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	<title>Justiça Global &#187; resistência</title>
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		<title>Organizações encaminham à ONU e à OEA relatório reportando violação de direitos humanos no despejo da Comunidade de Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:25:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Participantes da audiência pública realizada na noite desta segunda (30) na Câmara Municipal de São José dos Campos, São Paulo, receberam o documento, que registra uma série de violações de direitos humanos no despejo de centenas de famílias por forças policiais na manhã de domingo, 22 de janeiro.</em></p>
<p>Produzido pela <em>Justiça Global</em> em conjunto com as Brigadas Populares, Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, além de contar com a contribuição de parlamentares e grupos de apoio aos desabrigados, o relatório &#8220;Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional&#8221; se estrutura em três momentos: os conflitos entre o judiciário e o executivo nas esferas estadual e federal, que precederam a ação policial; o despejo e as consequências do excesso de violência contra os moradores; e o tratamento desumano e degradante que tem sido dado aos desabrigados pela prefeitura de São José dos Campos. O texto destaca ainda as constantes obstruções à atividade da imprensa e de organizações de defesa dos direitos humanos no local.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Pinheirinho-um-Relato-Preliminar-da-Violência-Institucional.pdf">LEIA AQUI &#8211; Pinheirinho: um Relato Preliminar da Violência Institucional</a></p>
<p>O relatório, que tem entre outras fontes depoimentos registrados em vídeo que serão encaminhados junto com o documento, será entregue oficialmente à Defensoria Publica de São Paulo, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia, Secretaria de Segurança Pública e parlamentares, além dos órgãos federais correlatos. O dossiê segue ainda para as relatorias de Direito à Moradia Adequada; Execuções Sumárias, Arbitrárias e Extrajudiciais; e Independência do Judiciário da ONU e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.</p>
<p><strong>Feridos e desaparecidos</strong></p>
<p>Até o momento da finalização do relatório preliminar não foi possível comprovar as mortes que teriam acontecido durante a ação realizada pela polícia do Estado de São Paulo e nos confrontos posteriores nos bairros vizinhos. No entanto, de acordo com relatos de moradores, há famílias de pessoas desaparecidas sendo coagidas a não denunciar os casos e nenhum corpo foi encontrado até o momento. Sindicatos, organizações sociais e indivíduos que num primeiro momento tentaram acesso ao Instituto Médico Legal e aos hospitais para obter informações foram obstruídos, o que sugere que as buscas e investigações devem prosseguir e demonstra a urgência de uma ação mais contundente do governo federal em apurar os fatos.</p>
<p>A obstrução do trabalho da imprensa e de organizações e instituições defensoras dos direitos humanos foi evidente desde o dia do despejo. O acesso à área das operações foi restringido até mesmo para parlamentares e autoridades federais, evitando que as arbitrariedades fossem divulgadas e evitadas. O documento mostra ainda que casas foram destruídas com tudo o que havia dentro, e que nos dias seguintes saqueadores agiram sem ser incomodados pela polícia. Algumas famílias, além de perderem suas casas, também perderam todos seus pertences. A situação, que já é crítica, se agrava pelo estado dos abrigos municipais: condições sanitárias precárias, espaço insuficiente para a grande quantidade de famílias e atendimento médico que depende de voluntários.</p>
<p>As denúncias mais comuns, que podem ser comprovadas pelas marcas deixadas no corpo dos moradores &#8211; incluindo mulheres e crianças -, são de agressões, ameaças, espancamentos, ferimentos e intoxicação devido a disparos, bombas, gás e spray de pimenta. Esse tipo de violações está recebendo especial atenção do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE) de São Paulo, que está no local coletando depoimentos e encaminhando as vítimas para o exame de corpo de delito. O uso irrestrito das armas ditas não-letais deixaram feridos em estado grave, que podem sofrer sequelas permanentes. Há também o registro de feridos com armas de fogo disparadas pela Guarda Municipal.</p>
<p><strong>Ato nacional na quinta-feira (2/2)</strong></p>
<p>Organizações do movimento popular e centrais sindicais estão convocando um ato em apoio à comunidade do Pinheirinho, exigindo que a área seja desapropriada e que moradias dignas sejam construídas no local. A manifestação será na quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão confirmadas. Na sexta-feira (3), às 17h, haverá outro ato no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Veja algumas imagens dos abrigos, da destruição em Pinheirinho e dos desabrigados:</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='ana paula e o que restou de sua casa'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/ana-paula-e-o-que-restou-de-sua-casa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="ana paula e o que restou de sua casa" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='casa em chamas em pinheirinho'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/casa-em-chamas-em-pinheirinho-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="casa em chamas em pinheirinho" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo morumbi'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-morumbi-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo morumbi" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='abrigo igreja 2'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/abrigo-igreja-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="abrigo igreja 2" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes.jpg' rel='shadowbox[post-2782];player=img;' title='lesoes'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/lesoes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="lesoes" /></a>

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		<title>Atingidos pela Vale agradecem título de pior do mundo dado à empresa; veja o vídeo</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Encontro da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa define atuação para 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O grupo formado por moradores atingidos, entidades, movimentos sociais e membros da academia das cidades que sediarão a Copa do Mundo avaliou as ações realizadas em 2011 e definiu as principais pautas e reivindicações para este ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, realizado entre os dias 21 e 24 de janeiro em Porto Alegre, consolidou a oposição às violações, abusos e ilegalidades relacionadas à realização de megaeventos esportivos no Brasil. O grupo formado por moradores atingidos, entidades, movimentos sociais e membros da academia das cidades que sediarão a Copa do Mundo avaliou as ações realizadas em 2011 e definiu as principais pautas e reivindicações para este ano.</p>
<p>O dossiê <a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;task=download&amp;id=19" target="_blank">Megaeventos e Violação de Direitos Humanos no Brasil</a>, lançado em dezembro do ano passado em ato nacional, ganhará uma versão impressa em março com dados atualizados. O objetivo é ter informações sistemáticas sobre as pessoas afetadas pelas obras e a precariedade do trabalho dos funcionários da construção civil, além de monitorar os encaminhamentos dados pelos órgãos públicos que receberam o documento. Dossiês locais também serão produzidos para detalhar a situação em cada cidade, sendo o primeiro o do Rio de Janeiro, também com previsão de lançamento para março.</p>
<p>Firmou-se ainda o compromisso de barrar a Lei Geral da Copa, posição já expressa em <a href="http://portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;task=download&amp;id=3" target="_blank">nota pública</a> divulgada no fim do ano passado e que exigiu que a lei não fosse votada no apagar das luzes do ano legislativo do Congresso Nacional. O projeto cria um contexto de exceção, com alterações legais que beneficiam diretamente a FIFA e seus parceiros, tendo como base um acordo firmado entre a entidade e o governo brasileiro que não é de conhecimento público. O entendimento da Articulação Nacional é que o Brasil não precisa dessa lei para sediar a Copa do Mundo, sendo a exigência de sua aprovação uma grande ameaça aos direitos já garantidos pela legislação aos brasileiros.</p>
<p><strong>Visita a comunidades atingidas e atos públicos</strong></p>
<p>As atividades incluíram ainda atos no Aeroporto Internacional Salgado Filho e na Praça da Matriz, além de uma visita guiada pelo Comitê Popular da Copa de Porto Alegre, chamada de Toxic Tour. Membros da Articulação Nacional viram de perto a situação das comunidades atingidas pelas obras na cidade e puderam comprovar que alguns procedimentos têm se repetido no Brasil: envio de famílias para periferia sem oferta de serviços básicos, baixo valor de indenizações e forte pressão da especulação imobiliária. Em Porto Alegre esse avanço se dá também numa região predominantemente rural, que forma o cinturão verde no extremo Sul da cidade.</p>
<p>Os membros da Articulação Nacional também participaram de um ato em repúdio à violência policial em Pinheirinho, organizada por diversas entidades na Esquina Democrática, centro de Porto Alegre. No domingo, ao tomar conhecimento do início da desapropriação, o grupo aprovou uma <a href="http://www.portalpopulardacopa.org/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;id=209:nota-articula%C3%A7%C3%A3o-nacional-pinheirinho" target="_blank">nota de repúdio</a> que foi enviada à imprensa. Entende-se que os interesses que motivaram a ação em São José dos Campos são os mesmos que, sob o argumento da preparação do Brasil para receber megaeventos esportivos, ameaçam remover cerca de 150 mil pessoas de suas casas em todo o país.</p>
<p>A Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa espera agora a ampliação e o fortalecimento dos comitês locais, com a crescente percepção de que os benefícios de sediar megaeventos esportivos não alcançam a maior parte da população. O <a href="http://www.portalpopulardacopa.org/" target="_blank">Portal Popular da Copa</a> irá concentrar as informações dos comitês, que realizam atividades e atos públicos, organizam oficinas e seminários e acompanham de perto a situação em suas cidades. Os Comitês Populares da Copa são abertos e se reúnem periodicamente em cada uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.</p>

<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Morro-Santa-Teresa-Foto-Renato-Cosentino.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Morro Santa Teresa. Foto: Renato Cosentino'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Morro-Santa-Teresa-Foto-Renato-Cosentino-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Visita ao Morro Santa Teresa, em Porto Alegre, onde comunidades estão ameaçadas de remoção. Ao fundo o estádio do Beira-Rio em obras para a Copa do Mundo." title="Morro Santa Teresa. Foto: Renato Cosentino" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Zona-Sul-de-Porto-Alegre-Foto-Katia-Marko.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Zona Sul de Porto Alegre. Foto: Foto Katia Marko'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Zona-Sul-de-Porto-Alegre-Foto-Katia-Marko-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Extremo Sul de Porto Alegre, antiga região rural da cidade onde estão sendo construídos condomínios de luxo e populares sem investimento adequado em serviços de transporte, saúde e educação." title="Zona Sul de Porto Alegre. Foto: Foto Katia Marko" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Nova-Dique-Foto-Renato-Cosentino.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Nova Dique. Foto: Renato Cosentino'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Nova-Dique-Foto-Renato-Cosentino-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Visita à Nova Dique, onde estão sendo levadas as famílias da Vila Dique, que fica na cabeceira do Aeroporto Salgado Filho. Falta creche, atendimento médico e as casas já estão apresentando rachaduras." title="Nova Dique. Foto: Renato Cosentino" /></a>
<a href='http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Ato-Pinheirinho-Foto-Katia-Marko.JPG' rel='shadowbox[post-2755];player=img;' title='Ato Pinheirinho. Foto: Katia Marko'><img width="150" height="150" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/Ato-Pinheirinho-Foto-Katia-Marko-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Claudia Favaro, do Comitê Porto Alegre, lê a nota pública da Articulação Nacional em ato em repúdio à violência policial em Pinheirinho." title="Ato Pinheirinho. Foto: Katia Marko" /></a>

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		<title>Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 17:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nota da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa a respeito da ação policial em Pinheirinho</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete mortes. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão que atingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Nada disso, claro, é novidade; mas essas dinâmicas têm se acelerado nos últimos anos e ganharam, mais recentemente, um impulso fortíssimo com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que temos visto são remoções criminosas, atingindo cerca de 170 mil pessoas no Brasil inteiro, e desrespeito aos direitos mais básicos, em favor de uma lógica que privatiza os lucros, enquanto socializa custos e prejuízos à população. Estes prejuízos se distribuem desproporcionalmente, e é a população mais fragilizada, em particular, que arca com o peso maior.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Exigimos justiça para as famílias do Pinheirinho, mas também para aqueles que terão de ser responsabilizados e punidos por este arbítrio. Em primeiro lugar, o governador Geraldo Alckmin, que hoje inscreveu seu nome no panteão dos governos do Estado de São Paulo: agora ele também tem o seu Carandiru. Têm que pagar o preço do abuso, ainda, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, que cassou a liminar que suspendia a ação de reintegração de posse, alegando que a justiça federal não teria competência  para atuar no caso, apesar da manifestação de interesse da União em comprar a área disputada; e especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que planejou a ação junto com o comando da Polícia Militar; bem como os comandantes envolvidos na operação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas se Pinheirinho é exemplar, também o é pela organização e empenho da comunidade em lutar pelos seus direitos. Rodaram o mundo fotos e vídeos destes homens e mulheres comuns que, jogados pelas circunstâncias numa luta desigual por seus direitos e sua dignidade, elevaram-se ao papel de fonte de inspiração e admiração para muitos. Pinheirinho pode cair, mas Pinheirinho não acabará para todos aqueles que seguirão lutando esta mesma luta. A partir de hoje, Pinheirinho somos todos nós.</div>
<p>A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa, reunida em Porto Alegre nos dias 21, 22 e 23 de janeiro de 2012, condena veementemente a brutal ação policial que desocupou a favela do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. A notícia, que recebemos com consternação, é um choque, por sua ferocidade e covardia que, de acordo com relatos, teriam custado sete mortes. Infelizmente, contudo, não é uma surpresa. Quem está atento aos fenômenos de transformação do espaço urbano brasileiro nos últimos anos, sabe da violência que caracteriza os processos de exclusão que atingem às comunidades mais pobres, mesmo quando eles não se manifestam pela força física.</p>
<p>Pinheirinho é um caso trágico, mas exemplar: um terreno dedicado à especulação imobiliária, que pertence à massa falida de Naji Nahas, notório criminoso financeiro; cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, vivendo no local há oito anos; descaso das autoridades em todos os níveis, mas especialmente a prefeitura, com a regularização e a infraestrutura da área; uma intervenção direta do aparelho estatal (no caso, o governo do Estado de São Paulo) contra a população mais carente e em favor de interesses privados.</p>
<p>Nada disso, claro, é novidade; mas essas dinâmicas têm se acelerado nos últimos anos e ganharam, mais recentemente, um impulso fortíssimo com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O que temos visto são remoções criminosas, atingindo cerca de 170 mil pessoas no Brasil inteiro, e desrespeito aos direitos mais básicos, em favor de uma lógica que privatiza os lucros, enquanto socializa custos e prejuízos à população. Estes prejuízos se distribuem desproporcionalmente, e é a população mais fragilizada, em particular, que arca com o peso maior.</p>
<p>Megaeventos são, no mundo todo, exatamente isso: grandes desculpas para criar-se um estado de exceção que permite a uns poucos maximizar seu ganho nas costas de muitos que pagam caro, seja por meio de impostos, seja pela perda da moradia, seja pela perda de direitos trabalhistas, seja, como é o caso hoje, com a vida.</p>
<p>Exigimos justiça para as famílias do Pinheirinho, mas também para aqueles que terão de ser responsabilizados e punidos por este arbítrio. Em primeiro lugar, o governador Geraldo Alckmin, que hoje inscreveu seu nome no panteão dos governos do Estado de São Paulo: agora ele também tem o seu Carandiru. Têm que pagar o preço do abuso, ainda, o juiz titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, que cassou a liminar que suspendia a ação de reintegração de posse, alegando que a justiça federal não teria competência  para atuar no caso, apesar da manifestação de interesse da União em comprar a área disputada; e especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que planejou a ação junto com o comando da Polícia Militar; bem como os comandantes envolvidos na operação.</p>
<p>Mas se Pinheirinho é exemplar, também o é pela organização e empenho da comunidade em lutar pelos seus direitos. Rodaram o mundo fotos e vídeos destes homens e mulheres comuns que, jogados pelas circunstâncias numa luta desigual por seus direitos e sua dignidade, elevaram-se ao papel de fonte de inspiração e admiração para muitos. Pinheirinho pode cair, mas Pinheirinho não acabará para todos aqueles que seguirão lutando esta mesma luta. A partir de hoje, Pinheirinho somos todos nós.</p>
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		<title>Chamado à construção e mobilização da Assembléia dos Povos na Rio+20</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Uma Assembleia dos Povos povos atingidos, oprimidos e cientes das causas estruturais das crises sistêmicas e suas injustiças sociais e ambientais; dos povos afetados, indignados, questionadores e resistentes às novas formas de reprodução, militarização e esverdeamento do capitalismo; dos povos que se mobilizam e transformam, resguardam os saberes tradicionais, criam e recriam soluções reais e alternativas não capitalistas, defendem os bens comuns e revindicam os Direitos da Mãe Terra.</p>
<p>Para aderir a esta convocatória, envie um correio eletrônico com o nome da organização e país até o dia 21/01/2012 para: movilizacion.rio20@gmail.com</p>
<p>Aliança dos Povos do Sul Credores da Dívida Ecológica<br />
Amigos da Terra América Latina e do Caribe<br />
Convergência de Movimentos dos Povos das Américas<br />
Coordenadora Andina de Organizações Indígenas<br />
Grassroots Global Justice<br />
Grito Continental dos Excluídos<br />
Jubileu Sul/Américas<br />
Marcha Mundial das Mulheres<br />
Movimento Mundial pelos Bosques<br />
Oilwatch<br />
Via Campesina</p>
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		<title>Manifestantes paralisam duplicação de ferrovia da Vale</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 17:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estrada de acesso ao local de obras foi ocupada. Moradores de comunidades afetadas reclamam cumprimento de contrapartidas por parte da mineradora]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2733" title="Manifestantes reclamam que mineradora não cumpriu com contrapartidas acertadas. (Foto: Marcelo Cruz)" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/20120119protestoVALE3.jpg" alt="Foto: Marcelo Cruz" width="258" height="172" /></p>
<p>Agricultores e representantes de movimentos sociais paralisaram na manhã desta quinta-feira (19) as obras que estão sendo realizadas pela mineradora Vale para ampliar a capacidade da Estrada de Ferro de Carajás, no Maranhão. De acordo com participantes da mobilização ouvidos pela Repórter Brasil, os moradores da zona rural de Açailândia (MA) e de localidades próximas afetados pela duplicação da ferrovia ocuparam uma estrada vicinal que dá acesso ao canteiro de obras impedindo a passagem de ônibus com operários. Em nota, a Vale condenou o ato.</p>
<p>A manifestação aconteceu porque, segundo os participantes, a Vale não tem cumprido contrapartidas acordadas com base nos impactos da duplicação da ferrovia. As reivindicações imediatas são: construção de um posto de saúde; melhorias na escola local; construção de túneis para passagem de carros e passarelas de pedestres; valor justo de indenização para remoção das casas que terão quer retiradas; recuperação de reservatórios de água da região; medidas para prevenção de incêndios; apoio em pesquisas para avaliar o impacto do uso de agrotóxicos em campos de cultivo de eucalipto próximos à plantação de assentamentos da região.</p>
<p>Entre os principais impactos da ferrovia sobre as comunidades, segundo as queixas dos moradores, estão atropelamentos de pessoas e animais, danos ambientais e os incêndios provocados pela passagem da locomotiva. Eles também reclamam de poluição sonora, trepidação e até rachaduras nas casas. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Vale ficou de buscar um posicionamento da empresa sobre os problemas e as reivindicações dos manifestantes.</p>
<p><strong>Reclamação ao IBAMA</strong></p>
<p>Os problemas foram detalhados em uma representação enviada em dezembro ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por uma frente formada pelos Missionários Combonianos, Justiça nos Trilhos e <em>Justiça Global</em> (leia em arquivo formato pdf a <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/cartaibama.pdf" target="_blank">representação enviada</a> e também um <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/documentos/impactos.pdf" target="_blank">relatório detalhado dos impactos</a>).</p>
<p>A estrada de ferro é utilizada para escoar a produção do principal pólo de extração de minério de ferro do Brasil, que fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, no Pará. Do município de Paraupebas (PA), o minério é transportado por 892 km pela ferrovia até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA), de onde segue para o exterior.</p>
<p>O ritmo com que o minério e retirado e comercializado é tão intenso que os trens que passam constantemente totalmente carregados chegam a ter mais de 3,9 km de comprimento, uma seqüência de 30 vagões puxada por 4 locomotivas. Agora, para ampliar a capacidade de escoamento, a Vale trabalha na duplicação dos trilhos.</p>
<p>Desde 1997, ano em que a Vale foi privatizada, a ferrovia é controlada pela empresa graças a uma concessão de 30 anos, que pode ser renovada por mais 30 anos. Segundo a Vale, a manifestação atrapalhou a circulação de trens, que chegou a ser momentaneamente interrompida. A empresa diz que, por conta dos prejuízos decorrentes da interdição da ferrovia, tomará medidas jurídicas contra os que participaram do ato. Os manifestantes negam que tenham interrompido a passagem dos trens.</p>
<p><a href="http://bit.ly/xFsPV3">Veja outras imagens na matéria original do Repórter Brasil.</a></p>
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		<title>Vale concorre a prêmio internacional de pior empresa do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 23:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A empresa participa do consórcio responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, que será responsável pelo deslocamento forçado de cerca de 40 mil pessoas, atingindo 14 comunidades indígenas do Médio Xingu, alagando 668 km2 e secando 100 km do rio na chamada Volta Grande do Xingu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2704" title="Vale" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2012/01/vale-spoof-2012-small-300x223.jpg" alt="Vale" width="300" height="223" />A <strong>Vale</strong>, mineradora brasileira presente em 38 países e considerada hoje a maior corporação de mineração de ferro do mundo, é uma das seis finalistas do prêmio Public Eye Award, que todos os anos escolhe a pior empresa do planeta por voto popular e anuncia a vencedora durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. É a primeira vez que uma empresa brasileira concorre ao prêmio.</p>
<p>A indicação da Vale para o Public Eye Award 2012 foi feita pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale) através da organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, sediada no Maranhão, em parceria com as ONGs internacionais Amazon Watch e International Rivers, e tem como base os inúmeros impactos ambientais, sociais e trabalhistas causados na última década pelas atividades da corporação no Brasil e no mundo.</p>
<p>A entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção da hidrelétrica de <strong>Belo Monte</strong> no rio Xingu, no Pará, foi considerado pelos organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, o fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano. A Vale detém 9% das ações do Consórcio, que será responsável pelo deslocamento forçado de cerca de 40 mil pessoas, atingindo direta e indiretamente 14 comunidades indígenas do Médio Xingu, alagando 668 km2 e secando 100 km do rio na chamada Volta Grande do Xingu.</p>
<p><a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/vale/" target="_blank">A votação do Public Eye Award 2012 é feita no site do prêmio e <strong>vai até o dia 26 de janeiro</strong>.</a></p>
<p>Um resumo de alguns dos impactos sociais, ambientais, trabalhistas e sobre populações tradicionais de vários empreendimentos da Vale no Brasil e no Mundo está disponível <a href=" http://www.xinguvivo.org.br/2012/01/08/impactos-de-operacoes-da-vale-no-brasil-e-no-mundo/" target="_blank">no site do Movimento Xingu Vivo para Sempre</a>.</p>
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		<title>Declaração do Encontro de defensoras e defensores dos direitos humanos da América Latina</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 14:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Defensoras e defensores dos direitos humanos de 14 países da América Latina se reuniram em Buenos Aires para realizar um diagnóstico sobre os riscos e ameaças que enfrentam na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2666" title="Encontro de defensoras e defensores dos direitos humanos" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/12/enuentro2.jpg" alt="Encontro de defensoras e defensores dos direitos humanos" width="226" height="227" />Defensoras e defensores dos direitos humanos de 14 países da América Latina se reuniram em Buenos Aires, nos dias 5 e 6 de dezembro, para realizar um diagnóstico sobre os riscos e ameaças que enfrentam na região e debater sobre estratégias de proteção a nível local, regional e internacional. Andressa Caldas, Diretora Executiva da <em>Justiça Global</em>, expôs na mesa sobre Modelo Extrativo de Recursos Naturais e Direitos Humanos.</p>
<p>O Encontro foi organizado pelo <a href="http://www.cels.org.ar/home/index.php" target="_blank">Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS)</a> e contou com a participação de ativistas de direitos humanos da Argentina, Paraguai, Brasil, Bolivia, Chile, Honduras, Uruguai, Peru, Colômbia, Venezuela, Guatemala, México, El Salvador e Nicarágua.</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/12/Declaraci_n_Encuentro.pdf">Veja a declaração que expressa as principais preocupações abordadas durante o Encontro.</a></p>
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		<title>Pressão indígena faz Odebrecht desistir de hidrelétrica no Peru</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 17:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra alagaria uma área de cerca de 73 mil hectares de florestas, além de provocar o deslocamento de 14 mil pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2626 alignleft" title="hidreletrica" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/11/hidreletrica.jpg" alt="hidreletrica" width="332" height="230" />A pressão de comunidades indígenas levou a construtora brasileira Odebrecht a desistir da construção de uma usina hidrelétrica na Amazônia peruana. A obra alagaria uma área de cerca de 73 mil hectares de florestas, além de provocar o deslocamento de 14 mil pessoas, segundo dados fornecidos pelos nativos à imprensa local.</p>
<p>O caso se junta a outros conflitos envolvendo grandes obras de empreiteiras brasileiras e comunidades na América Latina. Recentemente, após meses de confronto com grupos nativos, o presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou o trecho de uma rodovia financiada pelo Brasil que cortaria um território indígena no centro do país. A obra, a cargo da brasileira OAS, tem um financiamento de US$ 332 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Na Nicarágua, uma hidrelétrica tocada pela construtora Queiroz Galvão foi alvo da ira de camponeses por causa do valor de indenizações. Em 2010, 400 produtores invadiram os escritórios do projeto em sinal de protesto.</p>
<p>O diretor da Odebrecht no Peru, Erlon Arfelli, comunicou a desistência em uma carta ao Ministério de Minas e Energia no fim de outubro, atribuindo o fato à &#8220;posição das comunidades nativas&#8221;. &#8220;Frente a esse cenário, e sendo respeitosos com a opinião da população local, decidimos não continuar com os estudos complementares sobre a Central Hidrelétrica Tam40&#8243;, disse.</p>
<p>A Odebrecht havia recebido em novembro de 2010 uma concessão temporária do governo peruano para a realizar &#8220;estudos de factibilidade&#8221; a respeito da usina, localizada na região de Junín, a 300 km a nordeste de Lima. A obra faz parte de um acordo firmado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García no ano passado e que prevê a construção de seis centrais elétricas em rios peruanos com potencial para gerar 6.000 MW. Além de ser alvo de ambientalistas por causa dos possíveis danos ambientais, o pacto tem sofrido críticas no Peru por supostamente ser mais vantajoso ao Brasil &#8211; que seria destino da maior parte da energia gerada nas usinas, além de exportar serviços e insumos de suas empreiteiras ao país vizinho, com financiamentos do BNDES. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Congresso peruano.</p>
<p>Em recente entrevista ao jornal peruano &#8220;La República&#8221;, Ruth Buendía Mestoquiari, presidente da Associação de Comunidades Ashaninkas do Rio Ene (Care), mostrou-se preocupada com os transtornos &#8220;irreparáveis&#8221; que os deslocamentos causariam. &#8220;Nós temos títulos de propriedade, temos ranchos, terrenos, onde nos desenvolvemos culturalmente. É o mesmo que te tirarem da tua casa em Lima&#8221;, disse ela.</p>
<p>Em meio à resistência dos indígenas e à repercussão negativa na mídia local, representantes da empresa estiveram recentemente na região reunidos com representantes das comunidades, a convite dos nativos. Após ouvir in loco críticas ao projeto, a construtora jogou a toalha e comunicou a desistência.</p>
<p>Na carta enviada ao governo, no entanto, Arfelli deixou uma porta aberta. &#8220;Ficamos à sua disposição, assim como de outras autoridades e representantes das comunidades nativas, para que, caso manifestem seu interesse no desenvolvimento sustentável desse projeto, avaliemos a eventual continuidade dos estudos.&#8221;</p>
<p>Procurada pelo Valor, a empresa não quis se pronunciar nem confirmou dados sobre o projeto.</p>
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		<title>Ato Público cria o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 13:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O CONDEPI será formado por 39 entidades que tem como objetivo coletar e encaminhar denúncias de violação de direitos humanos para órgãos internacionais, que tem sido frequentes na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ato Público em Campo Grande cria o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A <em>Justiça Global</em> está em Campo Grande para participar do ato público de lançamento do Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI – na manhã desta sexta (25), na Assembleia Legislativa local. O Comitê será formado por 39 entidades que encaminharão denúncias de violação de direitos humanos para orgãos internacionais.</div>
<p><span><img class="alignleft size-medium wp-image-2596" style="margin: 2px;" title="Aldeia Guarani-Kaiowá - Foto: Anne Vilela" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/11/guarani-300x234.jpg" alt="Aldeia Guarani-Kaiowá - Foto: Anne Vilela" width="300" height="234" />A <em>Justiça Global</em> participou do ato público de lançamento do Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI – na manhã desta sexta (25), na Assembleia Legislativa do Estado em Campo Grande. O </span>CONDEPI<span> será formado por 39 entidades que tem como objetivo coletar e encaminhar denúncias de violação de direitos humanos para órgãos internacionais, que têm sido frequentes na região.</span></p>
<p>Leia abaixo as motivações para a formação do Comitê e exemplos de casos recentes:</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong>JUSTIFICATIVA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As entidades que abaixo subscrevem  deliberaram por criar o Comitê Nacional de Defesa da População Indígena  de Mato Grosso do Sul pelos motivos que passam a elencar abaixo:<span id="more-34621"> </span></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Censo 2010, realizado  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso  do Sul tem o 2º maior número absoluto de habitantes indígenas do país,  são 79.29 habitantes indígenas, o que representa 9% da população  indígena do país.</p>
<p style="text-align: justify;">No cálculo de proporção, o Estado tem a  6ª maior proporção de brancos, com 47,3% e a 3ª maior de índios, com 13%  contra 11,2% de indígenas de Roraima e 4,84% de indígenas do Amapá.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, apesar de terceiro em população proporcional, Mato Grosso do Sul, de acordo com o ultimo[1]  relatórios do CIMI, concentrou 55% dos casos de assassinatos de  indígenas no País nos últimos oito anos, sendo disparado o primeiro do  Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2008 foram 70%; em 2010, 57% e nos  primeiros nove meses deste ano, 27 indígenas foram assassinados dos 38  assassinatos ocorridos no País, o que representa 71% da totalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme o relatório, neste período,  foram registradas aproximadamente 190 tentativas de assassinatos, 176  suicídios e mais de 70 conflitos por terras.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado concentra 31 acampamentos  indígenas com “mais de 1200 famílias vivendo em condições subumanas à  beira de rodovias ou sitiados em fazendas”</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas etnias, o povo Kaiowá Guarani é o  mais numeroso e o que mais tem sido vítima da sonegação dos direitos  humanos fundamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">O número elevado de suicídios,  alcoolismo, jovens indígenas sendo usados como “mulas” para o tráfico de  drogas, exploração da mão-de-obra indígena de forma degradante nas  usinas de álcool.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>De acordo com dados do INFOPEN de dezembro de 2010, o Estado de Mato  Grosso do Sul detém a segunda maior população carcerária indígena do  Brasil , com mais de 100 índios encarcerados nas prisões do estado sem  assistência jurídica adequada.</p>
<p>Pelas contas do Conselho Indigenista, nos últimos oito anos, 250  indígenas foram assassinados em Mato Grosso do Sul e muitos crimes ainda  se encontram sem solução, com investigações inconclusas e mandantes não  responsabilizados.</p>
<p>O caso mais recente de violência contra os povos indígenas, <span style="text-decoration: underline;">que consta no relatório do CIMI</span>,  é o do Guarani Teodoro Ricardi, de 25 anos, que foi violentamente  espancado até a morte, no dia 27 de setembro, na terra indígena Y`poi,  localizada no município de Paranhos, Sul do Estado. A fazenda São Luiz  (território Y’poi), onde estão acampadas cerca de 70 famílias Guarani e  Kaiowá, é mais uma área de conflito envolvendo proprietários e  indígenas. Conforme o relato do CIMI, o ataque ao índio aconteceu por  volta das 19 horas do dia 27, quando ele voltava para o acampamento  vindo da cidade, a 40 quilômetros da fazenda. A comunidade e os  familiares de Teodoro precisaram acionar o Ministério Público Federal e à  Justiça Federal para garantir o sepultamento na propriedade rural.</p>
<p>A morte da estudante Lurdesvone Pires é outro caso. A terena foi uma  das vítimas do atentado contra o ônibus que transportava índios da Terra  Indígena Cachoeirinha, ocorrido no dia 3 de junho. No atentado, foram  lançadas pedras e um coquetel molotov no ônibus, que transportava 30  alunos indígenas que cursam o ensino médio em Miranda, cidade localizada  a 203  quilômetros de Campo Grande.</p>
<p>Além de Ludesvone e Teodoro, outras mortes revelam a violência que  permeia a disputa entre fazendeiros e índios. Em novembro de 2009, dois  professores indígenas da etnia Kaiowá Guarani – Genivaldo Vera e Rolindo  Vera – desapareceram após confronto com seguranças de uma propriedade  em Paranhos. Conforme informações da Polícia Federal, os índios teriam  entrado em luta contra homens armados, possivelmente seguranças da  fazenda. Passados mais de um ano e meio, apenas um corpo foi localizado e  não há informações mais concretas sobre a investigação e a  identificação dos mandantes. E ainda:</p>
<ul>
<li>Em 2007, em Coronel Sapucaia, a índia Julite Lopes, 70 anos, foi  morta a tiros por seguranças particulares durante desocupação da área  indígena Kurussú Ambá, localizada a cinco quilômetros do município.</li>
<li>Em 07 de julho de 2007, um dos líderes do mesmo acampamento, Ortiz  Lopes, também foi assassinado e, em 2010, três anos depois, Osvaldo  Lopes. Não houve, em Mato Grosso do Sul, o julgamento dos responsáveis  pela morte dos indígenas.</li>
<li>Em dezembro de 2005 o líder indígena Dorvalino Rocha, 39 anos, foi  morto a tiros em Antônio João, fronteira com o Paraguai, pela milícia  armada. Um dos seguranças contratados, João Carlos Gimenes, foi preso  pela Polícia Federal e confessou o crime. A empresa de segurança havia  sido contratada por fazendeiros do município.</li>
<li>O cacique Marcos Verón, em 13 de janeiro 2003, foi mais uma das  vitimas. O líder Guarani Kaiowá foi morto por homens armados que  espancaram e atiraram nos índios do acampamento. À época com 72 anos,  Verón foi encaminhado com traumatismo craniano para o hospital, não  resistindo aos ferimentos. No dia 25 de fevereiro deste ano, o júri  popular condenou a pena de 12 anos e três meses Estevão Romero, Carlos  Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde por tortura e sequestro.  Os três, no entanto, foram inocentados pelo assassinado do líder  guarani.</li>
<li>Dados do Mapa da Violência 2011 do Ministério da Justiça revela que a  taxa de suicídios em Mato Grosso do Sul teve um crescimento  vertiginoso, puxada pelos casos envolvendo índios. Dos cem casos  registrados no Brasil no ano de 2008, cinqüenta e quatro foram no  Estado. No ranking nacional de maior taxa de suicídios, estão em dois  municípios pertencentes à área de conflito indígena, Amambai e Paranhos[1].  A taxa de suicídios na população em geral de Mato Grosso do Sul em dez  anos cresceu 39,3%.  O índice de suicídios foi de 5,6 casos por cem mil  habitantes em 1998 passando para 7,8 em 2008. Quando a taxa é  estratificada para a população jovem, o aumento chega a 95,3%.</li>
<li>A violência também é crescente entre os próprios índios, revelando  uma realidade difícil no cotidiano das aldeias. O uso de bebida  alcoólica, drogas e a cooptação da mão de obra indígena para o trabalho  nas usinas são outros fatores que tem gerado consequências como  desagregação social e cultural, além de mudança nos hábitos dos  indígenas – fenômenos que não fazem parte do modo de ser e de viver dos  povos indígenas – que lidam com essa situação com muita dificuldade.</li>
<li>Dados do Ministério do Trabalho e Emprego de 2007 apontam que boa  parte dos 1.634 trabalhadores libertados das condições degradantes de  trabalho em Mato Grosso do Sul naquele ano pelo Grupo Especial de  Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego são indígenas.  Neste mesmo ano, só em Brasilândia, cidade localizada a 358 quilômetros  de Campo Grande, ocorreu o segundo maior resgate de trabalhadores do  país. Na fazenda DEBRASA, unidade da Companhia de Açúcar e Álcool, 1.011  indígenas estavam alojados em condições precárias. No ano anterior, em  Iguatemi, município distante 454  quilômetros da Capital, 150 índios da  etnia terena também trabalhavam sob condições análogas à escravidão.</li>
</ul>
<p>É importante salientar que as terras tradicionalmente ocupadas por  indígenas em Mato Grosso do Sul foram expropriadas e alienadas pelo  estado na década de 40 do século passado como forma de colonização do  território nessa região. Expulsar os indígenas e fixar os fazendeiros  nessas áreas para legitimar a política oficial de povoamento resultou em  um processo de confinamento e redução dos territórios indígenas, sendo  extremamente nociva e desumana para as etnias submetidas a essa medida.</p>
<p>O que se deu no passado, no então estado de Mato Grosso, é que as  terras tradicionalmente ocupadas pelas comunidades indígenas foram  consideradas terras devolutas, alienadas e tituladas indevidamente. Esse  erro precisa ser reparado hoje, uma vez que a população indígena vem  crescendo e encontra-se confinada em pequenas áreas, o que a motiva a  reivindicar seus antigos territórios.  O Estado brasileiro continua  omisso em buscar uma alternativa jurídica que evite injustiças a  qualquer um dos lados que reclamam por direitos, o que estimula a  violência e o conflito direto entre fazendeiros e indígenas, em continuo  acirramento.</p>
<p>Prova desse acirramento contínuo foi o que ocorreu no ultimo episódio  de barbárie, visto que, um grupo de cerca de 40 pistoleiros, armados e  encapuzados, invadiu no dia 18/11 (apenas alguns dias após a divulgação  do ultimo relatório do CIMI) de manhã um acampamento de índios guaranis  no município de Amambaí. De acordo com informações dos índios, que  presenciaram os fatos, o ataque era contra o cacique Nísio Gomes. Ele  foi executado a tiros e, segundo depoimentos dos indígenas, teve o corpo  arrastado pelos pistoleiros e jogado em uma caçamba de camioneta e  levado para local ignorado, o indígena é considerado morto pelos  indígenas e desaparecido para as autoridades.</p>
<p>A realidade em Mato Grosso do Sul é uma constante ofensa direta à  Constituição Federal principalmente aos artigos 1º, I, III, 3º, I, II,  III e IV, 5°, III, VI, XXXV, XXXVI, XLIV, LIV e 231, negativa de  vigência aos tratados internacionais de que o Brasil é signatário, e  total desrespeito às regras mínimas de direitos indígenas reconhecidos  pela ONU na Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas.</p>
<p>Dessa forma, e pelos motivos acima, a criação do presente Comitê  pretende praticar todas as ações legais e pacificas necessárias para que  os direitos humanos dos índios sul-mato-grossenses sejam respeitados.</p>
<p><strong>ASSINAM</strong>:</p>
<p>1.	CIMI (Conselho Indigenista Missionário)<br />
2.	CUT – MS<br />
3.	Centro de Defesa dos Direitos Humanos Maçal de Souza<br />
4.	MST-MS<br />
5.	12ª Defensoria Pública Cível de Segunda Instância<br />
6.	RENAP (Rede Nacional de Advogados(as) Populares)<br />
7.	COPAI/OAB<br />
8.	CNBB – CRJP/01<br />
9.	Comissão de Direitos Humanos/OAB<br />
10.	Conselho Estadual Indígena	de Mato Grosso do Sul<br />
11.	Conselho Municipal Indígena	de Campo Grande<br />
12.	Comissão de Cultura da Câmara de Vereados de Campo Grande<br />
13.	Coletivo de Mulheres Negras<br />
14.	Fórum Nacional de Mulheres Negras<br />
15.	Associação Rede Criança<br />
16.	GT Combate ao Racismo Ambiental da RBJA<br />
17.	CEDEFES – Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – Belo Horizonte – MG<br />
18.	Centro de Agricultura Alternativa (CAA) Norte de Minas – MG<br />
19.	Fórum Carajás –São Luís – MA<br />
20.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Maranhão) – MA<br />
21.	Instituto Terramar – Fortaleza – CE<br />
22.	Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) – Belém – PA<br />
23.	Dignitatis – João Pessoa – PB<br />
24.	INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos – Brasília – DF<br />
25.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Ceará) – CE<br />
26.	CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/BA<br />
27.	Terra de Direitos<br />
28.	Comissão Pastoral da Terra – CPT Nacional<br />
29.	<em>Justiça Global</em><br />
30.	Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR) – BA<br />
31.	CEDECA Ceará – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente – CE<br />
32.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Rio Grande do Norte) – RN<br />
33.	Grupo de Estudos em Direito Crítico, Marxismo e América Latina – GEDIC (UFERSA/UERN) – RN<br />
34.	Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto<br />
35.	ANCED – Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente<br />
36.	ANADEF – Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais<br />
37.	Rede Alerta contra o Deserto Verde<br />
38.    ABRANDH –  Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos<br />
39.    Advogados sem Fronteira</p>
<hr size="1" />
<div>
<p>[1] Divulgado em 31-10-2011 em Campo  Grande.</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">[2]  As cidades com maior incidência de suicídio de índios estão em áreas de  conflito e disputa pela posse das terras como Amambai – taxa 49,5  suicídios para cada cem mil habitantes, dez vezes maior que o índice  nacional que é 4,9 – e Paranhos – com taxa de 35 casos para cada cem  mil.</p>
<p style="text-align: justify;">
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