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	<title>Justiça Global &#187; terra e território</title>
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		<title>Carta do GT Combate ao Racismo Ambiental da RBJA em apoio ao Povo Kaiowá-Guarani da Terra Indígena Laranjeira Nhanderu, MS</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Econômicos, Sociais e Culturais]]></category>
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		<description><![CDATA[As organizações e pessoas que compõem o GT Combate ao Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental nos manifestamos frente à sociedade brasileira e nos dirigimos diretamente às autoridades, nacionais e internacionais, para que, no cumprimento das Constituição e dos acordos internacionais assinados pelo Brasil, não mais se permita que o povo indígena Kaiowá-Guarani continue a ter seus direitos à existência material, física, cultural e simbólica violados pelos interesses de empresários e fazendeiros que, em nome da apropriação privada da terra e do território, reinventam e aplicam as velhas violências que historicamente marcam a vida dos povos originários no País. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">As organizações e pessoas que compõem o GT Combate ao Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental nos manifestamos frente à sociedade brasileira e nos dirigimos diretamente às autoridades, nacionais e internacionais, para que, no cumprimento das Constituição e dos acordos internacionais assinados pelo Brasil, não mais se permita que o povo indígena Kaiowá-Guarani continue a ter seus direitos à existência material, física, cultural e simbólica violados pelos interesses de empresários e fazendeiros que, em nome da apropriação privada da terra e do território, reinventam e aplicam as velhas violências que historicamente marcam a vida dos povos originários no País.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Não é novidade para grande parte da sociedade o fato de que os povos indígenas têm sido, ao longo da história do Brasil e da América Latina, considerados e tratados como seres inferiores, exóticos e selvagens. Postura social que, aliada e vinculada aos interesses do mercado, tem logrado um constante processo de massacres e extorsões não só dos indígenas, como das comunidades tradicionais e negras, para que o projeto de expansão e dominação econômica, política e cultural racista e patriarcalista seja consolidado.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">É nesse contexto, e considerando a atualidade dessas violências, que nos reunimos e nos organizamos numa luta cotidiana contra as injustiças sociais e ambientais e contra o racismo e o etnocentrismo que, incrustados na nossa sociedade, estruturam as instituições e as relações sociais. Entendemos que as desigualdades étnicas e raciais são fatos na vida cotidiana e rebatem nos processos sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais, gerando, aprofundando e reinventando diferentes formas de opressões e desigualdades que resultam em mortes, dores e sofrimentos para as populações indígenas e negras.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Por isso, temos todos os motivos para nos solidarizar e apoiar a luta do Povo Kaiowá-Guarani da Terra Indígena Laranjeira Nhanderu. Por isso apoiamos e participamos da criação do Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul (CONDEPI) e nos aliamos a todos os militantes e organizações que apoiam a luta indígena. Por isso, também, reconhecemos e elogiamos a coragem e a luta de integrantes da Defensoria e do Ministério Públicos, da OAB/MS e da FUNAI para que essa comunidade seja justiçada nos seus direitos e necessidades humanas.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;"><span id="more-42375"> </span></p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">No entanto, gostaríamos de propor à sociedade e às autoridades que, ao se debruçarem sobre essa questão, realizassem o que poderíamos chamar um rápido exercício de gentileza e respeito: imaginemos que por diversas vezes nossas famílias e pessoas de nossa convivência, nossos “parentes”, com quem partilhamos afetos, alegrias, festas e tristezas, tenham sido expulsas de nossos espaços. Imaginemos que isso tenha ocorrido por meio de uma violência que não se encerra na dimensão física imediata, mas inclui a violação de terem sido jogados no espaço dos sem lugar, sem coisas, sem casa, sem rede, sem cadeira, sem panela, sem lençóis, sem comida, sem tudo.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Imaginemos todos os nossos pertences sendo queimados. Imaginemos que 60% dessas pessoas sejam crianças, e que frequentemente as vejamos mortas sob as rodas dos caminhões que passam na beira da rodovia federal onde estamos sendo obrigados a viver sob lonas e em situação insalubre. Imaginemos nossos escritórios  queimados, como se queimam os roçados indígenas; nossos animais de estimação e de criação mortos na nossa frente. Imaginemos nossas famílias, os idosos e as crianças sem cuidados médicos, porque aqueles que nos roubaram não permitem o acesso a eles. Imaginemos que, tendo as nossas casas e objetos destruídos, nossas vidas e as de nossos vizinhos ameaçadas, ainda somos obrigados a ver nossos dominadores e seus jagunços passarem à frente da nossa desgraça, a cada dia, a nos dizerem que nosso destino é a morte. E que mesmo desse espaço à beira da estrada ainda nos queiram expulsar.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Imaginemos o quanto isso abalaria nossa estrutura psicológica, nossos medos aflorados, nossas dores expostas dentro de nós e nesse território do nada. Imaginemos nossos adolescentes sucumbindo ao desespero da falta de saída e se suicidando aos dez, doze anos de idade…</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Agora, pensemos que muitas pessoas sabem disso. Que diversas autoridades, que deveriam ser responsáveis pelo bem estar de todos e todas, têm conhecimento e até eventualmente testemunham isso. Será que não nos revoltaríamos? Não nos perguntaríamos por que meu povo não está sendo considerado, por que estamos nessa situação, o que fizemos para merecer tanta humilhação e desprezo? Quem não reagiria, nessa condição? Quem não iria querer lutar por sua vida e suas coisas, mesmo contado só com aquilo que lhe resta, que são a força e a sabedoria de se organizar e ocupar para fazer valer, na retomada de quem sabe que, se nada fizer, nada terá.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Como sabemos, essa não é uma história fantástica. Lamentavelmente, ela é real e cotidiana, quer na vida desse Povo, quer na de inúmeros outros indígenas e quilombolas do Brasil. Observe-se que os Kaiowá-Guarani sequer reivindicam todo o território ao qual de fato teriam direito. Nas atuais circunstâncias, lutam apenas pelo acesso à Reserva Ecológica obrigatória existente em meio à imensidão da soja tóxica plantada nas terras que lhes foram roubadas. Mas mesmo isso lhes está sendo negado.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Para o GT Combate ao Racismo Ambiental, a situação dos Guarani-Kaiowá é um reflexo de uma racionalidade criminosa que acomete uma sociedade eticamente doente. E não só: que faz também adoecer, com sofrimentos que são considerados e tratados com pesos e medidas diferentes e desiguais, dependendo da cor, da etnia, da raça, da classe e do gênero.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Na visão hegemônica, sofrimento de índio não comove, ou só comove aos demasiado românticos. Justiça para índio é atraso. Povo indígena com direito é entrave ao desenvolvimento. Maternidade indígena é animal. Infância indígena é ameaça ao futuro desenvolvido. Idosos indígenas são estorvos de ninguém. Território indígena é terra a ser saqueada. Cultura indígena é folclore insignificante e passageiro. Simbologias, tradições e crenças indígenas são a infância do mundo; a ausência de deus.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Não é à toa que, mesmo com os avanços conquistados pelas lutas sociais no reconhecimento das perdas e usurpações que atingiram e atingem os povos originários, as leis nacionais e internacionais deles consequentes ainda não garantam aos indígenas a justiça e o direito à existência e à vida digna.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Para nós – e isso deveria ser uma questão óbvia para a sociedade e as autoridades brasileiras -, é significativo que todos os esforços da comunidade, da sociedade civil organizada, do Ministério e da Defensoria Públicos e da própria FUNAI não tenham sido suficientes para que o sofrimento pelo qual vem passando o povo Kaiowá-Guarani seja considerado e tratado a partir daquilo que seria humanamente óbvio:  o direito ao território, o exercício do respeito e a garantia de condições de vida dignas.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Ao contrário disso, em nome dos interesses de ruralistas, pecuaristas e monocultores, as necessidades e os direitos da comunidade indígena são transformados em questão técnica e burocrática, situada no campo de códigos institucionais que não fazem parte da experiência dos povos a não ser em termos de opressão e subordinação. O território que antes acolhia agora é mera terra onde só se pode viver na medida em que se atende aos interesses, linguagens e determinações do outro, dos superiores e donos legítimos do poder.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Entendemos que, desde a era colonial (se é que ela de fato terminou), os povos indígenas foram vitimados pela violência dos diferentes colonizadores, na sua ânsia de acumulação. Essa herança histórica hoje se corporifica numa sociedade burguesa e numa falsa democracia branca, forjadas por ideais  e interesses capitalistas que se refletem em múltiplas formas de genocídio, com o aval ou mediante a omissão das instituições e dos poderes públicos. Podres poderes, nos quais povos indígenas não têm representação, não são devida e efetivamente  reconhecidos como sujeitos políticos, sequer são tratados como pessoas – com valores, crenças, tradições, trabalho e todas as dimensões que marcam a existência dos seres humanos e das sociedades.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Nessa sociedade perversa e criminosa, as instituições e autoridades têm sido, em sua imensa maioria, incapazes de decidir e de aplicar com justeza aquilo que é básico e sequer necessita de maior uso da inteligência ou sentimentalismo, mas apenas da obviedade da dignidade humana. Uma obviedade no entanto constrangida pelas impossibilidades, protelações e empecilhos colocados em cena: uma cena burocratizada e judicializada para que aquilo que é racionalmente básico não seja reconhecido e até exigido pela nossa inteligência.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Para nós, o caso do povo Guarani-Kaiowá e de muitos outros povos indígenas não é apenas  questão de institucionalidade, de debate e de trabalho técnico. Trata-se do que deveria ser a obviedade da justiça humana, impedida de existir pelas institucionalidades dominadas, patriarcalistas, racistas e entregues aos interesses do capital e da propriedade privada, cujos agentes e representantes sequer precisam ter escrúpulos, disfarçar ou negar seus interesses, sua injustiça, sua irracionalidade e sua violência. Seus excessos são justificados na medida em que portam o progresso; seus interesses devem ser os interesses de todos e todas; suas violências são apenas inerentes à sua “humanidade” dedicada ao desenvolvimento, mola mestra de nossa vergonhosa sociedade hierarquizada, higienista, assassina e omissa às suas próprias inconsequências, eticamente incapaz de avaliar os efeitos de suas injustiças.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Ontem, 7 de fevereiro, foi o <strong>Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas</strong>, instituído em memória do assassinato do índio Guarani Sepé Tiaraju, herói da resistência da “República Guarani”. O número da Lei é 11.696, e ela foi assinada pelo Presidente da República em 12 de junho de 2008, há quase quatro anos. Devemos considerá-la um deboche limitado à História? Que nome se pode dar a uma lei que homenageia exatamente a luta de um povo que se está permitindo seja exterminado?</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">Nós, que combatemos o racismo ambiental e todas as injustiças que têm se agravado sobre os povos e comunidades tradicionais, não podemos silenciar: indignar-se é preciso, denunciar é essencial e agir é condição para transformar! Por isso, enquanto a justiça e os direitos não prevalecerem, sejamos todos e todas Kaiowá-Guarani!</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">
<h2 style="margin-top: 5px; margin-right: 0px; margin-bottom: 5px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 21px; color: #333333; font-weight: 100; background-image: url(http://racismoambiental.net.br/wp-content/themes/panorama.1.6/panorama/images/dots.gif); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; line-height: 20px; text-align: justify; background-position: 0% 100%; background-repeat: repeat no-repeat;">Componentes do GT Combate ao Racismo Ambiental</h2>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;"><strong>Entidades:</strong><br />
01. AATR – Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BA<br />
02. Amigos da Terra Brasil – Porto Alegre – RS<br />
03. ANAÍ – Salvador – BA<br />
04. Associação Aritaguá – Ilhéus – BA<br />
05. Associação de Moradores de Porto das Caixas – Itaboraí – RJ<br />
06. Associação Socioambiental Verdemar  – Cachoeira – BA<br />
07. CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – Belo Horizonte – MG<br />
08. Central Única das Favelas (CUFA-CEARÁ) – Fortaleza – CE<br />
09. Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA) – Belém – PA<br />
10.  Coordenação Nacional de Juventude Negra – Recife – PE<br />
11.  CEPEDES (Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia) – Eunápolis – BA<br />
12.  CPP (Conselho Pastoral dos Pescadores) Nacional<br />
13.  CPP BA – Salvador – BA<br />
14.  CPP CE – Fortaleza – CE<br />
15.  CPP Nordeste – Recife (PE, AL, SE, PB, RN)<br />
16.  CPP Norte (Paz e Bem) – Belém – PA<br />
17.  CPP Juazeiro – BA<br />
18.  CRIOLA – Rio de Janeiro – RJ<br />
19.  EKOS – Instituto para a Justiça e a Equidade –  São Luís – MA<br />
20.  FAOR – Fórum da Amazônia Oriental – Belém – PA<br />
21.  Fase Amazônia – Belém – PA<br />
22.  Fase Nacional (Núcleo Brasil Sustentável) – Rio de Janeiro – RJ<br />
23.  FDA (Frente em Defesa da Amazônia)  – Santarém – PA<br />
24.  FIOCRUZ – Pedro Albajar – RJ<br />
25.  Fórum Carajás – São Luís – MA<br />
26.  Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará – Fortaleza – CE<br />
27.  FUNAGUAS – Terezina – PI<br />
28.  GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra  – São Paulo – SP<br />
29.  GPEA (Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT) – Cuiabá – MT<br />
30.  Grupo de Pesquisa Historicidade do Estado e do Direito: interações sociedade e meio ambiente, da UFBA – Salvador – BA<br />
31.  GT Observatório e GT Água e Meio Ambiente do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)  - Belém – PA<br />
32.  IARA – Rio de Janeiro – RJ<br />
33.  Ibase – Rio de Janeiro – RJ<br />
34.  INESC – Brasília – DF<br />
35.  Instituto Búzios – Salvador – BA<br />
36.  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense – IF Fluminense – Macaé – RJ<br />
37.  Instituto Terramar – Fortaleza – CE<br />
38.  <em>Justiça Global</em>  – Rio de Janeiro – RJ<br />
39.  Movimento Cultura de Rua (MCR) – Fortaleza – CE<br />
40.  Movimento Inter-Religioso (MIR/Iser) – Rio de Janeiro – RJ<br />
41.  Movimento Popular de Saúde de Santo Amaro da Purificação (MOPS) – Santo Amaro da Purificação – BA<br />
42.  Movimento Wangari Maathai – Salvador – BA<br />
43.  NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (Universidade Federal de São João del-Rei) – São João del-Rei – MG<br />
44.  Núcleo TRAMAS (Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade/UFC) – Fortaleza – CE<br />
45.  Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego – Macaé – RJ<br />
46.  Omolaiyè (Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais)  – Aracajú – SE<br />
47.  ONG.GDASI – Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – Mangaratiba – RJ<br />
48.  Opção Brasil – São Paulo – SP<br />
49.  Oriashé Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra  – São Paulo – SP<br />
50.  Projeto Recriar – Ouro Preto – MG<br />
51.  Rede Axé Dudu  – Cuiabá – MT<br />
52.  Rede Matogrossense de Educação Ambiental – Cuiabá – MT<br />
53.  RENAP Ceará – Fortaleza – CE<br />
54.  Sociedade de Melhoramentos do São Manoel – São Manoel – SP<br />
55.  Terra de Direitos – Paulo Afonso – BA<br />
56.  TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental – PR</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;"><strong>Participantes individuais:</strong></p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify; padding: 0px;">01. Ana Almeida – Salvador – BA<br />
02. Ana Paula Cavalcanti – Rio de Janeiro – RJ<br />
03. Angélica Cosenza Rodrigues - Juiz de Fora – Minas<br />
04. Carmela Morena Zigoni – Brasília – DF<br />
05. Cecília Melo – Rio de Janeiro – RJ<br />
06. Cíntia Beatriz Müller – Salvador – BA<br />
07. Cláudio Silva – Rio de Janeiro – RJ<br />
08. Daniel Fonsêca – Fortaleza – CE<br />
09. Daniel Silvestre – Brasília – DF<br />
10. Danilo D’Addio Chammas – São Luiz – MA<br />
11. Diogo Rocha – Rio de Janeiro – RJ<br />
12. Florival de José de Souza Filho – Aracajú – SE<br />
13. Igor Vitorino – Vitória – ES<br />
14. Janaína Tude Sevá – Rio de Janeiro – RJ<br />
15. Josie Rabelo – Recife – PE<br />
16. Juliana Souza – Rio de Janeiro – RJ<br />
17. Luan Gomes dos Santos de Oliveira – Natal – RN<br />
18. Luís Claúdio Teixeira – Belém- PA<br />
19. Maria do Carmo Barcellos – Cacoal – RO<br />
20. Mauricio Sebastian Berger – Córdoba, Argentina<br />
21. Norma Felicidade Lopes da Silva Valencio – São Carlos - SP<br />
22. Pedro Rapozo – Manaus – AM<br />
23. Raquel Giffoni Pinto – Volta Redonda – RJ<br />
24. Ricardo Stanziola – São Paulo – SP<br />
25. Ruben Siqueira – Salvador – BA<br />
26. Rui Kureda – São Paulo – SP<br />
27. Samuel Marques – Salvador – BA<br />
28. Tania Pacheco - Rio de Janeiro – RJ<br />
29. Telma Monteiro – Juquitiba – SP<br />
30. Teresa Cristina Vital de Sousa – Recife – PE<br />
31. Tereza Ribeiro – Rio de Janeiro – RJ</p>
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		<title>Atingidos pela Vale agradecem título de pior do mundo dado à empresa; veja o vídeo</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/J6bBCWz69ww&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Vale vence o Public Eye Awards, prêmio de pior empresa do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos. O prêmio é conhecido como o "Nobel" da vergonha corporativa mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nesta quinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.</p>
<p>Este ano, a Vale concorreu com as empresas <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/barclays/" target="_blank">Barclays</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/freeport/" target="_blank">Freeport</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/samsung/" target="_blank">Samsung</a>, <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/syngenta/" target="_blank">Syngenta</a> e <a href="http://www.publiceye.ch/en/vote/tepco/" target="_blank">Tepco</a>. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, vencida com 25.041 votos pela mineradora brasileira.</p>
<p>De acordo com as entidades que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 – a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes. Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de <strong>Belo Monte</strong>, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.</p>
<p>A vitória da Vale foi comemorada no Brasil por dezenas de organizações que atuam em regiões afetadas pela Vale.</p>
<p>“Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados/as, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, conceder à Vale o título de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um prêmio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmaram as entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora.</p>
<p>Em um <em>hotsite </em>(<a href="http://xinguvivo.org.br/votevale/" target="_blank">http://xinguvivo.org.br/votevale/</a>) criado para divulgar a candidatura da Vale, foram listados alguns dos principais problemas de empreendimentos da empresa no Brasil e no exterior.</p>
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		<title>Chamado à construção e mobilização da Assembléia dos Povos na Rio+20</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos as organizações, redes e movimentos em luta por Justiça Ambiental, contra o esverdeamento do capitalismo e a mercantilzação da vida e em defesa dos bens comuns, para somar-se a esta convocatória e ao processo de construção e mobilização da Assembléia dos Povos, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20, entre os dias 15 a 23 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Uma Assembleia dos Povos povos atingidos, oprimidos e cientes das causas estruturais das crises sistêmicas e suas injustiças sociais e ambientais; dos povos afetados, indignados, questionadores e resistentes às novas formas de reprodução, militarização e esverdeamento do capitalismo; dos povos que se mobilizam e transformam, resguardam os saberes tradicionais, criam e recriam soluções reais e alternativas não capitalistas, defendem os bens comuns e revindicam os Direitos da Mãe Terra.</p>
<p>Para aderir a esta convocatória, envie um correio eletrônico com o nome da organização e país até o dia 21/01/2012 para: movilizacion.rio20@gmail.com</p>
<p>Aliança dos Povos do Sul Credores da Dívida Ecológica<br />
Amigos da Terra América Latina e do Caribe<br />
Convergência de Movimentos dos Povos das Américas<br />
Coordenadora Andina de Organizações Indígenas<br />
Grassroots Global Justice<br />
Grito Continental dos Excluídos<br />
Jubileu Sul/Américas<br />
Marcha Mundial das Mulheres<br />
Movimento Mundial pelos Bosques<br />
Oilwatch<br />
Via Campesina</p>
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		<title>Pressão indígena faz Odebrecht desistir de hidrelétrica no Peru</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 17:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A obra alagaria uma área de cerca de 73 mil hectares de florestas, além de provocar o deslocamento de 14 mil pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2626 alignleft" title="hidreletrica" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/11/hidreletrica.jpg" alt="hidreletrica" width="332" height="230" />A pressão de comunidades indígenas levou a construtora brasileira Odebrecht a desistir da construção de uma usina hidrelétrica na Amazônia peruana. A obra alagaria uma área de cerca de 73 mil hectares de florestas, além de provocar o deslocamento de 14 mil pessoas, segundo dados fornecidos pelos nativos à imprensa local.</p>
<p>O caso se junta a outros conflitos envolvendo grandes obras de empreiteiras brasileiras e comunidades na América Latina. Recentemente, após meses de confronto com grupos nativos, o presidente da Bolívia, Evo Morales, cancelou o trecho de uma rodovia financiada pelo Brasil que cortaria um território indígena no centro do país. A obra, a cargo da brasileira OAS, tem um financiamento de US$ 332 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Na Nicarágua, uma hidrelétrica tocada pela construtora Queiroz Galvão foi alvo da ira de camponeses por causa do valor de indenizações. Em 2010, 400 produtores invadiram os escritórios do projeto em sinal de protesto.</p>
<p>O diretor da Odebrecht no Peru, Erlon Arfelli, comunicou a desistência em uma carta ao Ministério de Minas e Energia no fim de outubro, atribuindo o fato à &#8220;posição das comunidades nativas&#8221;. &#8220;Frente a esse cenário, e sendo respeitosos com a opinião da população local, decidimos não continuar com os estudos complementares sobre a Central Hidrelétrica Tam40&#8243;, disse.</p>
<p>A Odebrecht havia recebido em novembro de 2010 uma concessão temporária do governo peruano para a realizar &#8220;estudos de factibilidade&#8221; a respeito da usina, localizada na região de Junín, a 300 km a nordeste de Lima. A obra faz parte de um acordo firmado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García no ano passado e que prevê a construção de seis centrais elétricas em rios peruanos com potencial para gerar 6.000 MW. Além de ser alvo de ambientalistas por causa dos possíveis danos ambientais, o pacto tem sofrido críticas no Peru por supostamente ser mais vantajoso ao Brasil &#8211; que seria destino da maior parte da energia gerada nas usinas, além de exportar serviços e insumos de suas empreiteiras ao país vizinho, com financiamentos do BNDES. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Congresso peruano.</p>
<p>Em recente entrevista ao jornal peruano &#8220;La República&#8221;, Ruth Buendía Mestoquiari, presidente da Associação de Comunidades Ashaninkas do Rio Ene (Care), mostrou-se preocupada com os transtornos &#8220;irreparáveis&#8221; que os deslocamentos causariam. &#8220;Nós temos títulos de propriedade, temos ranchos, terrenos, onde nos desenvolvemos culturalmente. É o mesmo que te tirarem da tua casa em Lima&#8221;, disse ela.</p>
<p>Em meio à resistência dos indígenas e à repercussão negativa na mídia local, representantes da empresa estiveram recentemente na região reunidos com representantes das comunidades, a convite dos nativos. Após ouvir in loco críticas ao projeto, a construtora jogou a toalha e comunicou a desistência.</p>
<p>Na carta enviada ao governo, no entanto, Arfelli deixou uma porta aberta. &#8220;Ficamos à sua disposição, assim como de outras autoridades e representantes das comunidades nativas, para que, caso manifestem seu interesse no desenvolvimento sustentável desse projeto, avaliemos a eventual continuidade dos estudos.&#8221;</p>
<p>Procurada pelo Valor, a empresa não quis se pronunciar nem confirmou dados sobre o projeto.</p>
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		<title>Ato Público cria o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI</title>
		<link>http://global.org.br/arquivo/noticias/ato-publico-cria-o-comite-nacional-de-defesa-dos-povos-indigenas-de-mato-grosso-do-sul-%e2%80%93-condepi/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 13:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Justiça Global</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O CONDEPI será formado por 39 entidades que tem como objetivo coletar e encaminhar denúncias de violação de direitos humanos para órgãos internacionais, que tem sido frequentes na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ato Público em Campo Grande cria o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A <em>Justiça Global</em> está em Campo Grande para participar do ato público de lançamento do Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI – na manhã desta sexta (25), na Assembleia Legislativa local. O Comitê será formado por 39 entidades que encaminharão denúncias de violação de direitos humanos para orgãos internacionais.</div>
<p><span><img class="alignleft size-medium wp-image-2596" style="margin: 2px;" title="Aldeia Guarani-Kaiowá - Foto: Anne Vilela" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/11/guarani-300x234.jpg" alt="Aldeia Guarani-Kaiowá - Foto: Anne Vilela" width="300" height="234" />A <em>Justiça Global</em> participou do ato público de lançamento do Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul – CONDEPI – na manhã desta sexta (25), na Assembleia Legislativa do Estado em Campo Grande. O </span>CONDEPI<span> será formado por 39 entidades que tem como objetivo coletar e encaminhar denúncias de violação de direitos humanos para órgãos internacionais, que têm sido frequentes na região.</span></p>
<p>Leia abaixo as motivações para a formação do Comitê e exemplos de casos recentes:</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><strong>JUSTIFICATIVA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As entidades que abaixo subscrevem  deliberaram por criar o Comitê Nacional de Defesa da População Indígena  de Mato Grosso do Sul pelos motivos que passam a elencar abaixo:<span id="more-34621"> </span></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Censo 2010, realizado  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso  do Sul tem o 2º maior número absoluto de habitantes indígenas do país,  são 79.29 habitantes indígenas, o que representa 9% da população  indígena do país.</p>
<p style="text-align: justify;">No cálculo de proporção, o Estado tem a  6ª maior proporção de brancos, com 47,3% e a 3ª maior de índios, com 13%  contra 11,2% de indígenas de Roraima e 4,84% de indígenas do Amapá.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, apesar de terceiro em população proporcional, Mato Grosso do Sul, de acordo com o ultimo[1]  relatórios do CIMI, concentrou 55% dos casos de assassinatos de  indígenas no País nos últimos oito anos, sendo disparado o primeiro do  Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2008 foram 70%; em 2010, 57% e nos  primeiros nove meses deste ano, 27 indígenas foram assassinados dos 38  assassinatos ocorridos no País, o que representa 71% da totalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme o relatório, neste período,  foram registradas aproximadamente 190 tentativas de assassinatos, 176  suicídios e mais de 70 conflitos por terras.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado concentra 31 acampamentos  indígenas com “mais de 1200 famílias vivendo em condições subumanas à  beira de rodovias ou sitiados em fazendas”</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas etnias, o povo Kaiowá Guarani é o  mais numeroso e o que mais tem sido vítima da sonegação dos direitos  humanos fundamentais.</p>
<p style="text-align: justify;">O número elevado de suicídios,  alcoolismo, jovens indígenas sendo usados como “mulas” para o tráfico de  drogas, exploração da mão-de-obra indígena de forma degradante nas  usinas de álcool.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>De acordo com dados do INFOPEN de dezembro de 2010, o Estado de Mato  Grosso do Sul detém a segunda maior população carcerária indígena do  Brasil , com mais de 100 índios encarcerados nas prisões do estado sem  assistência jurídica adequada.</p>
<p>Pelas contas do Conselho Indigenista, nos últimos oito anos, 250  indígenas foram assassinados em Mato Grosso do Sul e muitos crimes ainda  se encontram sem solução, com investigações inconclusas e mandantes não  responsabilizados.</p>
<p>O caso mais recente de violência contra os povos indígenas, <span style="text-decoration: underline;">que consta no relatório do CIMI</span>,  é o do Guarani Teodoro Ricardi, de 25 anos, que foi violentamente  espancado até a morte, no dia 27 de setembro, na terra indígena Y`poi,  localizada no município de Paranhos, Sul do Estado. A fazenda São Luiz  (território Y’poi), onde estão acampadas cerca de 70 famílias Guarani e  Kaiowá, é mais uma área de conflito envolvendo proprietários e  indígenas. Conforme o relato do CIMI, o ataque ao índio aconteceu por  volta das 19 horas do dia 27, quando ele voltava para o acampamento  vindo da cidade, a 40 quilômetros da fazenda. A comunidade e os  familiares de Teodoro precisaram acionar o Ministério Público Federal e à  Justiça Federal para garantir o sepultamento na propriedade rural.</p>
<p>A morte da estudante Lurdesvone Pires é outro caso. A terena foi uma  das vítimas do atentado contra o ônibus que transportava índios da Terra  Indígena Cachoeirinha, ocorrido no dia 3 de junho. No atentado, foram  lançadas pedras e um coquetel molotov no ônibus, que transportava 30  alunos indígenas que cursam o ensino médio em Miranda, cidade localizada  a 203  quilômetros de Campo Grande.</p>
<p>Além de Ludesvone e Teodoro, outras mortes revelam a violência que  permeia a disputa entre fazendeiros e índios. Em novembro de 2009, dois  professores indígenas da etnia Kaiowá Guarani – Genivaldo Vera e Rolindo  Vera – desapareceram após confronto com seguranças de uma propriedade  em Paranhos. Conforme informações da Polícia Federal, os índios teriam  entrado em luta contra homens armados, possivelmente seguranças da  fazenda. Passados mais de um ano e meio, apenas um corpo foi localizado e  não há informações mais concretas sobre a investigação e a  identificação dos mandantes. E ainda:</p>
<ul>
<li>Em 2007, em Coronel Sapucaia, a índia Julite Lopes, 70 anos, foi  morta a tiros por seguranças particulares durante desocupação da área  indígena Kurussú Ambá, localizada a cinco quilômetros do município.</li>
<li>Em 07 de julho de 2007, um dos líderes do mesmo acampamento, Ortiz  Lopes, também foi assassinado e, em 2010, três anos depois, Osvaldo  Lopes. Não houve, em Mato Grosso do Sul, o julgamento dos responsáveis  pela morte dos indígenas.</li>
<li>Em dezembro de 2005 o líder indígena Dorvalino Rocha, 39 anos, foi  morto a tiros em Antônio João, fronteira com o Paraguai, pela milícia  armada. Um dos seguranças contratados, João Carlos Gimenes, foi preso  pela Polícia Federal e confessou o crime. A empresa de segurança havia  sido contratada por fazendeiros do município.</li>
<li>O cacique Marcos Verón, em 13 de janeiro 2003, foi mais uma das  vitimas. O líder Guarani Kaiowá foi morto por homens armados que  espancaram e atiraram nos índios do acampamento. À época com 72 anos,  Verón foi encaminhado com traumatismo craniano para o hospital, não  resistindo aos ferimentos. No dia 25 de fevereiro deste ano, o júri  popular condenou a pena de 12 anos e três meses Estevão Romero, Carlos  Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde por tortura e sequestro.  Os três, no entanto, foram inocentados pelo assassinado do líder  guarani.</li>
<li>Dados do Mapa da Violência 2011 do Ministério da Justiça revela que a  taxa de suicídios em Mato Grosso do Sul teve um crescimento  vertiginoso, puxada pelos casos envolvendo índios. Dos cem casos  registrados no Brasil no ano de 2008, cinqüenta e quatro foram no  Estado. No ranking nacional de maior taxa de suicídios, estão em dois  municípios pertencentes à área de conflito indígena, Amambai e Paranhos[1].  A taxa de suicídios na população em geral de Mato Grosso do Sul em dez  anos cresceu 39,3%.  O índice de suicídios foi de 5,6 casos por cem mil  habitantes em 1998 passando para 7,8 em 2008. Quando a taxa é  estratificada para a população jovem, o aumento chega a 95,3%.</li>
<li>A violência também é crescente entre os próprios índios, revelando  uma realidade difícil no cotidiano das aldeias. O uso de bebida  alcoólica, drogas e a cooptação da mão de obra indígena para o trabalho  nas usinas são outros fatores que tem gerado consequências como  desagregação social e cultural, além de mudança nos hábitos dos  indígenas – fenômenos que não fazem parte do modo de ser e de viver dos  povos indígenas – que lidam com essa situação com muita dificuldade.</li>
<li>Dados do Ministério do Trabalho e Emprego de 2007 apontam que boa  parte dos 1.634 trabalhadores libertados das condições degradantes de  trabalho em Mato Grosso do Sul naquele ano pelo Grupo Especial de  Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego são indígenas.  Neste mesmo ano, só em Brasilândia, cidade localizada a 358 quilômetros  de Campo Grande, ocorreu o segundo maior resgate de trabalhadores do  país. Na fazenda DEBRASA, unidade da Companhia de Açúcar e Álcool, 1.011  indígenas estavam alojados em condições precárias. No ano anterior, em  Iguatemi, município distante 454  quilômetros da Capital, 150 índios da  etnia terena também trabalhavam sob condições análogas à escravidão.</li>
</ul>
<p>É importante salientar que as terras tradicionalmente ocupadas por  indígenas em Mato Grosso do Sul foram expropriadas e alienadas pelo  estado na década de 40 do século passado como forma de colonização do  território nessa região. Expulsar os indígenas e fixar os fazendeiros  nessas áreas para legitimar a política oficial de povoamento resultou em  um processo de confinamento e redução dos territórios indígenas, sendo  extremamente nociva e desumana para as etnias submetidas a essa medida.</p>
<p>O que se deu no passado, no então estado de Mato Grosso, é que as  terras tradicionalmente ocupadas pelas comunidades indígenas foram  consideradas terras devolutas, alienadas e tituladas indevidamente. Esse  erro precisa ser reparado hoje, uma vez que a população indígena vem  crescendo e encontra-se confinada em pequenas áreas, o que a motiva a  reivindicar seus antigos territórios.  O Estado brasileiro continua  omisso em buscar uma alternativa jurídica que evite injustiças a  qualquer um dos lados que reclamam por direitos, o que estimula a  violência e o conflito direto entre fazendeiros e indígenas, em continuo  acirramento.</p>
<p>Prova desse acirramento contínuo foi o que ocorreu no ultimo episódio  de barbárie, visto que, um grupo de cerca de 40 pistoleiros, armados e  encapuzados, invadiu no dia 18/11 (apenas alguns dias após a divulgação  do ultimo relatório do CIMI) de manhã um acampamento de índios guaranis  no município de Amambaí. De acordo com informações dos índios, que  presenciaram os fatos, o ataque era contra o cacique Nísio Gomes. Ele  foi executado a tiros e, segundo depoimentos dos indígenas, teve o corpo  arrastado pelos pistoleiros e jogado em uma caçamba de camioneta e  levado para local ignorado, o indígena é considerado morto pelos  indígenas e desaparecido para as autoridades.</p>
<p>A realidade em Mato Grosso do Sul é uma constante ofensa direta à  Constituição Federal principalmente aos artigos 1º, I, III, 3º, I, II,  III e IV, 5°, III, VI, XXXV, XXXVI, XLIV, LIV e 231, negativa de  vigência aos tratados internacionais de que o Brasil é signatário, e  total desrespeito às regras mínimas de direitos indígenas reconhecidos  pela ONU na Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas.</p>
<p>Dessa forma, e pelos motivos acima, a criação do presente Comitê  pretende praticar todas as ações legais e pacificas necessárias para que  os direitos humanos dos índios sul-mato-grossenses sejam respeitados.</p>
<p><strong>ASSINAM</strong>:</p>
<p>1.	CIMI (Conselho Indigenista Missionário)<br />
2.	CUT – MS<br />
3.	Centro de Defesa dos Direitos Humanos Maçal de Souza<br />
4.	MST-MS<br />
5.	12ª Defensoria Pública Cível de Segunda Instância<br />
6.	RENAP (Rede Nacional de Advogados(as) Populares)<br />
7.	COPAI/OAB<br />
8.	CNBB – CRJP/01<br />
9.	Comissão de Direitos Humanos/OAB<br />
10.	Conselho Estadual Indígena	de Mato Grosso do Sul<br />
11.	Conselho Municipal Indígena	de Campo Grande<br />
12.	Comissão de Cultura da Câmara de Vereados de Campo Grande<br />
13.	Coletivo de Mulheres Negras<br />
14.	Fórum Nacional de Mulheres Negras<br />
15.	Associação Rede Criança<br />
16.	GT Combate ao Racismo Ambiental da RBJA<br />
17.	CEDEFES – Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – Belo Horizonte – MG<br />
18.	Centro de Agricultura Alternativa (CAA) Norte de Minas – MG<br />
19.	Fórum Carajás –São Luís – MA<br />
20.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Maranhão) – MA<br />
21.	Instituto Terramar – Fortaleza – CE<br />
22.	Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) – Belém – PA<br />
23.	Dignitatis – João Pessoa – PB<br />
24.	INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos – Brasília – DF<br />
25.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Ceará) – CE<br />
26.	CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/BA<br />
27.	Terra de Direitos<br />
28.	Comissão Pastoral da Terra – CPT Nacional<br />
29.	<em>Justiça Global</em><br />
30.	Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR) – BA<br />
31.	CEDECA Ceará – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente – CE<br />
32.	Rede Nacional de Advogad@s Populares (Renap Rio Grande do Norte) – RN<br />
33.	Grupo de Estudos em Direito Crítico, Marxismo e América Latina – GEDIC (UFERSA/UERN) – RN<br />
34.	Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto<br />
35.	ANCED – Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente<br />
36.	ANADEF – Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais<br />
37.	Rede Alerta contra o Deserto Verde<br />
38.    ABRANDH –  Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos<br />
39.    Advogados sem Fronteira</p>
<hr size="1" />
<div>
<p>[1] Divulgado em 31-10-2011 em Campo  Grande.</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">[2]  As cidades com maior incidência de suicídio de índios estão em áreas de  conflito e disputa pela posse das terras como Amambai – taxa 49,5  suicídios para cada cem mil habitantes, dez vezes maior que o índice  nacional que é 4,9 – e Paranhos – com taxa de 35 casos para cada cem  mil.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Belo Monte: CIDH convoca Governo a responder sobre não-cumprimento de medidas cautelares</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 16:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Representantes do governo brasileiro terão que se explicar na terça (26) sobre a não adoção de medidas de proteção dos direitos indígenas e das populações ameaçadas pelo projeto de Belo Monte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/Belo-monte.jpg" rel="shadowbox[post-2479];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2480" title="Belo Monte" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/10/Belo-monte.jpg" alt="Belo Monte" width="456" height="304" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou o governo brasileiro para que se explique sobre a não adoção de medidas de proteção dos direitos indígenas das populações ameaçadas pelo projeto de Belo Monte, como foi solicitado cautelarmente pela instituição.</p>
<p>No próximo dia 26 de outubro, representantes do governo brasileiro deverão comparecer a uma audiência fechada, presidida por um Comissionado da CIDH, em Washington. Na reunião, que contará com a presença de lideranças das comunidades afetadas em Altamira e advogados das entidades de direitos humanos que as representam, serão reapresentadas as denúncias da não realização da consulta livre, prévia e informada (oitivas indígenas) pelo Congresso Nacional anteriormente ao licenciamento da usina, além de relatos sobre o aumento dos problemas que atingem as populações do Xingu em função das obras da usina.</p>
<p>“A situação das populações indígenas da região de Altamira está cada vez pior. A saúde está um caos, a mortalidade infantil está aumentando, os casos de malária triplicando. Mesmo as medidas emergenciais que deveriam ser cumpridas pela Norte Energia, simplesmente não estão sendo garantidas &#8211; como prevê o acordo da empresa com a Funai. Até as aldeias que acabaram silenciando sobre Belo Monte agora estão enfurecidas com esta situação”, explica  a liderança indígena do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS), Sheyla Juruna. Ela e a coordenadora do movimento, Antonia Melo, participarão da reunião na CIDH..</p>
<p>No julgamento, nesta segunda-feira (17/10), de uma das 12 Ações Civis Públicas contra Belo Monte, a desembargadora Selene Almeida, do Tribunal Regional Federal da primeira Região (TRF1), confirmou a ocorrência de graves impactos de Belo Monte sobre as populações do Xingu e a ilegalidade da autorização da usina pelo Congresso Nacional, que  não realizou consultas prévias com as populações indígenas conforme o artigo 231 da Constituição, a Convenção 169 da OIT e diretriz da Convenção Interamericana de Direitos Humanos. Na avaliação de Andressa Caldas, advogada da ONG <em>Justiça Global</em> e uma das representantes das populações indígenas, esta decisão deve reforçar a argumentação de violações diante da CIDH. De acordo com o advogado da ONG AIDA, Jacob Kopas, também serão apresentados d ados sobre o não cumprimento das condicionantes ambientais e indígenas, impostas pelas Licenças Previa e de Instalação.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/18/1536/">Voto da desembargadora Selene Almeida no julgamento da apelação da ACP das oitivas indígenas no TRF1</a></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/06/malaria-mortalidade-infantil-e-desmatamento-desenfreado-impactam-indigenas-em-altamira/">Malária, mortalidade infantil e desmatamento desenfreado impactam indígenas em Altamira</a></p>
<p><a href="http://www.xinguvivo.org.br/2011/10/11/com-belo-monte-violencia-sexual-contra-crianca-e-adolescente-cresce-138/">Com Belo Monte, violência sexual contra criança e adolescente cresce 138%</a></p>
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		<title>BNDES é (co) responsável pelos conflitos na Bolívia</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 19:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Organizações brasileiras, bolivianas e internacionais, em uma articulação com a Plataforma BNDES, demandam suspensão de financiamento a obra que viola direitos de indígenas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/TIPNIS.jpg" rel="shadowbox[post-2459];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2460" title="TIPNIS" src="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/TIPNIS.jpg" alt="TIPNIS" width="400" height="250" /></a></p>
<p><strong>Pela suspensão imediata do financiamento à construção da estrada</strong></p>
<p>Organizações da sociedade civil brasileira, boliviana e internacional, em uma articulação com a Plataforma BNDES, demandam do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a imediata suspensão contratual do financiamento previsto para a construção da estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, na Bolívia, cortando ao meio o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).</p>
<p><a href="http://global.org.br/wp-content/uploads/2011/09/CARTA-Tipnis-II.pdf">LEIA A CARTA DE POSICIONAMENTO</a></p>
<p>Há mais de um mês, a Plataforma BNDES aguarda uma resposta do BNDES a outra carta, protocolada na sede do banco e endereçada ao seu presidente, Luciano Coutinho. Desde o dia 25 de agosto, exatamente um mês antes da violenta repressão policial do governo boliviano às manifestações indígenas, as organizações brasileiras e bolivianas já demandavam a suspensão do financiamento, apontando fragilidades nos critérios ambientais e sociais do banco, assim como em sua política de transparência.</p>
<p>A nota divulgada hoje volta a alertar para as violações sobre os direitos indígenas e acrescenta denúncias de superfaturamento nas obras. “O BNDES tem a obrigação de apurar as graves denúncias de superfaturamento nos contratos celebrados entre a Agência Boliviana de Carreteras (ABC) e a empresa brasileira OAS”. As denúncias foram encaminhadas por organizações bolivianas ao Ministério Público daquele país no último dia 27 de setembro.</p>
<p>A Plataforma BNDES é uma articulação política que reúne diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais da América Latina que, desde 2007, buscam democratizar o BNDES e reorientar o padrão de desenvolvimento financiado por essa instituição pública.</p>
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		<title>As milícias privadas do campo no Paraná</title>
		<link>http://global.org.br/programas/as-milicias-privadas-do-campo-no-parana/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 22:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A realização do Júri do assassinato de Eduardo Anghinoni no dia 27 reacende o debate sobre a atuação de milícias privadas, que vitimou 16 trabalhadores rurais sem terra no Paraná. Neste texto, da Terra de Direitos, você conhece como foi sobreviver ao “período Lerner”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; line-height: normal;"> </span></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, sans-serif; font-weight: normal; "><em><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: medium;">A realização do Júri do assassinato de Eduardo Anghinoni no dia 27 reacende o debate sobre a atuação de milícias privadas, que vitimou 16 trabalhadores rurais sem terra no Paraná. No texto de hoje, você conhece como foi sobreviver ao “período Lerner”.</span></span></em></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><em>da <a href="http://terradedireitos.org.br/">Terra de Direitos</a></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O período em que Jaime Lerner esteve como governador do Paraná foi um tempo de extrema violência no campo. Entre 1995 a 2002, o estado contabilizou dezesseis trabalhadores sem terra assassinados, 49 ameaças de morte e 325 feridos, em 134 ações de despejo (dados CPT).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Sob a perspectiva dos conflitos fundiários, os assassinatos não podem ser analisados individualmente e uma pesquisa mais aprofundada revela as relações ilícitas formadas para impedir a luta pela Reforma Agrária no estado. Em 1999, Celso Anghinoni, irmão de Eduardo, e outras quatro lideranças da COANA, cooperativa de Querência do Norte, foram vítimas de <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9ub3RpY2lhcy9icmFzaWwtZS1jb25kZW5hZG8tcGVsYS1vZWEtcG9yLWdyYW1wb3MtaWxlZ2Fpcy1jb250cmEtby1tc3Qv&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">interceptações telefônicas ilegais</a>, caso reconhecido internacionalmente através de uma sentença condenatória da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Os grampos serviram para monitorar a atuação do MST na região e foram realizados pela Polícia Militar e pelo comandante<a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYWdlbmRhL3RlbmVudGUtcXVlLXBlcnNlZ3VpYS1tc3QtZS1hY3VzYWRvLWRlLXRyYWZpY28taW50ZXJuYWNpb25hbC1kZS1hcm1hcy1kcm9nYXMtZS1mb3JtYWNhby1kZS1xdWFkcmlsaGEv&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Copetti Neves</a>, condenado em 2009 a 18 anos de prisão pela Justiça Federal por tráfico internacional de arma de fogo, drogas e formação de quadrilha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Já o acusado de matar Eduardo Anghinoni, Jair Firmino Borracha, também foi preso por suposto envolvimento na morte de <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9ub3RpY2lhcy9jb21pc3Nhby1pbnRlcmFtZXJpY2FuYS1yZXNwb25zYWJpbGl6YS1lc3RhZG8tYnJhc2lsZWlyby1wZWxvLWFzc2Fzc2luYXRvLWRlLXRyYWJhbGhhZG9yLXJ1cmFsLW5vLXByLw==&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Sebastião Camargo Filho</a>, agricultor sem terra assassinado com um tiro à queima roupa em 1998. Uma testemunha ocular do crime afirma que o atirador era <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS90ai1kZWNpZGUtcXVlLXJ1cmFsaXN0YS1kZXZlLWlyLWEtanVyaS1wb3B1bGFyLw==&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Marcos Prochet</a>, ex-presidente da União Democrática Ruralista – UDR , que aguarda decisão do Tribunal de Justiça para ser levado a Júri Popular por este crime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Somente no Paraná, a UDR já respondeu, curiosamente, a oito ações perante a Justiça do Trabalho, movidas por “seguranças”, na realidade pistoleiros, reivindicando pagamentos por serviços de “proteção” prestados a membros da entidade. Umas das reclamações trabalhistas, porém, foi extinta por “ilicitude do objeto” do contrato de trabalho, todavia, nunca houve uma investigação criminal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> A existência de provas, entretanto, nunca garantiu justiça para os trabalhadores do campo. Além do Judiciário não responsabilizar os assassinos, via de regra os mandantes dos crimes sequer constam nos processos. No ano passado, o sucessivo adiamento das audiências judiciais levou à absolvição de um dos envolvidos na morte de outro trabalhador, <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9pbXB1bmlkYWRlLWNoYWNpbmEtb2NvcnJpZGEtZW0tOTctY29udHJhLXNlaXMtc2VtLXRlcnJhcy1maWNhLXNlbS1yZXNwb3N0YS1kby1lc3RhZG8v&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Vanderlei das Neves</a> , ocorrida em 1997 em Laranjeiras do Sul. Apenas neste caso, o júri foi remarcado por nove vezes. Na ação que levou à morte Vanderlei, na época com 16 anos, foi usado um fuzil 762, de uso exclusivo do Exército e da Polícia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Outra característica em comum nas mortes dos trabalhadores sem terra é a baixa qualidade e intensidade das investigações policiais, em oposição às investidas de criminalização da luta social. Os assassinatos de Sétimo Garibaldi (1998) e Elias de Meura (2004), por exemplo, ainda estão na fase de Inquérito Policial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> No caso de Eduardo Anghinoni, a acusação solicitou o desaforamento da audiência do Tribunal do Júri, que será realizada na cidade de Curitiba. Inicialmente, o júri aconteceria na região de Querência do Norte, mas a acusação acreditava que o clima de tensão e a forte atuação dos fazendeiros na região pudessem influenciar ou intimidar os jurados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">Campanha pela realização do Júri:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> Até 27 de julho, data marcada para o início do tribunal, você receberá todos os dias uma nova abordagem sobre a realização do Júri Eduardo Anghinoni. Espalhe essa informação e seja uma gota de esperança nesse latifúndio de injustiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Leia mais: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">19/7: <a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3RlcnJhZGVkaXJlaXRvcy5vcmcuYnIvYmlibGlvdGVjYS9waXN0b2xlaXJvLWVudm9sdmlkby1lbS1taWxpY2lhLXByaXZhZGEtdmFpLWEtanVyaS1pbmVkaXRvLW5vLXBhcmFuYS8=&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">Pistoleiro envolvido em milícia privada vai a Júri inédito no Paraná</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mais informações:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3d3dy5tc3Qub3JnLmJy&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">www.mst.org.br</a><br />
<a style="color: #0000cc;" href="https://sys.jaiminho.com.br/link.php?URL=aHR0cDovL3d3dy50ZXJyYWRlZGlyZWl0b3Mub3JnLmJy&amp;Name=&amp;EncryptedMemberID=MTAwMjk4MjU1Mg%3D%3D&amp;CampaignID=2745&amp;CampaignStatisticsID=2046&amp;Demo=0&amp;Email=c2FuZHJhQGdsb2JhbC5vcmcuYnI=" target="_blank">www.terradedireitos.org.br</a></span></p>
<p style="font-family: arial, sans-serif; ">
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		</item>
		<item>
		<title>Especialistas apresentam relatórios sobre violações de direitos humanos na Câmara dos Deputados</title>
		<link>http://global.org.br/programas/especialistas-apresentam-relatorios-sobre-violacoes-de-direitos-humanos-na-camara-dos-deputados/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 19:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Mehl</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O licenciamento de Belo Monte, a contaminação por urânio na Bahia, o aumento de casos de intolerância religiosa nas escolas, despejos urbanos, a situação das comunidades tradicionais no Pará e a realidade das mulheres encarceradas no Brasil serão alguns dos temas apresentados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O licenciamento de Belo Monte, a contaminação por urânio na Bahia, o aumento de casos de intolerância religiosa nas escolas, despejos urbanos, a situação das comunidades tradicionais no Pará e a realidade das mulheres encarceradas no Brasil serão alguns dos temas apresentados </em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p>Entre 2009 e 2010, seis especialistas acompanharam as principais violações de direitos humanos ocorridas no Brasil. Durante a semana em que se celebra o Dia dos Direitos Humanos, esses especialistas, denominados Relatores de Direitos Humanos, retornam para apresentar o resultado do trabalho realizado. A apresentação ocorrerá durante uma Audiência Pública, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.</p>
<p>O licenciamento de Belo Monte, a contaminação por urânio na Bahia, o aumento de casos de intolerância religiosa nas escolas, a realização de despejos urbanos, a situação das comunidades tradicionais no Pará e a realidade das mulheres encarceradas no Brasil são alguns dos temas trabalhados. A partir de denúncias encaminhadas, os/as Relatores/as foram a campo para investigar violações de direitos humanos, em cinco áreas de atuação: Meio Ambiente; Cidade; Educação; Saúde e Terra, Território e Alimentação. Durante as visitas, coletaram informações, realizaram audiências com poderes públicos e conheceram de perto a vida de comunidades em todo o país.</p>
<p>Durante a Audiência Pública cada relator/a irá expor os casos investigados e apresentar recomendações às autoridades, visando contribuir para o avanço dos direitos humanos no Brasil e para a construção de uma cultura de direitos. A Audiência será acompanhada pelo Conselho de Seleção e Acompanhamentos das Relatorias, formado por órgãos como a Secretaria de Direitos Humanos, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e agências do Sistema ONU, além das entidades e da coordenação da Plataforma Dhesca Brasil, rede que coordena a atuação das Relatorias.</p>
<p><strong>Audiência Pública </strong></p>
<p><em>Data: 8 de dezembro de 2010– quarta-feira</em></p>
<p><em>Horário: das 14h às 15h</em></p>
<p><em>Local: Plenário 9, anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília.</em></p>
<p><em>Contatos: Laura Schühli &#8211; 41 3232 4660/41 8858 9600</em></p>
<p><strong>CONHEÇA CADA TEMA TRABALHADO: </strong></p>
<p><strong>Educação </strong></p>
<p>Relatora: Denise Carreira</p>
<p>Investigou casos de intolerância religiosa em ambientes escolares. Durante entrevistas e visitas realizadas em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro descobriu casos em que professores/as foram demitidos ou afastados por abordarem em classe religiões de matriz africana.</p>
<p><strong>Saúde Sexual e Reprodutiva</strong></p>
<p>Relatora: Maria José de Oliveira Araújo</p>
<p>Visitou quatro complexos penitenciários femininos, quando se deparou com a existência de celas de castigo, mulheres sem acesso a medicamentos – incluindo antirretrovirais, e até uma interna grávida, que esperava a expulsão espontânea do feto já morto e sem acesso a atendimento médico.</p>
<p><strong>Meio Ambiente</strong></p>
<p>Relatores: Marijane Lisboa e José Guilherme Zagallo</p>
<p>Investigou o impacto do modelo de desenvolvimento para o meio ambiente e para as populações. Foi à região da Volta Grande do Xingu, no Pará, investigar o processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, e também foi à cidade de Caetité, onde a população reclama da falta de informações quando ocorre vazamento de urânio de uma mina na cidade. Estudos científicos apontam que a população de Caetité apresenta uma incorporação média de urânio no organismo 100 vezes maior que a média mundial.</p>
<p><strong>Terra, Território e Alimentação</strong></p>
<p>Relator: Sérgio Sauer</p>
<p>Esteve no Pará para acompanhar os conflitos ocorridos em Santarém, quando um movimento local reteve balsas carregadas de madeira extraída ilegalmente de uma reserva. Meses depois, uma operação da Polícia Federal apreendeu no local a maior quantidade de madeira já registrada no Brasil (64 mil m³). Lideranças do movimento sofrem até hoje com ameaças por madeireiros. A Relatoria esteve também no sertão de Pernambuco e Bahia, para investigar o impacto da construção de barragens e da transposição do rio São Francisco nas comunidades locais.</p>
<p><strong>Cidade</strong></p>
<p>Relator: Orlando Alves dos Santos Junior</p>
<p>A relatoria investigou as ameaças de despejo vividas por nove comunidades de São Paulo, muitas delas ocasionadas pela construção de obras como a ampliação da Marginal Tietê, a implantação do Parque das Várzeas e a construção do Rodoanel. A Relatoria conversou também com moradores de rua e chegou a presenciar um caminhão da Prefeitura jogando água em algumas pessoas que dormiam nas calçadas. Esteve também no estado do Piauí, para investigar o grande número de remoções.</p>
<p><strong>O que são as Relatorias de Direitos Humanos?</strong></p>
<p>As Relatorias de Direitos Humanos são uma iniciativa da sociedade civil brasileira, que tem como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos. O projeto foi implantado pela Plataforma Dhesca Brasil em 2002, inspirado no modelo dos Relatores Especiais da ONU. A metodologia desenvolvida no Brasil já foi replicada na Argentina e está sendo levada para outros países, como a Colômbia.</p>
<p>O desafio dos/as Relatores/as é o de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil. Para verificar as denúncias acolhidas, as Relatorias visitam os locais realizando missões, Audiências Públicas, incidências junto aos poderes públicos e publicam relatórios com recomendações para a superação dos problemas identificados.</p>
<p><strong>O que é a Plataforma Dhesca Brasil? </strong></p>
<p>A Plataforma Dhesca Brasil é uma articulação nacional composta por movimentos e organizações de direitos humanos da sociedade civil, que desenvolve ações de promoção, defesa e reparação dos Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – Dhesca, visando o fortalecimento da cidadania e a radicalização da democracia.</p>
<p>Mais informações, acesse o site: <a href="http://www.dhescbrasil.org.br/" target="_blank">www.dhescbrasil.org.br</a></p>
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