobre os quais exerce custódia. Em vista desta obrigação fundamental, os Estados têm o dever de adotar medidas concretas para prevenir atos de violência nos centros penitenciários. Entre estas medidas, estão, por exemplo, o estabelecimento de mecanismos de alerta imediato para evitar crises ou emergência e reduzir os níveis de superpopulação que geram situações de tensão e enfrentamentos entre internos, por espaço e serviços disponíveis. A CIDH observa que ambos os eventos violentos ocorreram em centros prisionais com altos índices de superpopulação.</p>
<p>A CIDH insta ao Estado investigar com devida diligência os atos de violência ocorridos, especialmente as mortes, com o fito de esclarecer as causas, individualizar os responsáveis e impor as sanções legais correspondentes. Esta ação é fundamental para evitar a repetição de atos de violência similares.</p>
<p>A CIDH é um órgão autônomo e principal da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo mandato surge da Carta da OEA e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A Comissão Interamericana tem o mandato de promover a observância dos direitos humanos no continente e atua como órgão consultivo da OEA nessa matéria. A Comissão é integrada por sete membros independentes, eleitos pela Assembléia Geral da OEA e que não representam nenhum país em particular.</p>
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		<title>Aprovada lei contra a tortura no Rio</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 11:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sandrinha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a nova lei, a criação desses órgãos — uma demanda antiga dos movimentos sociais de direitos humanos — vai garantir o monitoramento permanente das condições existentes nas carceragens policiais, presídios, unidades sócio-educativas e manicômios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Foi uma votação histórica. Com 53 votos a favor, três contrários e uma abstenção, a Alerj aprovou nesta terça-feira (22/6) projeto de lei, de autoria do deputado estadual Marcelo Freixo, que cria um Comitê e um Mecanismo de Prevenção à Tortura no Estado do Rio de Janeiro. Com a nova lei, a criação desses órgãos — uma demanda antiga dos movimentos sociais de direitos humanos — vai garantir o monitoramento permanente das condições existentes nas carceragens policiais, presídios, unidades sócio-educativas e manicômios. Hoje, essas unidades de privação da liberdade não contam com qualquer mecanismo eficaz de fiscalização dos direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Tem alguém nesse momento sendo torturado no Rio de Janeiro. Hoje, há dificuldade de acesso das organizações de direitos humanos a esses locais, onde ainda a tortura ocorre de forma sistemática e sob a responsabilidade do Estado”, disse Freixo. “Há uma razão histórica para a criação desses órgãos. Não se trata de um projeto contra a polícia, a não ser para aqueles que partem do princípio de que a polícia vai, inevitavelmente, torturar. E não é essa a concepção de polícia que temos”, afirmou o deputado, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto, proposto pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), deve ser sancionado em breve — contou, afinal, com o apoio da base do governo estadual na Casa e do secretário estadual de Direitos Humanos, Ricardo Henriques. O PL recebeu também a assinatura dos deputados Jorge Picciani, presidente da Alerj, e Luiz Paulo Corrêa da Rocha, corregedor. A ONU e a internacional Associação de Prevenção da Tortura (APT) declararam o seu apoio ao projeto, durante audiência pública na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, em 25/6.</p>
<p style="text-align: justify;">“Esse projeto é essencial, primordial, necessário. A criação do Comitê e do Mecanismo representa, pelo caráter de independência que será conferido aos novos órgãos, uma ação de vanguarda, que vai garantir transparência e um efetivo monitoramento das unidades de privação de liberdade”, disse Sylvia Diniz Dias, delegada da APT para o Brasil. “Os membros serão escolhidos por edital público, em processo amplo e participativo, e terão independência para agir”, esclareceu Sylvia, sobre o fato de o Comitê e o Mecanismo não serem vinculados ao Executivo, mas, sim ao Legislativo.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil está bem distante de cumprir suas responsabilidades firmadas em acordos no plano internacional no enfrentamento da tortura. A situação piora ainda mais quando se sabe que o próprio Estado aparece como o responsável, especialmente nas instituições de privação de liberdade, como unidades policiais, penitenciárias, unidades sócio-educativas e manicômios. E terminou em 2008 o prazo para a criação no país de um mecanismo nacional, conforme previsto no Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes, assinado pelo Brasil em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">“A nova lei vai, pelo menos no Rio de Janeiro, corrigir esse atraso e servir de exemplo aos demais estados”, disse Freixo, que, em maio, na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos sobre o tema “Monitoramento e prevenção das torturas em locais de privação de liberdade”, com participação de Mario Coriolano, vice-presidente do Subcomitê para a Prevenção da Tortura da ONU; de Hugo Lorenzo, diretor do Escritório Regional da APT para a América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.marcelofreixo.com.br/site/index.php?page=noticias&amp;sectionid=12&amp;catid=24&amp;id=2544</p>
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		<item>
		<title>ONU: Execuções sumárias continuam em grande escala no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relatório sobre execuções sumárias chama a atenção para as taxas “alarmantes” de violência policial e para a ação de grupos de extermínio no país; nenhuma das 33 recomendações feitas pelas Nações Unidas em 2008 foram integralmente cumpridas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 22pt; line-height: 115%;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/06/fuzil.jpg" rel="shadowbox[post-1544];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1545" title="fuzil" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/06/fuzil.jpg" alt="fuzil" width="240" height="163" /></a></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em><span style="font-size: 13pt; line-height: 115%; background: none repeat scroll 0% 0% white;">Relatório  sobre execuções sumárias chama a atenção para as taxas “alarmantes” de  violência policial e para a ação de grupos de extermínio no país; nenhuma das 33 recomendações feitas pelas Nações Unidas em 2008 foram integralmente  cumpridas</span></em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em><span style="font-size: 13pt; line-height: 115%; background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
</span></em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em><span style="font-size: 13pt; line-height: 115%; background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">A ONU divulga nesta terça-feira, dia 1 de junho, um documento alertando sobre o alto número de execuções sumárias no Brasil.</span></span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> Trata-se de um  ‘relatório de seguimento’, que analisa se o Estado brasileiro cumpriu ou não as recomendações feitas pelo  Relator Especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais,  Sr. Philip Alston, depois que esteve em missão especial no país em 2007.  Alston concluiu que<ins datetime="2010-06-01T10:26" cite="mailto:Gustavo">,</ins> de lá pra cá, a situação não mudou muito, e que o governo está falhando em tomar todas as medidas  necessárias.</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&lt; </span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/06/Relatório_de_Seguimento_ONU_Alston2010_inglês.pdf">LEIA O DOCUMENTO, EM INGLÊS</a> (em  breve em Pt.)&gt;</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&lt; VEJA ABAIXO A NOTA OFICIAL DA ONU PARA A  IMPRENSA, TRADUZIDA &gt;</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
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<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">O documento de 22  páginas analisa temas tratados durante a missão do relator e afirma que “execuções extrajudiciais continuam em  grande escala” no Brasil. Entre os temas abordados estão a violência policial e  os chamados ‘autos de resistência’, os homicídios dentro de unidades  prisionais, a atuação de milícias e grupos de extermínio formados por agentes  públicos, além das falhas e vícios presentes no aparato de investigação e processamento judicial, que propiciam a não-responsabilização de crimes cometidos por representantes do Estado. </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
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<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Brasil descumpre as recomendações</span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
</span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Apesar de citar avanços pontuais em algumas  questões, o documento denuncia que o governo brasileiro tem falhado em tomar  medidas necessárias para diminuir as mortes causadas pela polícia. De <span style="text-decoration: underline;">33</span> recomendações feitas no Relatório de 2008, nenhuma foi integralmente assimilada: <span style="text-decoration: underline;">dois terços (22) foram descumpridas e 11 foram  classificadas apenas como “parcialmente cumpridas”</span>.</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
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<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">“O relatório de seguimento da ONU mostra que a  polícia no Brasil continua sendo extremamente letal e violadora de direitos”,  afirma Sandra Carvalho, diretora da <em>Justiça Global</em>, uma das organizações que  contribuíram com informações para o documento. Para ela, é grave o fato de o Brasil  estar ignorando recomendações importantes para o enfrentamento da violência  policial e a desarticulação de grupos de extermínio. “Isto reflete a falta de compromisso de governantes com uma política de segurança menos letal,  que pare de encarar a morte como critério de eficiência e que esteja comprometida  com o fim dos grupos de extermínio”, afirmou Sandra. </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
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<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">PEC aprovada na CCJ contraria ONU </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
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<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">O relatório da ONU está sendo divulgado dias de</span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">pois de </span>a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar a admissibilidade da <span style="text-decoration: underline;">Proposta de Emenda Constitucional</span> (PEC) que <span style="text-decoration: underline;">impediria que  a Polícia Federal e as Polícias Civis dos estados sejam sujeitas ao  controle externo dos integrantes do Ministério Público (MP)</span>. A aprovação vai  contra a análise da ONU, que recomenda justamente que o MP “conduza investigações independentes onde a polícia esteja envolvida em um  assassinato, e que o direito do MP para conduzir suas próprias investigações seja  melhor definido e afirmado”. O relator recomenda inclusive que, em São Paulo,  seja aprovada uma proposta para ampliar o Grupo <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do MP, que  atuaria na fiscalização de crimes e abusos cometidos pela polícia.</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">__________________________________________________________________________________<br />
</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
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<div><span style="font-size: 11pt;"> </span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"> </span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">COMUNICADO DE IMPRENSA</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><strong><span style="font-size: 11pt;">Relator Especial  da ONU considera que as mortes causadas pela polícia brasileira continuam em taxas alarmantes</span></strong></div>
<div><strong><span style="font-size: 11pt;">Governo tem  falhado em tomar todas as medidas necessárias</span></strong></div>
<div><strong><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">Nova Iorque, 1 de junho de 2010</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">&#8220;O dia-a-dia de muitos brasileiros,  especialmente aqueles que vivem em favelas, ainda é vivido na sombra de assassinatos e  da violência de facções criminosas, milícias, grupos de extermínio e da polícia,  apesar de importantes reformas do Governo&#8221;, disse o Relator Especial da ONU sobre execuções extrajudiciais hoje, quando divulgou um Relatório de  Seguimento sobre o progresso que o Brasil tem feito para reduzir mortes pela polícia  desde a sua visita de 2007.</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
&#8220;Quando visitei o país, dois anos e meio atrás&#8221;, disse o professor Philip Alston, Relator Especial da ONU, &#8220;constatei que  a polícia executou supostos criminosos e cidadãos inocentes durante  operações ‘de guerra’ mal planejadas e contra-produtivas dentro de favelas. Civis  foram mortos também por policiais atuando fora de horário de serviço em grupos  de extermínio e milícias, como resultado de ‘vigilância’ ou para obter  lucro”.</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">&#8220;Atualmente, a situação não mudou  dramaticamente. A polícia continua a cometer execuções extrajudiciais em taxas  alarmantes&#8221;, constatou o especialista da ONU. </span><span style="font-size: 11pt;">&#8220;</span><span style="font-size: 11pt;">E eles geralmente não são responsabilizados  por isso.&#8221;</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">Através da revisão das ações do  governo federal e estadual nos dois últimos anos, o relatório do especialista destacou que  o Brasil apresentou melhorias notáveis em algumas áreas. &#8220;Rio de Janeiro,  São Paulo e Pernambuco investigaram milícias e grupos de extermínio e o fato  de que alguns policiais foram presos é muito positivo&#8221;, disse ele. &#8220;Além disso, novos esforços de policiamento comunitário em algumas poucas  favelas do Rio de Janeiro são muito bem vindos, como é também a promessa do governo federal de aumentar os salários para melhorar a segurança antes da Copa  do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. </span><span style="font-size: 11pt;">Mas estes esforços exigirão um impulso muito  maior se forem para trazer a segurança que se espera dentro dos próximos quatro  anos.&#8221; </span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
Em outras questões centrais, no entanto, ele observou que muito pouco tem sido feito. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&#8220;Os chamados Autos de Resistência continuam a uma taxa muito grande&#8221;, disse ele,  referindo-se a mortes causadas pela polícia que são depois relatadas como tendo  ocorrido em auto-defesa. &#8220;Houve pelo menos 11 mil mortes registradas como  ‘resistência seguida de morte’ em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 2003 e 2009. As evidências mostram claramente que muitas dessas mortes na realidade  foram execuções. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Mas  a polícia imediatamente as rotula de “resistência”, e elas quase nunca são seriamente investigados. O  Governo ainda não acabou com esta prática abusiva”. O especialista concluiu que,  de fato, as “resistências seguidas de morte” aumentaram em São Paulo desde  2007. Ele pediu ao Brasil para &#8220;abolir esta classificação que dá à polícia uma licença para atirar, e para investigar esses assassinatos como quaisquer  outras mortes.&#8221;</span></span></span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"><br />
</span></span></span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">Ele congratulou a nova abordagem experimental da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)  do Rio de Janeiro, que substitui intervenções violentas de curto prazo em  favelas pela presença da polícia a longo prazo e de prestação de serviços sociais. &#8220;O conceito da UPP é um passo adiante muito bem vindo, pois traz a  perspectiva de segurança real e sustentada&#8221;, disse ele. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&#8220;Mas há também cada vez mais relatos de abusos cometidos contra moradores da  favela pela UPP, e os serviços sociais prometidos nem sempre foram fornecidos.&#8221;  O principal desafio é expandir o programa, já que &#8220;centenas de favelas continuam ou intocadas ou ainda sujeitas à velha mentalidade de que  invasões ocasionais e violentas podem trazer segurança. &#8220;</span></span><span style="font-size: 11pt;"></p>
<p>&#8220;O Governo do Brasil merece muito crédito por sua cooperação e abertura ao escrutínio externo&#8221;, disse o Relator Especial.</p>
<p></span><span style="font-size: 11pt;">&#8220;Mas ainda há muito a ser feito se o Governo  quiser atingir o seu objetivo de reduzir as execuções extrajudiciais cometidas  pela polícia.&#8221;</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">*   *   *</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;"><br />
</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">O relatório do Relator Especial está contido em </span><span style="font-size: 11pt;">A/HRC/14/24/Add.4. Para <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">mais informações,  entre em contato com o Relator Especial, no seguinte endereço: sarah.knuckey @  nyu.edu.</span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"></p>
<p></span>Professor Alston foi nomeado Relator Especial da ONU em 2004 e apresenta seus relatórios para o Conselho de Direitos  Humanos e a Assembléia Geral das Nações Unidas. Ele tem uma vasta experiência no campo dos direitos humanos, incluindo oito  anos como presidente do Comité das Nações Unidas sobre Direitos Econômicos,  Sociais e Culturais, principal consultor jurídico para a UNICEF na elaboração da Convenção sobre os Direitos da Criança e Assessor Especial para o <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">o Alto Comissário da  ONU para os Direitos Humanos. Ele é professor de Direito e Diretor do Centro de Direitos Humanos e Justiça  Global na Escola de Direito de Nova Iorque. Para obter informações sobre o  mandato do Relator Especial, consulte: www.extrajudicialexecutions.org.</span></span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<div style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 22pt; line-height: 115%;">ONU: Execuções sumárias  continuam em grande escala<span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> no Brasil</span></span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="font-size: 22pt; line-height: 115%;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em><span style="font-size: 13pt; line-height: 115%; background: none repeat scroll 0% 0% white;">Relatório  sobre execuções sumárias chama a atenção para as taxas “alarmantes” de  violência policial e para a ação de grupos de extermínio no país; nenhuma das 33 recomendações feitas pelas Nações Unidas em 2008 foram integralmente  cumpridas</span></em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><em><span style="font-size: 13pt; line-height: 115%; background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></em></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">A ONU divulga nesta terça-feira, dia 1 de junho, um documento alertando sobre o alto número de execuções sumárias no Brasil.</span></span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> Trata-se de um  ‘relatório de seguimento’, que analisa se o Estado brasileiro cumpriu ou não as recomendações feitas pelo  Relator Especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais,  Sr. Philip Alston, depois que esteve em missão especial no país em 2007.  Alston concluiu que<ins datetime="2010-06-01T10:26" cite="mailto:Gustavo">,</ins> de lá pra cá, a situação não mudou muito, e que o governo está falhando em tomar todas as medidas  necessárias. </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&lt; LEIA O DOCUMENTO, EM INGLÊS, EM <a href="http://www.global.org.br/">WWW.GLOBAL.ORG.BR</a> (em  breve em Pt.)&gt;</span></div>
<div style="text-align: center;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&lt; VEJA ABAIXO A NOTA OFICIAL DA ONU PARA A  IMPRENSA, TRADUZIDA &gt;</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">O documento de 22  páginas analisa temas tratados durante a missão do relator e afirma que “execuções extrajudiciais continuam em  grande escala” no Brasil. Entre os temas abordados estão a violência policial e  os chamados ‘autos de resistência’, os homicídios dentro de unidades  prisionais, a atuação de milícias e grupos de extermínio formados por agentes  públicos, além das falhas e vícios presentes no aparato de investigação e processamento judicial, que propiciam a não-responsabilização de crimes cometidos por representantes do Estado. </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Brasil descumpre as recomendações</span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Apesar de citar avanços pontuais em algumas  questões, o documento denuncia que o governo brasileiro tem falhado em tomar  medidas necessárias para diminuir as mortes causadas pela polícia. De <span style="text-decoration: underline;">33</span> recomendações feitas no Relatório de 2008, nenhuma foi integralmente assimilada: <span style="text-decoration: underline;">dois terços (22) foram descumpridas e 11 foram  classificadas apenas como “parcialmente cumpridas”</span>.</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">“O relatório de seguimento da ONU mostra que a  polícia no Brasil continua sendo extremamente letal e violadora de direitos”,  afirma Sandra Carvalho, diretora da <em>Justiça Global</em>, uma das organizações que  contribuíram com informações para o documento. Para ela, é grave o fato de o Brasil  estar ignorando recomendações importantes para o enfrentamento da violência  policial e a desarticulação de grupos de extermínio. “Isto reflete a falta de compromisso de governantes com uma política de segurança menos letal,  que pare de encarar a morte como critério de eficiência e que esteja comprometida  com o fim dos grupos de extermínio”, afirmou Sandra. </span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">PEC aprovada na CCJ contraria ONU </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">O relatório da ONU está sendo divulgado dias de</span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">pois de </span>a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovar a admissibilidade da <span style="text-decoration: underline;">Proposta de Emenda Constitucional</span> (PEC) que <span style="text-decoration: underline;">impediria que  a Polícia Federal e as Polícias Civis dos estados sejam sujeitas ao  controle externo dos integrantes do Ministério Público (MP)</span>. A aprovação vai  contra a análise da ONU, que recomenda justamente que o MP “conduza investigações independentes onde a polícia esteja envolvida em um  assassinato, e que o direito do MP para conduzir suas próprias investigações seja  melhor definido e afirmado”. O relator recomenda inclusive que, em São Paulo,  seja aprovada uma proposta para ampliar o Grupo <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do MP, que  atuaria na fiscalização de crimes e abusos cometidos pela polícia.</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"> </span></div>
<div style="text-align: left;"><strong><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">CONTATOS</span></strong></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Gustavo Mehl (assessor de comunicação) – (21) 2544-2320 / 8162-2181</span></div>
<div style="text-align: left;"><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Sandra Carvalho (diretora adjunta) – (21) 2544-2320 / 8272-1916</span><span style="font-size: 11pt;"> </span></div>
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<div><span style="font-size: 11pt;">COMUNICADO DE IMPRENSA</span></div>
<div><strong><span style="font-size: 11pt;">Relator Especial  da ONU considera que as mortes causadas pela polícia brasileira continuam em taxas alarmantes</span></strong></div>
<div><strong><span style="font-size: 11pt;">Governo tem  falhado em tomar todas as medidas necessárias</span></strong></div>
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<div><span style="font-size: 11pt;">Nova Iorque, 1 de junho de 2010</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">&#8220;O dia-a-dia de muitos brasileiros,  especialmente aqueles que vivem em favelas, ainda é vivido na sombra de assassinatos e  da violência de facções criminosas, milícias, grupos de extermínio e da polícia,  apesar de importantes reformas do Governo&#8221;, disse o Relator Especial da ONU sobre execuções extrajudiciais hoje, quando divulgou um Relatório de  Seguimento sobre o progresso que o Brasil tem feito para reduzir mortes pela polícia  desde a sua visita de 2007.</span></div>
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&#8220;Quando visitei o país, dois anos e meio atrás&#8221;, disse o professor Philip Alston, Relator Especial da ONU, &#8220;constatei que  a polícia executou supostos criminosos e cidadãos inocentes durante  operações ‘de guerra’ mal planejadas e contra-produtivas dentro de favelas. Civis  foram mortos também por policiais atuando fora de horário de serviço em grupos  de extermínio e milícias, como resultado de ‘vigilância’ ou para obter  lucro”.</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">&#8220;Atualmente, a situação não mudou  dramaticamente. A polícia continua a cometer execuções extrajudiciais em taxas  alarmantes&#8221;, constatou o especialista da ONU. </span><span style="font-size: 11pt;">&#8220;</span><span style="font-size: 11pt;">E eles geralmente não são responsabilizados  por isso.&#8221;</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">Através da revisão das ações do  governo federal e estadual nos dois últimos anos, o relatório do especialista destacou que  o Brasil apresentou melhorias notáveis em algumas áreas. &#8220;Rio de Janeiro,  São Paulo e Pernambuco investigaram milícias e grupos de extermínio e o fato  de que alguns policiais foram presos é muito positivo&#8221;, disse ele. &#8220;Além disso, novos esforços de policiamento comunitário em algumas poucas  favelas do Rio de Janeiro são muito bem vindos, como é também a promessa do governo federal de aumentar os salários para melhorar a segurança antes da Copa  do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. </span><span style="font-size: 11pt;">Mas estes esforços exigirão um impulso muito  maior se forem para trazer a segurança que se espera dentro dos próximos quatro  anos.&#8221; </span></div>
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Em outras questões centrais, no entanto, ele observou que muito pouco tem sido feito. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&#8220;Os chamados Autos de Resistência continuam a uma taxa muito grande&#8221;, disse ele,  referindo-se a mortes causadas pela polícia que são depois relatadas como tendo  ocorrido em auto-defesa. &#8220;Houve pelo menos 11 mil mortes registradas como  ‘resistência seguida de morte’ em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 2003 e 2009. As evidências mostram claramente que muitas dessas mortes na realidade  foram execuções. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">Mas  a polícia imediatamente as rotula de “resistência”, e elas quase nunca são seriamente investigados. O  Governo ainda não acabou com esta prática abusiva”. O especialista concluiu que,  de fato, as “resistências seguidas de morte” aumentaram em São Paulo desde  2007. Ele pediu ao Brasil para &#8220;abolir esta classificação que dá à polícia uma licença para atirar, e para investigar esses assassinatos como quaisquer  outras mortes.&#8221;</span></span></span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">Ele congratulou a nova abordagem experimental da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)  do Rio de Janeiro, que substitui intervenções violentas de curto prazo em  favelas pela presença da polícia a longo prazo e de prestação de serviços sociais. &#8220;O conceito da UPP é um passo adiante muito bem vindo, pois traz a  perspectiva de segurança real e sustentada&#8221;, disse ele. <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">&#8220;Mas há também cada vez mais relatos de abusos cometidos contra moradores da  favela pela UPP, e os serviços sociais prometidos nem sempre foram fornecidos.&#8221;  O principal desafio é expandir o programa, já que &#8220;centenas de favelas continuam ou intocadas ou ainda sujeitas à velha mentalidade de que  invasões ocasionais e violentas podem trazer segurança. &#8220;</span></span><span style="font-size: 11pt;"></p>
<p>&#8220;O Governo do Brasil merece muito crédito por sua cooperação e abertura ao escrutínio externo&#8221;, disse o Relator Especial.</p>
<p></span><span style="font-size: 11pt;">&#8220;Mas ainda há muito a ser feito se o Governo  quiser atingir o seu objetivo de reduzir as execuções extrajudiciais cometidas  pela polícia.&#8221;</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">*   *   *</span></div>
<div><span style="font-size: 11pt;">O relatório do Relator Especial está contido em </span><span style="font-size: 11pt;">A/HRC/14/24/Add.4. Para <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">mais informações,  entre em contato com o Relator Especial, no seguinte endereço: sarah.knuckey @  nyu.edu.</span><span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"></p>
<p></span>Professor Alston foi nomeado Relator Especial da ONU em 2004 e apresenta seus relatórios para o Conselho de Direitos  Humanos e a Assembléia Geral das Nações Unidas. Ele tem uma vasta experiência no campo dos direitos humanos, incluindo oito  anos como presidente do Comité das Nações Unidas sobre Direitos Econômicos,  Sociais e Culturais, principal consultor jurídico para a UNICEF na elaboração da Convenção sobre os Direitos da Criança e Assessor Especial para o <span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;">o Alto Comissário da  ONU para os Direitos Humanos. Ele é professor de Direito e Diretor do Centro de Direitos Humanos e Justiça  Global na Escola de Direito de Nova Iorque. Para obter informações sobre o  mandato do Relator Especial, consulte: www.extrajudicialexecutions.org.</span></span></div>
</div>
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		<title>Começa o julgamento do segundo maior massacre em presídios da história do país</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 18:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com um saldo de 27 pessoas assassinadas, chacina do Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru. Somente os presos estão indo a júri. Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia, e nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Chacina no Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru: 27 presos foram assassinados;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia; nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento</div>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/05/urso-branco2.jpg" rel="shadowbox[post-1480];player=img;"><img class="size-full wp-image-1481 alignleft" title="Urso Branco" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2010/05/urso-branco2.jpg" alt="Urso Branco" width="304" height="226" /></a></p>
<p><em><strong>Chacina no Urso Branco, em 2002, só não teve mais mortos que Carandiru: 27 presos foram assassinados;</strong></em></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Em oito anos, foram mais de cem mortes no interior do presídio de Rondônia; nenhum representante do poder público foi responsabilizado até o momento</em></strong></p>
<p>Nesta quarta-feira, dia 5, começou o julgamento de 16 presos acusados de participação na chacina de janeiro de 2002 no presídio Urso Branco, em Rondônia, que resultou na morte de pelo menos 27 pessoas. O caso é o maior massacre de presos do país depois do Carandiru, e ganhou repercussão internacional pela brutalidade dos assassinatos, que envolveram até decapitação, choque elétrico, e enforcamento.</p>
<p>Os 16 acusados irão a júri popular a partir desta semana, atendendo a denúncia do Ministério Público. No entanto, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho e a <em>Justiça Global</em> (peticionárias do Caso na OEA) questionam o fato de nenhum representante do Poder Público ter sido levado a julgamento. As organizações, que acompanham a situação do presídio, entendem que o massacre de 2002 só foi possível porque as autoridades responsáveis pela segurança e administração do presídio colocaram os presos ameaçados de morte no mesmo pavilhão que outros presos, embora conhecessem os evidentes riscos dessa medida.</p>
<p>Em 2004, o MP ofereceu denúncia contra 44 presos e 6 agentes públicos: o então diretor geral do presídio, o ex-diretor de segurança, o ex-Superintendente de Assuntos Penitenciários e o ex-gerente do sistema penitenciário de Rondônia, além de dois oficiais da Polícia Militar do estado. Apenas os três primeiros ainda respondem a processo em liberdade; a denúncia dos três últimos foi negada pelo juiz. Na denúncia, o MP chegou a afirmar expressamente: “Os presos do ‘SEGURO’ [os ameaçados] foram arrastados para os pavilhões (&#8230;) esperneando e clamando por suas vidas, com a certeza das atrocidades que iriam sofrer, e os agentes públicos foram insensíveis aos desesperados apelos.” Porém, após mais de oito anos da chacina, e a despeito da denúncia, somente os detentos serão levados a júri.</p>
<p><strong>Caso reflete seletividade da Justiça</strong></p>
<p>Conhecido como um dos presídios mais violentos do país, o Urso Branco, nos últimos 10 anos, contabilizou mais de cem mortes violentas ocorridas em seu interior. Segundo informações da Secretaria Especial de Direitos Humanos e do Ministério das Relações Exteriores, de um total de 102 processos criminais relacionados com fatos ocorridos no interior da unidade, apenas 18 foram concluídos, sendo dez com sentença de absolvição e oito de condenação – somente uma destas últimas envolvendo um agente do Estado.</p>
<p>“O fato de apenas os presos estarem indo a júri pelo massacre de 2002 evidencia seletividade da Justiça Criminal, que atua com particular ineficiência e morosidade na apuração de crimes cometidos por agentes públicos”, afirma Tamara Melo, advogada da <em>Justiça Global</em>.</p>
<p><strong>Denúncias na OEA e novos casos de tortura</strong></p>
<p>Casos recentes evidenciam que a situação no presídio permanece grave.  Em 2009 foram abertos inquéritos para investigar casos de tortura e de tentativa de assassinato. “Em 2002, devido a um pedido da CJP e da <em>Justiça Global</em>, o presídio Urso Branco foi o primeiro caso que levou o Brasil a receber da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, uma determinação de medidas urgentes para a proteção da vida e da integridade física de seus internos, mas esses novos casos mostram que a determinação vem sendo descumprida”, disse Tamara.</p>
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